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São Paulo

Segurança

Morte de PM com tiro na cabeça será reconstituída; família cobra investigação como feminicídio

por Redação 2 de março de 2026

A Polícia Civil realiza nesta segunda-feira (2) a reconstituição da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, no Brás, região central de São Paulo. A medida integra as investigações conduzidas pela Corregedoria da PM e pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias do caso.

Gisele era casada desde 2024 com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto. A morte ocorreu em 18 de fevereiro, no imóvel do casal, na Rua Domingos Paiva. Segundo a versão apresentada pelo oficial, a policial teria atirado contra a própria cabeça após uma discussão, enquanto ele estava no banho.

Em depoimento, Geraldo afirmou que ouviu um barulho que inicialmente interpretou como o de uma porta batendo. Ao sair do banheiro, disse ter encontrado a esposa ferida no chão do quarto. Gisele foi socorrida ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.

O caso é investigado pelo 8º Distrito Policial do Brás e acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar. Até o momento, o tenente-coronel não é considerado suspeito.

A família da vítima contesta a hipótese de suicídio e defende que o caso seja apurado como feminicídio. Parentes afirmam que Gisele vivia um relacionamento abusivo e tumultuado. Segundo relatos apresentados à polícia, ela era proibida de usar salto alto e batom e só podia vestir roupa de academia na presença do marido. Também teria se afastado gradualmente de amigos e familiares após o casamento.

“Era um relacionamento doentio, ele tinha um sentimento de posse. Ele exercia um controle absurdo na vida dela, inclusive a proibindo de ter contato com a família”, afirmou o advogado da família, José Miguel da Silva Júnior.

A mãe da policial, Marinalva, declarou à TV Globo que a filha nunca tiraria a própria vida. “Jamais tiraria a própria vida. Ela tinha sonhos e planos. O sonho dela era viver e dar o melhor para a filha. Era muito amorosa. Só tinha amor e amava a vida, e todo dia minha filha dizia que sofria violência psicológica”, disse.

Familiares relatam ainda que, dias antes da morte, Gisele teria pedido ajuda ao pai para deixar o apartamento, alegando que não suportava mais a situação. Apesar disso, decidiu permanecer após afirmar que tentaria conversar novamente com o marido. Segundo a família, ela planejava pedir o divórcio e enfrentava resistência do companheiro. A filha da policial, de 7 anos, teria presenciado discussões e conflitos dentro de casa.

Em seu depoimento, o tenente-coronel relatou que o relacionamento era conturbado e que, na manhã do ocorrido, teria ido ao quarto da esposa para propor a separação. Ele afirmou ainda que foi alvo de boatos sobre um suposto relacionamento extraconjugal, que teriam provocado crises de ciúmes. As discussões teriam se tornado frequentes e o casal passou a dormir em quartos separados.

Segundo o oficial, após uma discussão, entrou no banheiro e, cerca de um minuto depois, ouviu o barulho. Ao sair, encontrou Gisele ferida. Ele declarou manter uma arma de fogo sobre o armário no quarto onde dorme — arma que foi utilizada na m0rt3 da policial.

A Polícia Civil aguarda resultados de perícias, incluindo a análise da trajetória do disparo, para esclarecer o caso.

Fonte: G1

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São Paulo

Nunes demite presidente e adjunto da SPTuris após denúncias de favorecimento

por Redação 26 de fevereiro de 2026

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou nesta quarta-feira (25/2), por meio das redes sociais, a demissão de Rodolfo Marinho, secretário adjunto de Turismo e ligado ao vereador Gilberto Nascimento Jr (PL), e de Gustavo Pires, presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), que assumiu o cargo devido à proximidade com o ex-prefeito Bruno Covas.

Na sexta-feira (20/2), a coluna Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, revelou que Marinho era sócio de Nathália Carolina de Silva Souza na fundação da agência MM Quarter. Após ser nomeado secretário adjunto por Nunes em 2022, a Quarter passou a ser contratada continuamente pela SPTuris e pela Secretaria de Turismo. Atualmente, a empresa possui R$ 232 milhões em contratos vigentes com a prefeitura.

Em vídeo publicado no Instagram, Nunes afirmou que determinou à Controladoria-Geral do Município (CGM) a investigação do caso, que identificou uma procuração de Nathália para Marinho. “Por causa disso, estou demitindo, exonerando, o senhor Rodolfo Marinho”, declarou.

No mesmo vídeo, Nunes anunciou a nomeação de Marcelo Vieira Salles, ex-comandante da Polícia Militar, para presidir a SPTuris, o que implica a saída de Gustavo Pires, embora este não tenha sido citado nominalmente pelo prefeito.

Reportagens da coluna indicam que Nathália, apesar de registrar capital de R$ 1,2 milhão na Quarter, morava em um cortiço na zona norte mesmo após retirar R$ 14 milhões de lucro da agência em 2024. A empresa, administrada pelos irmãos Victor e Marcelo Correia Moraes, nega que Nathália fosse laranja.

A Quarter mantém contratos com a SPTuris e a Secretaria de Turismo sem licitação, recorrendo a pesquisas de mercado com empresas ligadas à própria administração da agência. Entre os contratos, o Centro de Informações Turísticas (CIT) recebe R$ 12 milhões por ano, sem entrega completa de equipamentos previstos, como TV de 85 polegadas e mapa tátil. Pelo mesmo contrato, a prefeitura pagou R$ 76 mil a Bárbara Moraes, irmã dos administradores da empresa, valor superior à metade do salário do prefeito Nunes.

Fonte: METRÓPOLES

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Feminicidio

Amiga de vítima atropelada e arrastada é morta em novo caso de feminicídio em SP

por Redação 24 de fevereiro de 2026

Uma jovem de 22 anos foi morta na segunda-feira (23) em mais um caso de feminicídio na capital paulista. Priscila Versão era amiga de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que morreu em dezembro após ter as pernas amputadas ao ser atropelada e arrastada por um ex-ficante até a Marginal Tietê. O suspeito do crime contra Priscila é o companheiro dela, que está preso.

Priscila trabalhava como autônoma e morava na Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo. Ela deixou três filhos do relacionamento com o acusado: um menino de seis anos, outro de quatro e um bebê de seis meses.

Segundo o Guia de Encaminhamento de Cadáver, Priscila foi levada pelo namorado ao Hospital Municipal Vereador José Storopoli, no Parque Novo Mundo, já sem sinais de vida. O documento aponta marcas de agressão, hematomas e escoriações pelo corpo, além de sangramento no nariz. As roupas da jovem tinham cheiro de gasolina.

De acordo com o boletim de ocorrência, o motorista Deivit Bezerra Pereira, de 35 anos, chegou à unidade hospitalar com a vítima já morta e ameaçando atear fogo ao próprio corpo. Após se acalmar, ele relatou aos policiais militares que estava com Priscila em um pagode, em um bar, quando discutiram. Disse que foi a um posto de combustível, comprou gasolina e teria despejado o produto no próprio corpo com intenção de suicídio, mas desistiu.

Ainda conforme o registro policial, ele afirmou que, ao retornar ao bar, antes de chegar ao local, encontrou Priscila caída no chão com sangramento no nariz. Segundo sua versão, ele a colocou no carro e a levou ao hospital. A defesa do suspeito não foi localizada.

O caso ocorre meses após a morte de Tainara Souza Santos, que ficou quase um mês internada e passou por várias cirurgias depois de ser atropelada e arrastada. Priscila e Tainara moravam no mesmo bairro e a jovem era próxima de uma irmã de Tainara.

Outros casos de feminicídio também foram registrados. Em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, uma jovem de 20 anos foi morta pelo ex-companheiro, de 25, dentro de casa após uma discussão, segundo a Polícia Civil. Bruno Rodrigou Martins fugiu de moto, mas foi preso em flagrante. A vítima, Vitória Silva de Oliveira Pedroso, tinha medida protetiva contra ele, que possuía passagens por agressão, lesão corporal e roubo. Ela apresentava sinais de estrangulamento. A defesa não foi localizada.

Na Zona Leste da capital, no bairro de Guaianases, uma jovem de 18 anos foi vítima de tentativa de feminicídio. O companheiro dela, Alex Barbosa da Silva, de 37 anos, foi preso após esfaqueá-la. Câmeras de segurança registraram o ataque na rua. A vítima, que trabalha como balconista, sofreu perfurações no pulmão. A defesa do acusado também não foi encontrada.

Fonte: G1

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Segurança

Pedido de cigarro termina em agressão no Centro de SP e versões opostas marcam caso

por Redação 24 de fevereiro de 2026

Uma publicitária de 34 anos foi agredida na madrugada de domingo (22) após uma confusão em um bar na Rua 13 de Maio, no Bixiga, região central de São Paulo. O caso foi registrado como lesão corporal e é investigado pelo 5º Distrito Policial (Consolação).

De acordo com o boletim de ocorrência, a agressão começou depois que a mulher pediu um cigarro ao dono do estabelecimento. A esposa dele, que também é proprietária do bar, teria acusado a publicitária de “dar em cima” do marido. A vítima sofreu lesões no olho e no nariz.

Vivian Cardoso relatou que havia participado de um bloco de carnaval na Barra Funda e, em seguida, seguiu com uma amiga para o aniversário de um amigo. No trajeto, pararam em um bar onde a amiga conhecia o proprietário de vista.

“Eu fui falar com ele porque estava procurando cigarro e perguntei: ‘e aí, tem cigarro?’”, contou. Segundo ela, a esposa do comerciante reagiu imediatamente, questionando se ela estava “dando em cima” do marido.

Vivian afirma que tentou encerrar a situação e ir embora. “Eu falei que não era isso e saí andando. Mas aí ela veio pra cima de mim, me arranhou e eu caí no chão. O pessoal separou e até o marido dela falou: não, nada a ver, você não estava dando em cima.”

Após o episódio, a publicitária e a amiga seguiram para outro bar, onde ocorria a festa de aniversário. Ela relata que, mais tarde, voltou a cruzar com a comerciante e amigas na rua.

“Ela jogou uma long neck. Eu já estava do outro lado da rua e a garrafa não me acertou. Depois, ela falou que ia me arregaçar. Eu caí no chão e vieram duas amigas dela. Eu fiquei no chão sendo agredida o tempo todo”, disse.

Vivian afirma que não reagiu às agressões. Segundo ela, protegeu o rosto para evitar ferimentos mais graves, já que tem 15 graus de miopia e chegou a perder a lente do olho esquerdo durante a confusão. Amigos teriam interferido para encerrar as agressões.

A vítima procurou atendimento médico, passou por hospital, realizou exame no IML e registrou boletim de ocorrência por lesão corporal. No registro, autorizou a fotografia das lesões e manifestou intenção de representar criminalmente.

Procurada, a comerciante confirmou que houve agressão, mas alegou legítima defesa. “Defendi minha dignidade, minha honra. Ela me insultou por diversas vezes e eu só me defendi”, afirmou. Segundo ela, pretende processar a publicitária por difamação. “Não aconteceu nada do jeito que ela falou. Ela está querendo me prejudicar.”

A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado como lesão corporal no domingo (22) e encaminhado ao 5º Distrito Policial (Consolação), que analisa as informações e realiza diligências para esclarecer os fatos.

Fonte: G1

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Litoral

Chuva histórica leva Ubatuba a decretar emergência e expõe fragilidade estrutural

por Redação 23 de fevereiro de 2026

Ubatuba decretou situação de emergência após os estragos provocados pela forte chuva que atingiu a cidade do Litoral Norte de São Paulo no fim de semana. O município também passou a receber ajuda humanitária da Defesa Civil do Estado diante da dimensão dos impactos.

Desde sábado (21), foram registrados cerca de 290 milímetros de chuva — volume equivalente à média histórica de todo o mês de fevereiro. O acumulado excepcional resultou em alagamentos que atingiram aproximadamente 400 casas e obrigaram 30 famílias a deixarem seus imóveis. As aulas foram suspensas em quatro escolas e rodovias seguem interditadas. A ocorrência mais grave foi o naufrágio de uma embarcação durante o temporal, que terminou com duas mortes.

A prefeita Flávia Pascoal (PL) oficializou o decreto de emergência, destacando o volume extraordinário de precipitação e os danos significativos à estrutura pública e privada da cidade, que colocam em risco a população e comprometem a manutenção de serviços essenciais.

Com o decreto, o município está autorizado a mobilizar recursos humanos e materiais para recuperação dos danos, além de utilizar recursos financeiros para aquisição emergencial de insumos e adoção de outras medidas administrativas.

Para atender famílias desabrigadas e desalojadas, a Defesa Civil de São Paulo e o Fundo Social do Estado enviaram 200 kits para dormitórios, além de itens de limpeza, higiene, cestas básicas, roupas e ração para animais. A Defesa Civil estadual também instalou um gabinete de crise para monitorar a situação no Litoral Norte, ativo nesta segunda-feira (23).

Durante o fim de semana, 30 famílias deixaram suas casas — 15 foram acolhidas por parentes e outras 15 encaminhadas a hotéis no bairro Lagoinha. Além dos alagamentos, houve quedas de árvores, com principais registros nos bairros Sertão da Quina, Taquaral e Mato Dentro.

Quatro unidades escolares tiveram aulas suspensas nesta segunda-feira: EM Sebastiana Luiza de Oliveira Prado (Araribá), Escola José de Souza Simeão (Taquaral), Escola Nativa Fernandes de Faria (Sertão da Quina) e EMEI Professora Alba Regina Torraque da Silva (Taquaral). A rodovia Oswaldo Cruz permanece totalmente interditada.

As chuvas começaram no sábado e continuam, mantendo órgãos municipais e estaduais em alerta.

O episódio mais grave ocorreu na região da Ponta Grossa, onde uma embarcação de pesca naufragou em meio a fortes chuvas e ventos intensos. Dois homens — um pescador e um turista de cerca de 60 anos — morreram. De acordo com o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), o barco tinha cinco tripulantes e três foram resgatados com vida por ocupantes de outra embarcação particular.

Fonte: G1

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Litoral

Chuva histórica provoca mortes, deixa desalojados e paralisa litoral de SP

por Redação 23 de fevereiro de 2026

A forte chuva que atinge o litoral de São Paulo desde o fim de semana provoca uma sequência de transtornos que expõem a vulnerabilidade da região diante de eventos extremos. Alagamentos, interdições totais e parciais de rodovias de acesso a Caraguatatuba e Ubatuba, suspensão de aulas e mais de 100 pessoas desalojadas em Peruíbe, além de 30 famílias fora de casa em Ubatuba, compõem o cenário de crise.

Até a última atualização desta reportagem, não havia desaparecidos no litoral paulista. Em Ubatuba, porém, duas pessoas morreram após o naufrágio de uma embarcação de pesca durante a tempestade na noite de sábado (21). O barco apresentou falha mecânica. Três ocupantes foram resgatados com vida por passageiros de outra embarcação particular. Segundo a Defesa Civil, embora o temporal tenha agravado as condições, problemas mecânicos contribuíram para o acidente.

Diante da gravidade da situação, a Defesa Civil montou um gabinete de crise nesta segunda-feira (23) para monitorar e atender as ocorrências. A Prefeitura de Ubatuba decretou situação de emergência.

Os volumes de chuva chamam atenção. Em Peruíbe, foram registrados 271 milímetros nas últimas 48 horas. Em Ubatuba, cerca de 290 milímetros desde sábado — volume equivalente à média histórica de precipitação para todo o mês de fevereiro em apenas três dias.

Na serra da rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), que liga Taubaté a Ubatuba, um deslizamento de terra interditou completamente a via por 16 horas a partir da noite de domingo (22). A rodovia foi liberada no fim da manhã desta segunda.

Na Tamoios (SP-99), principal ligação entre o Vale do Paraíba e o litoral norte, a pista antiga foi fechada por risco de deslizamento. A nova pista, que opera no sentido litoral, passou a funcionar com “Operação Comboio”, permitindo tráfego alternado nos dois sentidos com apoio da Polícia Rodoviária Estadual. A rodovia Mogi-Bertioga, que também teve interdição no fim de semana, foi reaberta.

As redes municipais de ensino de Peruíbe e Ubatuba suspenderam as aulas em todas as unidades nesta segunda-feira.

Em Peruíbe, 100 pessoas deixaram suas casas e buscaram abrigo em residências de parentes ou em um espaço montado pela prefeitura em uma escola. Na Baixada Santista, além de Peruíbe, também registraram ocorrências Bertioga, Itanhaém, Praia Grande e Guarujá, com alagamentos, quedas de árvores e outros transtornos.

Em Ubatuba, cerca de 400 casas foram atingidas por alagamentos no fim de semana. Trinta famílias permanecem fora dos imóveis: 15 estão em casas de parentes e outras 15 foram encaminhadas a hotéis pela prefeitura. Entre os bairros mais afetados estão Sertão da Quina, Taquaral e Mato Dentro, com registros de quedas de árvores.

No trecho de planalto do Vale do Paraíba, próximo ao litoral norte, uma casa desabou após deslizamento em Natividade da Serra. Um homem está desaparecido nos escombros e é procurado pelo Corpo de Bombeiros.

De acordo com a Defesa Civil, os maiores acumulados de chuva nas últimas 24 horas — divulgados por volta das 6h desta segunda (23) — foram registrados em Peruíbe (185mm, medidor Parque do Trevo), Bertioga (172mm, Jardim Lido; 156mm, Bertioga), Ubatuba (157mm, Ipiranguinha; 143mm, Sertão da Quina), Itanhaém (152mm, Balneário Gaivota), Praia Grande (148mm, Alice Geotec) e Guarujá (131mm, Vila Santo Antonio; 130mm, Corpo de Bombeiros; 129mm, Morrinhos).

A previsão indica manutenção do tempo instável, com mais chuva no litoral paulista. A Defesa Civil emitiu aviso meteorológico para todo o estado. A maior parte do território está em nível de atenção, enquanto áreas do litoral e do sul paulista estão em alerta, o que aponta maior probabilidade de alagamentos e quedas de árvores.

Na noite de domingo, a Defesa Civil Estadual iniciou o envio de ajuda humanitária aos municípios mais impactados, principalmente Peruíbe e Ubatuba.

A chuva também atingiu Paraty (RJ), cidade vizinha ao norte do litoral paulista. No sábado, houve alagamentos, quedas de árvores e deslizamentos em diferentes pontos do município. Na BR-101 (Rio-Santos), foram contabilizadas 14 árvores caídas em trechos que passam pelos bairros Várzea, Praia Grande, Graúna, Rio Pequeno, Barra Grande e Tarituba.

Fonte: G1

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Segurança

PM morta com tiro na cabeça avisou que pediria divórcio dias antes; caso é tratado como suspeito

por Redação 23 de fevereiro de 2026

A morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no Brás, região central de São Paulo, passou a ser investigada como suspeita pela Polícia Civil. O caso ocorreu na quarta-feira (18).

O marido da vítima, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, afirmou que a esposa tirou a própria vida. Segundo o registro policial, ele acionou a corporação relatando que Gisele havia disparado contra a própria cabeça. Em depoimento, declarou que minutos antes havia comunicado à mulher que desejava a separação. Disse ainda que ela se exaltou, bateu a porta do quarto e, enquanto ele tomava banho, ouviu um disparo. Ao entrar no cômodo, afirmou tê-la encontrado caída, com a arma na mão.

Após chamar a polícia e o resgate, o oficial relatou ter ligado para um amigo desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Gisele chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

A investigação foi reclassificada após familiares contestarem a versão de suicídio e relatarem um relacionamento marcado por controle e violência psicológica. Parentes afirmam que a soldado mudou de comportamento após o casamento, em 2024. Segundo a tia, “a alegria dela a gente viu que se apagou”.

De acordo com os relatos, o oficial impunha restrições à rotina da esposa: ela seria impedida de usar salto alto, batom ou roupas de academia; seus perfumes ficariam guardados no quartel; não poderia manter contato com familiares e deveria andar de cabeça baixa para não olhar para outras pessoas.

A filha de 7 anos da soldado, de um relacionamento anterior, teria presenciado episódios de violência psicológica e demonstrado medo de retornar à residência do casal.

Cinco dias antes da morte, Gisele informou ao marido e à família que pediria o divórcio. Segundo parentes, ela ligou para o pai pedindo ajuda para sair de casa, afirmando que não suportava mais a pressão. A família também relata que, após o anúncio da separação, o tenente-coronel enviou um vídeo em que apontava uma arma para a própria cabeça, em tom de ameaça.

A Polícia Civil aguarda laudos periciais, especialmente sobre a trajetória do disparo, para esclarecer as circunstâncias da morte. Após o falecimento, o oficial solicitou autorização para retornar ao apartamento para tomar banho, alegando que ficaria um período fora. O pedido foi inicialmente negado, mas posteriormente autorizado.

A família defende que o caso seja investigado como feminicídio. “Foi uma tragédia anunciada. Vamos buscar a justiça”, declarou um parente. Gisele estava em fase profissional estável e se preparava para atuar no Tribunal de Justiça Militar, objetivo que, segundo a família, era um de seus sonhos.

O Fantástico informou que tentou contato com o tenente-coronel, mas não houve retorno até a última atualização. A Polícia Civil afirmou que o inquérito segue em andamento, com acompanhamento da Polícia Militar.

Fonte: G1

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Segurança

Corpo esquartejado é achado dentro de mala em córrego na Zona Sul de SP

por Redação 20 de fevereiro de 2026

Um corpo esquartejado foi encontrado na tarde desta quinta-feira (19) na Estrada Ecoturística de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, na altura do número 4.470.

Segundo informações iniciais, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi acionada por funcionários de uma empresa que realiza obras na via. Os trabalhadores relataram ter localizado uma bolsa de viagem com forte odor dentro de um córrego às margens da estrada.

Ao abrirem a bagagem, os agentes encontraram partes de um corpo humano. Equipes permanecem no local para preservar a área e auxiliar nos trabalhos da perícia.

Até a última atualização, não havia confirmação sobre a identidade da vítima nem informações sobre suspeitos. O caso será investigado pelas autoridades competentes.

Fonte: G1

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Segurança

Turista americana relata furto na Lapa e prejuízo de US$ 40 mil durante o carnaval

por Redação 20 de fevereiro de 2026

Uma turista americana afirmou ter sido vítima de furto enquanto passava de carro por aplicativo pela Lapa, na região central do Rio de Janeiro, durante o carnaval. O relato foi publicado nas redes sociais por Amber Berumen.

Segundo ela, um homem aproveitou que a janela do motorista estava aberta para puxar o celular que estava em sua mão. Amber contou que desceu do veículo e tentou correr atrás do suspeito em direção aos Arcos da Lapa, mas foi impedida por um comparsa, que bloqueou sua passagem. Ela afirmou que conseguiu se desvencilhar, mas perdeu o criminoso de vista.

De acordo com o relato, após o furto, os responsáveis acessaram suas contas e realizaram transações financeiras. Amber disse que a conta ficou negativada em mais de 40 mil dólares.

A turista também afirmou que os criminosos acessaram seu e-mail, alteraram a senha e mudaram o idioma da conta para português.

Fonte: G1

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São Paulo

Justiça suspende regras de escolas cívico-militares e barra PMs em sala de aula em SP

por Redação 12 de fevereiro de 2026

A Justiça de São Paulo atendeu a pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Defensoria Pública e suspendeu, em decisão liminar, as diretrizes que regulamentam o comportamento de alunos nas escolas cívico-militares implantadas pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). A decisão também proíbe que policiais militares contratados como monitores ministrem aulas nas unidades. Ainda cabe recurso.

A juíza Paula Narimatu de Almeida, da 13ª Vara da Fazenda Pública da capital, entendeu que o documento denominado “Programa Escola Cívico-Militar do Estado de São Paulo”, elaborado pela Secretaria Estadual da Educação (Seduc-SP), foi produzido sem consulta a especialistas e à comunidade escolar, em desacordo com a legislação estadual e federal.

Segundo a magistrada, o Conselho Estadual de Educação estabelece que compete privativamente ao Conselho de Escola elaborar o regimento escolar, sendo essa uma prerrogativa indelegável da comunidade escolar. Ela afirmou ainda que não houve, ao menos em análise preliminar, consulta a pedagogos, psicólogos educacionais e técnicos em desenvolvimento infantil, em contrariedade à Constituição Federal e à Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Na decisão, a juíza apontou que normas previstas no regimento podem ter potencial discriminatório, especialmente ao impor corte único de cabelo e vedar “cores naturais” e “tonalidades discretas”, além de proibir adereços como tererê. Para ela, essas restrições podem afetar manifestações culturais afro-brasileiras protegidas pela Constituição e pelo Estatuto da Igualdade Racial, além de impactar de forma desproporcional estudantes LGBTQIAPN+, cujas expressões de identidade de gênero podem não se adequar aos padrões estabelecidos.

A magistrada considerou que tais regras violam o princípio constitucional da não discriminação e fixou prazo de 48 horas para que a Seduc-SP suspenda a aplicação das restrições, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

No mesmo despacho, a Justiça determinou que policiais militares contratados como monitores não extrapolem as funções previstas na Resolução Conjunta Seduc/SSP nº 1. De acordo com a decisão, as atividades desses profissionais se limitam ao apoio a programas como Conviva, Ronda Escolar, Programa Bombeiro na Escola e PROERD, orientação em segurança escolar, promoção de respeito e cultura de paz, organização do ambiente e projetos extracurriculares, além do acionamento da Polícia Militar quando necessário.

A juíza ressaltou que eventual ampliação dessas atribuições por ato administrativo interno configura ilegalidade e afronta o artigo 37 da Constituição Federal.

A ação civil pública foi protocolada pelo MP-SP e pela Defensoria na terça-feira (10). Os autores sustentam que o modelo foi implementado em 3 de fevereiro sem decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre sua constitucionalidade. Argumentam ainda que o programa não encontra respaldo na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e que o regimento confere aos monitores militares competências não previstas em lei.

Segundo os promotores, os monitores passaram a fiscalizar uniforme, cortes de cabelo e aparência dos estudantes, aplicando sanções que poderiam culminar em expulsão, além de nomear “líder de sala” com funções de controle disciplinar e de frequência.

O MP também citou episódio ocorrido na inauguração de uma escola em Caçapava, onde um policial foi filmado em sala de aula escrevendo palavras com erros ortográficos na lousa. Para os promotores, o caso evidencia que monitores estariam exercendo atividades instrutórias em desacordo com as normas.

Na ação, o Ministério Público pede que a Justiça impeça monitores de ministrarem aulas ou atuarem em sala, proíba sua participação em Conselhos de Classe, vede exigência de uniforme como condição de frequência, restrinja regras sobre aparência e impeça práticas consideradas discriminatórias. Também requer a proibição de transferências compulsórias por iniciativa de monitores e da nomeação de “líder de sala” com funções disciplinares.

O governador Tarcísio de Freitas defendeu o modelo após o episódio de Caçapava. Em entrevista à Rede Vanguarda, afirmou que monitores não interferem na pedagogia e que sua função é orientar postura e civismo. Segundo ele, o erro de escrita foi lamentável, mas o profissional não deve ser “crucificado”, pois não atua como professor.

A Secretaria Estadual da Educação foi procurada, mas não havia se manifestado até a última atualização.

Fonte: G1

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