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Filha da atriz Samara Felippo é alvo de racismo em escola de alto padrão em SP; alunas escreveram ofensa em caderno

por Redação 29 de abril de 2024

A filha de 14 anos da atriz Samara Felippo foi vítima de racismo na escola de alto padrão Vera Cruz, na Zona Oeste de São Paulo, na segunda-feira (22).

Segundo Samara e o colégio, duas alunas do 9° ano pegaram um caderno da garota, que é negra, arrancaram as folhas e escreveram uma ofensa de cunho racial em uma das páginas. Na sequência, o caderno foi devolvido aos achados e perdidos.

O g1 procurou a Escola Vera Cruz por e-mail neste sábado (27), mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

A atriz registrou boletim de ocorrência e afirmou que ainda não definiu se vai tirar a filha da escola.

Alunas foram suspensas por tempo indeterminado
Em comunicado enviado às famílias e obtido pelo g1, o Vera Cruz diz que, ao recuperar o caderno, a filha de Samara procurou a professora e a orientadora da série.

Segundo o Vera Cruz, as alunas foram convocadas para devolver as folhas arrancadas do caderno e para serem informadas oficialmente sobre as sanções que seriam aplicadas – entre elas, a suspensão por tempo indeterminado.

‘Só quero que não convivam no mesmo espaço’, diz Samara
Samara diz que pediu a expulsão das duas alunas e que considerou a escola “omissa”.

“Sim, pedi expulsão das alunas acusadas pois não vejo outra alternativa para um crime previsto em lei e que a escola insiste relativizar. Fora segurança e saúde mental da minha filha e de outros alunos negros e atípicos se elas continuarem frequentando escola. Não é um caso isolado, que isso fique claro.”

Ao g1, a atriz conta que a raiva passou, mas que ainda quer a expulsão das adolescentes porque não sente segurança da filha ocupar o mesmo espaço.

Samara diz que a filha já havia passado por episódios de preconceito anteriores, mas que só agora o “racismo se materializou”.

“Antes, ela queria não enxergar. Doía ver, só queria fazer parte de uma turma e era excluída de trabalhos, grupos, passeios, aceitava qualquer migalha e deboche feito pelas mesmas garotas, e seu nome sempre era jogado em fofocas, ‘disse me disse’ e culpada por atos que não cometia. Lembrando do caso do carregador que sumiu numa festa e a única acusada foi ela. [Não atribuo aqui esse caso as atuais agressora].”

A atriz afirma querer levantar um debate sobre o que uma escola precisa fazer para ser considerada antirracista – como se coloca o Vera Cruz.

“Tem algumas coisas na escola que eu não concordo. A política de cotas que eles adotam vai só até o quinto ano. Então, um adolescente negro que vai para a escola no sétimo, no oitavo, no nono ano, não vai se sentir representado, vai ser um ambiente hostil, majoritariamente branco. Eu quero levantar um debate assim: o que é uma escola antirracista de qualidade?”

Fonte: G1

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PET

Cão Joca: Donos de pets e ONGs fazem ato nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas por justiça pela morte do golden retriever

por Redação 29 de abril de 2024

Donos de cachorros e ONGs de defesa dos animais realizam na manhã deste domingo (28) dois protestos simultâneos em memória do golden retriever Joca, que morreu na última segunda-feira (22), após ser enviado por engano pela empresa áerea Gol para um destino diferente de seu tutor.

Os protestos acontecem no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos – onde a morte foi registrada – e também no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.

No ato de Guarulhos, as ONGs e donos de animais levaram seus pets para protestar contra a falta de segurança nos voos no Brasil para o transporte de animais.

Numa das faixas penduradas no terminal doméstico de embarque de Guarulhos, uma faixa exibe a frase “Justiça por Joca” e “Não somos bagagem, somos o amor de alguém”.

As entidades de defesa dos animais pedem que as autoridades brasileiras modifiquem as regras de transporte de bichos de estimação no país e punam severamente as empresas que violam as leis de proteção animal.

A família do engenheiro João Fantazzini Júnior, tutor do cãozinho Joca, esteve no ato e agradeceu o carinho das pessoas com a dor dele.

Ao discursar no protesto com um megafone, Fantazzini afirmou que espera que uma lei no Congresso Nacional normatize condições mais favoráveis de transporte de animais em todas as regiões do país.

“Precisou morrer um pra que isso acontecesse [protestos]. Por isso, tenho muita gratidão por todos que estão aqui e abraçaram essa causa comigo. Precisa ser mudado sim [as regras aéreas]. A única coisa que eu quero é que uma lei venha e que ela mude tudo isso. Porque não é justo. Eles são nossos filhos”, declarou.

No ato em Congonhas, donos de cãezinhos também ocuparam o terminal de embarque do aeroporto, em frente ao check in da empresa Gol, para protestar contra a morte de Joca.

Outro ato semelhante aconteceu durante a manhã deste domingo (28) no Aeroporto de Brasília, onde manifestantes também se reuniram para protestar contra a morte do cachorro Joca. O encontro foi marcado pelo Clube Golden de Brasília, por meio das redes sociais.

Protestos semelhantes aconteceram também no Aeroporto Santos Dummont, no Rio de Janeiro, neste domingo (28), e no Aeroporto Afonso Penna, em Curitiba, na manhã de sábado (27).

Manifestantes ainda se reuniram no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, no Aeroporto de Campo Grande, no Aeroporto de Porto Alegre e no Aeroporto internacional de Belém, na manhã deste domingo, em memória ao Joca.

Dezenas de pessoas se reuniram para pedir justiça em frente ao posto de embarque da Gol – empresa responsável pelo transporte do animal, que morreu em 22 de abril.

Projeto de lei Joca
As discussões no Congresso Nacional para uma futura lei Joca já começaram. Segundo o deputado federal Fernando Marangoni (União Brasil), na próxima terça-feira (30), será instaurado o grupo de trabalho na Câmara dos Deputados que irá discutir a elaboração do texto do projeto que deve regulamentar o transporte aéreo de pets no país.

Pelo menos seis deputados federais e um estadual vão participar da criação do texto que vai ser apreciado na Câmara, em regime de urgência.

No Senado Federal também já existe um pedido de participação popular para a criação de uma legislação semelhante.

Reunião na Anac
Segundo o blog da jornalista Andréa Saddi, da GloboNews, uma reunião realizada entre Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério de Portos e Aeroportos com representantes de companhias aéreas – entre elas a Gol – definiu na sexta-feira (25) ações para melhorar o transporte de animais em porões de aeronaves.

O encontro é uma resposta à morte do cão Joca, que morreu após falha em transporte aéreo ao ser levado para o Ceará em dez do Mato Grosso em um voo da Gol.

Foram definidas 5 ações junto a representantes da Gol, Latam, Azul Linhas Aéreas e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear):

Realização de audiências públicas para revisar e aprimorar o transporte de animais em voos no Brasil e no exterior;
Companhias se comprometeram a apresentar propostas e sugestões em até 10 dias;
Empresas aéreas vão estudar se é viável rastrear os animais transportados nos porões das aeronaves;
O Ministério vai convidar representantes do Congresso Nacional para uma reunião para coletar sugestões para melhorar o transporte aéreo de animais;
Em seguida, caberá ao Ministério lançar uma Política Nacional de Transporte Aéreo de Animais (na sigla PNTAA) para “garantir mais segurança e bem-estar para os animais” ainda no 1º semestre deste ano.

Ao blog, o ministro Silvio Costa Filho classificou o encontro com as companhias e representantes como “uma boa reunião”.

Joca morreu na segunda-feira (22). O pet deveria ter sido levado do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, para Sinop (MT), mas foi colocado num avião que embarcou para Fortaleza (CE).

O animal acabou sendo mandado de volta para Guarulhos e, quando o tutor chegou para encontrá-lo, o cão estava morto.

Há vídeos que mostram o cachorro bebendo água em uma garrafa de plástico através das grades do canil quando estava no terminal aéreo de Fortaleza, segundo o divulgado pela família do tutor do animal.

Ao g1, a família do engenheiro João Fantazzini Júnior – dono do animal – afirmou que etiquetas da caixa que levava cão Joca tinham nome de outro animal com destino a Manaus, no Amazonas.

A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso no âmbito criminal, enquanto a Anac e o Ministério de Aeroportos também fazem apurações do caso no âmbito da responsabilização da empresa.

Por meio de nota, a Gol lamentou a morte do pet e admintiu que o animal foi enviado por engano para Fortaleza, ao invés de Sinop, no Mato Grosso. A cia aérea afirmou que os funcionários foram “surpreendidos pelo falecimento do animal”.

“A GOL lamenta profundamente o ocorrido com o cão Joca e se solidariza com a dor do seu tutor. A Companhia informa que o cão Joca deveria ter seguido para Sinop (OPS), no voo 1480 do dia 22/04, a partir de Guarulhos (GRU), porém, por uma falha operacional o animal foi embarcado em um voo para Fortaleza (FOR)”, afirmou.

“A equipe da GOLLOG na capital cearense desembarcou o Joca e se encarregou de cuidar dele até o embarque no voo 1527 de volta para Guarulhos (GRU). Neste período, foram enviados para o tutor registros do Joca sendo acomodado de volta na aeronave. Infelizmente, logo após o pouso do voo no aeroporto de Guarulhos (GRU), vindo de Fortaleza, fomos surpreendidos pelo falecimento do animal”, declarou.

Interrupção do serviço da Gol
Após a morte do golden retriever, a Gol também anunciou a suspensão do transporte aéreo de animais no porão a partir desta quarta-feira (24).

Segundo o comunicado da companhia aérea, os clientes ainda podem transportar seus pets na cabine do avião.

No período, os clientes que já contrataram o serviço de transporte pelo porão pela GOLLOG Animais podem pedir a restituição do valor total ou postergar a viagem.

“Para os Clientes que contrataram o transporte do seu pet entre 24/04/24 a 23/05/24 por meio dos serviços que estão com restrição, poderão optar por restituição total do valor, inclusive do valor da sua passagem (no caso de Dog&Cat + Espaço), ou por postergar a viagem, sem custo, para depois de 23/05/24 em voos até 31/12/2024. Aqueles Clientes que se encontram no destino de sua viagem e possuem um dos serviços restritos contratados para a volta serão atendidos se assim desejarem. As equipes de aeroportos da GOL estarão à disposição para dúvidas ou através da central de atendimento pelo 0800 704 0465”, disse o comunicado da empresa.

Íntegra da nota da Gol
“A GOL lamenta profundamente o ocorrido com o cão Joca e se solidariza com a dor do seu tutor. A Companhia informa que o cão Joca deveria ter seguido para Sinop (OPS), no voo 1480 do dia 22/04, a partir de Guarulhos (GRU), porém, por uma falha operacional o animal foi embarcado em um voo para Fortaleza (FOR).

Assim que o tutor chegou em Sinop, foi notificado sobre o ocorrido e sua escolha foi voltar para Guarulhos (GRU) para reencontrar o Joca.

A equipe da GOLLOG na capital cearense desembarcou o Joca e se encarregou de cuidar dele até o embarque no voo 1527 de volta para Guarulhos (GRU). Neste período, foram enviados para o tutor registros do Joca sendo acomodado de volta na aeronave. Infelizmente, logo após o pouso do voo no aeroporto de Guarulhos (GRU), vindo de Fortaleza, fomos surpreendidos pelo falecimento do animal”.

Fonte: G1

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Emprego

CATEs têm mutirão de emprego com 4 mil vagas na semana de feriado de 1° de Maio, Dia do Trabalho; saiba como participar

por Redação 29 de abril de 2024

Na semana de comemoração do 1° de Maio, feriado do Dia do Trabalho, os Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (CATEs) da cidade de São Paulo realizam um mutirão de emprego com mais de 4 mil vagas, oferecidas entre os dias 29 e 30 de abril.

As vagas são em empresas dos setores do comércio, serviços e construção civil. Para participar é necessário se inscrever pelo Portal Cate, facilitando a triagem dos candidatos interessados.

A iniciativa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho ocorrerá nas unidades Central e Interlagos do Cate – Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo, das 8h às 17h.

Segundo a Prefeitura de SP, nas duas unidades participantes o trabalhador poderá ter contato direto com equipes de recursos humanos de empresas como Baked Potato, Spani Supermercado, Ragazzo e Oxxo em cargos como atendentes, auxiliares de cozinha, limpeza, repositores, porteiros, entre outros, com vários níveis de escolaridade e exigências conforme a posição.

Metade das oportunidades do Contrata SP serão ofertadas pelas empresas que estarão nas unidades Interlagos e Central do Cate, segundo a gestão municipal.

Para o restante das oportunidades, o público contará com atendimento direto pela equipe do Cate. Diversas áreas de atuação estão contempladas, não só para o setor de comércio como para o administrativo, para psicólogos e assistentes sociais, cuidadores de idosos, entre outras.

“Só para trabalhar na cozinha e na preparação de alimentos, são mais de 60 vagas. Para quem executa serviços de manutenção, mecânica, elétrica, instalações, entre outros, mais de 70 postos estão disponíveis. Outra função que se destaca é a de motorista ou manobrista, com mais de 100 postos. Durante o Contrata SP será possível também consultar técnicos da Prefeitura de São Paulo, que estarão sanando dúvidas sobre comportamento em entrevistas, produção de currículos, dinâmicas de grupo, entre outros”, declarou a Secretaria do Trabalho.

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Sustentabilidade

São Paulo vai construir a primeira usina do Estado para transformar água do mar em água para beber

por Redação 26 de abril de 2024

Um município cercado por água é também a cidade onde os moradores têm, proporcionalmente, o menor acesso a abastecimento adequado de água no Estado de São Paulo.

Ilhabela, no Litoral Norte paulista, é um paraíso distribuído em 19 ilhas — um dos poucos municípios brasileiros instalado num arquipélago. A beleza das praias faz com que a população de 35 mil habitantes seja multiplicada por 20 durante a temporada.

É nesse período que o serviço de distribuição ausente para 6,56% dos moradores é mais percebido por gente de todo o país que busca sol, praias e uma mata exuberante.

Para minimizar o problema, a Sabesp publicou um edital para empresas interessadas em construir uma usina de dessalinização em Ilhabela.

A construção será erguida nas margens do Ribeirão Água Branca — um curso de água salobra visível perto da balsa e que avança a ilha por cerca de 1 quilômetro.

Depois de pronta, a usina deve captar 40 litros de água salgada por segundo, além de processar e liberar pelo menos 20 litros por segundo de água potável para 8 mil habitantes do município — número que representa quase um quarto da população.

O edital prevê que a tecnologia empregada “será necessariamente de osmose reversa, precedida de pré-tratamento por ultrafiltração ou outra tecnologia com eficiência equivalente ao propósito da solução e comprovada pela empresa proponente”.

A osmose reversa é um processo no qual é aplicada alta pressão a um volume de água do mar. A água passa através de uma membrana e se obtém água limpa sem que partículas de sal fiquem presas no outro lado da membrana.

Depois de retirado o sal, a água passa por um tratamento de remineralização e está pronta para o consumo humano. Já a salmoura resultante do processo é diluída – para evitar concentrações de sal – e devolvida ao ponto de captação.

Para o coordenador da Câmara Técnica Nacional de Dessalinização e Reuso de Água, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária, Renato Giani Ramos, o trabalho com diferentes recursos é importante para o equilíbrio da matriz hídrica.

“É interessante a gente começar a tratar da diversidade da matriz hídrica. Alguns anos atrás tivemos uma escassez hídrica muito grave aqui em São Paulo. Então, se a gente começa a trabalhar melhor com diferentes recursos e não só extrair de lençóis freáticos, de águas superficiais, mas também conseguir extrair água potável do mar, a gente consegue ter esse equilíbrio da matriz hídrica”, afirmou.

“Quando um recurso está mais escasso, você tem mais abundância do outro e você faz esse equilíbrio. É o que o país faz hoje já com energia elétrica”, completou.

A Sabesp defende a construção da usina de dessalinização porque a quantidade de água dos mananciais em Ilhabela é limitada.

“Apenas o córrego da Laje teria condições de fornecer água na vazão desejada, porém a um custo ambiental e institucional elevado, resultando em um tempo de empreendimento muito longo em face da urgência que se faz necessária”, afirma o edital divulgado pela empresa.

Ainda de acordo com o documento, os interessados têm até o dia 25 de junho para apresentar propostas. A previsão inicial é que a usina seja implantada em 2026.

A empresa vencedora da concorrência também terá que construir um centro de educação ambienta, com auditório, painéis fotovoltaicos e altura máxima de 8 metros, numa área total de 280 metros quadrados.

O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de Ilhabela se queixa da qualidade do serviço da Sabesp e ameaça romper o contrato, renovado por mais 30 anos, em 2020, na gestão anterior.

Foi justamente neste novo contrato que entrou a previsão de construir uma usina de dessalinização. O atual prefeito, Toninho Colucci (PL), afirma que a usina será construída mesmo se o contrato com a Sabesp for interrompido.

“Nós temos recursos de royalties (do petróleo) e esses recursos vão garantir esses investimentos tão importantes para a cidade e para a região”, afirmou.

Fonte: G1

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São Paulo

Aluna de medicina da USP acusada de desviar R$ 1 milhão da formatura vira ré por golpe de R$ 192 mil em lotérica

por Redação 26 de abril de 2024

A estudante Alicia Dudy Muller Veiga, que responde pelo desvio de quase R$ 1 milhão dos fundos da festa de formatura de uma turma de medicina da Universidade de São Paulo, se tornou ré mais uma vez pelo crime de estelionato — desta vez, por obter vantagem ilícita de R$ 192,9 mil em uma lotérica na Zona Sul da capital.

Ela foi denunciada pelo Ministério Público após tentar fazer R$ 891 mil em apostas e pagar apenas R$ 891,53 — valor mil vezes menor que o efetivamente devido.

Segundo o MP:

Na ocasião, ela solicitou R$ 891,5 mil em apostas
Ela afirmou que estaria realizando transferências Pix para a lotérica
Quando o valor das apostas já totalizava R$ 193,8 mil, a gerente do estabelecimento constatou que Alicia havia feito apenas um agendamento da quantia
Desconfiados, os funcionários pediram o comprovante para a estudante
Ela, então, apresentou um extrato de transferência no valor de R$ 891,50 e saiu do local

A juíza da 32ª Vara Criminal da capital afirmou que há prova de materialidade e indícios suficientes de autoria por parte de Alicia.

A polícia acredita que o dinheiro usado pela estudante em apostas não pagas feitas no ano passado na lotérica da Zona Sul de São Paulo pode ter sido desviado da festa de formatura de Medicina da USP.

O g1 entrou em contato com a defesa de Alicia e aguarda uma resposta.

Lembre a sequência do caso
Em abril de 2022, a suspeita fez quase R$ 20 mil em apostas na Lotofácil, todas pagas via PIX;
Depois disso, passou a fazer várias apostas em grandes valores;
No total, ela teria apostado R$ 461 mil;
Em julho de 2022, a estudante teria solicitado R$ 891,5 mil em apostas;
Após a operadora de caixa registrar R$ 193,8 mil em apostas, a gerente da lotérica questionou sobre o pagamento, e a suspeita disse que tinha realizado um agendamento da transferência;
A estudante fez uma movimentação muito inferior, de R$ 891,53, na tentativa de fazer com que os funcionários da lotérica pensassem que seria o valor total de R$ 891,5 mil, segundo a polícia;
Após breve discussão, a suspeita saiu da lotérica com cinco apostas de R$ 38,7 mil cada uma.

Golpe na USP
Anteriormente, o Ministério Público denunciou a estudante oito vezes por estelionato e uma por estelionato tentado no inquérito sobre o desvio do dinheiro. Ela é ré na Justiça pelo desvio do dinheiro.

De acordo com a comissão de formatura, na época que o caso foi revelado, a suspeita afirmou, por meio de mensagens no WhatsApp, que transferiu a quantia de quase R$ 1 milhão para uma conta pessoal.

A Comissão só percebeu o desvio no dia 6 de janeiro deste ano. Uma das vítimas registrou a ocorrência no dia 10.

No início de fevereiro, a Justiça não aceitou o pedido de prisão preventiva feito pela polícia contra a estudante. A decisão concordou com o posicionamento do Ministério Público, que entendeu que o caso se tratava de crimes de estelionato, não de apropriação indébita, como ela havia sido indiciada, e pediu que fosse feita uma lista com o prejuízo individual dos alunos.

Cada vítima teria de mostrar interesse em representar pelo crime.

Na apropriação indébita, uma pessoa recebe da vítima a posse de um bem de forma legal, se apropriando dele mais tarde de forma irregular.
No estelionato, a má-fé acontece antes da posse do bem e força a vítima a um engano.
Segundo apurado pelo g1, o Instituto de Criminalística analisou ao menos dois celulares, um smartwatch, cartões bancários e HD externo. Foram recuperadas conversas dela com conhecidos em que ela fala sobre os gastos e as mudanças de versões.

Quando o caso veio à tona, Alicia falou com conhecidos sobre a situação e mostrou nas mensagens um suposto arrependimento e disse que estava “vivendo o próprio inferno”. Ela chegou a comentar sobre as tentativas de recuperar o dinheiro com apostas na Lotofácil.

O carro de luxo alugado por ela com o dinheiro dos alunos já foi devolvido à empresa em fevereiro.

Fonte: G1

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São Paulo

‘Não fazemos convites homossexuais’: o que diz a lei sobre negar venda por orientação sexual

por Redação 25 de abril de 2024

Um desabafo do casal Henrique Nascimento, de 29 anos, e Wagner Soares, de 38 anos, viralizou nas redes sociais depois que uma loja se negou a fabricar os convites de casamento deles por serem homossexuais.

Em entrevista ao g1, o casal mostrou as conversas que teve com a empresa. A justificativa do Jurgenfeld Ateliê, localizado no interior de São Paulo, para negar o pedido foi a de que eles não fazem produções “homossexuais”.

“Peço desculpas por isso, mas nós não fazemos convites homossexuais. Seria bacana você procurar uma papelaria que atenda sua necessidade”, disse a loja ao casal, por meio de um aplicativo de mensagens.

A BBC News Brasil procurou a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e advogados especialistas em direito do consumidor para entender até que ponto um comerciante pode negar a execução de um serviço.

A reportagem também procurou a Jurgenfeld, mas não recebeu um posicionamento até a publicação desta reportagem. A BBC também procurou Henrique e Wagner para comentarem o caso, mas também não obteve retorno.

Segundo o Procon, o Artigo 39, inciso 2 do Código de Defesa do Consumidor prevê que o comerciante não pode escolher para quem vende seus produtos

O órgão considera essa distinção como “prática abusiva recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes”.

O Procon indica ainda que as pessoas que sofrerem discriminação como o casal Wagner e Henrique devem registrar um boletim de ocorrência. Ainda é possível entrar com uma ação para ressarcimento dos danos morais causados pela situação.

De acordo com o Procon, o estabelecimento até pode segmentar a área de atuação dele, desde que isso não ocorra de maneira discriminatória.

Mesmo nos casos de segmentação, o comércio deve informar de maneira clara e precisa qual serviço ele presta.

Distinção de clientes
O diretor de relações institucionais do Idec, Igor Britto, afirma que é necessário fazer uma campanha para reforçar às empresas que elas não devem distinguir seus clientes.

“Quem decide abrir uma empresa não decide quem será seu cliente. Quem escolhe a empresa é a pessoa consumidora e não o contrário. Isso não é uma estratégia de marketing, é uma regra prevista em lei”, diz.

Britto explica que, se a empresa tem produto em estoque, ela não pode recusar vendê-lo a nenhuma pessoa que faça oferta para comprá-lo. E cita o caso do casal Wagner e Henrique.

“Não importam as convicções, posições, ideologias ou visões de mundo do empresário: todas as pessoas possuem o direito de ser atendidas em suas demandas de consumo quando a empresa possui capacidade para atendê-las. A homofobia é crime no Brasil e também uma violação gravíssima às normas consumeristas”, diz.

Ele explica que a empresa precisa ser penalizada e que inclusive o Procon pode aplicar desde uma multa até interditar o estabelecimento, caso haja reincidência.

Em quais situações a empresa pode negar um pedido do cliente?

De acordo com o Procon, os comerciantes podem negar atender a um pedido que seja um crime. Por exemplo, uma loja de bolos pode se recusar a personalizar um de seus produtos com o símbolo de uma facção criminosa.

Segundo o órgão de defesa do consumidor, esse tipo de pedido pode ser recusado porque faz apologia a um crime.

Para Daniela Uchôa Zaire, advogada especialista em direito do consumidor, reforça que a distinção com base nos clientes é crime. Trata-se de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

“Um fornecedor de serviços não pode se recusar a vender ou prestar serviços a um consumidor que queira comprar e, isso é independente de cor, religião ou sexualidade. Na esfera criminal, a pena prevista é de 1 a 3 anos de multa e na esfera civil pode haver uma indenização por danos morais”, diz.

De acordo com Vitória Tedeschi, advogada especialista em direito penal e do consumidor, as empresas têm o direito de recusar a realização de serviços que vão contra os princípios éticos, morais ou que possam configurar práticas ilegais, desde que essa recusa não seja discriminatória.

Como exemplo, a reportagem questionou se uma confeitaria poderia se recusar a produzir um bolo com o símbolo de uma facção criminosa.

“Essa recusa não seria considerada discriminatória, pois está relacionada à natureza do conteúdo que pode ser considerado ofensivo ou ilegal. Nesse sentido, a empresa deve se basear na ética, valores ou até mesmo em normas legais para justificar a recusa”, explica.

Fonte: G1

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São Paulo

Concessionária que administra Cemitério em SP cobra R$ 523 para uso da capela; família se revolta e faz cerimônia do lado de fora

por Redação 24 de abril de 2024

A família do PM aposentado Elisier Ceballos, de 65 anos, está indignada com o que chama de “maior ultraje que o policial já viveu na vida”, na hora da morte.

Vítima de um problema de saúde causado por um longo tratamento contra o câncer, o 3º sargento da Polícia Militar foi enterrado no sábado (20) no Cemitério da Saudade, em São Miguel Paulista, Zona Leste de São Paulo.

Antes do sepultamento, os familiares quiseram fazer uma oração final de despedida na presença de amigos e dentro da capela do cemitério, mas relatam que foram impedidos de usar o espaço pela administradora do local.

Segundo a família, a capela – que era um equipamento público e gratuito antes da privatização dos cemitérios da capital paulista pela gestão Ricardo Nunes (MDB) – agora cobra mais de R$ 500 por hora para que as famílias possam se despedir dos entes queridos.

A solução para o impasse diante da cobrança, segundo o irmão do policial, foi pedir ao coveiro, do lado de fora da capela, que abrisse o caixão do falecido para que as últimas homenagens pudessem acontecer.

O irmão do PM viajou do Espírito Santo para São Paulo para se despedir e disse ter ficado “indignado” com o que ocorreu no sábado.

“A gente já tinha pagado R$ 5.200 pelo sepultamento e todas as taxas. Como ele era PM muito querido, o velório foi na 2º Batalhão da Polícia Militar onde ele trabalhou a vida toda. Não íamos fazer velório no cemitério, mas, mesmo assim, a empresa nos cobrou R$ 500 pelo velório que não ocorreu. Quando a gente disse que não queria velório, eles disseram que iam abater o preço, mas só descontaram R$ 200 no valor final”, contou o irmão.

“Foi humilhante e dizer que a gente está indignado é pouco. Porque alguém que dedicou a vida pra salvar a sociedade, não merecia passar na morte o maior ultraje que já viveu na vida”, declarou o irmão.

O que diz a concessionária
O g1 ligou no novo serviço funerário do Cemitério da Saudade, administrado pela concessionária Grupo Maya, e foi informado que realmente o uso da capela por uma hora é cobrado o valor de R$ 523 por hora, cobrados à parte dos demais custos de sepultamento, velório e demais taxas.

Por meio de nota, o Grupo Maya confirmou a cobrança da taxa e informou que o sepultamento contratado pela família do PM Elisier Ceballos não incluía despedida no cemitério e, portanto, não previa a disponibilidade da capela.

“Com relação aos serviços contratados e prestados para a despedida do Sr. Elisier Ceballos, cabe esclarecer que o velório ocorreu no dia 19/04, às 21h, no 2º Batalhão da Polícia Militar, na Avenida Amador Bueno da Veiga, 2774, com o sepultamento direto agendado para às 8h do dia 20/04. Informamos que o sepultamento direto, como no caso, não envolve uma despedida no cemitério”, declarou.

A concessionária disse, ainda, que “em nenhum momento a equipe do atendimento do cemitério foi acionada pela família para a solução do problema”.

“Ressaltamos que em nenhum momento a equipe do atendimento do cemitério foi acionada pela família para a solução do problema. Assim que chegou ao nosso conhecimento para a solução e acolhimento da família, o sepultamento do Sr. Elisier já havia ocorrido”, declarou a nota do Grupo Maya.

O que diz a Prefeitura de SP
A SPRegula, empresa que gerencia os serviços funerários concedidos à iniciativa privada na Prefeitura de SP, disse que “está analisando o caso citado pela reportagem, ocorrido no Cemitério da Saudade, e será solicitado esclarecimentos à concessionária”.

A empresa também afirmou que “está analisando o caso citado pela reportagem, ocorrido no Cemitério da Saudade, e será solicitado esclarecimentos à concessionária”.

CPI na Câmara Municipal
O contrato de concessão com as empresas administradoras entrou em vigor em março de 2023 e completou um ano no mês passado.

Mas os problemas observados nos cemitérios continuam os mesmos de antes.

Além das questões de segurança e infraestrutura, usuários de todas as regiões da cidade têm reclamado dos preços altos dos serviços e de cobranças desnecessárias das empresas administradoras.

Por isso, vereadores da oposição na Câmara Municipal de SP querem criar uma CPI que investigue a atuação das empresas privadas neste primeiro ano de contrato com a Prefeitura de SP.

Entretanto, o requerimento de CPI do vereador Arselino Tatto (PT) tinha conseguido, até esta quarta-feira (24), apenas 16 assinaturas das 19 mínimas necessárias para ser protocolado no Legislativo.

Um dos parlamentares que assinou a proposta é o vereador Adriano Santos (PT), ex-PM que foi amigo do sargento Ceballos.

Adriano Santos conta que as reclamações dos moradores da Zona Leste em relação ao Cemitério da Saudade se multiplicam a cada dia.

“Ontem, dez horas da noite, um amigo meu da região me ligou pedindo ajuda porque ele não estava conseguindo enterrar o pai. Não tinha vaga ontem, não tinha hoje, só vão enterrar amanhã. A situação é gravíssima e a Prefeitura não toma providência”, declarou o petista.

Íntegra da nota do Grupo Maya
“Antes de mais nada, gostaríamos de ressaltar que o Grupo Maya, desde a assunção dos serviços, no dia 07 de março de 2023, vem trabalhando para melhorar a prestação dos serviços cemiteriais e funerários nos Cemitérios do Bloco 3, sempre em atenção as regras dispostas no Contrato, nas legislações aplicáveis e atendendo os interesses dos usuários dos serviços.

Com relação aos serviços contratados e prestados para a despedida do Sr. Elisier Ceballos, cabe esclarecer que o velório ocorreu no dia 19/04, às 21h, no 2º Batalhão da Polícia Militar, na Avenida Amador Bueno da Veiga, 2774, com o sepultamento direto agendado para às 8h do dia 20/04. Informamos que o sepultamento direto, como no caso, não envolve uma despedida no cemitério. Na chegada ao cemitério a família quis realizar uma despedida rápida, entrando em contato com colaboradores do Grupo Maya responsáveis pela operação no campo, os mesmos informaram que para a utilização da capela deveriam buscar o atendimento e realizar o pagamento das respectivas taxas, considerando que os serviços previamente contratados não incluíam esse novo pedido.

Então um colega do homenageado providenciou cavaletes para a urna funerária e a despedida ocorreu, durante 23 minutos, à frente da capela. Ressaltamos que em nenhum momento a equipe do atendimento do cemitério foi acionada pela família para a solução do problema. Assim que chegou ao nosso conhecimento para a solução e acolhimento da família, o sepultamento do Sr. Elisier já havia ocorrido. Prestados os devidos esclarecimentos, e respondidas as perguntas formuladas, a Concessionária Grupo Maya reafirma o seu compromisso e respeito aos munícipes, usuários dos serviços prestados”.

Fonte: G1

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São Paulo

Após crise entre polícias, Derrite recua e cria grupo de trabalho para estudar viabilidade de registro de ocorrências pela PM

por Redação 23 de abril de 2024

Depois de uma reunião tensa e que durou mais de dez horas com a cúpula de delegados da Polícia Civil, o secretário da Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite (PL), recuou da decisão de a Polícia Militar (PM) registrar ocorrências de menor potencial ofensivo, os Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs), e anunciou a criação de um grupo de trabalho para estudar a viabilidade da medida.

O encontro começou por volta das 10h desta segunda-feira (22) e deveria terminar às 14h30, segundo fontes da corporação, mas só foi encerrado por volta das 20h40.

O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, e o secretário-executivo da Segurança Pública, Nico Gonçalves, também participaram da reunião.

Segundo Derrite, o grupo de trabalho vai durar 45 dias e também vai avaliar a possibilidade de implementação do “Boletim de Ocorrências Único”, uma antiga demanda da Polícia Civil, que prevê a unificação dos registros de ocorrência pelas polícias.

“Nesse grupo de trabalho estarão presentes dois delegados de polícia, dois oficiais da PM e dois peritos da Polícia Técnico-Científica”, afirmou o secretário.

Ao final dos estudos do grupo, de acordo com Derrite, a pasta vai “tomar uma decisão técnica” sobre os boletins únicos e os termos circunstanciados.

Por meio de nota, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) disse que considera importante a decisão da SSP em criar o grupo de trabalho para o debate de novas diretrizes acerca do registro de ocorrências policiais de menor potencial ofensivo.

Segundo a entidade, o recuo é o “reconhecimento, por parte do Estado, da necessidade, diante da celeuma instalada em torno da atribuição legal de cada instituição, de rever posições e de promover debate mais aprofundado sobre o tema – o que, em tese, deveria ter sido feito antes da tomada de qualquer tipo de decisão”.

“O diálogo é sempre o melhor caminho, além de ser importante gesto no que tange respeito e consideração aos envolvidos no processo. A expectativa, agora, é a de que o Grupo de Trabalho, de fato, e de forma estritamente técnica, divorciada de ideologias políticas e de projetos individuais de poder e partidários, ou eleitorais, se debruce sobre as questões apontadas acima e que devem, sempre, ter como principal beneficiado a ponta – o cidadão paulista, que merece e precisa se servir de uma segurança pública acolhedora, coesa e qualitativa. Isso sempre respeitando os preceitos legais – uma vez que, como agentes do Estado, as instituições devem sempre dar o exemplo no cumprimento da legislação vigente”, declarou o órgão.

O Sindpesp afirmou ainda que espera que, ao final dos 45 dias de prazo estipulado pelo Estado para a conclusão das análises, se apresente conclusões, “dentro dos preceitos legais, e que se conserve o respeito às atribuições e à valorosa história de cada Polícia, Civil e Militar, não ignorando o que prevê a Constituição Federal e a Lei Orgânica de cada uma das instituições”.

Críticas da categoria

A reunião entre os diretores da Polícia Civil foi convocada após a categoria ter se insurgido publicamente contra a decisão do secretário, que na semana passada autorizou a PM a registrar os TCOs.

Os TCOs são voltados para crimes que não ultrapassem penas de dois anos de prisão, como lesões corporais leves, desacato e vias de fato. Até então, somente policiais civis registravam os TCOs nas delegacias.

“Nós já temos a Polícia Civil sucateada, nós já temos delegacias que estão sendo fechadas e que já foram fechadas no passado por falta de efetivo, nós temos um déficit de 17 mil policiais faltantes nos quadros da Polícia Civil. Esse processo já vem ocorrendo há décadas”, pontuou André Santos Pereira, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo.

O Conselho da Polícia Civil é formado por delegados nos topos da carreira na polícia paulista, como diretores dos principais departamentos. O grupo pode discutir políticas de segurança institucional para a categoria.

Além de dar aos policiais militares o poder de registrar os TCOs, a proposta prevê que os agentes da PM possam fazer diligências de casos que estejam acompanhando, apreendendo provas de crimes e solicitando a realização de exames periciais.

A pasta de Derrite comanda tanto a PM quanto a Polícia Civil. Antes da criação do GT, a decisão do secretário sobre TCOs ainda não estava valendo, já que precisava passar por um termo de cooperação com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o que ainda não ocorreu.

“O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que há estudos técnicos da equipe de tecnologia da informação sobre a possibilidade de integração de sistemas com a Polícia Militar, inclusive para fins de cumprimento das ADIs 6245 e 6264, mas, no momento, sem formalização de termo de convênio”, informou o TJ no sábado (20).

Desconforto na Polícia Civil
Os TCOs continuariam a ser registrados também por policiais civis, mas a proposta do secretário de permitir que PMs passem a ter esta possibilidade não agradou sindicatos e delegados da Polícia Civil.

Seus representantes acusam Derrite de dar à Polícia Militar o poder de investigar crimes, que não é atribuição de policiais militares. A função da PM, alegam, é o patrulhamento ostensivo. Cabendo aos policiais civis, segundo eles, a função de investigação e esclarecimentos dos casos.

A Comissão de Política Criminal e Penitenciária da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) também se posicionou contrária à medida da SSP. Procurada pela TV Globo, ela classificou a proposta como inconstitucional porque o governo estadual não tem competência para legislar sobre a matéria.

O ex-secretário nacional de Segurança Pública, José Vicente da Silva Filho, vê de forma positiva a atribuição de novas funções aos policiais militares, mas enfatiza que o trabalho de investigação deve ser feito exclusivamente pela Polícia Civil.

“A Polícia Civil não está perdendo autoridade, nem a PM está invadindo suas prerrogativas legais. Na verdade, isso é um avanço no trabalho policial. A única reclamação que eu acho que tem validade é a PM, a partir do fazer um registro primeiro no boletim de ocorrência, ou um termo circunstanciado, fazer diligências. A partir daí, daí passaria a ser de investigação, e essa não é incumbência da polícia militar”, disse o coronel.

Governador apoia medida

A decisão de Derrite de dar poder de polícia investigativa à PM conta com o apoio do governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O político negou na sexta-feira (19) que exista uma divisão entre policiais civis e militares no estado.

Segundo o governador, em 17 estados policiais militares já registram TCOs. “Não existe racha entre as polícias. A gente está querendo dar esse passo também. É razoável, já foi discutido. Tem acordo com a direção da Polícia Civil”, declarou Tarcísio.

Na visão do governador, há jurisprudência no Supremo Tribunal Federal (STF) que protege a medida e, portanto, não pretende recuar da ideia. “É um passo importante, que tem previsão em termos de previsão judicial”, afirmou.

O governador paulista também declarou que as recentes decisões da gestão de Guilherme Derrite na pasta da Segurança Pública não são de favorecimento exclusivo à Polícia Militar, em detrimento dos policiais civis, como a categoria tem verbalizado publicamente.

Na visão de Tarcísio, são medidas para melhorar a presença da PM nas ruas no combate aos crimes diários registrados em todo o estado.

“Não é questão de dar mais poder, é questão de melhorar o policiamento ostensivo. Para delito de menor relevância, é ruim desmobilizar uma guarnição, levar para uma delegacia de polícia e passar horas ali para fazer um boletim de ocorrência. O que estamos fazendo é melhorar o termo circunstanciado e isso deixa um efetivo maior na rua”, afirmou.

Além da PM, o governo também estuda a possibilidade de os agentes penitenciários fazerem os termos circunstanciados em ocorrências de menor porte nas penitenciárias.

Delegados criticam proposta

Por causa da polêmica, a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol do Brasil) notificou Derrite sobre o que a entidade chama de “ilegalidades relacionadas a medidas institucionais recentemente implementadas no âmbito da Segurança Pública do Estado”.

“Causa perplexidade anúncios veiculados na imprensa dizendo que o governo de SP está atribuindo competência investigativa da Polícia Civil à Polícia Militar. (…) Não cabe à Polícia Civil, pela Constituição, a função de polícia ostensiva e preservação da ordem pública. De igual modo, não cabe à Polícia Militar o cumprimento de mandados de busca e apreensão, atividades de polícia investigativa ou de Polícia Judiciária”, informou a entidade.

Delegado Palumbo, deputado federal pelo MDB e representante dos policiais civis no Congresso Nacional, disse que Derrite está “usurpando a função dos policiais civis”.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que “o atual governo reconhece e valoriza as suas polícias de forma igualitária”.

Porém, Jacqueline Valadares, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), disse haver déficit de policiais civis em São Paulo.

“Nós temos um déficit de mais de 17 mil profissionais. Ou seja, a categoria está trabalhando com um efetivo 40% menor”, declarou.

Fonte: G1

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São Paulo

Laudo aponta que Porsche estava a 156 km/h antes de acidente que deixou morto e ferido; perícia fará scanner 3D para reconstituir batida

por Redação 23 de abril de 2024

Laudo da Polícia Técnico-Científica apontou que a velocidade média do Porsche conduzido pelo empresário Fernando Sastre de Andrade Filho estava a 156 km/h momentos antes de bater na traseira do Sandero do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana na Avenida Salim Farah Maluf, na madrugada do dia 31 de março, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo.

E quando o carro de luxo se aproximou do outro veículo, segundo análise dos peritos, estava a 114 km/h. O Sandero transitou entre 40 km/h e 38 km/h. O limite para a via é de 50 km/h.

Ornaldo morreu num hospital após o acidente. O amigo do motorista do carro de luxo, o estudante de medicina Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no banco do carona, ficou gravemente ferido, mas já teve alta médica. Fernando teria se ferido na boca, mas não passou por atendimento médico.

O acidente entre o Porsche e o Sandero foi gravado por câmeras de segurança (veja vídeo abaixo). A velocidade do carro de luxo foi calculada pelos peritos a partir da análise dessas imagens.

Além desse laudo da velocidade, serão produzidos outros laudos pelo Instituto de Criminalística (IC) e Instituto Médico Legal (IML) para serem entregues a Polícia Civil, que investiga as causas e eventuais responsabilidades pelo acidente. Entre eles está o scanner 3D, no qual peritos vão usar drones para fazer imagens aéreas do local da batida e reconstituir em vídeo com mais detalhes como foi a colisão.

Esse laudo foi requisitado à Justiça pelo Ministério Público (MP), que acompanha as investigações. A perícia do IC pretende realizar o escaneamento do local do acidente a partir das 10h desta próxima quinta-feira (25).

Segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, o motorista do Porsche dirigia em alta velocidade e sob o efeito de bebida alcoólica.

O empresário negou à investigação que tenha bebido antes de dirigir, mas admitiu que guiava seu carro de luxo “um pouco acima do limite” de velocidade para a via, mas “não muito acima”. E que quando notou, o motorista do Sandero pisou no freio, reduzindo a velocidade, e ele não conseguiu desviar do veículo.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Fernando para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem. Em outras ocasiões, sua defesa havia dito à imprensa que o acidente foi uma “fatalidade”.

Questionado pelo g1, o Ministério Público confirmou nesta segunda-feira (23), por meio de sua assessoria de imprensa, que a “velocidade média do Porsche” estava “a mais de 150 km/h instantes antes do acidente.” A Promotoria ainda informou que “pediu perícia escaner em 3D para elucidar o acidente em detalhes”.

Fernando se apresentou mais de 38 horas após o acidente no 30º Distrito Policial (DP), Tatuapé. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio por dolo eventual (por ter assumido o risco de matar Ornaldo), lesão corporal (ferir Marcus) e fuga do local do acidente (para não fazer o teste do bafômetro).

À polícia, o empresário não soube precisar a velocidade em que estava. E também negou ter fugido do local do acidente.

Body cams

Ainda nesta segunda, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou nota informando que os policiais militares que atenderam a ocorrência do acidente entre o Porsche e o Sandero erraram por não terem feito o teste do bafômetro em Fernando.

Ao invés disso, os agentes da Polícia Militar (PM) liberaram o motorista, segundo eles, com a promessa da mãe de Fernando, de que levaria o filho ferido na boca para um hospital, o que não ocorreu. A Corregedoria da PM apura a conduta dos PMs e poderá puni-los pela falha.

“A Secretaria de Segurança Pública informa que a sindicância aberta pela Polícia Militar concluiu, a partir da análise das imagens de câmeras corporais, que houve falha de procedimento dos policiais que atenderam a ocorrência pelo fato do motorista não ter sido submetido ao teste de alcoolemia. Diante disso, foi aberto um procedimento para a responsabilização dos policiais”, informa trecho do comunicado da pasta da SSP.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, as imagens das câmeras corporais dos agentes foram entregues ao 30º DP. “Os laudos da perícia e as imagens das câmeras corporais também foram entregues à Polícia Civil.”

O inquérito do caso do Porsche ainda não foi concluído. “Nos próximos dias será realizada uma reconstituição 3D para auxiliar no trabalho de investigação, que está na fase final. O caso está sob segredo de Justiça e detalhes serão preservados”, completou a Secretaria da Segurança.

Motorista indiciado

Apesar de a Justiça ter negado dois pedidos da Polícia Civil para prender Fernando, determinou que ele pagasse uma fiança de R$ 500 mil (para garantir futuros pagamentos de pedidos de indenizações à família de Ornaldo e a Marcus), além de suspender a carteira de motorista dele e obrigá-lo a entregar o passaporte na Polícia Federal (PF).

“Um sentimento de injustiça gigantesco dentro de mim”, escreveu em seu Instagram, Luam Silva, filho do motorista por aplicativo Ornaldo, morto no acidente.

Fonte: G1

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Segurança

Homem armado assalta motorista em semáforo na Zona Sul de SP; crime ocorre em plena luz do dia

por Redação 23 de abril de 2024

Um homem foi flagrado na manhã desta segunda-feira (23) assaltando um veículo parado em um semáforo no bairro do Paraíso, na Zona Sul de São Paulo.

O flagrante aconteceu na Rua Abílio Soares e foi registrado por um motorista que estava bem atrás do carro alvo do criminoso

No vídeo, é possível ver o ladrão empunhando uma arma prateada em direção ao motorista.

Ele pede os pertences da vítima e coloca nos bolsos.

Na sequência, o suspeito esconde a arma dentro da mochila e sai andando tranquilamente pela rua, sem perceber que estava sendo filmado.

A ação aconteceu em plena luz do dia, sem a presença de nenhum policial nas redondezas.

O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de SP (SSP) para saber se houve registro da ocorrência, mas não recebeu retorno.

Pelo vídeo, é possível ver que o criminoso roubou celulares e relógio da pessoa que pilotava o carro.

A Rua Abílio Soares pertence à área do 36º Distrito Policial, da Vila Mariana.

Fonte: G1

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