Um marinheiro francês vazou a posição do porta-aviões Charles de Gaulle ao deixar ligado seu aplicativo de exercícios físicos, segundo reportagem do jornal Le Monde nesta quinta-feira (19). O incidente aconteceu em 13 de março, quando o militar correu pouco mais de 7 km em 35 minutos a bordo da embarcação, usando um relógio conectado ao aplicativo Strava, que registrou a localização quase exata do navio.
O porta-aviões estava no mar Mediterrâneo, a noroeste de Chipre, a cerca de 100 km da costa turca, em meio à guerra no Oriente Médio. Embora a presença da força francesa na região não fosse segredo — anunciada pelo presidente Emmanuel Macron em 3 de março —, a divulgação da posição exata representa risco grave em termos estratégicos.
A partir dos dados do aplicativo, é possível reconstruir os deslocamentos do grupo aeronaval e da escolta nas últimas semanas, incluindo escalas em Copenhague e proximidades da costa francesa. Registros de 13 de março mostram trajetos em alto-mar que indicam a localização do porta-aviões e de embarcações auxiliares, confirmados por imagens de satélite.
O episódio reforça preocupações sobre segurança digital militar, especialmente em tempos de conflito, quando a posição exata de forças armadas é informação sensível.
Fonte: G1