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Frente fria avança e ameaça São Paulo com chuva forte e risco de alagamentos

por Redação 9 de março de 2026

A chegada de uma frente fria deve provocar mudanças no tempo em São Paulo nesta segunda-feira (9). A previsão indica um dia marcado por instabilidade, com muitas nuvens pela manhã, poucas aberturas de sol e possibilidade de chuva forte ao longo da tarde.

De acordo com a previsão, os termômetros devem variar entre 18°C de mínima e 25°C de máxima. No período da tarde, a chuva pode ocorrer com intensidade moderada a forte, elevando o risco de alagamentos em diferentes pontos da capital. À noite, o céu segue encoberto, com previsão de chuva leve.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas intensas para todo o estado de São Paulo, válido até as 23h59 desta segunda-feira. O órgão também destaca riscos associados ao mau tempo, como cortes de energia elétrica, queda de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Segundo a Climatempo, a segunda semana de março começa com tempo bastante instável na região. A expectativa é de chuva volumosa, com potencial para provocar transtornos à população.

Esse cenário é provocado pela combinação de fatores meteorológicos: a passagem de uma frente fria mais intensa do que o normal para esta época do ano e a grande quantidade de ar quente e úmido já presente sobre o Sudeste do país.

Os impactos da chuva já vêm sendo registrados desde o fim de semana. No domingo (8), cinco córregos transbordaram na cidade de São Paulo. O temporal deixou toda a capital em estado de atenção e causou diversos alagamentos. Em um dos casos, até veículos da concessionária Enel ficaram presos na água em uma via da Zona Sul.

No sábado (7), um temporal na Grande São Paulo provocou a m0rt3 de um homem em São Bernardo do Campo. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele foi arrastado pela correnteza e ficou preso dentro de um carro.

Segundo dados da Climatempo, a previsão para esta segunda-feira indica cerca de 29,9 mm de chuva, com sol entre muitas nuvens e pancadas rápidas ao longo do dia e também durante a noite.

Fonte: G1

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Segurança

PM aposentado de 89 anos é preso após matar cuidadora a facadas em São Paulo

por Redação 6 de março de 2026

Um policial militar aposentado de 89 anos foi preso na quarta-feira (4) após matar a própria cuidadora a facadas na Zona Sul de São Paulo. O crime ocorreu no bairro Jardim Ângela e teria sido motivado por uma cobrança de direitos trabalhistas.

A vítima foi identificada como Francisca Sebastião da Silva, de 61 anos. Segundo a polícia, ela teria discutido com o ex-patrão pouco antes de ser atacada.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 14h55 pelo Centro de Operações da PM (Copom) para atender uma ocorrência na Rua Doutor Arthur Moreira de Almeida. Vizinhos relataram ter ouvido gritos vindos da residência do aposentado.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Francisca caída no chão com diversos ferimentos provocados por faca. Equipes de resgate foram chamadas, mas a morte foi constatada ainda no local.

Durante buscas na região, os agentes localizaram o suspeito nas proximidades da residência enquanto tentava fugir. Ele foi abordado e, segundo a polícia, relatou que se envolveu em uma discussão com a vítima antes de desferir os golpes.

Moradores da região afirmaram que o policial aposentado era conhecido no bairro por apresentar comportamento considerado agressivo.

O caso foi registrado no 47º Distrito Policial, que ficará responsável pela investigação. A defesa do suspeito não foi localizada.

Fonte: G1

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Segurança

Operação prende policiais civis, advogados e doleira por esquema de corrupção em SP

por Redação 6 de março de 2026

Uma operação do Ministério Público de São Paulo, realizada em conjunto com a Polícia Federal e a Corregedoria da Polícia Civil, prendeu nove pessoas nesta quinta-feira (5) suspeitas de integrar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro dentro da Polícia Civil paulista.

Entre os detidos estão quatro policiais civis: os investigadores Roldnei Eduardo dos Reis Baptista, da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção, e Rogério Coichev Teixeira, do Serviço Aerotático; o escrivão Ciro Borges Magalhães Ferraz; e o delegado João Eduardo da Silva, ambos lotados na Delegacia do Jabaquara. Os agentes foram encaminhados à Corregedoria da corporação.

Também foi presa a doleira Meire Poza, conhecida por ter sido alvo da Operação Lava Jato. Segundo os investigadores, ela seria responsável pela contabilidade do grupo e pela movimentação de recursos ilícitos. Poza foi levada para a sede da Polícia Federal.

Outros quatro suspeitos também foram detidos: o advogado Antônio Carlos Ubaldo Júnior, que atuou entre 2023 e 2024 como assistente parlamentar comissionado de um deputado estadual; o advogado Marlon Antônio Fontana; além de Cléber Azevedo dos Santos e Robson Martins de Souza.

De acordo com o Ministério Público, o grupo teria transformado delegacias especializadas em centros de negociação para garantir a impunidade de investigados. A decisão judicial, assinada pelo juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, autorizou prisões preventivas, mandados de busca e apreensão e o bloqueio de bens dos suspeitos.

As investigações apontam que policiais solicitavam relatórios de inteligência financeira (RIFs) para identificar possíveis alvos de cobrança de propina. Após obter os dados, eles enviavam intimações e exigiam pagamentos para interromper investigações.

Também foram identificadas tentativas de destruição de provas. Em um dos casos relatados, investigados teriam conseguido acessar dependências do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) para substituir um disco rígido apreendido por outro sem informações.

O esquema também envolveria pagamento de propina no hangar do Serviço Aerotático da Polícia Civil, no Campo de Marte, além de episódios de extorsão relacionados ao 16º Distrito Policial, na Vila Clementino. Em um dos casos citados pelo Ministério Público, policiais teriam exigido R$ 5 milhões para interromper um inquérito.

Segundo os investigadores, o grupo utilizava empresas de fachada e operações simuladas de importação para ocultar a origem do dinheiro. Uma das estratégias identificadas foi a conversão de dinheiro em espécie em créditos de vales-refeição por meio de estabelecimentos fictícios.

O esquema teria ligação com doleiros envolvidos em grandes operações anteriores, como Leonardo Meirelles e Meire Poza, apontados como operadores financeiros.

A ação desta quinta-feira é desdobramento da Operação Recidere, deflagrada em 2023 para investigar um esquema bilionário de envio de dinheiro ilegal ao exterior. Na ocasião, investigadores identificaram movimentações de cerca de R$ 4 bilhões em dois anos por meio de contas ligadas a empresas de fachada.

A análise de celulares apreendidos revelou posteriormente indícios de corrupção envolvendo policiais civis que recebiam propina para interromper investigações ou deflagrar operações para, depois, cobrar dinheiro dos investigados.

Ao todo, a Justiça decretou a prisão de 11 investigados e autorizou 23 mandados de busca e apreensão em residências, escritórios de advocacia e nas sedes de delegacias onde atuavam os policiais investigados, incluindo unidades do Departamento de Investigações Criminais (Deic), do DPPC e do 16º Distrito Policial.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Corregedoria da Polícia Civil participa da operação e afirmou que a instituição não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e adotará todas as medidas legais e disciplinares caso as irregularidades sejam confirmadas.

Fonte: G1

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Feminicidio

Mesmo com medida protetiva, 13,1% das vítimas de feminicídio foram mortas em 2024

por Redação 4 de março de 2026

Dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que 13,1% das mulheres vítimas de feminicídio em 2024 foram assassinadas mesmo com Medida Protetiva de Urgência (MPU) em vigor. A pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil contabilizou 1.127 casos em 16 unidades da federação, sendo que 148 das vítimas possuíam proteção judicial ativa no momento do crime.

O levantamento abrange 16 estados devido a dificuldades técnicas das polícias em extrair informações de forma automatizada e à ausência de um banco de dados padronizado em nível nacional.

Entre os estados analisados, Acre (25%), Mato Grosso (22,2%) e São Paulo (21,7%) registraram percentuais acima da média nacional, indicando que, em cerca de um quinto dos casos — ou mais —, as vítimas já estavam sob proteção judicial.

Para Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum, a falha não está na legislação, mas na fiscalização do cumprimento das medidas. Ela explica que a eficácia da MPU depende de dois procedimentos paralelos: a comunicação formal ao agressor e o aviso às forças de segurança para monitoramento.

Segundo Samira, o agressor precisa ser oficialmente notificado por um oficial de Justiça sobre as restrições impostas. Sem essa comunicação, a medida pode não ter validade prática. Além disso, as polícias precisam ser informadas para garantir a fiscalização. Para ela, é nesse ponto que ocorrem as principais falhas.

A diretora afirma que o problema está na execução da decisão judicial pelo Poder Executivo. Ela defende o fortalecimento de unidades especializadas, como a Patrulha Maria da Penha ou a Ronda Maria da Penha, citando estados como Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul como referências na fiscalização ativa.

Samira também pondera que o uso exclusivo de tornozeleiras eletrônicas não pode substituir políticas estruturadas de proteção. Embora reconheça a utilidade da tecnologia, defende o acompanhamento com acolhimento e contato direto, inclusive por canais como WhatsApp.

Outro entrave apontado é a falta de integração entre o Judiciário e as forças de segurança. Sem comunicação eficaz, a medida pode permanecer sem efeito prático. Ela ainda ressalta a necessidade de mais recursos para permitir monitoramento constante e capilarizado.

Casos recentes reforçam o alerta. Em 21 de fevereiro, em Botucatu, Júlia Gabriela Bravin Trovão e o namorado foram mortos a tiros pelo ex-companheiro dela. Júlia havia registrado dez boletins de ocorrência e solicitado três medidas protetivas contra o suspeito. Em São Bernardo do Campo, Cibelle Monteiro Alves foi morta a facadas pelo ex-namorado enquanto trabalhava em uma joalheria de shopping. Ela também possuía registros anteriores e medida protetiva vigente.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Briga familiar termina em tiros e morte na região central de SP

por Redação 4 de março de 2026

Uma discussão entre familiares terminou em violência e m0rt3 na manhã desta quarta-feira (4), no bairro da Liberdade, na região central de São Paulo. Um homem atirou contra o próprio irmão, agrediu o tio com coronhadas e, em seguida, disparou contra a própria cabeça, morrendo no local.

De acordo com a Polícia Militar, equipes foram acionadas por volta das 11h para atender a uma ocorrência de desentendimento familiar na Rua Conselheiro Furtado. A briga começou durante a visita de um dos envolvidos a parentes em um apartamento e evoluiu para agressões físicas e disparos de arma de fogo.

O irmão e o tio do agressor foram socorridos e encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vergueiro. Até a última atualização, não havia informações sobre o estado de saúde das vítimas.

Fonte: G1

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Segurança

Print reforça suspeita de controle de tenente-coronel sobre PM encontrada morta em SP

por Redação 4 de março de 2026

Um print de conversa obtido pela família da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, indica que o tenente-coronel da PM Geraldo Neto afirmava ter acesso e controle sobre as redes sociais da esposa. Gisele morreu com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no Brás, região central de São Paulo. O caso é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita.

De acordo com o advogado da família, José Miguel Silva, a mensagem reforça indícios de controle e violência psicológica. No conteúdo, o tenente-coronel teria utilizado o perfil da esposa para repreender um primo dela após supostamente visualizar uma conversa entre os dois. Ele afirmou que o homem estaria “conversando demais” com Gisele.

Segundo o advogado, o primo respondeu de forma cordial — “eu sou primo dela, a gente foi criado juntos, legal, vamos marcar um churrasco” —, mas o marido teria encerrado de maneira ríspida: “não quero que fique de conversa”. “Ele tinha acesso e total controle às redes sociais dela”, afirmou José Miguel Silva ao g1.

A defesa sustenta que o material integra um conjunto de indícios de relacionamento abusivo. Conforme o advogado, Gisele era impedida de manter contato com familiares, usar maquiagem, frequentar academia sozinha e insistia na separação.

A morte ocorreu em 18 de fevereiro. Inicialmente registrada como suicídio, a ocorrência passou a ser tratada como morte suspeita. Nesta terça-feira (3), a Polícia Militar informou, por nota, que o tenente-coronel pediu afastamento das funções. “A Polícia Militar informa que o tenente-coronel encontra-se afastado de suas funções, a pedido”, diz o comunicado.

Em depoimento inicial, Geraldo afirmou que discutiu com a esposa após ela manifestar desejo de se separar. Disse que foi tomar banho e, cerca de um minuto depois, ouviu um disparo. Ao sair do banheiro, relatou ter encontrado Gisele caída na sala, ferida na cabeça e segurando uma arma dele. Segundo ele, acionou as autoridades em seguida.

A família contesta a versão de suicídio e afirma que Gisele sofria violência psicológica. Parentes relataram no 8º Distrito Policial que ela era perseguida e proibida de usar perfumes, batom e salto alto, além de só poder frequentar academia acompanhada do marido.

A perícia utilizou luminol e identificou sangue ainda não identificado no box do banheiro onde o coronel afirmou estar no momento do disparo. O laudo necroscópico concluiu que o tiro foi efetuado com o cano da arma encostado no lado direito da cabeça.

O exame residuográfico deu negativo para as mãos da soldado e também para as do tenente-coronel. A investigação realiza novos exames para determinar quem efetuou o disparo.

O casal vivia junto desde 2024. A filha de Gisele, de sete anos, morava com eles, mas não estava no apartamento no momento da morte.

O 8º DP avalia a possibilidade de solicitar a exumação do corpo para esclarecer dúvidas sobre as circunstâncias da morte, medida que depende de autorização judicial. Apesar das incertezas, Geraldo ainda não é formalmente considerado investigado. A reportagem tenta contato com a defesa dele.

No boletim de ocorrência, o coronel afirmou que as discussões do casal teriam sido motivadas por ciúmes de Gisele, após boatos na Corregedoria da PM de que ele teria amantes. Ele declarou ainda que passaram a dormir em quartos separados e que mantinha sua arma guardada no armário de um dos quartos.

Fonte: G1

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Feminicidio

SP tem janeiro mais letal para mulheres da história com 27 feminicídios

por Redação 3 de março de 2026

O estado de São Paulo registrou, em janeiro, o maior número de feminicídios desde o início da série histórica da Secretaria da Segurança Pública (SSP), em 2018. Foram 27 mortes — o equivalente a quase uma mulher assassinada por dia.

O dado supera o recorde anterior e reforça a tendência de alta observada nos últimos anos. Em 2024, o estado já havia ultrapassado o maior número anual de feminicídios desde que o crime passou a ser contabilizado oficialmente.

Casos recentes voltaram a chamar atenção. Na semana passada, Cibelle Monteiro Alves foi morta a facadas pelo ex-companheiro enquanto trabalhava em uma joalheria em um shopping de Santo Bernardo. No domingo (1º), um homem foi preso suspeito de matar a ex-mulher por asfixia após uma discussão sobre partilha de bens em um motel em Sapopemba, na Zona Leste da capital.

A evolução dos feminicídios registrados em janeiro no estado demonstra a escalada:

2018: 5
2019: 14
2020: 11
2021: 10
2022: 20
2023: 18
2024: 25
2025: 22
2026: 27

Outros indicadores de violência contra a mulher também apresentaram aumento. Os registros de ameaça passaram de 8.705 para 9.646 na comparação entre janeiro do ano passado e o mesmo mês deste ano. Já os casos de lesão corporal subiram de 6.014 para 6.527, segundo a SSP.

Fonte: G1

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Segurança

Motorista arrasta agente do Detran durante abordagem e foge no Tocantins

por Redação 3 de março de 2026

Um agente de fiscalização do Departamento de Trânsito do Tocantins (Detran-TO) foi arrastado por um carro durante uma abordagem às margens da TO-080, próximo à entrada da Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos, que liga Luzimangues a Palmas. O caso ocorreu no dia 1º de março e foi divulgado nas redes sociais pela página Achei em Palmas.

No vídeo, um carro vermelho aparece parado sob uma tenda de fiscalização. O agente está ao lado da porta do motorista quando o veículo começa a se mover em marcha à ré. O servidor se agarra ao automóvel e é arrastado por alguns metros. Em seguida, um homem desce do carro e se afasta do local.

De acordo com o Detran, durante a abordagem o condutor admitiu não possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O agente também constatou que o licenciamento do veículo estava vencido desde 2022.

Ainda segundo o órgão, ao ser informado das irregularidades, o motorista tentou deixar o local. Diante da situação, foi dada ordem de parada, mas o condutor fugiu.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que foi registrado boletim de ocorrência por desobediência à ordem de parada durante ação de fiscalização. A Polícia Militar foi acionada para realizar buscas, mas o motorista não foi localizado. O caso é investigado pela Polícia Civil do Tocantins.

Fonte: G1

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Segurança

Pai é preso após jogar combustível na filha de 2 anos e ameaçar incendiar carro em Sumaré

por Redação 3 de março de 2026

Um homem de 34 anos foi preso por tentativa de homicídio na noite desta segunda-feira (2), em Sumaré (SP), após jogar combustível na filha de 2 anos, no carro em que estavam e nele próprio. Segundo a polícia, ele enviou mensagens de áudio à ex-companheira ameaçando incendiar o veículo com ambos dentro.

“Ó, a polícia tá atrás de mim, tá bom? Vou por fogo no carro com tudo dentro, tá bom? Só para você saber quem sou eu”, disse o suspeito em um dos áudios.

De acordo com a delegada Nathália Cabral, o casal manteve relacionamento por cinco anos, até a separação no fim do ano passado. A mulher deixou a casa alegando não suportar o comportamento e as agressões do então companheiro. Posteriormente, permitiu que ele mantivesse contato com a filha, já que o relacionamento entre pai e criança era considerado bom.

Imagens mostram que, durante a tarde, o homem foi a um posto de combustíveis em Hortolândia (SP), onde abasteceu dois galões e também o tanque do carro. Após isso, buscou a filha na casa da avó e saiu com ela.

Segundo a delegada, ele começou a enviar áudios à ex-companheira questionando sobre o fim de semana dela. As mensagens evoluíram para ameaças: “Vem aqui me encontrar, senão eu vou tacar fogo no carro, comigo e com a criança dentro”.

Ao receber os áudios, a mãe procurou a Polícia Militar e informou a localização do veículo. Os policiais localizaram o suspeito, que tentou fugir. Durante a perseguição, ele capotou o carro com a criança dentro. A menina sofreu ferimentos leves e ficou muito assustada, conforme a PM. O homem não se feriu.

Ainda segundo a polícia, ao abordarem o veículo, os agentes constataram que o combustível já havia sido despejado no interior do carro, na criança e no próprio suspeito. Um dos galões estava aberto.

O homem foi autuado por tentativa de homicídio qualificado, ameaça e sequestro. A Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva.

Fonte: G1

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Feminicidio

Mulher é esfaqueada e queimada após recusar relacionamento com ex-colega em Jaboatão

por Redação 3 de março de 2026

Uma jovem de 22 anos foi esfaqueada e teve o corpo queimado por um ex-colega de trabalho em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A auxiliar administrativa Mariele Vitória Alves de Lima está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife. Segundo a família, o estado de saúde é considerado estável.

De acordo com parentes e amigos, o suspeito, identificado como José Leonardo Pereira da Silva, teria cometido o crime após a vítima recusar um relacionamento amoroso. A defesa dele não foi localizada.

O crime ocorreu na segunda-feira (2). Conforme apuração, o homem havia sido demitido há cerca de 30 dias. Ele teria invadido o antigo local de trabalho e atacado Mariele com golpes de faca. Em seguida, segundo testemunhas, jogou thinner — mistura de solventes usada para diluir tintas — sobre ela e ateou fogo.

A irmã da vítima, Estefânia Maria da Cunha, relatou que ele trabalhava com Mariele e demonstrava interesse amoroso. “Ele queria algo e ela não queria, até que ela encerrou um ciclo, como havia me dito, até mesmo o relacionamento de amizade”, afirmou.

Segundo a tia da jovem, Adenil Alves de Barros, policiais militares localizaram o suspeito na residência onde ele mora. Ele estava com cortes na barriga e no braço, e o celular da vítima teria sido encontrado debaixo da cama.

A família afirma que o homem insistia em investidas, mesmo após a jovem deixar claro que não queria nenhum tipo de envolvimento. Durante o período em que trabalharam juntos, ele chegou a seguir familiares dela nas redes sociais, o que levou Mariele a bloqueá-lo.

O pai da vítima, Diego Adriano Barros da Silva, cobrou punição. “Ela, dentro do trabalho, procurando um objetivo, um sonho, e um monstro desse vem, dá facada nela e queima ela”, disse. A tia também pediu justiça: “Ele não é dono de ninguém e o que ele fez não justifica”.

Como denunciar

Em Pernambuco, denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.

A Polícia Militar pode ser acionada pelo 190 em caso de crime em andamento.

No Grande Recife, também é possível denunciar pelo Disque-Denúncia da Polícia Civil, no número (81) 3421-9595.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) atende de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, pelo telefone gratuito 0800.281.9455.

A Ouvidoria da Mulher de Pernambuco funciona pelo número 0800.281.8187.

Os endereços e telefones das Delegacias da Mulher podem ser consultados no site do TJPE.

Fonte: G1

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