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Mundo

Irã x EUA

Drones atingem embaixada dos EUA em Riad e elevam tensão no Golfo

por Redação 3 de março de 2026

A embaixada dos Estados Unidos em Riad, na Arábia Saudita, foi atingida por dois drones na terça-feira (3, noite de segunda em Brasília). O prédio estava vazio no momento do ataque e não houve mortos ou feridos, segundo a representação diplomática americana.

De acordo com a agência Reuters, um incêndio foi registrado na sede diplomática após uma explosão. “Ouvi duas explosões seguidas de fumaça subindo sobre o bairro”, relatou um morador à AFP. A agência afirmou ter confirmado o episódio com quatro testemunhas na zona oeste da capital saudita, onde se concentram diversas embaixadas.

Em meio à escalada de tensão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi questionado sobre eventual retaliação pelo ataque à embaixada e pelas mortes de seis militares americanos desde o início da guerra. A resposta foi direta: “Vocês vão ver”.

A embaixada americana emitiu alerta recomendando que cidadãos dos EUA na Arábia Saudita busquem abrigo imediatamente.

O ataque ocorre em um contexto de intensificação da ofensiva iraniana contra países do Golfo. Teerã tem promovido ondas de ataques com mísseis e drones em resposta a bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel.

Drones do tipo Shahed foram lançados contra alvos no Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, muitos deles direcionados a bases americanas na região.

Na segunda-feira, um drone iraniano atingiu uma refinaria da Saudi Aramco em Ras Tanura, a 438 quilômetros de Riad, ampliando o cenário de instabilidade no Oriente Médio.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Irã pré-revolução: liberdade aparente, repressão real e o mito da “monarquia liberal”

por Redação 3 de março de 2026

Quase cinco décadas após a Revolução Islâmica de 1979, o debate sobre o passado do Irã voltou ao centro das atenções. O príncipe Reza Pahlavi, herdeiro da antiga monarquia, afirmou estar disposto a liderar uma transição no país — movimento considerado improvável por especialistas, mas suficiente para reacender comparações entre o regime do xá e a atual república islâmica.

Para parte da opinião pública, sobretudo fora do Irã, o período monárquico é lembrado como mais liberal. A imagem de mulheres sem véu, usando minissaias e circulando livremente nas grandes cidades tornou-se símbolo dessa narrativa, em contraste com a rígida polícia de costumes do regime atual, que chega a matar mulheres que descumprem as normas de vestimenta.

Essa percepção, no entanto, convive com uma outra face do período. Segundo o historiador Filipe Figueiredo, o governo do xá mantinha uma estrutura autoritária. “Esse mesmo governo do xá, que tem essa imagem liberal, essa imagem de ter sido um governo tolerante, é governo que tinha a polícia política, que tinha prisões, que tinha torturas, que tinha centros de tortura em que pessoas desapareciam”, afirmou ao Fantástico. A monarquia era absolutista e comandava um país marcado por ampla pobreza.

A dinastia Pahlavi chegou ao poder há cerca de 100 anos, por meio de um golpe militar. O primeiro monarca, avô do atual pretendente ao trono, governou até a Segunda Guerra Mundial. Em posição estratégica entre a União Soviética e o Império Britânico, o Irã foi ocupado por ambos durante o conflito.

O petróleo tornou-se peça-chave da disputa geopolítica. Em 1951, um líder social-democrático eleito defendeu a nacionalização do recurso como forma de impulsionar o desenvolvimento e a industrialização do país. Dois anos depois, com apoio britânico, o xá depôs o primeiro-ministro e concentrou ainda mais poder nas mãos da monarquia.

A atual crise do regime islâmico reacendeu o nome de Reza Pahlavi, filho de Mohammad Reza Pahlavi, o último xá deposto em 1979. Mas o apoio à restauração monárquica é limitado. Segundo Figueiredo, a principal base está na diáspora iraniana, formada por exilados ligados à antiga família real. Dentro do país, o cenário é mais complexo e o respaldo é menor.

O analista Paulo Hilu avalia que setores como comerciantes poderiam apoiar a monarquia, favorecidos também pelo distanciamento histórico — a maioria da população nasceu após a revolução. Ainda assim, ele descarta o príncipe como alternativa viável. “Na verdade, o príncipe não é nenhuma alternativa, ele representa justamente esse descrédito geral das figuras políticas dentro do Irã. Tendo dito isso, ele voltar sobre bombas americanas israelenses e tanques americanos israelenses, obviamente, não vai garantir com ele nenhuma legitimidade”, afirmou o coordenador do núcleo de estudos do Oriente Médio na Universidade Federal Fluminense (UFF).

O contraste entre costumes mais flexíveis no passado e a repressão institucionalizada tanto antes quanto depois da revolução mostra que a ideia de uma “monarquia liberal” é, para especialistas, uma leitura simplificada de um período marcado por autoritarismo e disputas geopolíticas profundas.

Fonte: FANTÁSTICO

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Irã x EUA

EUA admitem queda de três F-15 no Kuwait por ‘fogo amigo’ em meio à ofensiva contra o Irã

por Redação 2 de março de 2026

Três caças F-15 dos Estados Unidos caíram na manhã desta segunda-feira no Kuwait, no terceiro dia de confronto entre forças americanas e o Irã. Inicialmente, o Ministério da Defesa do Kuwait informou que “vários” aviões militares americanos haviam caído no país e que as circunstâncias estavam sob investigação.

Pouco depois, o Comando Central dos Estados Unidos confirmou que três F-15, que atuavam em apoio à Operação Epic Fury — ofensiva americana contra o Irã —, caíram em território kuwaitiano devido a um aparente caso de fogo amigo.

“Confirmamos que todos os membros da tripulação sobreviveram”, declarou um porta-voz em comunicado oficial.

De acordo com o comando americano, os seis tripulantes conseguiram se ejetar com segurança e foram resgatados. As autoridades iniciaram imediatamente operações de busca e salvamento, encaminhando os militares a um hospital para exames e tratamento. Segundo a nota, o estado de saúde é estável.

Imagens verificadas anteriormente pela BBC e pela CNN mostram o que seria o momento em que um caça foi abatido próximo à Cidade do Kuwait. Um vídeo geolocalizado pela CNN exibe um jato em chamas despencando em espiral, sugerindo que a queda ocorreu a menos de 10 quilômetros da base americana de Ali Al Salem.

A análise da emissora indica que a aeronave bimotor é compatível com um F-15E ou um F/A-18. O Kuwait também opera jatos F/A-18.

O episódio expõe falhas operacionais em meio à intensificação da campanha militar, levantando questionamentos sobre coordenação e segurança nas operações aéreas da coalizão.

Fonte: OGLOBO

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Irã x EUA

Quarto militar dos EUA morre após ataque iraniano a base no Kuwait

por Redação 2 de março de 2026

O conflito no Oriente Médio ganhou mais um desdobramento grave nesta segunda-feira (2). O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos confirmou a morte de um quarto militar norte-americano atingido em um ataque do Irã a uma base americana na região.

No domingo (1º), o Pentágono havia informado que três militares dos EUA foram mortos e cinco ficaram gravemente feridos durante um contra-ataque iraniano. A ofensiva ocorreu em resposta aos bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra o território do Irã no sábado (28).

Em comunicado oficial, o Comando Central declarou que um dos militares que estava entre os feridos não resistiu e morreu nesta segunda-feira.

De acordo com a rede NBC, os militares atingidos estavam lotados no Kuwait, país que abriga diversas bases militares americanas e é considerado um dos principais aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio.

A central de comando americana informou ainda, em publicação na rede social X, que “vários outros sofreram ferimentos leves por estilhaços e concussões e estão em processo de retorno ao serviço”. Segundo o comunicado, as principais operações de combate seguem ativas e os esforços de resposta continuam em andamento.

A confirmação da quarta morte amplia a tensão em meio à escalada militar entre Washington, Teerã e aliados na região.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Trump diz que EUA estão ‘massacrando’ o Irã e ameaça: ‘Grande onda ainda está por vir’

por Redação 2 de março de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2), em entrevista à CNN, que o país está “massacrando” o Irã e que a operação militar em curso está indo “muito bem”. Segundo ele, as forças americanas ainda não atingiram o país com toda a intensidade prevista — mas isso deve acontecer em breve.

“Ainda nem começamos a atingi-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve”, declarou.

Trump também não descartou o envio de tropas americanas para o solo iraniano “se necessário”, ampliando o tom de ameaça em meio à escalada do conflito.

Em entrevista à ABC News, o presidente afirmou que, há um ano, teria aceitado propostas iranianas para um acordo nuclear. No entanto, disse que o “sucesso” na Venezuela teria “mimado” os Estados Unidos, tornando-o “menos aberto a aceitar concessões” de Teerã.

Ao jornal britânico The Telegraph, Trump declarou estar impressionado com a rapidez das ações militares conjuntas dos Estados Unidos e de Israel, que resultaram na m0rt3 dos principais líderes iranianos. Segundo ele, o planejamento inicial previa até quatro semanas para a “eliminação” do aiatolá Ali Khamenei, mas a liderança teria sido neutralizada em apenas um dia.

“Previmos que levaria duas ou três semanas para eliminar parte da liderança, mas conseguimos eliminar todos em apenas um dia. Portanto, fomos muito mais rápidos do que o esperado”, afirmou.

O presidente ainda declarou que os iranianos “realmente querem fechar um acordo”, mas que deveriam ter feito isso “há uma semana”. Ele também revelou que os ataques começaram “muito antes do previsto”.

No Irã, o clérigo Alireza Arafi declarou à televisão estatal que o novo líder supremo será nomeado “rapidamente”. Arafi foi escolhido como integrante do Conselho de Liderança provisória após o ass4ssin4t0 de Ali Khamenei, ocorrido no sábado (28).

A Assembleia de Peritos, composta por 88 membros — majoritariamente clérigos —, será responsável por escolher o substituto, embora ainda não haja um nome definido. O conselho provisório também inclui o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei. Arafi afirmou que as instituições estatais seguem funcionando “sob estas circunstâncias extremamente difíceis”.

Em reação aos ataques iranianos, países árabes do Golfo, aliados dos Estados Unidos, classificaram as ações como “inaceitáveis” e prometeram resposta. Segundo a Al Jazeera, citando autoridades do Catar, os ataques “não podem ficar sem retaliação”.

Arábia Saudita, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos reafirmaram, em comunicado conjunto, o “direito à autodefesa” para proteger seus cidadãos.

Israel afirmou que os ataques desde sábado (28) eliminaram importantes membros da inteligência iraniana, incluindo Sayed Yahya Hamidi, vice-ministro responsável por “assuntos israelenses”, e Jalal Pour Hossein, chefe da divisão de espionagem do Ministério da Inteligência.

O porta-voz militar israelense declarou que documentos encontrados na Faixa de Gaza indicam tentativas repetidas de criar uma sala conjunta de operações de inteligência entre Hezbollah, Hamas e a Guarda Revolucionária Islâmica do Líbano, com liderança vinculada ao Ministério da Inteligência iraniano.

O comunicado acrescenta que o ministério, sob sanções dos EUA há anos, é apontado como instrumento de monitoramento da população civil e de repressão a protestos internos.

Segundo comunicados oficiais divulgados nesta segunda-feira (2), os ataques mais recentes dos Estados Unidos e de Israel resultaram na m0rt3 de três membros da Guarda Revolucionária, em Lorestan, e de cinco militares do exército iraniano, em Khorramabad, conforme informado pelas agências ISNA e Tasnim.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Herdeiro do xá se oferece para liderar transição no Irã, mas especialistas veem cenário improvável

por Redação 2 de março de 2026

Quase cinco décadas após a Revolução Islâmica de 1979, o príncipe Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, declarou que está disposto a liderar uma transição de poder no país. A movimentação ocorre em meio a novos bombardeios e à morte do aiatolá Ali Khamenei, mas analistas consideram improvável que a antiga monarquia retome o comando.

Logo após o início dos ataques no sábado (28), Pahlavi divulgou mensagem em persa afirmando que a ajuda prometida pelo presidente dos Estados Unidos ao povo iraniano havia chegado. Exilado desde os 18 anos, quando seu pai foi deposto, ele declarou que pretende retornar para garantir uma transição estável e reconstruir o país.

Especialistas avaliam, porém, que o principal apoio ao herdeiro da dinastia Pahlavi vem da diáspora iraniana. Dentro do Irã, o respaldo seria limitado e fragmentado. Para o historiador Filipe Figueiredo, a realidade interna é mais complexa do que o entusiasmo demonstrado por apoiadores no exterior.

O analista Paulo Hilu afirma que, embora a monarquia encontre simpatizantes em setores como comerciantes, Pahlavi não representa uma alternativa consolidada. Segundo ele, um eventual retorno sob influência ou apoio militar estrangeiro comprometeria sua legitimidade.

O passado da monarquia também pesa. Apesar da imagem de modernização e costumes ocidentalizados antes de 1979, o regime do xá foi marcado por repressão política, prisões e torturas conduzidas pela polícia secreta. A dinastia Pahlavi chegou ao poder por meio de um golpe militar há cerca de 100 anos e consolidou autoridade após a deposição de um primeiro-ministro que defendia a nacionalização do petróleo nos anos 1950.

A Revolução Islâmica uniu inicialmente grupos diversos — da esquerda a religiosos — e levou à proclamação da república islâmica, consolidada em 1982 sob o aiatolá Khomeini como líder supremo. O sistema político passou a concentrar o comando das Forças Armadas e das principais diretrizes estratégicas na figura do líder religioso, enquanto o presidente eleito tem poderes limitados.

Com a morte de Khomeini em 1989, Ali Khamenei assumiu como líder supremo e permaneceu no cargo até ser morto nos ataques deste sábado. Ao longo de décadas, seu governo foi marcado por confrontos com Estados Unidos e Israel e por repressão interna, especialmente contra mulheres e opositores.

A morte da jovem curda Mahsa Amini, em 2022, após ser espancada por se recusar a usar o véu, desencadeou protestos em massa e repressão violenta, com milhares de mortos. Para analistas, o histórico de divisões étnicas, religiosas e políticas torna incerto o futuro de um país com quase 100 milhões de habitantes.

Especialistas apontam que há setores da sociedade iraniana que defendem uma transição democrática e inclusiva, incluindo intelectuais e atores políticos que já atuaram dentro da própria estrutura da república islâmica. No entanto, a consolidação de um regime plural dependeria de uma mudança estrutural profunda e de um processo de transição efetivamente representativo.

Fonte: FANTÁSTICO

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Irã x EUA

Ataque ao Irã reacende temor nuclear e especialistas veem risco global crescente

por Redação 2 de março de 2026

“O Irã nunca terá uma arma nuclear.” A frase foi repetida três vezes pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em discurso neste sábado (28), após a ofensiva contra o país persa. A declaração, enfática, ocorre em meio a um cenário que especialistas classificam como cada vez mais preocupante no campo nuclear.

O programa nuclear iraniano teve início em 1957, com apoio dos próprios Estados Unidos, durante a ditadura do xá Mohammad Reza Pahlavi, antes da revolução islâmica de 1979. Oficialmente, o objetivo sempre foi a produção de energia. O governo iraniano mantém até hoje a versão de que o programa tem fins pacíficos. Estados Unidos e Israel, no entanto, contestam essa narrativa.

Em junho do ano passado, os dois países anunciaram ter destruído o programa nuclear iraniano na operação “Martelo da Meia-noite”, que atingiu bases com plantas de enriquecimento de urânio — material que pode ser utilizado na fabricação de armas nucleares. Especialistas, porém, avaliam que a eliminação não foi completa.

“Provavelmente, as plantas de enriquecimento do Irã foram realmente destruídas. Mas destruir as plantas não significa destruir o programa, porque os técnicos, os cientistas envolvidos continuam vivos e com know-how”, explica o físico e engenheiro nuclear Marco Antônio Saraiva Marzo. Ele destaca ainda que o Irã possuía 408 quilos de urânio, que poderiam ter sido escondidos ou transportados em pequenos contêineres.

Para Matias Spektor, professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas (SP), os ataques retardaram o avanço nuclear iraniano, mas não o eliminaram. “Se a situação continuar como está, daqui a alguns anos eles podem voltar a desenvolver instalações nucleares, especialmente de enriquecimento”, afirma.

As negociações entre Irã e Estados Unidos sobre o programa nuclear ocorriam desde abril do ano passado, mas não avançaram. Segundo Spektor, Washington exigiu o fim completo do programa, algo inaceitável para Teerã. “O Irã interpreta que este programa simboliza a capacidade que o país tem de ter uma vida autônoma, independentemente da oposição que recebe dos Estados Unidos há quase 50 anos e da oposição sistemática de Israel”, explica.

Atualmente, o mundo possui nove potências nucleares, incluindo Estados Unidos e Israel, que participaram da ofensiva. O principal aliado internacional do Irã é a Rússia, mas, segundo Spektor, Moscou não tem condições materiais de oferecer apoio ativo devido à guerra na Ucrânia. A China já sinalizou que não pretende se envolver. Países europeus, Índia, Paquistão e Coreia do Norte também não demonstraram disposição de apoiar o regime iraniano.

O Irã, contudo, conta com grupos aliados no Oriente Médio. “Hezbollah, Hamas e os Huthis, no Iêmen, podem efetivamente fazer ataques em seu nome. São grupos enfraquecidos, mas que eventualmente podem recorrer a táticas terroristas na região e fora dela”, afirma o professor Tanguy Baghdadi. Nenhum desses grupos, porém, possui armas nucleares.

O cenário global preocupa. “A situação mundial na questão do risco nuclear é muito sombria”, avalia Marco Antônio Marzo. Spektor aponta que países como Coreia do Sul, Alemanha, Polônia e Japão discutem internamente a possibilidade de desenvolver artefatos nucleares, seja por proteção, seja por influência geopolítica.

Além disso, todos os países nucleares estão modernizando seus arsenais, a China amplia o seu estoque e, na última semana, expirou o último tratado de redução de armas nucleares estratégicas entre Rússia e Estados Unidos. “Hoje não existe nenhum tratado em vigor de redução de armas nucleares no mundo. O desarmamento nuclear está praticamente paralisado há décadas”, alerta Marzo.

Questionados sobre a duração de uma eventual guerra nuclear, os especialistas são categóricos quanto ao risco extremo. “Uma guerra total envolvendo Estados Unidos, Rússia e China poderia levar à destruição do mundo”, afirma Marco Antônio. Spektor complementa que, diante de um ataque, haveria retaliação imediata, seguida de contra-ataques e escalada, podendo resultar em aniquilação mútua ou emissão de radiação suficiente para inviabilizar a vida na Terra.

“O lance com a guerra nuclear é que a gente nunca viveu uma, e é melhor assegurar que a gente nunca viverá uma”, conclui.

Fonte: FANTÁSTICO

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Irã x EUA

Irã desmente Trump e diz que não negociará com os EUA em meio à escalada militar

por Redação 2 de março de 2026

O secretário de segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) que o país não negociará com os Estados Unidos, contrariando declarações feitas mais cedo pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O republicano havia afirmado que a nova liderança iraniana estaria interessada em retomar as negociações.

Em publicação na rede social X, Larijani negou qualquer iniciativa para reabrir diálogo com Washington por meio de intermediários do Sultanato de Omã. “Não negociaremos com os Estados Unidos”, escreveu. Em outra mensagem, acusou Trump de mergulhar a região no caos com “fantasias delirantes” e de temer novas baixas entre tropas americanas.

Segundo Larijani, o presidente dos EUA teria transformado o slogan “América Primeiro” em “Israel Primeiro”, sacrificando soldados americanos “pelas ambições de poder de Israel”. Ele também afirmou que o Irã não iniciou a agressão e que o país está se defendendo.

Apesar da negativa pública do secretário de segurança, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã estaria aberta a “esforços sérios” para reduzir a tensão após os ataques israelenses e norte-americanos. A conversa ocorreu por telefone e foi confirmada em comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Omã, que defendeu um cessar-fogo e a retomada do diálogo “de maneira que atenda às demandas legítimas de todas as partes”.

Omã tem atuado como mediador nas negociações nucleares entre os dois países.

Do lado norte-americano, Trump afirmou neste domingo (1º) que a campanha militar contra o Irã continuará até que todos os objetivos sejam atingidos. Em discurso de seis minutos divulgado em suas redes sociais, prometeu vingar a morte de três militares mortos durante a retaliação iraniana e fez um apelo direto às Forças Armadas e à Guarda Revolucionária do Irã: que entreguem as armas e recebam imunidade ou “encarem a morte certa”.

Ao jornal britânico Daily Mail, Trump afirmou que o conflito deve durar cerca de quatro semanas. “Sempre foi um processo de quatro semanas”, disse. Já à revista The Atlantic, declarou que a nova liderança iraniana demonstrou disposição para retomar as negociações sobre o programa nuclear, embora tenha ressaltado que o diálogo deveria ter ocorrido antes.

As discussões sobre o programa nuclear foram apontadas por EUA e Israel como justificativa para o início da campanha militar no sábado (28), que matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Trump afirmou ainda que parte dos negociadores iranianos envolvidos nas tratativas recentes morreu nos ataques. “A maioria dessas pessoas se foi”, declarou. O presidente também mencionou relatos de comemorações nas ruas do Irã e manifestações de apoio organizadas por iranianos no exterior, mas reconheceu que o cenário é perigoso, com “muitas bombas caindo”.

O ataque conjunto de Estados Unidos e Israel deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em dados da Crescente Vermelho. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

O Exército dos EUA informou que nenhum militar americano ficou ferido e classificou como “mínimos” os danos às bases atingidas. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo, foi fechado por motivos de segurança, segundo a agência iraniana Tasnim.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades ligadas ao programa nuclear iraniano. Segundo ele, “milhares de alvos” serão atingidos nos próximos dias. Em pronunciamento, fez um apelo à população iraniana para que se levante contra o regime. “Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”, declarou. Em inglês, acrescentou: “A ajuda chegou”, em referência a publicação de Trump que, em janeiro, afirmou estar enviando “ajuda” a manifestantes que protestavam contra Khamenei.

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Mundo

Paquistão bombardeia Cabul e Kandahar e anuncia “guerra aberta” ao Afeganistão

por Redação 27 de fevereiro de 2026

O Paquistão realizou ataques aéreos contra Cabul e Kandahar nesta quinta-feira (26/2), horas após forças afegãs atacarem tropas na fronteira paquistanesa. O governo talibã classificou a ação como retaliação a ataques anteriores que causaram mortes. Logo depois, o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, declarou “guerra aberta” contra o Talibã.

“Nossa paciência chegou ao limite. De agora em diante, é guerra aberta entre nós e vocês”, afirmou Asif.

Em Cabul, explosões e sobrevoos de jatos foram registrados por mais de duas horas. Em Kandahar, segunda maior cidade do Afeganistão e reduto do Talibã, aeronaves paquistanesas sobrevoaram áreas próximas à residência do líder supremo Hibatullah Akhundzada.

Além das tropas, civis também foram atingidos perto da passagem de Torkham, incluindo sete refugiados que retornavam do Paquistão, e uma mulher em estado grave. O porta-voz talibã Zabihullah Mujahid confirmou os ataques e anunciou que o governo afegão realizará “operações ofensivas em larga escala” na fronteira em resposta às violações militares paquistanesas.

As relações entre os dois países se deterioraram nos últimos meses. Desde os confrontos mortais de outubro, que deixaram mais de 70 mortos, a fronteira terrestre permanece praticamente fechada. Tentativas de cessar-fogo mediadas pelo Catar, Turquia e Arábia Saudita não resultaram em acordos duradouros.

O Paquistão acusa o Afeganistão de não agir contra grupos militantes responsáveis por atentados dentro do país, incluindo um ataque a uma mesquita xiita em Islamabad que matou pelo menos 40 pessoas, reivindicado pelo Estado Islâmico. O Talibã nega as acusações e afirma que suas operações visam apenas a defesa do território afegão.

Fonte: METRÓPOLES

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Mundo

Operação contra “El Mencho” deixa mais de 70 mortos e expõe escalada da guerra aos cartéis no México

por Redação 24 de fevereiro de 2026

A captura e morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, chefe do cartel Jalisco Nova Geração, desencadeou uma onda de violência que deixou mais de 70 mortos em vários estados do México. A operação militar ocorreu no domingo (22) e colocou o país em estado de alerta.

Considerado o criminoso mais procurado do México, El Mencho era apontado como um dos principais fornecedores de fentanil para os Estados Unidos e uma das figuras mais violentas do crime organizado no país. Ele era procurado há anos pelas autoridades mexicanas e norte-americanas, que chegaram a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua captura.

A preparação da operação começou no sábado (21), após investigadores identificarem o paradeiro do traficante em um imóvel na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco. Segundo autoridades, a localização foi descoberta depois que a namorada do criminoso visitou o imóvel, informação repassada por uma pessoa próxima a ela. Após a saída da mulher, serviços de inteligência confirmaram que El Mencho permanecia no local, protegido por seguranças.

O Exército enviou tropas em uma operação sigilosa, com participação da Guarda Nacional, forças especiais, aeronaves militares e seis helicópteros. Uma autoridade de defesa dos EUA afirmou à agência Reuters que uma força-tarefa norte-americana voltada à coleta de inteligência sobre cartéis também participou da ação.

Antes do amanhecer de domingo, forças terrestres cercaram a área. Integrantes armados do cartel reagiram, dando início a um confronto que resultou na morte de oito suspeitos. El Mencho e aliados fugiram para cabanas em uma área de mata, onde houve novo tiroteio.

Após o controle da situação, militares encontraram El Mencho e dois seguranças feridos. Um helicóptero foi acionado para transferi-los a um hospital, mas o líder do cartel morreu durante o voo. A aeronave, que deveria pousar em Guadalajara, foi desviada para outra cidade de um estado vizinho devido ao início da onda de violência. Posteriormente, o corpo foi levado em avião militar para a Cidade do México.

A resposta do crime organizado foi imediata. Segundo o Ministério da Defesa, uma liderança do cartel conhecida como “El Tuli” ordenou bloqueios de estradas, incêndios e ataques a prédios públicos em Jalisco. O governo informou ainda que o grupo passou a oferecer recompensa de 20 mil pesos (cerca de R$ 6 mil) pela morte de militares.

Moradores e turistas foram orientados a permanecer em casa. Companhias aéreas cancelaram voos para Puerto Vallarta, no Pacífico, enquanto caminhoneiros receberam instruções para alterar rotas ou retornar a depósitos. Escolas e universidades suspenderam aulas em Jalisco e em outros estados.

De acordo com autoridades, cerca de 30 suspeitos de integrar o cartel, 25 agentes da Guarda Nacional e um civil morreram nos confrontos. Pelo menos 70 pessoas foram presas em sete estados.

“El Tuli” foi localizado a cerca de 180 quilômetros de Guadalajara. Ele tentou fugir de carro, reagiu à prisão e morreu em confronto com militares.

Na segunda-feira (23), a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que não havia mais bloqueios em rodovias e que a situação deveria se normalizar, com retomada de voos prevista até terça-feira (24). O ministro da Segurança, Omar García Harfuch, declarou que possíveis sucessores de El Mencho estão sendo monitorados, diante do risco de novos ataques do próprio cartel ou de grupos rivais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em rede social que o México “precisa intensificar os esforços contra cartéis e drogas”, ampliando a pressão internacional em meio à maior ofensiva contra o crime organizado nos últimos anos.

Fonte: G1

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