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São Paulo

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Laudo aponta que Porsche estava a 156 km/h antes de acidente que deixou morto e ferido; perícia fará scanner 3D para reconstituir batida

por Redação 23 de abril de 2024

Laudo da Polícia Técnico-Científica apontou que a velocidade média do Porsche conduzido pelo empresário Fernando Sastre de Andrade Filho estava a 156 km/h momentos antes de bater na traseira do Sandero do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana na Avenida Salim Farah Maluf, na madrugada do dia 31 de março, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo.

E quando o carro de luxo se aproximou do outro veículo, segundo análise dos peritos, estava a 114 km/h. O Sandero transitou entre 40 km/h e 38 km/h. O limite para a via é de 50 km/h.

Ornaldo morreu num hospital após o acidente. O amigo do motorista do carro de luxo, o estudante de medicina Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no banco do carona, ficou gravemente ferido, mas já teve alta médica. Fernando teria se ferido na boca, mas não passou por atendimento médico.

O acidente entre o Porsche e o Sandero foi gravado por câmeras de segurança (veja vídeo abaixo). A velocidade do carro de luxo foi calculada pelos peritos a partir da análise dessas imagens.

Além desse laudo da velocidade, serão produzidos outros laudos pelo Instituto de Criminalística (IC) e Instituto Médico Legal (IML) para serem entregues a Polícia Civil, que investiga as causas e eventuais responsabilidades pelo acidente. Entre eles está o scanner 3D, no qual peritos vão usar drones para fazer imagens aéreas do local da batida e reconstituir em vídeo com mais detalhes como foi a colisão.

Esse laudo foi requisitado à Justiça pelo Ministério Público (MP), que acompanha as investigações. A perícia do IC pretende realizar o escaneamento do local do acidente a partir das 10h desta próxima quinta-feira (25).

Segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, o motorista do Porsche dirigia em alta velocidade e sob o efeito de bebida alcoólica.

O empresário negou à investigação que tenha bebido antes de dirigir, mas admitiu que guiava seu carro de luxo “um pouco acima do limite” de velocidade para a via, mas “não muito acima”. E que quando notou, o motorista do Sandero pisou no freio, reduzindo a velocidade, e ele não conseguiu desviar do veículo.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Fernando para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem. Em outras ocasiões, sua defesa havia dito à imprensa que o acidente foi uma “fatalidade”.

Questionado pelo g1, o Ministério Público confirmou nesta segunda-feira (23), por meio de sua assessoria de imprensa, que a “velocidade média do Porsche” estava “a mais de 150 km/h instantes antes do acidente.” A Promotoria ainda informou que “pediu perícia escaner em 3D para elucidar o acidente em detalhes”.

Fernando se apresentou mais de 38 horas após o acidente no 30º Distrito Policial (DP), Tatuapé. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio por dolo eventual (por ter assumido o risco de matar Ornaldo), lesão corporal (ferir Marcus) e fuga do local do acidente (para não fazer o teste do bafômetro).

À polícia, o empresário não soube precisar a velocidade em que estava. E também negou ter fugido do local do acidente.

Body cams

Ainda nesta segunda, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou nota informando que os policiais militares que atenderam a ocorrência do acidente entre o Porsche e o Sandero erraram por não terem feito o teste do bafômetro em Fernando.

Ao invés disso, os agentes da Polícia Militar (PM) liberaram o motorista, segundo eles, com a promessa da mãe de Fernando, de que levaria o filho ferido na boca para um hospital, o que não ocorreu. A Corregedoria da PM apura a conduta dos PMs e poderá puni-los pela falha.

“A Secretaria de Segurança Pública informa que a sindicância aberta pela Polícia Militar concluiu, a partir da análise das imagens de câmeras corporais, que houve falha de procedimento dos policiais que atenderam a ocorrência pelo fato do motorista não ter sido submetido ao teste de alcoolemia. Diante disso, foi aberto um procedimento para a responsabilização dos policiais”, informa trecho do comunicado da pasta da SSP.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, as imagens das câmeras corporais dos agentes foram entregues ao 30º DP. “Os laudos da perícia e as imagens das câmeras corporais também foram entregues à Polícia Civil.”

O inquérito do caso do Porsche ainda não foi concluído. “Nos próximos dias será realizada uma reconstituição 3D para auxiliar no trabalho de investigação, que está na fase final. O caso está sob segredo de Justiça e detalhes serão preservados”, completou a Secretaria da Segurança.

Motorista indiciado

Apesar de a Justiça ter negado dois pedidos da Polícia Civil para prender Fernando, determinou que ele pagasse uma fiança de R$ 500 mil (para garantir futuros pagamentos de pedidos de indenizações à família de Ornaldo e a Marcus), além de suspender a carteira de motorista dele e obrigá-lo a entregar o passaporte na Polícia Federal (PF).

“Um sentimento de injustiça gigantesco dentro de mim”, escreveu em seu Instagram, Luam Silva, filho do motorista por aplicativo Ornaldo, morto no acidente.

Fonte: G1

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Segurança

Homem armado assalta motorista em semáforo na Zona Sul de SP; crime ocorre em plena luz do dia

por Redação 23 de abril de 2024

Um homem foi flagrado na manhã desta segunda-feira (23) assaltando um veículo parado em um semáforo no bairro do Paraíso, na Zona Sul de São Paulo.

O flagrante aconteceu na Rua Abílio Soares e foi registrado por um motorista que estava bem atrás do carro alvo do criminoso

No vídeo, é possível ver o ladrão empunhando uma arma prateada em direção ao motorista.

Ele pede os pertences da vítima e coloca nos bolsos.

Na sequência, o suspeito esconde a arma dentro da mochila e sai andando tranquilamente pela rua, sem perceber que estava sendo filmado.

A ação aconteceu em plena luz do dia, sem a presença de nenhum policial nas redondezas.

O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de SP (SSP) para saber se houve registro da ocorrência, mas não recebeu retorno.

Pelo vídeo, é possível ver que o criminoso roubou celulares e relógio da pessoa que pilotava o carro.

A Rua Abílio Soares pertence à área do 36º Distrito Policial, da Vila Mariana.

Fonte: G1

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Segurança

Médico é encontrado morto dentro de casa em São Bernardo do Campo; polícia prendeu um suspeito

por Redação 22 de abril de 2024

A polícia prendeu, no sábado (20), um suspeito de participar da morte do médico Aurélio Tadeu de Abreu, de 48 anos. O médico foi encontrado morto dentro da própria casa na sexta-feira (19), no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

“A Polícia Militar atendeu a ocorrência e encontrou a vítima sem vida no chão da sala da sua residência. No local, também foi constatado que seu veículo havia sido roubado”, afirmou a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), em nota.

Segundo o boletim de ocorrência, ao qual a TV Globo, teve acesso, o homem estava com as mãos amarradas atrás do corpo e com uma corda no pescoço.

Imagens mostram suspeitos entrando e saindo da casa
Uma sequência de vídeos registrados por circuitos de segurança na rua da casa do médico, obtida pela TV Globo, mostra a movimentação em frente à residência na noite de quinta-feira (18). Assista acima.

As imagens vão das 20h28 às 23h13.

Primeiro, às 20h28, um carro para em frente à casa e uma mulher com blusa rosa desce do banco do passageiro e entra no imóvel do médico.
Às 20h45, a mesma mulher aparece novamente, dessa vez acompanhada de Aurélio, que veste um par de calças amarela e uma camiseta regata preta. Eles abrem o portão da garagem, o médico tira seu carro e tranca o portão, ambos entram no veículo e saem da visão da câmera.
O retorno à casa não demora, e os dois retornam juntos às 21h07, quando Aurélio abre o portão, estaciona o carro e tranca o portão com uma corrente. A mulher é rosa pode ser vista saindo do carro e seguindo para dentro da casa.
Vinte minutos depois, dois homens, um com moletom branco com listras, e outro com moletom de cor escura, chegam a pé até o imóvel e permanecem em frente à calçada por pelo menos sete minutos, entre as 21h23 e as 21h30.
As imagens seguintes já são das 23h13, quando a mulher de rosa e o homem de moletom escuro abrem o portão e saem andando calmamente.
O homem com o moletom listrado retira o carro de Aurélio de ré, sai do carro, retorna para tentar fechar o portão, e arranca com o veículo, que aparenta ter vários objetos dentro, chegando a bater no portão da casa, que é deixado aberto.

Suspeito já foram identificados, diz polícia
O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. Segundo a SSP-SP, na sexta-feira (19) um suspeito de 29 anos foi preso e confessou participação no roubo seguido de morte.

O carro usado para levar a mulher até a casa foi localizado com o suspeito.

De acordo com a secretaria, “o indiciado confessou ter praticado o roubo seguido de morte e mostrou o local onde havia descartado o veículo roubado. Com ele foram apreendidos dois celulares, cinco pneus e algumas roupas”.

A TV Globo também teve acesso a um depoimento da mulher, que tem 30 anos e é natural de São Bernardo do Campo, coletado neste domingo (21). Segundo o documento, ela identificou o primeiro suspeito já preso e também um segundo suspeito, de 34 anos, ainda foragido. Após o depoimento dela, a polícia pediu à Justiça a prisão temporária dela e do terceiro suspeito.

Fonte: G1

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São Paulo

Cúpula da Polícia Civil antecipa reunião para tratar de decisão de Derrite que deu a PM direito de também registrar ocorrências

por Redação 22 de abril de 2024

A cúpula da Polícia Civil de São Paulo antecipou para esta segunda-feira (22) uma reunião emergencial entre seus membros diretores para tratar da decisão do secretário da Segurança Pública (SSP), Guilherme Derrite, que na semana passada autorizou a Polícia Militar (PM) a registrar ocorrências de menor potencial ofensivo. Os registros seriam feitos em batalhões da PM.

O Conselho da Polícia Civil integra a cúpula da instituição. Ele é formado por delegados de primeira classe da polícia paulista, como diretores dos principais departamentos. O grupo pode discutir políticas de segurança institucional para a categoria.

O encontro estava marcado para quarta-feira (24). Segundo a SSP informou neste sábado (20) ao g1, a reunião foi antecipada devido a outro compromisso profissional do delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian, “o que o impediria de participar no dia ordinário”. A pasta não respondeu se Derrite participará da conversa nem o local onde ela acontecerá.

Até então, somente policiais civis registravam os Termos Circunstanciados de Ocorrências (TCOs) em delegacias. Os TCOs são voltados para crimes que não ultrapassem penas de dois anos de prisão, como lesões corporais leves, desacato e vias de fato.

Além de dar aos policiais militares o poder de registrar os TCOs, a proposta prevê que os agentes da PM possam fazer diligências de casos que estejam acompanhando, apreendendo provas de crimes e solicitando a realização de exames periciais.

A pasta de Derrite comanda tanto a PM quanto a Polícia Civil. Para começar a valer, a decisão do secretário ainda precisa passar por um termo de cooperação com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o que ainda não ocorreu.

Os TCOs continuariam a ser registrados também por policiais civis, mas a proposta do secretário de permitir que PMs passem a ter esta possibilidade não agradou sindicatos e delegados da Polícia Civil.

Seus representantes acusam Derrite de dar à Polícia Militar o poder de investigar crimes, que não é atribuição de policiais militares. A função da PM, alegam, é o patrulhamento ostensivo. Cabendo aos policiais civis, segundo eles, a função de investigação e esclarecimentos dos casos.

A Comissão de Política Criminal e Penitenciária da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) também se posicionou contrária à medida da SSP. Procurada pela TV Globo, ela classificou a proposta como inconstitucional porque o governo estadual não tem competência para legislar sobre a matéria.

Governador apoia medida

A decisão de Derrite de dar poder de polícia investigativa à PM conta com o apoio do governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O político negou na sexta-feira (19) que exista uma divisão entre policiais civis e militares no estado.

Segundo o governador, em 17 estados policiais militares já registram TCOs. “Não existe racha entre as polícias. A gente está querendo dar esse passo também. É razoável, já foi discutido. Tem acordo com a direção da Polícia Civil”, declarou Tarcísio.

Na visão do governador, há jurisprudência no Supremo Tribunal Federal (STF) que protege a medida e, portanto, não pretende recuar da ideia. “É um passo importante, que tem previsão em termos de previsão judicial”, afirmou.

O governador paulista também declarou que as recentes decisões da gestão de Guilherme Derrite na pasta da Segurança Pública não são de favorecimento exclusivo à Polícia Militar, em detrimento dos policiais civis, como a categoria tem verbalizado publicamente.

Na visão de Tarcísio, são medidas para melhorar a presença da PM nas ruas no combate aos crimes diários registrados em todo o estado.

“Não é questão de dar mais poder, é questão de melhorar o policiamento ostensivo. Para delito de menor relevância, é ruim desmobilizar uma guarnição, levar para uma delegacia de polícia e passar horas ali para fazer um boletim de ocorrência. O que estamos fazendo é melhorar o termo circunstanciado e isso deixa um efetivo maior na rua”, afirmou.

Além da PM, o governo também estuda a possibilidade de os agentes penitenciários fazerem os termos circunstanciados em ocorrências de menor porte nas penitenciárias.

Delegados criticam proposta

Por causa da polêmica, a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol do Brasil) notificou Derrite sobre o que a entidade chama de “ilegalidades relacionadas a medidas institucionais recentemente implementadas no âmbito da Segurança Pública do Estado”.

“Causa perplexidade anúncios veiculados na imprensa dizendo que o governo de SP está atribuindo competência investigativa da Polícia Civil à Polícia Militar. (…) Não cabe à Polícia Civil, pela Constituição, a função de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. De igual modo, não cabe à Polícia Militar o cumprimento de mandados de busca e apreensão, atividades de polícia investigativa ou de Polícia Judiciária”, informou a entidade.

Delegado Palumbo, deputado federal pelo MDB e representante dos policiais civis no Congresso Nacional, disse que Derrite está “usurpando a função dos policiais civis”.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que “o atual governo reconhece e valoriza as suas polícias de forma igualitária”.

Porém, Jacqueline Valadares, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), disse haver déficit de policiais civis em São Paulo.

“Nós temos um déficit de mais de 17 mil profissionais. Ou seja, a categoria está trabalhando com um efetivo 40% menor”, declarou.

Fonte: G1

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Segurança

Delegado é afastado de caso do Porsche após críticas e por cobrar que PM entregue imagens de câmeras corporais de acidente

por Redação 19 de abril de 2024

O delegado Nelson Alves foi afastado nesta quinta-feira (18) do inquérito que investigava as causas e eventuais responsabilidades pelo acidente com o Porsche, que deixou uma pessoa morta e outra ferida no mês passado, na Zona Leste de São Paulo. Ele foi transferido do 30º Distrito Policial (DP), Tatuapé, para o 81º DP, Belém.

A mudança foi confirmada nesta sexta-feira (19) ao g1 pelo próprio delegado. Entretanto, ele disse desconhecer os motivos do afastamento e da transferência. “Ninguém sabe, só cumpro ordens”, comentou Nelson.

O Inquérito do caso do Porsche ainda não foi concluído. Quem assume a investigação é o delegado Milton Burguese, que estava no 81° DP. Ele também irá presidir outros inquéritos contra o crime organizado.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) negou o afastamento e disse que “ocorreu uma mudança administrativa” na qual o delegado Milton Burguese foi para o 30° DP “por ter experiência em apurações de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.”

“A unidade vem desenvolvendo investigações complexas contra membros de uma facção criminosa que atua em várias regiões do Estado, motivo pelo qual se faz necessária a experiência do delegado citado. A investigação sobre a morte do motorista de aplicativo foi conduzida pelo delegado Nelson Alves e está em fase final para ser relatado à Justiça”, diz o texto.

O g1 e a TV Globo apuraram que o afastamento do delegado da investigação e sua transferência foram decididas por seus superiores hierárquicos. E que ele deixa a investigação após críticas feitas ao seu trabalho na condução do inquérito.

A defesa dos investigados no caso chegou a informar no processo judicial que vazaram informações sigilosas do inquérito à imprensa. O caso está em segredo de Justiça.

Além disso, Nelson havia solicitado à Polícia Militar que entregasse as imagens das câmeras corporais que os agentes usaram para gravar o atendimento e socorro às vítimas da batida.

O pedido foi reforçado na Justiça no início de abril, pelo delegado Marcos Casseb, titular do 30°DP, e foi feito porque a PM ainda não entregou as gravações das body cams dos policiais militares que atenderam a ocorrência.

Por causa do acidente, Ornaldo foi socorrido por uma ambulância dos Bombeiros, mas morreu com diversas fraturas e parada cardiorrespiratória ao chegar no hospital.

O amigo do empresário, o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no banco do carona do Porsche, quebrou quatro costelas, passou por duas cirurgias (para retirada do baço e colocação de drenos nos pulmões) e ficou duas semanas internado até ter alta do hospital.

Fernando teria tido um corte na boca, mas não passou por nenhum atendimento médico. Segundo os agentes da PM, que atendiam a ocorrência, a mãe do motorista do carro de luxo havia dito que levaria o filho a um hospital, mas não o fez. Os policiais militares liberaram o empresário sem fazer o teste do bafômetro nele, que poderia confirmar se ele havia tomado bebida alcoólica.

Marcus e a namorada dele contaram à Polícia Civil que Fernando havia bebido antes de dirigir. O motorista do Porsche e a namorada deste negaram que o empresário tenha bebido quando foram ouvidos na delegacia que investiga o caso.

As filmagens são importantes para ajudar os investigadores a esclarecer algumas dúvidas, como, por exemplo, se foi mesmo a PM que liberou Fernando para deixar o local do acidente sem fazer o teste do bafômetro. E ainda se o empresário tinha sinais de embriaguez, como disseram algumas testemunhas.

Sobre as body cams da PM, a Secretaria da Segurança Pública respondeu “as imagens serão fornecidas, como de costume, para a análise da Polícia Civil. As investigações do caso seguem em andamento, sob segredo de Justiça.”

O acidente foi gravado por câmeras de segurança (veja vídeo acima). Segundo testemunhas, o empresário também dirigia o Porsche em alta velocidade. O limite para a via é de 50 km/h.

Fernando se apresentou dias após o acidente no 30º DP. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio por dolo eventual (por ter assumido o risco de matar Ornaldo), lesão corporal (por ter ferido Marcus) e fuga do local do acidente (para não fazer o teste do bafômetro).

À polícia, o empresário disse ter guiado “um pouco acima do limite” e negou ter fugido do local do acidente.

Apesar de a Justiça ter negado dois pedidos da Polícia Civil para prender Fernando, ela determinou que ele pagasse uma fiança de R$ 500 mil (para garantir futuros pagamentos de pedidos de indenizações à família de Ornaldo e a Marcus), além de suspender a carteira de motorista dele e obrigá-lo a entregar o passaporte na Polícia Federal (PF).

A defesa de Fernando alega que o acidente foi uma “fatalidade”. Procurada nesta quinta para comentar os depoimentos de Marcus e da namorada dele, a advogada Carine Acardo Garcia respondeu que “nos parece que a informação foi de que ingeriram drinque muitas horas antes do acidente”.

“Um sentimento de injustiça gigantesco dentro de mim”, escreveu em seu Instagram, Luam Silva, filho do motorista por aplicativo Ornaldo, morto no acidente.

Fonte: G1

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São Paulo

Show de Roberto Carlos em SP é cancelado após vistoria confirmar problemas em reforma da arena do estádio do Pacaembu

por Redação 19 de abril de 2024

A Prefeitura de São Paulo cancelou o show do cantor Roberto Carlos, previsto para ocorrer na noite desta sexta-feira (19), na inauguração do espaço de eventos Mercado Livre Arena Pacaembu, na Zona Oeste da capital.

A apresentação do rei seria feita no 2° subsolo da arena do antigo estádio, concedido para a Concessionária Allegra Pacaembu pela gestão Bruno Covas (PSDB), por 35 anos.

O local foi reprovado após as três avaliações feitas pelo Corpo de Bombeiros e pela secretaria municipal de Urbanismo.

Na quinta, os bombeiros já tinham oficiado a prefeitura alertando sobre os riscos e pedindo o cancelamento.

Na avaliação dos Bombeiros, a área não tem condições de receber as cerca de 3 mil pessoas que devem comparecer a inauguração do lugar.

“É importante salientar que a edificação onde ocorrerá o evento não possuí licença vigente do Corpo de Bombeiros. (…) Caso o evento ocorra, será em total revelia ao Corpo de Bombeiros. Ademais, conforme processo de fiscalização, a edificação foi advertida em 18 de abril por não possuir licença, conforme a lei. Sendo assim, solicito a essa secretaria adoção de medidas pertinentes a evitar a realização do evento em desacordo com a legislação”, afirmou o documento assinado pelo Coronel Comandante do Corpo de Bombeiros, Alexandre Merlin.

No pedido enviado à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), os bombeiros informaram que o espaço Mercado Pago Hall apresenta 18 irregularidades na edificação que será inaugurada nesta sexta (19).

Entre elas, rotas de fuga obstruídas em caso de incêndio, sistema de hidrantes despressurizado, falta de instalação de sistema central de alarme de incêndio, chuveiros anti-incêndio e portas corta fogo desinstalados, entre outras irregularidades (veja documento abaixo).

O que diz a concessionária do estádio
Mais cedo, por meio de nota, a concessionária Allegra Pacaembu havia negado as irregularidades e argumentava que o local tinha condições adequadas.

Histórico de problemas

Desde o início das obras, a reforma do chamado ‘Novo Pacaembu’ tem sofrido com uma série de problemas e atrasos pro parte da concessionária que arrematou o espaço por 35 anos.

O estádio tinha previsão de ser entregue revitalizado em outubro de 2023, mas a finalização foi sendo adiada várias vezes. A última data prometida foi para 25 de janeiro de 2024, quando aconteceria no local a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha, mas o evento não pode acontecer no local, em virtude de novo atraso na reforma.

Em 15 de março deste anos, a concessionária Allegra assumiu que errou ao prometer que o estádio poderia receber a final da Copa São Paulo no local. A final foi realizada na Neo Química Arena no dia do aniversário da cidade.

Naquela ocasião [março], a Allegra tinha começado a colocar a grama sintética no campo e ao menos 70% do local já estava ocupado pelo novo gramado. Foram investidos R$ 6,5 milhões no campo, com a previsão de que ele receba jogos ainda neste primeiro semestre.

Segundo a administração do estádio, o material para compor a grama foi importado de Portugal e dos Estados Unidos. Uma das três camadas da grama é feita com um composto de cortiça, um material que se adapta melhor às altas temperaturas brasileiras.

Estádio foi prometido para outubro de 2023

O novo Pacaembu já deveria estar pronto. Quando o site da prefeitura anunciou o começo das obras, em junho de 2021, a entrega estava prevista para outubro de 2023. No início do ano, o SP2 visitou o local, e Eduardo Barella, presidente da Allegra, garantiu que tudo estava no prazo.

“Nós estamos cumprindo à risca tudo aquilo que é preconizado dentro do contrato de concessão. Esses planos já foram entregues para a prefeitura”, disse Barella em janeiro dste ano.

Fonte: G1

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Segurança

Após 2 dias preso, professor negro acusado de roubo no litoral é solto pela Justiça; escola diz que ele dava aula na capital na hora do crime

por Redação 19 de abril de 2024

Após passar dois dias preso, o professor de educação física Clayton Ferreira Gomes dos Santos deixou na tarde desta quinta-feira (18) a delegacia na Zona Sul de São Paulo.

À TV Globo, ele afirmou que a sensação de ter sido preso é “muito ruim”. “Você vê passar na televisão e acha que não vai acontecer com você. Aí, quando vem a realidade, você acaba caindo em si e aí você para e pensa: ‘Pô, o que eu fiz de errado?'”

O educador de 40 anos estava detido na cadeia do 26º Distrito Policial (DP), Sacomã, desde terça (16), após ser acusado pela Polícia Civil de participar do roubo de uma idosa em Iguape, município do litoral paulista, no ano passado. Ele afirma ser inocente.

A Justiça de São Paulo atendeu o pedido da defesa do professor, e concedeu, na quarta (17), um habeas corpus para libertá-lo.

Clayton disse também que não conhecia a cidade. “Nunca fui, nem sabia onde ficava Iguape.”

A vítima havia reconhecido o professor, que é negro, por meio de uma fotografia. Depois disso, a investigação conseguiu um mandado judicial de prisão temporária contra ele no final de 2023.

Além disso, a escola onde ele trabalhava à época informou que o educador estava dando aulas na capital paulista no momento em que os crimes aconteceram. Sendo, portanto, impossível estar ao mesmo tempo em dois lugares distantes 200 quilômetros um do outro.

“Concedo a liminar pretendida e determino a expedição de alvará de soltura”, continuou o magistrado, que argumentou que, nesse caso, o reconhecimento fotográfico não poderia ter sido a única prova para que a polícia pedisse à Justiça a prisão de um suspeito.

Professor foi reconhecido por foto

A vítima do sequestro e roubo em Iguape é uma aposentada de 73 anos que havia reconhecido Clayton na polícia da cidade litorânea, por fotografia, como uma das três pessoas que roubaram R$ 11 mil dela em 31 de outubro de 2023 na Avenida Adhemar de Barros, no Centro.

Mas, de acordo com a Escola Estadual Deputado Rubens do Amaral, na Zona Sul de São Paulo, Clayton estava dando aulas de educação física no mesmo horário e dia em que ocorreram os crimes. A escola fica na Rua Filipe Cardoso, no Jardim da Saúde.

Além do diretor da escola, a defesa e a família dele também alegam que o educador é inocente e que sua prisão foi ilegal (saiba mais abaixo).

Clayton não dá mais aulas nessa escola, na capital, que fica distante a mais de 3 horas de viagem do local no litoral onde a idosa contou ter sido abordada por um homem e duas mulheres que estavam num Chevrolet Celta preto. O motorista era um homem negro, de acordo com a vítima. Ela se identificou como sendo parda.

Segundo a aposentada, os sequestradores obrigaram-na a entrar no veículo. Depois a levaram até uma agência bancária, onde mandaram fazer dois saques, nos valores de R$ 5 mil e R$ 6 mil.

Em seguida, os bandidos, de acordo com a idosa, disseram para depositar o dinheiro na conta de uma das mulheres da quadrilha. Mais tarde, o grupo roubou seus cartões de banco e a abandonou em uma rodovia.

Professor trabalhava na hora do crime

Segundo o diretor de escola Vilson Sganzerla, Clayton trabalhou no dia 31 de outubro de 2023 no horário em que ocorreram os crimes.

O diretor encaminhou para a defesa de Clayton uma cópia da ficha de ponto do professor na data em que ele foi acusado de ter cometido sequestro e roubo em Iguape.

Advogado cita preconceito

Clayton é professor atualmente da Escola Estadual Maria José, na Bela Vista, Centro de São Paulo. Segundo seu advogado, Danilo Reis, o cliente e uma das mulheres foram reconhecidos pela vítima por fotografias apresentadas a ela pela polícia de Iguape.

O advogado não sabe como a foto de Clayton foi parar no banco de imagens mostradas pela polícia à vítima. “Ele nunca teve passagens criminais anteriores”, afirmou Danilo.

O advogado suspeita até da possibilidade de que alguém ainda não identificado possa ter usado a foto e documentos de seu cliente de maneira criminosa para prejudicá-lo.

A pedido da polícia de Iguape, e com a concordância do Ministério Público (MP) da cidade, a Justiça local decretou a prisão temporária de Clayton em 17 de novembro de 2023.

Danilo não soube informar se a outra mulher identificada pela vítima por foto foi presa também. “Só posso dizer que Clayton não conhece essa outra suspeita, nunca a viu. Ele sequer esteve em Iguape antes. Foi acusado pela polícia de dirigir o carro usado nos crimes, mas ele não tem nem carteira de habilitação. Não sabe dirigir e só usa transporte público.”

“Nunca praticou qualquer ato ilícito e principalmente por fisicamente ser impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo, agravando-se ainda mais por tratar-se de comarcas distintas e de distâncias consideráveis”, informa o pedido da defesa de Clayton no habeas corpus.

No entendimento da defesa, o professor está passando por “constrangimento ilegal” por causa da “injusta prisão”.

“São pessoas honestíssimas, trabalhadoras, íntegras. É revoltante”, disse a advogada Luana Barros, que defende os interesses do casal na esfera cível.

Policiais prenderam professor em delegacia

Segundo Maria Claudia Gomes, esposa de Clayton, ele foi preso após atender um pedido da polícia para comparecer ao 26º DP, Sacomã, na Zona Sul.

A mulher contou que seu marido recebeu uma carta na portaria do prédio em que moram, na capital, para ir à delegacia esclarecer informações que ele dera num boletim de ocorrência eletrônico que fez do furto de seu celular. Clayton não conseguiu reaver o aparelho furtado.

“Como que pode um inocente ter que provar que ele é inocente? Só no nosso país acontece isso de um inocente ter de provar que é inocente. A pessoa fica apavorada, sem saber de nada”, falou a esposa do professor.

O que diz a SSP

Procurada para comentar o assunto, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) respondeu que a investigação e a prisão de Clayton foi legal e que também apura se ele participou de outro roubo.

“A Polícia Civil esclarece que a prisão do homem citado foi realizada com mandado expedido pelo Poder Judiciário. Uma mulher de 73 anos, vítima de um roubo no valor de R$ 11 mil em outubro/23, reconheceu fotograficamente o homem em depoimento assinado em juízo. O mesmo homem também é investigado por um crime semelhante em setembro/23, no qual ele e uma mulher constam como beneficiários de uma transferência via PIX no valor de R$ 20 mil”, informa nota da SSP.

Após investigações, ele foi preso na manhã de terça-feira (16), na zona sul da Capital, e encaminhado para audiência de custódia, quando teve a prisão mantida pela Justiça. Posteriormente, a defesa dele solicitou um Habeas Corpus, que foi aceito. A decisão levou em conta o fato dele ter residência e empregos fixos. A Corregedoria da Polícia Civil segue à disposição para apurar qualquer denúncia sobre possíveis irregularidades.”

O que diz a defesa
A defesa do professor diz desconhecer a outra investigação.

“A defesa de Clayton Ferreira Gomes dos Santos vem, por meio desta, declarar que até o presente momento desconhece qualquer investigação anterior originária à prisão realizada, tampouco teve acesso às informações prestadas em nota oficial da Polícia Civil, e que de imediato, independentemente da liberdade concedida, Clayton irá colaborar com o que for necessário para prestar esclarecimentos em qualquer investigação em andamento, por ser o principal interessado na resolução desta situação mediante a comprovação de sua inocência.”

Fonte: G1

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Segurança

Polícia encontra 1 tonelada de cocaína durante buscas por PM desaparecido em Guarujá

por Redação 18 de abril de 2024

Policiais civis do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) encontraram, na quarta-feira (18), 1 tonelada de cocaína em um ferro-velho localizado a 500 m de onde estava o carro do PM Luca Romano Angerami, desaparecido desde o último domingo (14), em Guarujá, litoral de São Paulo.

A PM e a Polícia Civil iniciaram uma força-tarefa para tentar localizar o soldado, visto pela última vez em uma adega, na madrugada de domingo, e que pode ter sido sequestrado por criminosos.

Os investigadores seguiam pistas que indicavam que o militar, de 21 anos, teria sido levado por bandidos para a comunidade do Carangejo. Eles estavam em busca de um barraco próximo à rodovia Cônego Domênico Rangoni, onde o veículo de Angerami foi deixado.

Os cães farejadores que acompanhavam os agentes demostraram agitação ao chegar próximo ao ferro-velho. Os cães se aproximaram de sacos brancos escondidos em um monte de produtos recicláveis.

Havia 1.120 tijolos de cocaína, totalizando 1.080 kg. Agora, os investigadores vão tentar encontrar os responsáveis pela droga.

Fonte: r7

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São Paulo

Governo de SP promete redução nas tarifas sociais e anuncia novo cálculo para conta de água após privatização da Sabesp

por Redação 18 de abril de 2024

O governo de São Paulo anunciou, nesta quarta-feira (17), o novo modelo de concessão da Sabesp, que deve entrar em vigor após a privatização da empresa. O projeto de lei da Câmara Municipal de São Paulo que viabiliza a desestatização da Sabesp na capital foi aprovado em 1ª votação (leia mais abaixo).

Com o novo modelo, o governo promete redução de até 10% nas tarifas social e vulnerável para famílias inscritas no Cadastro Único (CADÚnico) e para que tem renda familiar per capita entre R$ 218 e R$ 706 (meio salário mínimo).

A Agência Regulatória de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp) será responsável pela fiscalização e envio dos dados dos beneficiários à companhia.

Além disso, haverá 1% de desconto para os demais clientes residenciais. E 0,5% de redução nas outras tarifas, como comercial e industrial.

Segundo a secretária, esta redução não será aplicada no valor final da conta dos clientes residenciais e comerciais/industriais, mas apenas na primeira faixa de consumo, de forma a estimular a economia de água.

No último dia 8, no entanto, a Sabesp anunciou que iria reajustar as tarifas em 6,4469% a partir de 10 de maio. Segundo informações da Reuters, a companhia de abastecimento informou que a Arsesp autorizou o aumento.

O reajuste foi autorizado com a divulgação de uma nota técnica da Sabesp, e as novas tabelas tarifárias serão publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

A gestão estadual informa que a tarifa calculada pela Arsesp sempre ficará abaixo do valor que seria praticado pela Sabesp antes da privatização.

“Para tanto, serão utilizados recursos do Fundo de Apoio à Universalização do Saneamento Básico no Estado de São Paulo (FAUSP). Esse fundo será financiado por meio de 30% do valor obtido na desestatização e pelos dividendos pagos pela Sabesp ao governo após a desestatização”, explica o governo.

Novo cálculo de tarifa
O governo também anunciou um novo modelo de cálculo de tarifa:

Atualmente, os investimentos da empresa são pré-pagos, ou seja, primeiro são considerados no cálculo da tarifa, e só depois são realizados;
Após a privatização, serão pós-pagos, ou seja, primeiro a Sabesp realiza os investimentos e, então, serão considerados no cálculo da tarifa.
Venda de ações
A venda de ações da empresa será dividida em dois grupos: o primeiro será destinado ao investidor estratégico. O segundo será aberto a todo o mercado, inclusive a pessoas físicas, jurídicas e a funcionários da empresa.

Natália Resende, secretária do Meio Ambiente, afirmou que a participação do governo na Sabesp não será menor que 18% e poderá chegar a 30%, a depender do interesse dos investidores.

Segundo o governo, a estratégia será utilizada para garantir a atração de investidores estratégicos comprometidos com a gestão da Sabesp.

“Para se tornar investidor estratégico da Sabesp, os interessados passarão por um processo competitivo, no qual será escolhido aquele que oferecer o maior preço pela ação da empresa. Caso haja mais de três interessados, serão escolhidos os dois maiores preços por ação, e as duas propostas serão apresentadas ao mercado. Aquela que gerar maior volume de ações negociadas ganhará a disputa pelo bloco”, destacou.

Haverá um acordo de investimentos entre o governo do estado e o investidor estratégico.

Até o final de 2029, quando há concentração dos investimentos para a universalização, o investidor escolhido para assumir a Sabesp não poderá vender suas ações.

De 2030 a 2034, poderá vender as ações, mas o acordo se mantém, desde que ele tenha mais de 10% das ações.

O Governo de São Paulo, por sua vez, estará sujeito ao mesmo compromisso, com as mesmas restrições do investidor estratégico.

“Essas medidas combinadas visam assegurar uma gestão sólida e comprometida com o interesse público durante o período de transição e subsequente. A nova governança também prevê a golden share do Governo de São Paulo, limites para evitar que um único grupo assuma o controle da empresa, e regras para escolha do Conselho de Administração. Esse último será composto por chapas formadas por três membros independentes, três representantes do investidor estratégico e três do Governo de SP”.

Privatização aprovada em 1ª votação

O projeto de lei da Câmara Municipal de São Paulo que viabiliza a privatização da Sabesp na capital foi aprovado em primeira votação nesta quarta-feira (17) pelo placar de 36 votos favoráveis e 18 contrários. A sessão ocorreu em meio a manifestações na galeria e discussão entre vereadores.

O texto aprovado mudanças na lei municipal para permitir que a capital mantenha o contrato de fornecimento com a empresa, mesmo depois da venda para a iniciativa privada.

A votação foi marcada por provocações entre os parlamentares. Nas galerias, manifestantes em diversos momentos vaiaram vereadores favoráveis ao projeto, com gritos contra a privatização.

Em diversos momentos, Milton Leite (União Brasil), presidente da Casa, pediu silêncio aos manifestantes e ameaçou acionar a GCM para retirar o grupo do local. Rubinho Alves (União Brasil), relator do projeto de lei chegou a afirmar que estava faltando “bala de borracha” para os manifestantes. (veja abaixo)

Mesmo com a aprovação, vereadores do PT e do Psol informaram que entraram com uma ação na Justiça para anular a votação e, pedir que ocorra somente após o fim das audiências públicas, previstas para terminar no final do mês de abril.

O texto ainda precisa passar por uma segunda votação em plenário para ser oficializado.

O projeto de lei que propôs a privatização da empresa pública foi aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em dezembro de 2023 e sancionado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no mesmo mês.

‘Ta faltando bala de borracha’

Durante a votação, a sessão foi interrompida diversas vezes por manifestantes contrários a privatização.

O vereador Rubinho Nunes (União), ao ser interrompido, afirmou estar “faltando bala de borracha” para os manifestantes.

Luna Zarattini (PT) rebateu o colega.

No início da tarde desta quarta, a audiência pública sobre a privatização foi marcada por tumultos. Um homem foi detido.

Segunda votação
A segunda votação ainda não tem data prevista, mas só poderá ser pautada pelo presidente da Casa após o término das audiências públicas.

Na semana passada, o texto foi aprovado pela Comissão de Constituição de Justiça da Câmara.

A privatização começou a passar por audiências públicas na segunda (14). Serão pelo menos sete encontros, dentro da Câmara e também em bairros da capital, mesmo depois da primeira votação.

O presidente da Câmara, vereador Milton Leite (União), sugeriu a inclusão de discussões públicas em bairros localizados em áreas de mananciais, perto das represas Billings e Guarapiranga.

Veja o calendário inicial de audiências:

18/4 – Quinta-feira, audiência 17h
Local: Câmara Municipal de São Paulo
20/4 – Sábado, audiência 9h
Local: Marsilac (endereço a definir)
22/4 – Segunda-feira, audiência 11h
Local: Câmara Municipal de São Paulo
24/4 – Quarta-feira, audiência 11h
Local: Câmara Municipal de São Paulo
27/4 – Sábado, audiência 9h
Local: Guarapiranga (endereço a definir)
Anúncio de reajuste
Nesta semana, a Sabesp informou que vai reajustar as tarifas em 6,4% a partir de 10 de maio.

O reajuste foi autorizado com a divulgação de uma nota técnica da Sabesp, e as novas tabelas tarifárias serão publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Também nesta semana, uma pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (15) apontou que 52% dos eleitores paulistas são contra a privatização da Sabesp, enquanto 36% são a favor.

A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento ouviu 1.656 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de abril e foi encomendado pela Genial Investimentos. Veja os números:

A favor: 36%
Nem a favor, nem contra: 4%
Contra: 52%
Não soube ou não respondeu: 8%

A Sabesp
Atualmente, metade das ações da empresa está sob controle privado, sendo que parte é negociada na bolsa de valores B3 e parte na Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos.

O governo de São Paulo é o acionista majoritário, com 50,3% do controle da empresa. O projeto, já aprovado na Alesp, prevê a venda da maior parte dessas ações, com o governo mantendo poder de veto em algumas decisões.

Em 2022, a empresa registrou lucro de R$ 3,1 bilhões. Desse montante, 25% foram revertidos como dividendos aos acionistas, R$ 741,3 milhões e R$ 5,4 bilhões, destinados a investimentos.

Atendendo, 375 municípios com 28 milhões de clientes, o valor de mercado da empresa chegou, em 2022, a R$ 39,1 bilhões

Fonte: G1

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Saúde

91 dos 96 distritos de São Paulo enfrentam epidemia de dengue; cidade registra mais de 180 mil casos da doença em 2024

por Redação 18 de abril de 2024

91 dos 96 distritos da cidade de São Paulo enfrentam epidemia de dengue, segundo o último boletim de arboviroses divulgado na última segunda-feira (15).

Para configurar “situação de epidemia”, o número de casos confirmados por 100 mil habitantes deve passar de 300. O maior índice foi registrado no Jaguará, na divisa das zonas Norte e Oeste, com 8.497,8 casos a cada 100 mil pessoas.

Os distritos República, Jardim Paulista, Moema, Saúde e Vila Mariana são as únicas que ainda não se enquadram na epidemia.

Os casos da doença na capital somam os 181.025: 29,4% do total do estado.

De acordo com o painel de monitoramento da Secretaria Estadual da Saúde (SES), 49 pessoas morreram de dengue neste ano.

Na última semana, a gestão municipal divulgou a ampliação da campanha de vacinação da doença para todos os postos de saúde da cidade. Antes disso, apenas as regiões mais afetadas recebiam doses do imunizante.

O público-alvo são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme definido pelo Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde. A capital recebeu um total de 177.679 doses do imunizante do governo federal.

Para receber o imunizante, a criança precisa estar acompanhada de um responsável, portando documento de identidade, cartão de vacina e comprovante escolar ou de residência.

A criança também não pode ter sido diagnosticada com dengue nos últimos seis meses.

Dengue no estado
O estado de São Paulo já registra 312 óbitos causados pela dengue neste ano e investiga outras 643 mortes.

Ao todo, mais de 600 mil casos da doença já foram confirmados no território paulista. Desses, 780 são considerados graves.

Cuidados contra a dengue
Evite qualquer reservatório de água parada sem proteção em casa. O mosquito pode usar como criadouros grandes espaços, como caixas d’água e piscinas abertas, até pequenos objetos, como tampas de garrafa e vasos de planta.

Coloque areia no prato das plantas ou troque a água uma vez por semana. Mas não basta esvaziar o recipiente. É preciso esfregá-lo, para retirar os ovos do mosquito depositados na superfície da parede interna, pouco acima do nível da água. Isso vale para qualquer recipiente com água.

Pneus velhos devem ser furados e guardados com cobertura ou recolhidos pela limpeza pública. Garrafas pet e outros recipientes vazios também devem ser entregues à limpeza pública. Vasos e baldes vazios devem ser colocados de boca para baixo. Limpe diariamente as cubas de bebedouros de água mineral e de água comum. Seque as áreas que acumulem águas de chuva. Tampe as caixas d’água.

Fonte: G1

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