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Categoria:

São Paulo

Aplicativo de Transporte

Mototaxistas que atuam há 4 anos na periferia de SP atendem passageiros com medo de assaltos; eles criticam ameaças de Nunes e veem com receio chegada da 99

por Redação 20 de janeiro de 2025

Enquanto a Prefeitura de São Paulo e o aplicativo de transporte 99 travam uma batalha na Justiça para proibir ou não o serviço de transporte de motos por aplicativo na capital paulista, motociclistas que trabalham há anos na cidade com esse serviço vêm os dois lados com desconfiança.

Mesmo sem regulamentação, no bairro de Perus, Zona Norte da capital, um grupo de cerca de 40 motociclistas trabalha há quatro anos com o serviço e estão preocupados com a disputa.

Os motociclistas são responsáveis por um grupo de WhatsApp – que eles também chamam de aplicativo (app) – com cerca de 700 moradores do bairro, onde são ofertadas “caronas pagas” de moto entre a estação Perus da CPTM e os bairros do entorno.

As corridas entre a estação e os bairros mais próximos variam de R$ 6 a R$ 12. Para corridas para outras localidades, os valores são negociados direito com cada motociclista.

O grupo foi fundado, segundo um dos coordenadores, durante a pandemia, quando vários motociclistas estavam desempregados e a oferta de ônibus e transporte público no bairro diminuiu drasticamente.

Os mototaxistas de Perus criticam a decisão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) de simplesmente proibir o transporte remunerado por meio de moto na cidade, começando a fazer apreenções sem nem abrir uma discussão pública sobre a regulamentação do serviço na cidade.

“A gente sabe que está irregular. Mas a gente quer trabalhar na legalidade, sem precisar conversar o tempo todo com a polícia e implorar pelo nosso ganha pão. Não dá simplesmente para proibir e dizer que vai multar e apreender as motos. Todo mundo aqui é trabalhador. A gente presta um serviço importante para a comunidade”, disse Cipó.

O grupo também vê com desconfiança a chegada da 99 Moto no setor, sem negociar com os motoqueiros da cidade para saber das necessidades da categoria.

Com 50 anos de idade e pai de dois filhos, Santos disse que há 4 anos o grupo não registra acidentes com passageiros em Perus.

“Todo mundo aqui é responsável. Quem corre com o passageiro ou tem conduta que não é a correta, a gente chama pra conversar e enquadra. Nesses quatro anos, não tivemos nenhum acidente com passageiro. Porque a segurança e a confiança são o nosso principal capital”, afirmou.

“A gente chega aonde taxista, uber ou os ônibus da prefeitura não vão. Subimos rua de terra, cheia de buracos, sem asfalto. Tem gente aqui que as vezes não tem dinheiro para nos pagar, mas precisa da corrida. A gente faz na camaradagem, porque a gente sabe quem é trabalhador e lá na frente vai nos pagar e continuar usando o serviço”, afirmou o mototaxista Cipó.

Com medo de represálias da prefeitura, eles não quiseram se deixar fotografar.

Opinião dos usuários

A base principal de clientes dos motociclistas vem do grupo do Whatsapp. Mas muitos moradores de Perus preferem chamar os motociclistas de maior confiança direito nos seus números pessoais.

É o caso da estudante Victória Gabriela, de 17 anos. Ela é moradora do bairro Recanto dos Humildes, um conjunto habitacional nascido nas imediações da estação de Perus.

A doméstica Maria Helena Pereira, de 65 anos, também elogia o trabalho dos motoqueiros.

“Eles sempre usam capacete, são bastante educados e respeitadores. Se a gente acha que tão indo muito rápido, a gente pede para diminuir e nenhum deles reclama. Para mim é uma mão na roda. E custa quase o mesmo que o ônibus, que aqui no bairro é lotado às 5h da manhã e demora pra chegar que só Deus na causa…”, afirmou.

Os mototaxistas de Perus se dizem insatisfeitos tanto com a gestão Nunes quanto com os representantes da 99 atualmente.

“Dois anos atrás, quando essa história da 99 Moto e do Uber começou, eles fizeram uma reunião com a gente querendo saber nossa opinião [sobre os aplicativos]. Sumiram e nunca mais apareceram. Mesma coisa o prefeito. Na campanha veio aqui no bairro duas vezes, andou no calçadão, fez promessas de nos ajudar. Acabou a eleição, ninguém viu mais”, disse Denis Santos.

Prefeitura de SP x 99 = apreensões

Até que a Justiça tome uma posição definitiva, a queda de braça entre a gestão Nunes e o aplicativo 99 taxi continua em São Paulo e já resultou na apreensão de pelo menos 106 motos flagradas em trabalho de transporte remunerado de passageiros até este domingo (19).

Desde a quinta-feira (16), o Departamento de Transportes Públicos (DPT), com apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), realiza operações para coibir a prática ilegal em dez pontos distribuídos por quatro regiões da cidade, a mando do prefeito de São Paulo.

“O transporte remunerado por moto via aplicativo é proibido por decreto municipal de 2023. O transporte individual de passageiros remunerado sem autorização do município é clandestino, conforme as leis 15.676/2012 e 16.344/2016. (…) Neste domingo, os agentes fiscalizaram 566 motocicletas. Para estabelecer a proibição desse tipo de transporte na capital, a Prefeitura se baseou em dados concretos sobre o aumento de sinistros, mortes e lesões com o uso de motocicletas na cidade”, disse a gestão municipal.

A Prefeitura afirma, ainda, que o crescimento de acidentes e mortes de motoqueiros na capital paulista é proporcional ao da frota, que teve um salto de 35% nos últimos dez anos, passando de 833 mil em 2014 para 1,3 milhão em 2024.

Na tarde desta sexta-feira (17), a Procuradoria Geral do Município (PGM) ingressou com uma ação civil pública em que pede multa diária de R$ 1 milhão por danos morais coletivos e crime de desobediencia contra a empresa 99.

Até a última atualização desta reportagem, a Justiça ainda não tinha se manifestado a respeito do pedido.

O que diz a 99 Moto

O aplicativo 99 diz, porém, que “a legalidade da operação da 99Moto está respaldada pela Lei nº 13.640, de 2018” e diz que “vai apoiar os motociclistas parceiros com os custos associados às apreensões ilegais realizadas durante as blitze da Prefeitura de São Paulo”.

Para solicitar análise e reembolso, os motoristas devem entrar em contato com a 99 pelo app, ir em “Central de Ajuda” e selecionar a opção “Recebi uma apreensão enquanto dirigia”.

“Os documentos necessários são: cópia da multa, informações bancárias completas, termo de acordo assinado, e documento social com foto (CNH ou RG). Em até cinco dias úteis, se procedente, o valor será depositado na conta informada”, afirmou.

A empresa também afirma que, caso o passageiro se sinta lesado, também poderá reportar para a plataforma para ter o dinheiro de volta.

Fonte: G1

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São PauloSaúde

Prefeitura de SP planeja fazer mutirão de cirurgias de menor complexidade para reduzir fila

por Redação 20 de janeiro de 2025

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou nesta sexta-feira (17) que a gestão municipal de São Paulo planeja fazer um mutirão de cirurgias de menor complexidade para tentar reduzir a fila de espera na rede pública.

Atualmente, 36 mil pacientes aguardam por uma cirurgia de baixa ou média complexidade na capital. A gestão afirmou que a meta é fazer cerca de 15 mil procedimentos nos próximos 100 dias e zerar a fila em até cinco meses.

O anúncio foi feito pelo prefeito durante uma agenda no Hospital Dia Cidade Ademar, na Zona Sul. O mutirão funcionará em 31 unidades de saúde, todos os dias.

Ainda de acordo com a prefeitura, o mutirão vai ser realizado nos Hospitais Dia, nas Amas de especialidades, nos ambulatórios de especialidades e nos hospitais municipais. O agendamento deverá ser feito diretamente nas unidades.

São consideradas cirurgias de baixa complexidade a retirada de cistos, nódulos, pintas, verrugas ou drenagem de abcessos, entre outros procedimentos.

Fonte: G1

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São Paulo

Casal que morreu em acidente de helicóptero deixa gêmeos e filha que sobreviveu à queda; viagens a SP eram frequentes

por Redação 17 de janeiro de 2025

O casal de empresários de Americana (SP), morto em uma queda de helicóptero na noite de quinta-feira (16), em uma área de mata em Caieiras, na Grande São Paulo, deixa três filhos: Bethina Feldman, que completou 12 anos nesta sexta (17) e sobreviveu à queda, além de dois gêmeos de 9 anos. André Feldman e a esposa, Juliana Alves Feldman, morreram no acidente.

O piloto da aeronave, ocupada por quatro pessoas, Edenilson de Oliveira Costa, também foi resgatado com vida. De acordo com assessores da família, as viagens para São Paulo eram muito frequentes.

André Feldman tinha 50 anos e era CEO da BIG Brazil International Games, que tem o licenciamento para operar no Brasil a marca norte-americana Caesars Sportsbook, uma das empresas de apostas conhecidas como “Bets”, e que está na lista das autorizadas pelo governo federal para atuar no país.

Já Juliana Elisa Alves Maria Feldman tinha 49 anos. Ela é formada em economia pela Fundação Armando Alvares Penteado e também é empresária, segundo informações de seu perfil no LinkedIn.

A aeronave pertence à empresa C & F Administração de Aeronaves LTDA, que tem como sócios o próprio André Feldman e Paulo Jose Converso. Ela é da fabricante Eurocopter France, modelo EC 130 B4, matrícula PRWVT.

Segundo o sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave estava com operação negada para táxi aéreo (transporte comercial de passageiros), mas com situação de aeronavegabilidade “normal”. Isso significa que o avião poderia ser usado normalmente para uso particular do dono.

O prefeito de Americana, Chico Sardelli, publicou uma nota de pesar em homenagem às vítimas. “Dois americanenses que se despedem de maneira trágica e que deixarão um legado de trabalho, dedicação e amizade. Que Deus possa confortar os corações enlutados dos familiares e amigos nesse momento de dor”, diz o texto.

O socorro às vítimas foi mostrado ao vivo pela repórter Larissa Calderari, do Globocop, da TV Globo (veja vídeo acima). Por conta do trabalho dos socorristas, há uma interdição de ao menos uma faixa no km 30 da Rodovia dos Bandeirantes, no sentido interior. No momento do resgate do piloto, uma fila de carros de cerca de 2 quilômetros se formou no local.

Decolagem
O helicóptero saiu do Campo de Marte na noite de quinta-feira, por volta das 19h30, com destino a cidade de Americana. Ele fez uma parada em um heliponto no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste.

O tempo na Zona Norte de São Paulo na hora da decolagem era muito ruim. Segundo o Corpo de Bombeiros, às 23h28 foi recebida uma chamada de desaparecimento da aeronave. O sinal de GPS sumiu por volta de 20h34.

A aeronave caiu na região do Morro do Tico-Tico, nas proximidades do Conjunto Habitacional Nosso Teto, em Caieiras.

Equipes dos bombeiros, da Defesa Civil, dois helicópteros águia da Polícia Militar e um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) foram enviados para o local.

Fonte: G1

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São PauloAplicativo de Transporte

Após fim do prazo dado pela prefeitura, 99 continua a oferecer moto por aplicativo

por Redação 17 de janeiro de 2025

O serviço 99 Moto continua funcionando normalmente na noite desta quinta-feira (16) mesmo com o fim do prazo de 24 horas dado pela prefeitura para que a 99 retirasse da plataforma a opção de transporte por motos. A empresa diz que tem amparo legal para seguir operando.

Como não houve a suspensão do serviço, o prefeito Ricardo Nunes entrou com outro recurso na Justiça solicitando a suspensão imediata do serviço. 18 motos foram apreendidas pelo Executivo (veja mais abaixo).

Até as 9h desta quinta tinham sido feitas 50 mil corridas na cidade de SP. Os locais que mais acionaram o serviço foram:

Zona Leste: Rua Salvador GIanetti, nas imediações da estação Guaianases da CPTM
Zona Sul: Praça Ricardo Martini, nas proximidades da estação Capão Redondo do metrô
Zona Oeste: Praça João de Deus Veras, Jaguaré (achamos que o fluxo se deve à proximidade com Osasco e também se deve a um grande condomínio residencial no local (pode ser fluxo de prestadores de serviço)
Zona Norte: Estação Tucuruvi do metrô, em frente e ruas adjacente
Por volta das 16h desta quinta, poucas horas para o fim do prazo, a reportagem da TV Globo pediu uma corrida de Santo Amaro para o Autódromo de Interlagos pelo aplicativo. Sete minutos depois chegou o motociclista Edmilson da Silva Alves, que explicou como faz para acomodar a caixa de entrega e o passageiro.

“Quando é passageiro, a gente anda com o capacete aqui, pede pra eles colocar a mochila nas costas e nós levamos ele”, afirma.

A TV Globo perguntou sobre o treinamento que a 99 diz oferecer para os motociclistas. Ele afirmou que ainda não havia feito.

Outra corrida foi solicitada pela reportagem e chegou o motociclista Bruno Gian Vitale. Ele contou que já fez os treinamentos oferecidos pelo aplicativo, mas acha que faltam outras regras para ter mais segurança.

“Geralmente é via internet, é online e tal. Eu acho que os aplicativos tinham que ter uma idade para trabalhar com pessoas, acima de 21, acima de 25. Ter no mínimo 5 anos de habilitação, porque hoje em dia moleque de 18 anos tira carta e está transportando gente sem experiência nenhuma”.

Além do treinamento, a 99 diz que para a segurança de motociclistas e passageiros monitora as corridas em tempo real, atua contra a direção perigosa, faz alertas sobre excesso de velocidade e mantém uma central emergencial disponível 24 horas.

Larissa Nayara Souza Oliveira conta que nada disso funcionou. Em maio do ano passado, em Osasco, Grande São Paulo, ela pegou uma corrida pela 99 moto que terminou em um acidente.

“Eu solicitei o 99, eu estava indo a trabalho, pedi uma moto. Peguei um cara que estava meio correndo. Não sei se ele perdeu o controle, porque foi muito rápido. Quando eu fui ver eu já estava no chão, toda machucada, ralada, perna quebrada e fora que eu tenho uma deficiência na perna e acabei quebrando a perna da deficiência. Fui socorrida muito rápida pelo Samu”.

“No dia do acidente, ele ainda me cobrou a corrida. Eu estava dentro da ambulância e ele falou: ‘vou finalizar a corrida’, sendo que ele poderia ter reportado que a gente teve um acidente. Ele não reportou e ainda me cobrou”.

Não foi só o motociclista que não prestou socorro. Oitos meses se passaram e até hoje ela, sequer, conseguiu falar com a empresa responsável pelo aplicativo.

“Eles não entram em comunicação com a gente e a gente também não consegue entrar em contato com eles, porque eles não têm e-mail, só pelo aplicativo e ali ninguém reporta nada porque é só um eletrônico que fala com você”.

Na internet, numa página especializada em reclamações de consumidores, há vários relatos de problemas enfrentados pelos passageiros do 99 Moto. Entre eles, dificuldade para acionar o seguro, dificuldade para entrar em contato com o aplicativo depois de um acidente, direção perigosa, falta de assistência.

Em nota, a 99 disse que reconhece que houve um erro por parte da empresa e que irá entrar em contato com Larissa. Sobre as reclamações dos usuários, a empresa afirma que precisa melhorar a central de atendimento, mas que procura responder a todas reclamações.

Tentativa de suspender serviço

Desde terça-feira (14), a prefeitura da capital tenta suspender o serviço. Nesta quinta, o prefeito Ricardo Nunes, do MDB, afirmou que pediu ajuda para o governo chinês, de onde é a empresa dona do aplicativo.

“Além disso, a nossa Secretaria de Relações Internacionais tem falado com o cônsul da China sobre a nossa preocupação com uma empresa chinesa descumprindo as regras legais do município e também descumprindo uma decisão judicial”.

O diretor de comunicação da 99 reafirmou que tem respaldo legal pra manter o serviço.

“A 99 moto está funcionando normalmente durante o dia todo. Inclusive, a gente registrou números mais elevados de utilização da 99 Moto. Somando o primeiro e o segundo dia chegou a 50 mil corridas completas. Então, a gente continua operando normalmente baseados na lei federal, nas leis federais, que respaldam a nossa operação e legitimam a nossa operação em 3.300 cidades onde a gente já opera. E o nosso entendimento é que a gente pode continuar operando baseados nessa legislação”, afirma Bruno Rossini, diretor de comunicação da 99.

Ainda de acordo com a prefeitura, nesta quinta-feira (16) foi intensificada a fiscalização contra o transporte clandestino de passageiros por motocicletas realizado por aplicativo.

“Até o fim da tarde, haviam sido apreendidos 18 mototáxis prestando serviço irregular por meio do aplicativo da empresa 99 (7 na Zona Sul, 5 na Zona Leste, 4 na Zona Norte e 2 na Zona Oeste) na operação realizada pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP), com auxílio da Guarda Civil Metropolitana, em todas as regiões da cidade”, diz a nota.

Acidentes
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, nesta terça-feira (14), 87 pacientes estavam internados em hospitais da rede municipal esperando cirurgia por trauma causado por acidente de moto.

No ano passado, cerca de 10 motociclistas foram internados por dia, na capital, por causa de acidentes de trânsito.

Diogo Lemos, do Instituto Bloomerg, afirma que esse custo deve ser levado em conta quando a empresa divulga apenas o que a nova atividade pode gerar de receita para a cidade.

“Existem partes que têm que aparecer nessa equação. A empresa fala no aumento da eficiência pensando no tempo de deslocamento das pessoas e no custo que esse transporte vai ter para os passageiros, movimentando a economia. Mas, existe uma parte invisível nesta conta que é os custos com as vítimas que esse meio de transporte gera, tanto dos custos de saúde com atendimento a elas, quanto com custos previdenciários em apoio as vítimas que se lesionaram gravemente no trânsito que, por exemplo, não conseguem mais usufruir da sua força de trabalho”.

Decisão da Justiça

Nesta quarta, a Justiça de São Paulo negou o pedido liminar da 99 para anular a notificação emitida na terça-feira (14). A empresa informou, no entanto, que a operação será mantida (leia mais abaixo).

A decisão foi resposta a um mandado de segurança impetrado pela 99.

Na decisão, o juiz Josué Vilela Pimentel, da 8ª Vara da Fazenda Pública, considerou que o decreto publicado em 2023, por Nunes, já proibe o serviço em São Paulo.

O magistrado também pontuou que o grupo de trabalho, criado pela gestão do emedebista para analisar os riscos dessa modalidade de transporte, concluiu que “não recomenda a implantação do transporte por motocicletas em viagens acionadas através de aplicativos na urbe”.

Divulgado nesta quarta, o relatório ainda destaca que o trânsito na capital tem suas particularidades e “não pode ser comparado ao de qualquer outro município do país”.

Em nota, a empresa de tecnologia informou que “a decisão do juiz da 8ª Vara da Fazenda Pública negou liminar por entender que não existe, hoje, ameaça concreta da Prefeitura contra o serviço da 99Moto.

O magistrado não analisou o mérito sobre a legalidade do serviço, que é plenamente amparado pela legislação federal. Por isso, a modalidade continuará operando normalmente na cidade. A empresa recorrerá ao Tribunal de Justiça de São Paulo para garantir os direitos da empresa e de seus motoristas e usuários”.

Mais cedo, a 99 explicou que ingressou na Justiça com um mandado de segurança para “proteger os direitos da empresa e de seus passageiros e motociclistas diante das ameaças da Prefeitura de São Paulo contra o funcionamento, legal, do serviço”.

“Esse entendimento é corroborado por 20 decisões judiciais em todo o Brasil. A companhia segue aberta ao diálogo com a Prefeitura para colaborar com uma futura regulamentação que esteja dentro da competência do Poder Municipal, como sempre estivemos”, afirmou a empresa.A administração municipal fundamentou o pedido de suspensão citando o Decreto Municipal 62.144, de 6 de janeiro de 2023, assinado pelo próprio Nunes, que suspende “temporariamente a utilização de motocicletas para a prestação do serviço de transporte individual remunerado de passageiros por meio de aplicativos”.

No entanto, o texto do decreto é extremamente sucinto — não informa o prazo da suspensão, tampouco lista possíveis punições em caso do descumprimento. Não há informação também de como vão suspender o serviço ou apreender motos.

Diante dessa medida da prefeitura, a 99 também disse que impetrou um mandado de segurança na 8ª Vara de Fazenda Pública e pediu para que o ato da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) seja declarado nulo.

A empresa de tecnologia argumenta que o Comitê Municipal de Uso Viário, órgão da prefeitura, está contrariando o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao tema, o que seria um ato coator e inconstitucional.

“O transporte remunerado privado individual de passageiros é uma modalidade que, desde 2018, está prevista no inciso X do art. 4º da Política Nacional de Mobilidade Urbana. A oferta de viagens nesta modalidade pode se dar tanto por meio de automóveis como por motocicletas, como já ocorre em todas as capitais de estado e em numerosas cidades do país e como tem reconhecido, de forma reiterada, a jurisprudência de diversos tribunais brasileiros”, destaca a 99 em sua petição.

Ainda na manhã desta terça (14), Nunes vociferou contra a disponibilidade do serviço em São Paulo:

Segundo o prefeito, a cidade não está preparada para o impacto que haverá na segurança no trânsito.

A vereadora Renata Falzoni e a deputada federal Tabata Amaral, ambas do PSB, protocolaram em conjunto ofícios encaminhados ao prefeito Ricardo Nunes e ao diretor de operações da 99.

Os documentos pedem esclarecimentos e sugerem o diálogo para discutir e, eventualmente, construir coletivamente uma regulação para o serviço de mototáxi na capital.

Entre os questionamentos feitos à 99, estão: existência de parâmetros para identificar excesso de velocidade, medidas para mitigar sinistros de trânsito e os critérios para seleção dos condutores de motocicletas.

Entre os questionamentos feitos à prefeitura, estão: existência de estudos sobre transporte de passageiros por moto na capital, fiscalização em relação a sinistros de trânsito e efetividade da faixa azul para motociclistas, apontada pela gestão Nunes como uma grande medida para evitar acidentes.

99 Moto

O serviço de mototáxi da 99 está presente em mais de 3.300 municípios no Brasil, mas a empresa sempre admitiu que São Paulo era a praça mais desejada para a implantação desse serviço, em virtude do grande fluxo de viagens que o transporte por carro proporciona de receita para a empresa e o setor em geral.

O impacto econômico estimado pela empresa com o novo modal é de R$ 1 bilhão no PIB brasileiro, R$ 28 milhões em arrecadação de impostos para a cidade e a geração de 13 mil empregos diretos e indiretos, segundo estimativas que a 99 afirma virem da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Passageiros e motoristas também são impactados. Os primeiros poderão economizar R$ 2,5 mil anuais em custos de mobilidade. Já para os motociclistas, será uma nova oportunidade de ganhos – em nossas operações em outras cidades vimos aumentos de até 40% em seus ganhos, reforçando o potencial de renda e desenvolvimento econômico que a modalidade traz para a cidade”, afirma o aplicativo.

“A 99Moto chega à maior cidade da América Latina com segurança como compromisso inegociável. A implantação gradual fora da zona de rodízio e as tecnologias de prevenção de velocidade e direção perigosa garantem a confiabilidade necessária para que os paulistanos possam aproveitar deste modal que já ajuda a vida de milhões de brasileiros no país todo”, declarou Ribeiro.

Fonte: G1

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São Paulo

Helicóptero cai na cidade de Caieiras, na Grande SP; piloto e criança são resgatados com vida; buscas continuam

por Redação 17 de janeiro de 2025

Um helicóptero caiu na noite desta quinta-feira (16) em uma área de mata fechada na cidade de Caieiras, na Grande São Paulo.

Quatro pessoas estavam a bordo, segundo os bombeiros. A aeronave foi localizada por volta das 6h15 desta sexta-feira (17).

As buscam continuam para localizar a mãe da jovem.

O socorro às vítimas foi mostrado ao vivo pela repórter Larissa Calderari, do Globocop, da TV Globo. O nome do piloto resgatado é Edenilson de Oliveira Costa.

Informações do local dão conta que a menina era filha do casal que também estava no helicóptero. As buscas pelos pais dela continuam.

Por conta do trabalho dos socorristas, há uma interdição de ao menos uma faixa no km 30 da Rodovia dos Bandeirantes, no sentido interior.

No momento do resgate do piloto, uma fila de carros de cerca de 2 km se formou no local.

O helicóptero saiu do Campo de Marte na noite de quinta-feira (17), por volta das 19h30, com destino a cidade de Americana, no interior de São Paulo. Ele teria feito uma parada no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste.

O tempo na Zona Norte de São Paulo na hora da decolagem era muito ruim.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o desaparecimento aconteceu por volta das 23h28, quando foi recebida uma chamada para o assunto. O sinal de GPS sumiu por volta de 20h34.

A aeronave caiu na região do Morro do Tico-Tico, nas proximidades do Conjunto Habitacional Nosso Teto, em Caieiras.

Equipes dos bombeiros estão na região, além da Defesa Civil e dois helicópteros águia da Polícia Militar, além de um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB). As aeronaves trabalham coordenadas para socorrer os feridos.

O helicóptero que caiu pertence à empresa C & F Administração de Aeronaves LTDA, cujos sócios são os empresários e administradores são André Feldman e Paulo Jose Converso.

A aeronave é da fabricante Eurocopter France, modelo EC 130 B4, matrícula PRWVT.

Fonte: G1

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São Paulo

Fã de 12 anos que devolveu relógio de MC Ryan SP usa recompensa para quitar carro: ‘Honrar pai e mãe’

por Redação 16 de janeiro de 2025

O fã que ganhou um PIX de R$ 10 mil do MC Ryan SP como forma de agradecimento por ter encontrado e devolvido um relógio perdido em Bertioga, no litoral de São Paulo, usou parte do dinheiro para quitar o carro da mãe. Ao g1, Fagner Junior, de apenas 12 anos, contou que o funkeiro realizou o sonho dele de “honrar pai e mãe”.

O relógio escapou do pulso do cantor e foi encontrado pelo adolescente durante uma apresentação no último dia do festival Verão é Show. Conforme apurado pelo g1, o acessório é da marca Richard Mille, que tem modelos que começam em R$ 300 mil e podem ultrapassar os R$ 20 milhões.

Fagner contou que em nenhum momento passou pela cabeça vender o relógio. Então, assim que viu nas redes sociais que o acessório era do artista, foi devolvê-lo por meio do influenciador digital Buzeira, que tem uma casa em Riviera de São Lourenço.

Após a devolução, o adolescente conseguiu contato com o MC Ryan SP pelo Instagram e o funkeiro perguntou se o sonho dele era ganhar um celular ou um videogame. Fagner preferiu que o presente fosse em dinheiro para conseguir quitar o carro da mãe, Charlene Muquem.

O menino contou que a mãe pagava as parcelas do veículo do modelo Fox há aproximadamente seis anos. Por este motivo, assim que recebeu o PIX de R$ 10 mil, foi com os pais até uma instituição bancária para quitar a dívida.

Com o dinheiro que sobrou, Fagner distribuiu cestas básicas para os moradores do bairro onde mora e ainda pretende comprar algumas roupas.

Sucesso na web
O menino já ganhou mais de 200 mil seguidores no perfil @fagner_jr_souza após devolver o relógio. Fagner afirmou que ficou assustado com a grande quantidade de notificações que recebeu no celular, mas pretende seguir com a carreira de influenciador digital.

O g1 entrou em contato com a assessoria do MC Ryan SP, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Relembre o caso

Nas redes sociais, o artista contou que jogava ‘toalhinhas’ para os fãs quando o relógio escapou do pulso e caiu no meio da multidão, no sábado (11). O adolescente, que assistia ao show perto do palco, sem querer tropeçou no relógio no chão.

Ao chegar em casa, o menino viu o funkeiro usando o acessório nas publicações do influenciador digital Buzeira e foi até ele para entregar o acessório no domingo (12).

“Não é todo mundo que faz isso não, mano. Pegar um relógio desse, você [menino] nem procurou saber para vender. O Ryan estava procurando […] Ele [cantor] vai ficar feliz”, afirmou o influenciador digital.

Recompensa
Buzeira disse ao adolescente que a “honestidade não se compra”, mas ressaltou que ele merecia uma recompensa. O influenciador deu aproximadamente R$ 500 para o menino e informou que iria pedir para o MC Ryan SP dar um presente também.

O adolescente conseguiu contato com o MC Ryan SP pelo Instagram e o funkeiro perguntou se o sonho dele era ganhar um celular ou um videogame. O menino preferiu que o presente fosse em dinheiro e recebeu um PIX de R$ 10 mil.

MC Ryan SP brincou que o adolescente “não imaginava o que estava no pulso” e demonstrou admiração pela atitude dele. “C***, mlk [moleque]. Você é f […] Parabéns pela honestidade”, disse o funkeiro ao menino.

Fonte: G1

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São PauloCracolândia

Defensoria recomenda à Prefeitura de SP a retirada de muro e gradis da Cracolândia; MP apura

por Redação 16 de janeiro de 2025

A Defensoria Pública de São Paulo emitiu um ofício na tarde desta quarta-feira (15) recomendando que a Prefeitura retire os gradis, o muro e qualquer barreira física colocada na Rua dos Protestantes, na Cracolândia, que impeça a livre circulação de pessoas em vias e espaços públicos sem qualquer justificativa legal.

O ofício foi emitido após a reportagem publicada pelo g1 sobre o muro de 40 metros de extensão que foi levantado há seis meses e cerca, em conjunto com os gradis, um triângulo entre as ruas Protestantes, Gusmões e General Couto Magalhães, na região da Santa Ifigênia.

A gestão Nunes afirma que o muro não é usado para confinamento dos frequentadores, no entanto, eles são aglomerados atrás da estrutura de concreto.

Na recomendação, é reforçado que as barreiras impedem a “livre circulação das pessoas, o acesso à água potável e banheiros e que tal estratégia já foi adotada em outras oportunidades e não há qualquer comprovação de sua eficiência para atingir os objetivos declarados de melhor atender os usuários”.

A ação da prefeitura também é classificada pelo órgão como uma arquitetura hostil, que tem como objetivo afastar a população em situação de rua do local, que passam a ser isoladas no espaço, configurando uma prática discriminatória.

Nesta quarta, o Ministério Público de São Paulo informou que a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo de Capital vai apurar o caso.

A Defensoria também afirma que no dia 9 de dezembro do ano passado, questionou a gestão sobre os gradis e foi respondido que eles se faziam necessários para “segurança dos usuários e bem-estar da população local”. E requisitou uma cópia do procedimento administrativo que “culminou no ato administrativo executivo de colocação de gradis/muros na Cracolândia situada no centro histórico da Cidade de São Paulo, a fim de verificar sua legalidade e motivação.”

Além de recomendar a retirada do muro e dos gradis, a Defensoria também questiona:

se foram verificadas outras medidas menos gravosas, em relação à colocação de gradis móveis e à decorrente restrição da liberdade de locomoção e de permanência de pessoas em espaço público, para a obtenção dos objetivos declarados?
se verificado o aumento do número de abordagens e encaminhamentos realizados após a instalação dos gradis/muros?
para quais serviços são encaminhadas as pessoas que são abordadas na cena aberta de uso? Quantas pessoas foram encaminhadas para o HUB? Quantas pessoas foram encaminhadas para centros de acolhida? Quantas foram encaminhadas para CAPS AD IV? Após a abordagem e encaminhamento, qual o seguimento e acompanhamento realizado pela Prefeitura? Há um mapeamento para saber se as pessoas, efetivamente, vão para os locais para os quais foram encaminhadas e, caso necessitem, recebam tratamento de saúde? Como ele é realizado?

A Defensoria deu o prazo de 10 dias para a prefeitura responder aos questionamentos.

Em nota, a prefeitura informou que assim que receber o ofício, ele será analisado pelas áreas envolvidas e respondido (leia a íntegra mais abaixo).

Relatório

Em um relatório feito em junho, logo após a construção do muro, a Defensoria chamou a área cercada por um muro e gradis na Cracolândia, no Centro, de “curral humano” e descreveu que os usuários eram escoltados por viaturas da Guarda Civil Metropolitana e direcionados para a área cercada em grupos.

Um vídeo gravado por agentes da Defensoria mostra uma viatura seguindo um grupo, até que um homem começa a gritar que está “sendo tratado igual bicho”. Dois agentes saem da viatura e se aproximam dele. (veja acima)

O relatório ainda menciona truculência e agressão por parte dos agentes.

O muro

Os usuários ficam aglomerados atrás do muro, em uma área formada pela Rua dos Protestantes e a Rua dos Gusmões, que são cercadas pela gestão municipal com gradis.

A prefeitura argumenta que a construção, dentre outras medidas, ocorreu para melhorar o atendimento dos usuários, garantir mais segurança para as equipes de saúde e assistência social e facilitar o trânsito de veículos na região.

A administração municipal diz ainda que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve redução, na média, de 73,14% de pessoas no local.

Em junho de 2024, quando o muro de concreto já estava em pé, a prefeitura instalou gradis e delimitou ainda mais o espaço de usuários. Na época, o g1 publicou uma reportagem sobre os gradis. O uso do gradil foi decidido durante reunião entre agentes estaduais e municipais das áreas da saúde, assistência social e segurança.

Ativista fala em ‘campo de concentração de usuários’
Para um representante do coletivo Craco Resiste, no entanto, o muro fecha “um triângulo no fluxo” e cria um “campo de concentração de usuários”.

Para entrar no cerco, eles passam por revistas, que seriam para retirar coisas ilícitas, segundo ativistas.

Para Roberta Costa, da Craco Resiste, o muro foi levantado para manter os usuários no espaço e “cobrir” a visão da Cracolândia para quem passa de carro pela Rua General Couto Magalhães.

“A gente vive hoje na cidade uma cena absurda e bizarra de violência contra as pessoas que estão desprotegidas socialmente. É uma coisa que não vem de agora, já faz muitos anos que o poder público viola essas pessoas”, critica.

Na avaliação dela, a situação só piorou. “O que a gente viu acontecer no ano passado está num nível muito bizarro, que, inclusive, parece visualmente um campo de concentração”, diz.

Roberta afirma que o muro “encarcerou” os usuários, e os movimentos de direitos humanos são impedidos de entrar na área para prestar serviço a eles. Ela conta que tentaram fazer uma ação de Natal no dia 22 de dezembro com frutas, comida e arte, mas foram impedidos de se aproximar dos usuários.

De acordo com os documentos da Subprefeitura da Sé, o muro começou a ser erguido no final de maio e foi concluído no final de junho. O aceite definitivo da obra pela subprefeitura, feito após a inspeção do local, ainda não aconteceu, segundo o processo administrativo.

Usuários se espalham
Enquanto houve redução de pessoas no fluxo da Cracolândia, outras regiões da capital registraram o surgimento de aglomerações de dependentes químicos.

São os casos da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul da capital, e da Rua Doutor Avelino Chaves, na Vila Leopoldina, Zona Oeste.

Atualmente, na região central da cidade, o fluxo confinado pelo muro na Rua dos Protestantes é considerado o único ativo.

Reportagem da TV Globo mostrou que a média diária de usuários presentes no período da manhã foi de 511, em 2023, para 144, em 2024. Já à tarde e à noite, a média caiu de 467 para 149 pessoas.

Embora tenha diminuído a quantidade de pessoas nesse ponto, não houve queda no número de usuários.

Uma das maneiras de medir o uso de drogas por região é o nível de atendimento no hub de cuidados em crack e outras drogas, que é administrado pelo governo estadual.

Segundo o diretor da unidade do Centro, Quirino Cordeiro, a quantidade de dependentes, na verdade, só tem aumentado.

O que diz o contrato de construção do muro
No contrato, a obra é descrita para “a construção de muros de fechamento parcial do imóvel localizado na Rua General Couto Magalhães, esquina com a Rua dos Protestantes”. O imóvel em questão parece estar abandonado.

O contrato foi fechado em 15 de abril de 2024. A empresa beneficiada pela contratação é a Kagimasua Construções Ltda., com sede na região.

O contrato foi precedido de licitação na modalidade concorrência. A Kagimasua ofereceu o menor valor para a construção do muro.

A concorrência foi aberta em fevereiro de 2024. Diversas empresas participaram do pregão com lances acima de R$ 100 mil, mas somente a Kagimasua teve a proposta negociada, segundo dados do Portal da Transparência.

A via mencionada fica em uma das áreas mais policiadas da cidade, onde estão localizados o Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc), o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o Comando Geral da Guarda Civil Metropolitana (GCM), três batalhões da Polícia Militar, um batalhão da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e duas delegacias.

Fonte: G1

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São Paulo

Prefeitura de SP dá 24 horas para 99 excluir opção de moto por aplicativo, mas não fala sobre punição em caso de desacato

por Redação 16 de janeiro de 2025

A Prefeitura de São Paulo determinou que a empresa 99 exclua em 24 horas a opção de moto por aplicativo de sua plataforma. A ordem foi emitida nesta quarta-feira (15), por meio de notificação do Comitê Municipal de Uso Viário, horas após a Justiça negar pedido liminar da 99 para que o decreto municipal que proíbe a atividade fosse considerado nulo.

No entanto, a gestão Ricardo Nunes (MDB) não cita nenhum tipo de punição caso a empresa de tecnologia decida seguir com o serviço ativo.

Procurada pelo g1, a 99 afirmou que “a modalidade continuará operando normalmente na cidade”.

Assinado em 2023, o decreto que embasa a determinação da prefeitura trata da suspensão temporária da “utilização de motocicletas para a prestação do serviço de transporte individual remunerado de passageiros por meio de aplicativos”.

Mas o texto é extremamente sucinto, não informa o prazo da suspensão e não lista possíveis punições em caso do descumprimento.

No início da noite, a prefeitura informou que apreendeu três motocicletas que faziam transporte de passageiros via aplicativo. Para justificar a medida, a prefeitura se baseou na lei 15.676/2012, que proíbe “o transporte remunerado individual de passageiros sem que o veículo esteja autorizado para esse fim”.

O advogado Caio Fink, sócio da área de Contratos do Machado Associados, diz que a jurisprudência também desempenha um papel relevante nessa questão. “Embora trate especificamente de carros, o Tema 967 do STF reforça que restrições a serviços de transporte por aplicativos contrariam o princípio da livre iniciativa, servindo como referência para a discussão”.

Para o professor de direito administrativo André Rosilho, da FGV, não cabe à prefeitura autorizar ou não a atividade, mas fiscalizar o serviço. “Ela já está autorizada pela legislação federal, é uma atividade econômica livre. Ela tem uma redação um pouco aberta, mas a única maneira de interpretá-la de acordo com a Constituição é a de que o poder municipal deve fiscalizar a atividade — se o motociclista está usando capacete, andando na via de modo correto, se anda na contramão”, apontou.

“O desafio está em compatibilizar a proteção à segurança com a promoção de serviços que ampliem o acesso à mobilidade, respeitando tanto os interesses dos usuários quanto os direitos econômicos de empresas e trabalhadores. O desfecho dessa questão exigirá uma análise cuidadosa para equilibrar esses valores no contexto urbano”, ponderou Fink.

Decisão da Justiça
Nesta quarta, a Justiça de São Paulo negou o pedido liminar da 99 para anular a notificação emitida na terça-feira (14). A empresa informou, no entanto, que a operação será mantida (leia mais abaixo).

A decisão foi resposta a um mandado de segurança impetrado pela 99.

Na decisão, o juiz Josué Vilela Pimentel, da 8ª Vara da Fazenda Pública, considerou que o decreto publicado em 2023, por Nunes, já proibe o serviço em São Paulo.

O magistrado também pontuou que o grupo de trabalho, criado pela gestão do emedebista para analisar os riscos dessa modalidade de transporte, concluiu que “não recomenda a implantação do transporte por motocicletas em viagens acionadas através de aplicativos na urbe”.

Divulgado nesta quarta, o relatório ainda destaca que o trânsito na capital tem suas particularidades e “não pode ser comparado ao de qualquer outro município do país”.

Em nota, a empresa de tecnologia informou que “a decisão do juiz da 8ª Vara da Fazenda Pública negou liminar por entender que não existe, hoje, ameaça concreta da Prefeitura contra o serviço da 99Moto. O magistrado não analisou o mérito sobre a legalidade do serviço, que é plenamente amparado pela legislação federal. Por isso, a modalidade continuará operando normalmente na cidade. A empresa recorrerá ao Tribunal de Justiça de São Paulo para garantir os direitos da empresa e de seus motoristas e usuários”.

Mais cedo, a 99 explicou que ingressou na Justiça com um mandado de segurança para “proteger os direitos da empresa e de seus passageiros e motociclistas diante das ameaças da Prefeitura de São Paulo contra o funcionamento, legal, do serviço”.

“Esse entendimento é corroborado por 20 decisões judiciais em todo o Brasil. A companhia segue aberta ao diálogo com a Prefeitura para colaborar com uma futura regulamentação que esteja dentro da competência do Poder Municipal, como sempre estivemos”, afirmou a empresa.

A administração municipal fundamentou o pedido de suspensão citando o Decreto Municipal 62.144, de 6 de janeiro de 2023, assinado pelo próprio Nunes, que suspende “temporariamente a utilização de motocicletas para a prestação do serviço de transporte individual remunerado de passageiros por meio de aplicativos”.

No entanto, o texto do decreto é extremamente sucinto — não informa o prazo da suspensão, tampouco lista possíveis punições em caso do descumprimento. Não há informação também de como vão suspender o serviço ou apreender motos.

Diante dessa medida da prefeitura, a 99 também disse que impetrou um mandado de segurança na 8ª Vara de Fazenda Pública e pediu para que o ato da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) seja declarado nulo.

A empresa de tecnologia argumenta que o Comitê Municipal de Uso Viário, órgão da prefeitura, está contrariando o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao tema, o que seria um ato coator e inconstitucional.

“O transporte remunerado privado individual de passageiros é uma modalidade que, desde 2018, está prevista no inciso X do art. 4º da Política Nacional de Mobilidade Urbana. A oferta de viagens nesta modalidade pode se dar tanto por meio de automóveis como por motocicletas, como já ocorre em todas as capitais de estado e em numerosas cidades do país e como tem reconhecido, de forma reiterada, a jurisprudência de diversos tribunais brasileiros”, destaca a 99 em sua petição.

Ainda na manhã desta terça (14), Nunes vociferou contra a disponibilidade do serviço em São Paulo:

Segundo o prefeito, a cidade não está preparada para o impacto que haverá na segurança no trânsito.

A vereadora Renata Falzoni e a deputada federal Tabata Amaral, ambas do PSB, protocolaram em conjunto ofícios encaminhados ao prefeito Ricardo Nunes e ao diretor de operações da 99.

Os documentos pedem esclarecimentos e sugerem o diálogo para discutir e, eventualmente, construir coletivamente uma regulação para o serviço de mototáxi na capital.

Entre os questionamentos feitos à 99, estão: existência de parâmetros para identificar excesso de velocidade, medidas para mitigar sinistros de trânsito e os critérios para seleção dos condutores de motocicletas.

Entre os questionamentos feitos à prefeitura, estão: existência de estudos sobre transporte de passageiros por moto na capital, fiscalização em relação a sinistros de trânsito e efetividade da faixa azul para motociclistas, apontada pela gestão Nunes como uma grande medida para evitar acidentes.

Início do 99 Moto na capital

Na manhã desta terça (14), a 99 disponibilizou em seu aplicativo a opção de transporte de passageiros por moto. O serviço já é uma realidade em cidades da Grande São Paulo e em capitais como Salvador.

A Prefeitura tem um decreto do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que proíbe o serviço de mototáxi na cidade desde 2023.

A 99 diz que o 99Moto é um serviço de transporte privado por aplicativo em motocicleta autorizado pela Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), Lei nº 12.587, de 2012. O trecho sobre aplicativos foi incluído pela Lei nº 13.640, de 2018. As leis estão vigentes.

Já o mototáxi é regulado pela Lei Federal 12.009 de 2009 e foi criado e regulamentado como uma espécie de concessão da prefeitura, semelhante ao que ocorre com os alvarás dos táxis, portanto é um transporte público.

A empresa afirmou que a prefeitura não pode, por exemplo, apreender as motos.

O anúncio do início do serviço foi feito em comunicado enviado à imprensa, em que a companhia diz que o serviço 99Moto começou a ser implantando de forma gradual na cidade às 9h, fora do Centro expandido.

A primeira viagem foi realizada entre o bairro Rio Pequeno, na Zona Oeste, até o Osasco Plaza Shopping, na cidade vizinha à capital paulista. Segundo a empresa, a viagem teve percurso de 6,8 km feito em 12 minutos. O valor da corrida foi de R$ 10.

Política nacional

A 99 argumenta que tem respaldo na Política Nacional de Mobilidade Urbana para implantar o serviço.

“A legislação estabelece que as prefeituras podem regulamentar e fiscalizar a atividade com exigências específicas, mas não podem proibi-la. Já existem mais de 20 decisões judiciais confirmando esse entendimento, que é confirmado também pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em decisão de repercussão geral”, afirmou a 99 em comunicado.

A empresa ressaltou ainda que, “desde 2018, a lei federal que estabelece a Política Nacional de Mobilidade Urbana permite o serviço de transporte individual privado de passageiros mediado por aplicativos, tanto para carros quanto para motos”.

Durante evento de entrega de apartamentos de um conjunto habitacional na Zona Sul da cidade, Nunes afirmou que o serviço “vai ser uma carnificina na cidade” e pediu para que os paulistanos não utilizem o serviço.

No mês de dezembro, a gestão Nunes já havia enviado nota para o g1 dizendo que não havia autorização para a 99 ou qualquer outro aplicativo oferecer o serviço na cidade.

“A Prefeitura de São Paulo, por meio do Comitê Municipal de Uso do Viário (CMUV), informa que não há autorização para mototáxi ou aplicativo realizarem o transporte de passageiros por motocicleta na cidade de São Paulo”, informou à época.

E acrescentou que o “Decreto 62.144/23 do prefeito Ricardo Nunes, publicado em 7 de janeiro de 2023, suspendeu temporariamente o serviço de mototáxi e de transporte de passageiros por moto via aplicativo, em razão da preocupação envolvendo a segurança e a saúde da população de São Paulo no viário urbano e o impacto no sistema público de saúde”.

Em nota enviada nesta terça-feira (14), a gestão municipal voltou a afirmar que a 99 “não tem autorização para usar motocicletas no transporte de passageiros na cidade” e que “trata-se de uma ação ilegal e irresponsável por parte da empresa, que descumpre decreto assinado pelo prefeito Ricardo Nunes”.

Segundo a prefeitura, o CMUV também notificou a 99 nesta terça-feira. No documento, o colegiado determina “a imediata suspensão/interrupção de qualquer atividade relativa ao clandestino serviço de utilização de motociclistas para o transporte individual remunerado de passageiros por meio de aplicativos nesta cidade”.

“A decisão da 99 segue na contramão do trabalho realizado pela atual gestão, que inovou ao implantar a Faixa Azul, um modelo pioneiro que prioriza a segurança dos motociclistas reduzindo a gravidade dos acidentes em 212 quilômetros de vias sinalizadas”, disse o CMUV.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Com projétil alojado no pescoço, menino vítima de bala perdida no Ano Novo tenta se adaptar à nova rotina: ‘dói tudo’

por Redação 15 de janeiro de 2025

Atingido por uma bala perdida durante a comemoração do Ano Novo, o menino Matheus Souza Hohne, de 9 anos, recebeu alta após nove dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com um projétil alojado no pescoço.

De volta à casa da família, na Zona Leste de São Paulo, o garoto tenta se adaptar à nova rotina, sem parte do movimento do braço e da perna direita.

A avó do menino, dona Francisca, se sente aliviada com o retorno do neto para casa na semana passada, mas ainda não se recuperou emocionalmente da situação vivenciada nas primeiras horas de 2025.

“Só de ele estar aqui, já preencheu o espaço que estava faltando”, disse a avó.

O tiro atingiu a vértebra C7 de Matheus, na coluna cervical. Devido à localização sensível da bala, os médicos avaliaram que seria mais seguro não removê-la por enquanto.

Segundo o ortopedista Robert Meves, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, o quadro do menino requer acompanhamento periódico e muita reabilitação, uma vez que perda de sensibilidade e de força motora podem ocorrer.

Além do tratamento com profissionais, a família também busca estimular o garoto com coisas que ele já gostava de fazer, como jogar videogame para fortalecer o movimento e a coordenação da mão direita.

Baleado no Ano Novo
O episódio ocorreu na madrugada de 1º de janeiro, na Avenida Tenente Lauro Sodré, no bairro Jardim Santa Adelia, e foi registrado por uma câmera de segurança.

Minutos antes de ser atingido pela bala perdida, Matheus estava com a família assistindo à queima de fogos de artifício em frente a sua residência. O menino brincava com o pai na calçada, quando caiu no chão à 0h12.

No Hospital Sapopemba, o menino recebeu alguns pontos no local do ferimento e, em seguida, foi transferido para o Hospital Vila Alpina, onde foi submetido a uma tomografia. Somente após o exame a família descobriu que havia uma bala alojada na cabeça dele.

Por conta do convênio médico, Matheus foi transferido para o Hospital Santa Helena, de São Bernardo do Campo.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio no 69° Distrito Policial de Teotônio Vilela. A Polícia Civil busca identificar quem foi o responsável pelo disparo.

Próximo à casa de Matheus, há uma praça que estava lotada de pessoas comemorando o Ano Novo na quarta-feira. Uma das hipóteses da investigação é de que o tiro possa ter sido disparado de lá.

Fonte: G1

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São Paulo

Prefeitura de SP constrói muro de 40 metros de extensão e confina Cracolândia

por Redação 15 de janeiro de 2025

A Prefeitura de São Paulo construiu um muro na Cracolândia, no Centro da cidade, para delimitar uma área e confinar os usuários de drogas.

A prefeitura argumenta que a construção, dentre outras medidas, ocorreu para melhorar o atendimento dos usuários, garantir mais segurança para as equipes e facilitar o trânsito de veículos.

A administração municipal diz ainda que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve redução, na média, de 73,14% de pessoas no local (leia mais abaixo).

Para um representante do coletivo Craco Resiste, no entanto, o muro fecha “um triângulo no fluxo” e cria um “campo de concentração de usuários”.

A construção, de cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, fica na Rua General Couto Magalhães, na região da Santa Ifigênia, perto da estação da Luz.

Os usuários se aglomeram atrás dele, em uma área que também é cercada com gradis pela gestão municipal, na Rua dos Protestantes. Os gradis vão até a Rua dos Gusmões.

Para entrar no cerco, eles passam por revistas que seriam para retirar coisas ilícitas, segundo ativistas.

‘Encarcerados’
Para Roberta Costa, da Craco Resiste, o muro foi levantado para manter os usuários no espaço e “cobrir” a visão da Cracolândia para quem passa de carro pela Rua General Couto Magalhães.

“A gente vive hoje na cidade uma cena absurda e bizarra de violência contra as pessoas que estão desprotegidas socialmente. É uma coisa que não vem de agora, já faz muitos anos que o poder público viola essas pessoas”, critica.

Na avaliação dela, a situação só piorou. “O que a gente viu acontecer no ano passado está num nível muito bizarro, que, inclusive, parece visualmente um campo de concentração”, diz.

Roberta afirma que o muro “encarcerou” os usuários, e os movimentos de direitos humanos são impedidos de entrar na área para prestar serviço a eles.

Ela conta que tentaram fazer uma ação de Natal para os usuários no dia 22 de dezembro com frutas, comida e arte, mas foram impedidos de se aproximarem dos usuários.

De acordo com os documentos da Subprefeitura da Sé, o muro começou a ser erguido em final de maio e foi concluído no final de junho. O aceite definitivo da obra pela subprefeitura, feito após a inspeção do local ainda não aconteceu, segundo o processo administrativo.

Usuários se espalham
Enquanto houve redução de pessoas no fluxo da Cracolândia, outras regiões da capital registraram o surgimento de aglomerações de dependentes químicos.

São os casos da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul da capital, e da Rua Doutor Avelino Chaves, na Vila Leopoldina, Zona Oeste.

Atualmente, na região central da cidade, o fluxo confinado pelo muro na Rua dos Protestantes é considerado o único ativo.

Reportagem da TV Globo mostrou que a média diária de usuários presentes no período da manhã foi de 511, em 2023, para 144, em 2024. Já à tarde e à noite, a média caiu de 467 para 149 pessoas.

Embora tenha diminuído a quantidade de pessoas nesse ponto, não houve queda no número de usuários.

Uma das maneiras de medir o uso de drogas por região é o nível de atendimento no hub de cuidados em crack e outras drogas, que é administrado pelo governo estadual.

Segundo o diretor da unidade do Centro, Quirino Cordeiro, a quantidade de dependentes, na verdade, só tem aumentado.

O que diz o contrato para subir o muro?
No contrato, a obra é descrita para “a construção de muros de fechamento parcial do imóvel localizado na Rua General Couto Magalhães, esquina com a Rua dos Protestantes”. O imóvel em questão parece estar abandonado.

O contrato foi fechado em 15 de abril de 2024. A empresa beneficiada pela contratação é a Kagimasua Construções Ltda., com sede na região.

O contrato foi precedido de licitação na modalidade concorrência, já que ela ofereceu o menor valor para a construção do muro.

A concorrência foi aberta em fevereiro de 2024, diversas empresas participaram do pregão com lances acima de R$ 100 mil, mas somente a Kagimasua teve a proposta negociada, segundo dados do Portal da Transparência.

A via mencionada fica em uma das áreas mais policiadas da cidade, onde estão localizados o Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc), o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o Comando Geral da Guarda Civil Metropolitana (GCM), três batalhões da Polícia Militar, um batalhão da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e duas delegacias.

Fonte: G1

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