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São Paulo

Segurança

Golpe com 95 cartões expõe esquema criminoso em show de Luan Santana

por Redação 16 de março de 2026

A Polícia Civil de São Paulo prendeu em flagrante cinco homens suspeitos de aplicar golpes bancários contra fãs nas proximidades do Allianz Parque, durante um show do cantor sertanejo Luan Santana, na noite de sexta-feira (13).

A operação foi realizada por agentes da 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), vinculada ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), após denúncias sobre a atuação do grupo. Os suspeitos foram abordados do lado de fora do estádio, localizado no bairro de Perdizes, na Zona Oeste da capital paulista.

Na revista pessoal, os policiais encontraram 95 cartões de crédito e débito pertencentes a diferentes pessoas, além de três máquinas de pagamento. Segundo a investigação, os criminosos se aproveitavam de compras realizadas por fãs junto a ambulantes no entorno do evento para furtar os cartões.

De acordo com a polícia, integrantes da quadrilha realizavam a troca dos cartões no momento do pagamento. As vítimas entregavam o cartão para a transação e recebiam outro semelhante de volta, sem perceber a substituição.

Ainda conforme as apurações, o grupo atuava de forma organizada e com divisão de tarefas. Dois dos suspeitos eram responsáveis por esconder os cartões bancários, enquanto os demais portavam as maquininhas utilizadas nas transações.

No boletim de ocorrência, os cinco homens confessaram informalmente que não participaram diretamente dos furtos, mas admitiram ocultar os cartões mesmo sabendo que eram produtos de crime, com a intenção de utilizá-los posteriormente em operações financeiras.

Os suspeitos, com idades entre 23 e 33 anos, foram levados à 1ª Deatur e indiciados pelo crime de receptação. Até a última atualização, o g1 não havia conseguido contato com as defesas dos detidos.

Para a autoridade policial, a grande quantidade de cartões apreendidos, aliada ao uso das máquinas de pagamento, revela um modus operandi comum em eventos com grande público, em que cartões furtados são rapidamente repassados a receptadores para uso imediato antes que as vítimas consigam realizar o bloqueio.

O delegado responsável destacou ainda que os presos possuem antecedentes criminais, incluindo crimes patrimoniais e tráfico de drogas. Diante disso, a delegacia optou por não arbitrar fiança e solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva, com base na garantia da ordem pública e na aplicação da lei penal.

Até a última atualização desta reportagem, os cinco permaneciam presos e à disposição da Justiça. Os cartões e as maquininhas foram apreendidos e passarão por perícia para identificação das vítimas e eventual rastreamento das transações realizadas.

Fonte: G1

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PCCComando Vermelho

Polícia encontra mensagens que indicam aliança entre CV e PCC e acende alerta sobre avanço do crime organizado

por Redação 11 de março de 2026

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou indícios de uma aliança entre duas das maiores facções criminosas do país: o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações foram obtidas a partir de mensagens encontradas em celulares apreendidos durante a Operação Contenção Red Legacy, realizada nesta terça-feira, 11 de março.

Entre os materiais analisados pelos investigadores está um documento intitulado “Comunicado Geral”, datado de 25 de fevereiro de 2025, que teria sido enviado a integrantes das duas organizações criminosas. O texto informa que CV e PCC teriam decidido encerrar conflitos anteriores para estabelecer uma nova parceria.

No comunicado, as facções afirmam que a data representaria um marco histórico para os grupos. “Deixamos todos cientes de que, a partir da data de hoje, 25/02/2025 — data essa histórica —, o CV e o PCC estão colocando fim a esta guerra e refazendo uma nova aliança”, diz um trecho da mensagem.

O documento também menciona a intenção de ampliar a cooperação entre grupos criminosos. “Deixamos a prerrogativa para outras organizações de que estamos abertos ao diálogo e assim incorporando ainda mais nossas fileiras nessa empreitada em que lutamos de mãos dadas por um só ideal, que é: o crime fortalece o crime”, afirma o texto.

De acordo com a investigação da Polícia Civil, o acordo teria contado com a participação do traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

Segundo os investigadores, ele aparece nas conversas utilizando o contato identificado como “Deus é fiel” e teria tratado diretamente com lideranças do PCC em São Paulo para firmar o entendimento entre as organizações.

A descoberta reforça preocupações das autoridades sobre uma possível cooperação estratégica entre as duas maiores facções do país, o que poderia ampliar a capacidade de atuação do crime organizado em diferentes regiões do Brasil.

Fonte: OGLOBO

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São Paulo

Rompimento de reservatório da Sabesp mata uma pessoa, fere moradores e destrói casas na Grande SP

por Redação 11 de março de 2026

O rompimento de um reservatório de água da Sabesp deixou uma pessoa morta e ao menos seis feridos na manhã desta quarta-feira (11), em Mairiporã, na Região Metropolitana de São Paulo. A estrutura, que ainda estava em construção, também atingiu casas e veículos próximos ao local do acidente.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o rompimento ocorreu por volta das 11h na Rua Jacarandá, no bairro Capoavinha. As vítimas foram socorridas e encaminhadas para hospitais da região.

O impacto da água provocou destruição na área. Três casas foram atingidas diretamente e pelo menos dez veículos ficaram danificados. Para atender a ocorrência, os bombeiros mobilizaram 13 viaturas, com apoio da Defesa Civil, do Samu e da concessionária de energia Enel.

Moradores registraram vídeos que mostram a força da água após o rompimento da estrutura. O reservatório era de grande porte e tinha capacidade para armazenar cerca de 2 milhões de litros de água.

A caixa d’água fazia parte de uma obra iniciada em janeiro de 2025, com previsão de conclusão apenas em maio de 2026. Segundo a Prefeitura de Mairiporã, o reservatório seria responsável por abastecer três bairros da cidade.

Em nota, a Sabesp afirmou que lamenta profundamente o acidente e informou que mobilizou equipes operacionais e de assistência social para atender os moradores afetados.

“A Sabesp lamenta profundamente o acidente ocorrido na manhã desta quarta-feira (11/03) em Mairiporã, quando houve o rompimento de um reservatório de água que estava em construção no bairro Capoavinha. A empresa acionou imediatamente equipes operacionais e de assistência social, assim como as autoridades competentes, para apoiar os moradores da região. A Companhia irá ressarcir todos os prejuízos que tenham sido causados pela ocorrência e prestar assistência às famílias afetadas. A Sabesp reforça o pedido de desculpas pelos impactos causados por esse acidente”, informou a companhia.

A Prefeitura de Mairiporã declarou que a Sabesp foi acionada para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. O Corpo de Bombeiros segue no local realizando atendimentos e avaliando os danos provocados pelo rompimento da estrutura.

Fonte: G1

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Feminicidio

Laudo revela lesões no pescoço de PM morta com tiro na cabeça e levanta novas dúvidas sobre o caso

por Redação 10 de março de 2026

O laudo necroscópico realizado após a exumação do corpo da policial militar Gisele Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava, apontou a presença de lesões no rosto e no pescoço da vítima. De acordo com os peritos, há indícios de que ela pode ter desmaiado antes do disparo e que não apresentou sinais de defesa.

O documento, obtido pela TV Globo, descreve que as lesões eram de natureza contundente, provocadas por pressão digital e escoriações compatíveis com marcas de unhas. Essas evidências indicam possível compressão na região do pescoço antes do tiro.

Gisele foi encontrada morta no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Ele estava no local e foi quem acionou o socorro. Até o momento, a defesa do oficial não comentou o resultado do novo laudo.

Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio. No entanto, após contestação da família da policial, a investigação passou a tratar a ocorrência como morte suspeita. Diante das dúvidas, o corpo foi exumado e submetido a novos exames no Instituto Médico-Legal (IML) Central no sábado (7), incluindo uma tomografia.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é o horário da morte. Uma vizinha relatou à polícia que acordou às 7h28 após ouvir um único estampido forte vindo do apartamento do casal. A primeira ligação feita pelo marido ao serviço de emergência ocorreu apenas às 7h57.

Na chamada à Polícia Militar, o tenente-coronel afirmou: “Minha esposa é policial feminina. Ela se matou com um tiro na cabeça. Manda o resgate e uma viatura aqui agora, por favor”. Pouco depois, às 8h05, ele voltou a ligar, dessa vez para o Corpo de Bombeiros, dizendo que a mulher ainda estava respirando. As equipes chegaram ao local às 8h13.

A posição da arma também levantou questionamentos. Um socorrista afirmou que o armamento estava “bem encaixado” na mão da vítima, algo que ele disse nunca ter visto em casos de suicídio. Diante da cena incomum, decidiu fotografar a posição da arma.

O profissional relatou ainda que o sangue da vítima já estava coagulado quando os socorristas chegaram ao apartamento e que não havia cartucho de bala no local.

Depoimentos de equipes de resgate também trouxeram dúvidas sobre a versão apresentada pelo marido. Em relato à polícia, o tenente-coronel afirmou que estava tomando banho quando ouviu o disparo.

No entanto, bombeiros que chegaram primeiro ao local disseram que ele estava completamente seco, vestindo apenas bermuda e sem camisa. Segundo um sargento com 15 anos de experiência, não havia pegadas molhadas nem sinais de água no chão que indicassem que ele havia saído do banho às pressas.

O socorrista também relatou que o chuveiro do banheiro do corredor estava ligado, mas não havia poças de água no ambiente. Um tenente da PM que também esteve no local reforçou que nem o marido nem a vítima aparentavam ter tomado banho antes do disparo.

O comportamento do tenente-coronel durante o atendimento também chamou a atenção da equipe de resgate. Um dos bombeiros afirmou que ele não demonstrava sinais de desespero ou choro. Outro profissional relatou que o oficial falava calmamente ao telefone, questionava constantemente os procedimentos de socorro e insistia para que a vítima fosse retirada rapidamente e levada ao hospital.

Os socorristas também observaram que o marido não apresentava manchas de sangue no corpo ou nas roupas, o que indicaria que ele não teria tentado prestar primeiros socorros à esposa.

Entre os contatos feitos por Geraldo naquela manhã, uma ligação chamou a atenção da família da policial: a feita ao desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo. O magistrado chegou ao prédio às 9h07 e subiu até o apartamento.

Segundo o advogado da família da vítima, José Miguel da Silva Junior, a presença do desembargador no local levanta questionamentos. Câmeras registraram o magistrado no corredor do prédio às 9h18 e, cerca de 11 minutos depois, o tenente-coronel apareceu novamente usando outra roupa.

Em nota divulgada antes da conclusão do novo laudo, a defesa de Geraldo Neto afirmou que ele não é investigado, suspeito ou indiciado no processo até o momento. Os advogados também disseram que o oficial tem colaborado com as autoridades e permanece à disposição para esclarecer os fatos.

Já a defesa do desembargador informou que ele foi chamado ao local como amigo do tenente-coronel e que quaisquer esclarecimentos serão prestados à polícia.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar.

Fonte: G1

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Feminicidio

Testemunha diz que três policiais femininas limparam apartamento de PM morta com tiro na cabeça em SP

por Redação 10 de março de 2026

Uma testemunha do condomínio onde a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana morreu em fevereiro afirmou à Polícia Civil que três policiais mulheres foram ao apartamento do casal no Brás, região central de São Paulo, para realizar a limpeza do imóvel horas após a ocorrência. Segundo o relato, as agentes — uma soldado e duas cabos — chegaram ao prédio por volta das 17h48 do dia 18 de fevereiro, acompanhadas por uma funcionária do condomínio.

O caso, inicialmente registrado como suicídio, segue sendo investigado como morte suspeita. Vizinha do casal disse ter ouvido um disparo às 7h28, cerca de meia hora antes da primeira ligação do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ao serviço de emergência, às 7h57.

Depoimentos de socorristas reforçam inconsistências na versão do tenente-coronel. Segundo eles, Geraldo estava seco, sem marcas de água, mesmo afirmando que estava no banho no momento do disparo. Além disso, a conduta calma do oficial ao telefone e a ausência de sangue em suas roupas chamaram atenção da equipe de resgate.

Outro ponto que levanta questionamentos é a presença do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele chegou ao prédio às 9h07, subiu ao apartamento com o tenente-coronel e reapareceu no corredor às 9h18. Onze minutos depois, Geraldo saiu do imóvel já trocado.

Em nota, a defesa do tenente-coronel afirma que ele não é investigado, suspeito ou indiciado e tem colaborado com as autoridades. A defesa do desembargador disse que ele foi chamado como amigo do oficial e prestará esclarecimentos à polícia judiciária.

Fonte: G1

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Feminicidio

Peritos identificam marcas em corpo de PM morta em SP e investigação sobre morte suspeita avança

por Redação 10 de março de 2026

Peritos encontraram marcas no pescoço e no corpo da policial militar Gisele Santana, após a exumação realizada na última sexta-feira (6) em Suzano, na Grande São Paulo. O achado motivou a solicitação de exames complementares para verificar se houve compressão antes do disparo que matou a soldado dentro do apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, no Brás, região central da capital.

No sábado (7), médicos legistas do Instituto Médico-Legal (IML) Central realizaram tomografia e outros exames de imagem para analisar a lesão cervical. Segundo apuração da TV Globo, o objetivo é confirmar ou descartar a ocorrência de pressão no pescoço antes da morte.

Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro. O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser investigado como morte suspeita. Testemunhos indicam marca arroxeada na mandíbula, e questionamentos sobre inconsistências no horário da morte surgiram. Uma vizinha relatou ter ouvido o disparo às 7h28, cerca de meia hora antes da primeira ligação de Geraldo ao serviço de emergência.

Socorristas que atenderam a ocorrência relataram estranheza na cena: a arma estava na mão da vítima de forma atípica, o sangue já estava coagulado e não havia cartucho no local. O tenente-coronel, que afirmou ter ouvido o disparo durante o banho, não apresentava marcas de água no corpo, levantando dúvidas sobre a narrativa.

Outro ponto analisado é a presença do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do TJ-SP, no prédio na manhã da morte. Ele subiu ao apartamento por volta das 9h07 e reapareceu no corredor às 9h18, minutos antes do marido da vítima sair do imóvel já trocado e com cheiro de produto químico.

Laudos preliminares indicaram que o local não foi preservado adequadamente, comprometendo parte da perícia. Novos exames solicitados após a exumação devem esclarecer as circunstâncias da morte.

Em nota, a defesa de Geraldo Neto afirma que ele não é investigado nem suspeito, e a defesa do desembargador Cogan declarou que ele estava no apartamento como amigo do tenente-coronel, prestando esclarecimentos à polícia judiciária quando necessário.

Fonte: G1

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São Paulo

Tarcísio passa por procedimento no joelho para tratar artrose

por Redação 9 de março de 2026

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi submetido neste domingo (8) a um procedimento de infiltração no joelho no Hospital Vila Nova Star, na capital paulista.

De acordo com nota oficial do governo, o procedimento integra o tratamento da artrose no joelho e tem como objetivo reduzir inflamação, aliviar dores e melhorar a mobilidade da articulação.

O comunicado afirma que a infiltração transcorreu sem intercorrências, foi bem tolerada pelo governador e apresentou evolução imediata considerada satisfatória pela equipe médica.

Tarcísio seguirá com acompanhamento clínico e fisioterápico, com reavaliações periódicas para monitorar a evolução do quadro.

Fonte: G1

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Feminicidio

Ato na Paulista cobra combate ao feminicídio e expõe avanço das medidas protetivas em SP

por Redação 9 de março de 2026

Cerca de 3 mil pessoas participaram neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato reuniu movimentos sociais e organizações civis que pediram o combate ao feminicídio, igualdade de gênero e criticaram a jornada de trabalho 6×1.

Apesar da mobilização, a chuva que atingiu a região acabou dispersando parte dos manifestantes ao longo da tarde.

Entre as organizações presentes estavam Apeoesp, Bancada Feminista, Central Classe Trabalhadora, União Nacional por Moradia Popular, SimproSP e o Movimento de Mulheres Olga Benário.

A estimativa de público foi feita pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a ONG More in Common. Segundo o levantamento, cerca de 3,1 mil pessoas estavam na manifestação às 14h14, horário próximo ao início do ato.

Considerando a margem de erro de 12%, o público poderia variar entre 2,8 mil e 3,5 mil participantes.

De acordo com o monitor, a contagem foi feita por meio de imagens aéreas analisadas com software de inteligência artificial. Por causa da chuva, apenas um voo de drone foi realizado, o que impede confirmar se aquele momento representava o pico da manifestação.

Os protestos também chamaram atenção para os números relacionados à violência contra mulheres no estado de São Paulo.

Segundo dados do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), uma medida protetiva contra agressores é concedida, em média, a cada quatro minutos no estado. Apenas entre janeiro e fevereiro deste ano, 21.440 decisões desse tipo foram autorizadas.

O número mostra um crescimento expressivo no uso desse mecanismo ao longo dos anos. Em 2015, quando o registro começou a ser sistematizado, foram concedidas 10.804 medidas. Já em 2025, o total chegou a 118.258 — um aumento de 994% em uma década.

Prevista pela Lei Maria da Penha, a medida protetiva é uma ordem judicial de urgência destinada a proteger vítimas de violência doméstica, seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Uma mesma vítima pode receber mais de uma medida.

Entre as determinações possíveis estão a restrição ao porte de armas, a proibição de aproximação da vítima, dos filhos ou de testemunhas, além da obrigatoriedade de participação do agressor em programas de reeducação.

Em alguns casos, a medida também prevê o encaminhamento da vítima e da família para abrigos de proteção.

Apesar de ser considerada um dos principais instrumentos de defesa das vítimas, a eficácia das medidas depende da fiscalização. Esse acompanhamento pode ocorrer por meio de rondas da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal ou pelo monitoramento eletrônico dos agressores.

Atualmente, 189 homens são monitorados por tornozeleiras eletrônicas no estado de São Paulo pelo Centro de Operações da Polícia Militar, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

O número é considerado baixo diante da estrutura disponível: o estado possui 1.250 equipamentos.

A Secretaria de Segurança Pública explica que o uso das tornozeleiras depende de solicitação e autorização do Poder Judiciário, normalmente durante audiências de custódia.

O estado de São Paulo foi pioneiro na adoção do monitoramento eletrônico para casos de violência contra a mulher.

Quando o agressor descumpre a medida protetiva, se aproxima da vítima ou deixa a cidade, um alerta é disparado e viaturas policiais são acionadas. O descumprimento da ordem judicial é considerado crime e pode levar à prisão.

Fonte: G1

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Feminicidio

Caso da PM baleada em SP ganha novos capítulos e levanta dúvidas sobre o que aconteceu no apartamento

por Redação 9 de março de 2026

Imagens e áudios inéditos obtidos pelo Fantástico revelam detalhes dos momentos após a soldado da Polícia Militar Gisele Alves ser baleada na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro de 2026.

As gravações incluem ligações feitas para serviços de emergência e registros das câmeras de segurança do andar do prédio. O primeiro pedido de socorro foi feito pelo marido da policial, o tenente-coronel da PM Geraldo Neto.

“Alô. É o tenente-coronel Neto, estou no Brás. A minha esposa é policial feminina, ela se matou com um tiro na cabeça. Manda um resgate, uma viatura aqui agora, por favor”, afirmou ele em ligação para a Polícia Militar.

Em seguida, ele também telefonou para o Corpo de Bombeiros. “A minha esposa se matou com um tiro na cabeça. Ela ainda está viva, ela está respirando”, disse.

Imagens das câmeras de segurança mostram o tenente-coronel no corredor do prédio às 8h02, ao telefone e sem camisa. Três minutos depois, ele faz outra ligação. Às 8h13, três bombeiros chegam ao local.

Um dos socorristas, com 15 anos de experiência, relatou em depoimento que achou a cena incomum e decidiu fotografar. Segundo ele, a arma estava encaixada na mão da policial de uma forma que nunca havia visto em casos de suicídio.

Outros pontos também chamaram atenção: o sangue já estava coagulado, o cartucho da bala não foi encontrado e, apesar de afirmar que estava no banho no momento do disparo, o tenente-coronel estava seco e não havia água no chão do apartamento.

Áudios gravados no local mostram o militar falando sobre problemas no relacionamento e a situação financeira do casal.

“A gente está casado há dois anos. De seis meses para cá, a gente começou a ter muita crise”, disse.

Ele relatou que os dois estavam sozinhos desde a noite anterior e que haviam discutido a relação. “O jeito que a gente está vivendo não compensa. Eu estou gastando aí sete mil por mês para viver com dois estranhos. Eu quero me separar”, afirmou.

Segundo o tenente-coronel, a discussão continuou na manhã do ocorrido. Ele afirmou que estava tomando banho quando ouviu um barulho.

“Eu entrei no banho. Fazia um minuto que eu estava debaixo do chuveiro quando escutei o barulho. Achei que fosse ela batendo a porta. Quando abri o box, ela estava caída no chão, no sangue. Ela deu um tiro na cabeça”, declarou.

Os socorristas conseguiram reanimar Gisele no local. Enquanto tentavam salvá-la, relataram que o marido permaneceu ao telefone com superiores e não demonstrava desespero.

Às 8h55, a policial foi retirada do prédio ainda com vida em uma maca. O tenente-coronel aparece nas imagens sentado no corredor.

Um dos pontos que mais chamou atenção da família foi uma ligação feita por Geraldo ao desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O magistrado chegou ao prédio às 9h07 e subiu ao apartamento. Segundo o advogado da família da policial, José Miguel da Silva Junior, é necessário esclarecer o motivo da presença dele no local.

“Ele vai ter que explicar por que estava lá. Pelo relato que temos, o desembargador foi a primeira pessoa acionada após o disparo”, afirmou.

Às 9h18, o desembargador reaparece no corredor. Onze minutos depois, o tenente-coronel surge usando outra roupa.

Testemunhas disseram que ele teria tomado banho nesse intervalo, mesmo após ter sido orientado por policiais a não fazê-lo. Policiais militares relataram ainda que ele voltou com cheiro forte de produto químico.

Laudos da Polícia Técnico-Científica apontam que a cena do crime não foi preservada corretamente, o que dificultou determinar a dinâmica do disparo e quem teria efetuado o tiro.

Um vídeo gravado após a saída dos socorristas mostra o apartamento com móveis fora do lugar, além de panos e produtos de limpeza espalhados pelo chão.

“O apartamento estava uma verdadeira bagunça. O local não foi preservado”, afirmou o advogado da família.

Outro ponto investigado aparece no depoimento de uma vizinha, que disse ter acordado às 7h28 com um estampido forte. A primeira ligação do tenente-coronel pedindo socorro foi registrada apenas às 7h57, cerca de 29 minutos depois.

“Essa lacuna precisa ser explicada. A família merece saber o que aconteceu”, disse o advogado.

Em nota, a defesa do tenente-coronel Geraldo Neto afirma que ele não é investigado, suspeito ou indiciado no processo até o momento. A defesa também declarou que o militar tem colaborado com as autoridades e está à disposição para esclarecer os fatos.

Já a defesa do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan informou que ele foi chamado ao apartamento como amigo do tenente-coronel e que eventuais esclarecimentos serão prestados à polícia judiciária.

Fonte: FANTÁSTICO

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São Paulo

Frente fria avança e ameaça São Paulo com chuva forte e risco de alagamentos

por Redação 9 de março de 2026

A chegada de uma frente fria deve provocar mudanças no tempo em São Paulo nesta segunda-feira (9). A previsão indica um dia marcado por instabilidade, com muitas nuvens pela manhã, poucas aberturas de sol e possibilidade de chuva forte ao longo da tarde.

De acordo com a previsão, os termômetros devem variar entre 18°C de mínima e 25°C de máxima. No período da tarde, a chuva pode ocorrer com intensidade moderada a forte, elevando o risco de alagamentos em diferentes pontos da capital. À noite, o céu segue encoberto, com previsão de chuva leve.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de chuvas intensas para todo o estado de São Paulo, válido até as 23h59 desta segunda-feira. O órgão também destaca riscos associados ao mau tempo, como cortes de energia elétrica, queda de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Segundo a Climatempo, a segunda semana de março começa com tempo bastante instável na região. A expectativa é de chuva volumosa, com potencial para provocar transtornos à população.

Esse cenário é provocado pela combinação de fatores meteorológicos: a passagem de uma frente fria mais intensa do que o normal para esta época do ano e a grande quantidade de ar quente e úmido já presente sobre o Sudeste do país.

Os impactos da chuva já vêm sendo registrados desde o fim de semana. No domingo (8), cinco córregos transbordaram na cidade de São Paulo. O temporal deixou toda a capital em estado de atenção e causou diversos alagamentos. Em um dos casos, até veículos da concessionária Enel ficaram presos na água em uma via da Zona Sul.

No sábado (7), um temporal na Grande São Paulo provocou a m0rt3 de um homem em São Bernardo do Campo. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele foi arrastado pela correnteza e ficou preso dentro de um carro.

Segundo dados da Climatempo, a previsão para esta segunda-feira indica cerca de 29,9 mm de chuva, com sol entre muitas nuvens e pancadas rápidas ao longo do dia e também durante a noite.

Fonte: G1

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