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Irã x EUA

Irã x EUA

Uso de bombardeiro “mortal” dos EUA no Irã expõe fragilidade aérea e eleva tensão global

por Redação 1 de abril de 2026

O uso de bombardeiros B-52 pelos Estados Unidos no espaço aéreo do Irã, confirmado pelo Departamento de Guerra nesta terça-feira (31), marca uma escalada relevante no conflito e levanta questionamentos sobre a capacidade defensiva iraniana. Segundo o The New York Times, a presença da aeronave indica um possível enfraquecimento dos sistemas antiaéreos do país.

Considerado uma das armas mais letais do arsenal americano, o B-52 é capaz de transportar até 32 toneladas de armamento, incluindo bombas, minas e mísseis de alta precisão. Fabricado pela Boeing desde a década de 1950, o modelo pode percorrer mais de 14 mil quilômetros sem reabastecimento e voar a até 15 mil metros de altitude. Apesar do poder de fogo, a aeronave não possui a agilidade de caças, o que a torna mais vulnerável a defesas modernas.

De acordo com o Pentágono, os bombardeiros serão utilizados para atingir cadeias de suprimentos ligadas à produção de mísseis, drones e embarcações iranianas, com o objetivo de limitar a reposição de armamentos no conflito. Embora o B-52 tenha capacidade nuclear, não há confirmação de uso de ogivas desse tipo nas operações atuais.

Com mais de 70 anos de operação, o modelo já participou de diversos conflitos estratégicos dos Estados Unidos, incluindo a Guerra do Vietnã, ações após os ataques de 11 de setembro e missões contra o Estado Islâmico. A aeronave também integrou operações no Caribe contra o tráfico internacional de drogas. Ao todo, 744 unidades foram produzidas, sendo a última entregue em 1962, e a previsão é de que continue em uso até 2050.

A tensão aumentou após o presidente Donald Trump divulgar um vídeo de uma explosão em Isfahan, supostamente em um depósito de munições. Ainda não há confirmação de que o ataque tenha sido realizado por B-52, e o Irã não se pronunciou oficialmente até o momento.

Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou que irá retaliar empresas americanas no Oriente Médio. Entre os alvos citados estão Boeing, fabricante do B-52, além de gigantes como Tesla, Google, Apple, Microsoft, Intel, IBM, Oracle, Nvidia, Dell, HP, Cisco, Meta, JP. Morgan, GE, G42, Spire Solution e Palantir. A organização também orientou funcionários dessas companhias a deixarem seus locais de trabalho e recomendou evacuação em um raio de um quilômetro ao redor dessas instalações.

Fonte: G1

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Irã x EUA

EUA ampliam presença militar para mais de 50 mil no Oriente Médio e avaliam ofensiva terrestre contra o Irã

por Redação 30 de março de 2026

Os Estados Unidos já mobilizam mais de 50 mil militares no Oriente Médio em meio à escalada do conflito com o Irã, segundo informações publicadas por veículos como The New York Times e The Washington Post. O reforço inclui cerca de 5 mil novos integrantes — entre fuzileiros navais e marinheiros — além de centenas de forças especiais, elevando o contingente em cerca de 10 mil acima do habitual.

De acordo com autoridades ouvidas sob anonimato, o deslocamento tem como objetivo oferecer ao presidente Donald Trump mais opções militares, incluindo a possibilidade de ampliar a guerra, que já dura cerca de um mês. Entre os cenários avaliados estão ações como a tomada de ilhas estratégicas ou outros territórios iranianos.

O Pentágono também estaria preparando planos para uma possível campanha terrestre de semanas, caso haja autorização para uma invasão limitada. Entre os alvos estratégicos considerados está a Ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo do Irã, já atingida por bombardeios recentes.

A movimentação ocorre em meio à crise no Estreito de Ormuz, passagem por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás liquefeito do mundo, atualmente praticamente bloqueada após ataques iranianos em resposta às ações militares dos EUA e de Israel.

Além disso, cerca de 2 mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada foram enviados recentemente à região, com capacidade para atuar em operações de assalto aéreo. A localização exata das tropas não foi divulgada, mas, segundo autoridades, elas estão posicionadas para possíveis ações contra o Irã.

Apesar da mobilização, especialistas militares apontam limitações. O efetivo atual, mesmo ampliado, é considerado insuficiente para uma operação terrestre de grande escala em um país com cerca de 93 milhões de habitantes e território extenso. Como comparação, a invasão do Iraque em 2003 contou com aproximadamente 250 mil soldados.

Outro fator de risco envolve a exposição das tropas a ataques com drones, mísseis, fogo terrestre e explosivos improvisados. Há ainda o impacto político interno, já que uma escalada militar pode afetar o apoio ao governo Trump às vésperas das eleições legislativas.

Nos bastidores, o governo americano alterna entre sinais de desescalada e ameaças mais duras. A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os preparativos do Pentágono não significam decisão tomada, mas alertou que o presidente está “preparado para desencadear o inferno” caso o Irã não abandone suas ambições nucleares.

Enquanto isso, a incerteza sobre os próximos passos mantém a tensão elevada em uma das regiões mais estratégicas do planeta.

Fonte: OGLOBO

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Irã x EUA

Avião espião de US$ 270 milhões dos EUA é destruído em ataque iraniano e eleva tensão no Oriente Médio

por Redação 30 de março de 2026

Um avião de vigilância aérea dos Estados Unidos, avaliado em cerca de US$ 270 milhões, foi destruído após um ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, no último domingo (29). O episódio intensifica a escalada de tensões no Oriente Médio e expõe a vulnerabilidade de estruturas militares estratégicas na região.

Imagens verificadas pela agência AFP mostram a aeronave, um E-3 Sentry, completamente destruída após o impacto. Registros que circularam nas redes sociais indicam que o avião ficou partido ao meio. O modelo é utilizado para monitoramento aéreo e coordenação de operações militares, sendo peça-chave em missões de vigilância.

O ataque teria sido realizado com o uso combinado de mísseis e drones, segundo informações publicadas por veículos como The New York Times e The Wall Street Journal. Pelo menos 12 militares americanos ficaram feridos, sendo dois em estado grave.

De acordo com o Wall Street Journal, além do E-3 Sentry, outras aeronaves também foram atingidas na base, incluindo aviões de reabastecimento. A Base Príncipe Sultan é utilizada pelas forças dos Estados Unidos e tem sido alvo de ofensivas iranianas recentes.

O E-3 Sentry integra o sistema AWACS (Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado), capaz de rastrear drones, mísseis e aeronaves a grandes distâncias. Antes do ataque, a Força Aérea dos EUA mantinha cerca de 16 unidades desse modelo em operação.

O episódio ocorre em meio a uma série de ações militares do Irã contra estruturas americanas no Golfo. Nas últimas semanas, ataques teriam atingido sistemas de radar, baterias de defesa antimísseis, drones e aeronaves em bases localizadas na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Kuwait, conforme relatos da imprensa internacional.

As ofensivas são apontadas como resposta de Teerã à atuação dos Estados Unidos na região, ampliando a instabilidade em uma área estratégica para a produção e o transporte global de petróleo.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Irã nega diálogo com EUA e afirma que Trump recuou após ameaças sobre guerra energética

por Redação 23 de março de 2026

Agências estatais iranianas negaram nesta segunda-feira (23) que haja qualquer negociação em andamento entre o Irã e os Estados Unidos. A reação veio horas após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar uma trégua de cinco dias em ataques à infraestrutura energética iraniana e afirmar que manteve “conversas muito boas” com lideranças de Teerã no fim de semana.

A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária, informou com base em fontes do governo iraniano que não há diálogo em curso e afirmou ainda que Trump teria recuado após ouvir ameaças do Irã de atacar estações energéticas no Golfo. A Tasnim, também estatal, reforçou a negativa e declarou que não houve negociações e que não haverá, criticando o que classificou como “guerra psicológica” que não traria paz aos mercados de energia nem normalizaria a situação no Estreito de Ormuz.

Já a agência Mehr citou o ministro das Relações Exteriores iraniano ao afirmar que a declaração de Trump seria uma tentativa de fazer os preços do petróleo e do gás, que dispararam após o início da guerra, voltarem a cair. A Irna, outra agência oficial, também afirmou que não houve conversas entre os dois países.

Apesar das negativas, Trump reafirmou que houve contatos e sugeriu problemas de comunicação interna no governo iraniano. “Eles que ligaram, eu não liguei”, disse o presidente a jornalistas. Em publicação na rede Truth Social, ele afirmou que representantes dos dois países tiveram discussões “muito boas e produtivas” e que, por isso, determinou ao Departamento de Guerra o adiamento de qualquer ataque contra instalações energéticas iranianas por cinco dias, condicionado ao avanço das conversas.

A troca de declarações ocorre em meio à escalada do conflito entre os dois países, que já dura mais de três semanas. No domingo, a Guarda Revolucionária ameaçou fechar completamente o Estreito de Ormuz e atacar usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem bases americanas no Golfo.

O posicionamento foi uma resposta a Trump, que no sábado (21) falou em “obliterar” usinas iranianas caso Teerã não reabrisse totalmente o estreito em até 48 horas — prazo que venceria por volta das 19h44 desta segunda-feira, no horário de Brasília. Um eventual ataque a instalações energéticas seria considerado uma escalada significativa no conflito.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou ainda que, se houver ataque às instalações iranianas, irá “destruir completamente” empresas no Oriente Médio com participação norte-americana e considerar como “alvos legítimos” instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA.

Outras autoridades iranianas também reagiram. O presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou nas redes sociais que o país poderá “destruir de forma irreversível” infraestruturas críticas no Oriente Médio. As Forças Armadas iranianas afirmaram que qualquer ação militar resultará em represálias contra instalações energéticas ligadas aos Estados Unidos na região.

Uma resposta menos inflamatória veio do embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), Ali Mousavi, que disse que o Estreito de Ormuz permanece fechado apenas para navios considerados “inimigos do Irã”, e que o país pretende contribuir para a passagem segura das demais embarcações.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Ataque de mísseis do Irã a base no Oceano Índico gera alerta internacional sobre alcance militar

por Redação 23 de março de 2026

Um ataque com mísseis balísticos lançado pelo Irã contra a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico, acendeu um alerta internacional sobre o alcance do arsenal iraniano. A instalação, compartilhada por Estados Unidos e Reino Unido, fica a cerca de 4 mil quilômetros do território iraniano, entre a África e a Indonésia.

O episódio ocorreu na noite de sexta-feira (20). Segundo autoridades, dois projéteis foram disparados, mas não houve danos: um falhou durante o voo e o outro foi interceptado pela defesa norte-americana. A ação foi inicialmente revelada pela imprensa dos EUA e posteriormente confirmada pelo governo britânico e pela agência iraniana Mehr.

Em comunicado, a Mehr afirmou que o ataque representa um “passo significativo”, demonstrando que o alcance dos mísseis iranianos pode ser maior do que o imaginado. Especialistas destacam que o Irã possui um dos arsenais de mísseis mais robustos do Oriente Médio, com projéteis de grande poder de fogo e potencial para transportar ogivas nucleares.

O alvo escolhido chamou atenção por estar fora da área central do conflito envolvendo Irã, Israel e forças norte-americanas, que já dura mais de três semanas. Bases situadas em países como Catar e Arábia Saudita têm papel mais direto na guerra, o que torna o ataque considerado incomum.

A distância percorrida pelos mísseis alimentou preocupações na Europa, já que cidades como Atenas, Roma, Berlim, Paris e Londres estariam dentro de um eventual raio de alcance semelhante. Apesar disso, autoridades britânicas afirmaram que não há avaliação atual de que o Irã tenha capacidade ou intenção de atingir o continente europeu.

O episódio também reforçou o discurso do governo de Israel sobre o programa militar iraniano. Em comunicado, o Exército israelense classificou o regime de Teerã como “ameaça global”, alegando que o país estaria desenvolvendo mísseis com alcance ampliado — algo negado pelo Irã no passado. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu voltou a defender que mais países se unam a Estados Unidos e Israel no enfrentamento ao regime iraniano.

A escalada de tensão internacional é acompanhada com atenção no Brasil, inclusive por moradores de Guarulhos e da Grande São Paulo, diante dos possíveis impactos geopolíticos e econômicos de conflitos envolvendo grandes potências.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Irã ameaça destinos turísticos de americanos e israelenses enquanto EUA liberam petróleo iraniano

por Redação 20 de março de 2026

O Irã emitiu nesta sexta-feira (20) uma nova ameaça contra destinos turísticos e pontos de lazer frequentados por americanos e israelenses, segundo o porta-voz do exército, Sardar Shekarchi. A declaração, divulgada pela agência ISNA, ocorre após o assassinato de funcionários do governo e comandantes iranianos, incluindo o ministro da Inteligência, Esmail Khatib, por Israel.

“Estamos de olho em seus covardes funcionários e comandantes, seus pilotos e seus soldados, e não demorará muito para que os arrastemos para fora de seus esconderijos… De agora em diante, centros turísticos e de lazer ao redor do mundo serão inseguros para os inimigos”, afirmou Shekarchi.

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, sucessor de seu pai Ali Khamenei, morto em ataque aéreo israelense no primeiro dia da guerra (28 de fevereiro), reforçou que os inimigos do país terão sua segurança retirada. A comunicação oficial foi enviada ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

Enquanto isso, os Estados Unidos sinalizam a liberação do petróleo iraniano. O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que os carregamentos poderiam chegar aos mercados globais em poucos dias, dependendo do fim ou suspensão das sanções americanas, com absorção prevista pelo mercado em 30 a 45 dias.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, acrescentou que cerca de 140 milhões de barris de petróleo iraniano já poderiam ser liberados, ressaltando que os EUA não atacam a infraestrutura energética do país e permitem que exportações continuem pelo Golfo Pérsico.

Fonte: CBN

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Irã x EUA

Guerra no Irã abala imagem de segurança de Dubai, Catar e Emirados e gera prejuízos bilionários

por Redação 20 de março de 2026

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã começou a colocar em risco a imagem de estabilidade e segurança que países do Golfo Pérsico, como Dubai, Abu Dhabi e Doha, cultivaram por décadas. A região, antes percebida como refúgio de luxo e prosperidade, sofre impactos diretos em turismo, investimentos e infraestrutura.

Desde 28 de fevereiro, ataques iranianos atingiram centros comerciais, arranha-céus de luxo, portos, hotéis e aeroportos, incluindo o Burj al Arab e o Fairmont The Palm, além de instalações industriais como o complexo de Ras Laffan, no Catar. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz agravou os danos, bloqueando exportações de combustíveis.

O setor turístico da região vem perdendo cerca de US$ 600 milhões (R$ 3,15 bilhões) por dia, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo. Eventos internacionais, voos e reservas de hotéis foram cancelados em massa, impactando diretamente a economia local. Apenas na semana de 6 de março, Dubai registrou mais de 80 mil cancelamentos de aluguéis de curta duração.

Especialistas apontam que a dependência da proteção americana, embora tenha mantido a região isolada de conflitos por décadas, agora expõe limites dessa estratégia. Países do Golfo investiram fortemente em vigilância, segurança e relações com Washington, mas não foram consultados antes do início das hostilidades.

“A guerra mostra que a segurança do Golfo depende, em grande parte, de decisões externas. Recuperar a confiança de investidores e turistas dependerá da duração do conflito”, afirma Elham Fakhro, pesquisadora do Centro Belfar da Universidade Harvard.

O prolongamento da guerra ameaça acelerar a saída de expatriados, a fuga de capitais e o atraso na retomada da produção de petróleo. Para especialistas, a solução duradoura passa pelo estabelecimento de relações próprias com o Irã, evitando que decisões externas continuem transformando a região em alvo.

Fonte: G1

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Irã x EUA

EUA usam bomba de penetração contra posições do Irã no Estreito de Ormuz, diz Comando Central

por Redação 18 de março de 2026

O uso de bombas de penetração profunda pelos Estados Unidos contra posições militares do Irã no Estreito de Ormuz, anunciado nesta terça-feira (17), intensificou o cenário de tensão internacional e acendeu alertas sobre os impactos econômicos e geopolíticos do conflito.

De acordo com o Comando Central americano, foram empregadas múltiplas munições de 5.000 libras (cerca de 2.300 kg) contra baterias anti-embarcações e posições fortificadas de mísseis iranianos ao longo da costa próxima ao estreito. Segundo o comunicado, os mísseis de cruzeiro antinavio representavam risco direto à navegação internacional na passagem estratégica.

Controlado pelo Irã, o Estreito de Ormuz é responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial. Desde o fechamento da rota por Teerã, após ataques de Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o bloqueio de petroleiros contribuiu para a alta dos preços da commodity nos mercados globais.

No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou apoio de aliados europeus e asiáticos para reabrir a passagem, mas líderes evitaram assumir compromissos militares em meio à guerra. Nesta terça, o republicano afirmou não precisar de ajuda para a operação, embora tenha criticado a Otan, classificando como “um erro muito tolo” a decisão de não participar do desbloqueio do estreito.

Também nesta terça-feira, um ataque israelense matou Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã e uma das principais figuras do regime. Paralelamente, Irã e Israel trocaram ataques aéreos. Segundo a emissora estatal iraniana, mísseis lançados pelo país atingiram áreas próximas ao gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.

Em nota, o Exército iraniano afirmou ter atingido centros cibernético-tecnológicos e estratégicos ligados a fabricantes de armas israelenses, incluindo a empresa Rafael. As Forças de Defesa de Israel confirmaram o ataque e orientaram a população a buscar abrigos antiaéreos, enquanto sirenes soaram em todo o território.

As bombas de penetração profunda são projetadas para destruir alvos enterrados a vários metros de profundidade. Em junho de 2025, os EUA já haviam utilizado a Massive Ordnance Penetrator (GBU-57), de 13,6 mil kg, contra instalações nucleares subterrâneas iranianas. Por serem extremamente pesadas, essas munições só podem ser lançadas por bombardeiros estratégicos disponíveis exclusivamente no arsenal americano.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Protestos convocados pelo regime levam iranianos às ruas em meio à guerra

por Redação 17 de março de 2026

A população do Irã foi às ruas nesta terça-feira (17) para participar de manifestações “em defesa do país” durante o conflito contra Estados Unidos e Israel. Os atos foram convocados pelo próprio governo por meio de mensagens divulgadas no Telegram.

As mobilizações começaram às 10h30 no horário de Brasília, correspondente às 17h em Teerã, e ocorreram em diferentes cidades. A convocação partiu do Conselho de Coordenação da Propaganda Islâmica, que incentivou a participação popular para demonstrar repúdio aos ataques atribuídos ao que chamou de “inimigo sionista-americano”.

O líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, também publicou em seu perfil oficial um vídeo com imagens de protestos anteriores acompanhado da mensagem sobre a importância da presença popular nas ruas.

As manifestações acontecem no 18º dia da guerra, poucas horas após Israel afirmar ter matado duas autoridades de alto escalão do regime iraniano: Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança, e Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij, unidade ligada à Guarda Revolucionária e conhecida pelo papel na repressão interna. O Irã não confirmou a morte de Larijani, enquanto as forças Basij reconheceram o falecimento de Soleimani.

O país tem sido alvo de ataques aéreos diários conduzidos por Estados Unidos e Israel. Nesta terça, Teerã e outras cidades foram atingidas por bombardeios israelenses descritos como “em larga escala”. Na última sexta-feira, uma explosão próxima a uma manifestação na capital resultou na morte de uma mulher, segundo a TV estatal iraniana.

Os protestos ocorrem ainda às vésperas do Nowruz, o Ano Novo Persa, previsto para o próximo fim de semana. Apesar da escalada do conflito, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou mensagem desejando um feliz Nowruz à população iraniana.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Renúncia por guerra no Irã expõe racha político nos EUA

por Redação 17 de março de 2026

O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, renunciou ao cargo nesta terça-feira (17) após declarar oposição à guerra em curso contra o Irã. Em carta endereçada ao presidente Donald Trump, o agora ex-dirigente afirmou que não poderia, “em sã consciência”, apoiar a ofensiva militar.

O órgão integra o Departamento de Inteligência Nacional, atualmente chefiado por Tulsi Gabbard. Kent alegou que o Irã não representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos e sustentou que a decisão pelo conflito teria sido influenciada por pressão de Israel e por uma campanha de desinformação envolvendo autoridades israelenses e setores da mídia americana.

Na carta, o ex-diretor comparou o cenário ao contexto que levou à Guerra do Iraque, classificada por ele como “desastrosa”, e criticou o afastamento da política externa defendida por Trump em campanhas anteriores. Kent destacou ainda sua experiência como veterano enviado ao combate em 11 ocasiões e mencionou a morte da ex-esposa, considerada “Gold Star”, em um conflito que atribuiu a interesses externos.

Horas após o anúncio, Trump reagiu publicamente e criticou o ex-auxiliar, afirmando que ele era “muito fraco em segurança” e que sua saída seria positiva. Kent havia sido escolhido pelo presidente para o cargo em fevereiro de 2025.

A renúncia ocorre em meio a manifestações de figuras próximas ao republicano que também demonstram oposição à guerra. O ex-apresentador Tucker Carlson declarou que o conflito seria “de Israel, não dos Estados Unidos”, enquanto o podcaster Joe Rogan também criticou a ofensiva.

Pesquisas indicam que cerca de um em cada quatro eleitores republicanos discorda da atual política externa, com maior ceticismo entre setores que não se identificam diretamente com o movimento MAGA. Parte desse grupo, composto por veteranos das guerras do Iraque e do Afeganistão, avalia que novos conflitos no exterior podem agravar problemas internos, como dificuldades econômicas e declínio industrial.

Analistas apontam que o descontentamento dentro da base conservadora pode impactar o desempenho republicano nas eleições de meio de mandato, sobretudo se o conflito se prolongar ou resultar em aumento no número de baixas e pressões sobre a economia e o preço do petróleo.

Fonte: G1

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