Voz de Guarulhos
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Pet
  • Política
  • Saúde
  • Segurança
  • Jornal ImpressoHOT
Voz de Guarulhos
terça-feira, abril 28, 2026
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Pet
  • Política
  • Saúde
  • Segurança
  • Jornal ImpressoHOT
Voz de Guarulhos
Voz de Guarulhos
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Pet
  • Política
  • Saúde
  • Segurança
  • Jornal Impresso
@2023 Voz de Guarulhos
Categoria:

São Paulo

São Paulo

Vereador que propôs multa de R$ 17 mil para doação de comida pede desculpas a ONGs e promete extinguir projeto de lei, dizem entidades

por Redação 2 de julho de 2024

Em reunião com dez entidades e ONGs que atuam com pessoas em situação de rua em São Paulo, o vereador que propôs o projeto de lei que prevê multa de R$ 17 mil a quem descumprir determinados requisitos sobre doação de alimentos pediu desculpas às entidades e se comprometeu a extinguir a proposta.

O encontro aconteceu nesta segunda-feira (1º), na Câmara Municipal de São Paulo.

ONGs participantes da reunião:

Instituto GAS
Instituto CÉU Estrela Guia
Bumerangue do Bem
Instituto Amigos
Mãos na Massa
Moradores de Rua e Seus Cães
Ninho Social
Pãozinho Solidário
Projeto Life
Projeto Superação
O fundador do Instituto GAS, Christian Francis Braga, informou ao g1 que o vereador Rubinho Nunes (União) reconheceu que errou quando não usou o valor em real (R$) para estipular a multa. Em vez disso, usou Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (UFESP) – medida que serve para definir várias taxas cobradas pelo Estado.

“Ele já começou a reunião pedindo desculpas a todas as entidades, a todos que se sentiram ofendidos com o texto. Ele reconheceu que errou na redação. Reconheceu que errou porque estava colocando a multa como UFESP, não como real (R$), e que ele se desculpava com a gente ali”, disse o fundador do Instituto GAS.

“Foi muito produtivo, conseguimos sair de uma suspensão de PL para a sua liquidação”, completou. Na sexta-feira (28), o vereador Rubinho Nunes (União) já havia recuado e indicado que suspenderia a tramitação do texto.

O padre Julio Lancellotti considerou a reunião como “um importante movimento da sociedade civil e da opinião pública, que se manifestaram e marcaram posição pelo discernimento e sensatez”.

“Nós pautamos a gravidade do que foi esse projeto de lei. O vereador não tinha percebido, segundo ele, a dimensão do que aconteceu, da reverberação negativa. Demonstramos a ele que era necessário que ele reconhecesse esse erro para que este projeto de lei fosse extinto. Segundo ele, nós ficamos acordados que este projeto de lei foi extinto”, afirmou ao g1 o Pai Denisson D’Angiles, fundador do Instituto CÉU Estrela Guia.

Além disso, o vereador teria acordado com as ONGs a criação de uma comissão formada pelo poder público, pelas entidades da sociedade civil e por pessoas em situação de rua para que o tema do projeto possa ser debatido “de maneira mais ampla e concreta”.

O g1 procurou o vereador para comentar as decisões tomadas durante a reunião, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Multa de R$ 17 mil
O texto, que estabelecia regras tanto para ONGs e entidades quanto para pessoas físicas, foi aprovado (1ª votação) em 25 segundos durante sessão na Câmara Municipal (veja vídeo abaixo).

Esse foi o tempo entre o momento em que o vereador João Jorge (MDB), vice-presidente da Câmara, declarou aberta a discussão e o momento em que declarou aprovado o projeto. Confira o diálogo:

— “Em discussão. Não há oradores inscritos em votação. Os vereadores… [inaudível]. Está aprovado o projeto do vereador Rubinho Nunes [União]”, diz o presidente da sessão, o vereador João Jorge (MDB).
— “Pela ordem, presidente”, diz o vereador Senival Moura (PT).
— “Pela ordem”, diz o vereador Celso Gianazzi (PSOL).
— “Pela ordem segunda. Pela ordem, vereador Senival Moura”, diz o vice-presidente.
— “Presidente, só para registrar voto contrário da bancada de vereadores do PT, conforme combinado anteriormente”, afirma Senival.
— “Registrado. Vereador Celso Gianazzi…”, diz João Jorge.
— “Registrar voto contrário da bancada do PSOL”, diz Giannazi.
— “Registrado. Mesmo assim, aprovado”, finaliza João Jorge.

Requisitos impostos pela lei:
Para doar alimentos, as pessoas físicas deverão:

Limpar toda a área onde será realizada a distribuição dos alimentos e disponibilizar tendas, mesas, cadeiras, talheres, guardanapos e “demais ferramentas necessárias à alimentação segura e digna, responsabilizando-se posteriormente pela adequada limpeza e asseio do local onde se realizou a ação”;
Autorização da Secretaria Municipal de Subprefeituras;
Autorização da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS);
Cadastro de todos os voluntários presentes na ação junto à SMADS.
Além dos requisitos descritos acima, as entidades e ONGs deverão:

Apresentar a razão social da entidade registrada e reconhecida por órgãos competentes do município;
Apresentar documento atualizado com informações sobre o quadro administrativo da entidade, com nomes e cargos dos membros e as devidas comprovações de identidade;
Fazer cadastro das pessoas em situação de vulnerabilidade social com informações atualizadas;
Identificar com crachá da entidade os voluntários do momento da entrega do alimento;
Autenticar em cartório ou incluir atestado de veracidade nas documentações apresentadas pelas ONGs e entidades.

O texto também estabelece que o local em que os alimentos serão preparados deverão passar por vistoria da Vigilância Sanitária.

A Prefeitura de São Paulo informou que, atualmente, não existe obrigação de TPU (Termo de Permissão de Uso) para entrega de alimentação às pessoas em situação de rua. Disse também que o projeto será analisado pelo prefeito, caso seja aprovado em segunda votação.

OAB diz que projeto é inconstitucional
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo disse nesta sexta-feira (28), por meio de nota, que o projeto é inconstitucional.

“Se todos são iguais perante à lei e aos poderes públicos constituídos, não pode o Município se sobrepor às relações humanas e às relações interpessoais. Desta forma, a Câmara não pode, em hipótese alguma, proibir que pessoas doem a outras pessoas, seja alimentos, bens ou afetos”, apontou a Comissão Permanente de Direitos Humanos da OAB-SP.

‘Arbitrariedades sem sentido’, dizem ONGs

“A proposta encabeçada pelo vereador Rubinho Nunes [União] novamente mostra um profundo desconhecimento dele em relação à realidade da população vulnerável na cidade. Centenas de entidades fazem o trabalho que a prefeitura deveria fazer, mantendo essas pessoas vivas, alimentadas e protegidas do frio. São grupos de voluntários. Muitas dessas ONGs são formalizadas, mas muitas não são, justamente por se tratar de projetos formados por cidadãos que resolveram fazer o que o Estado falha em fazer”, destacaram Thiago Branco, fundador da ONG Mãos na Massa, e Christian Francis Braga, fundador do Instituto GAS.

“Como ficam ações emergenciais no frio, por exemplo, se precisarmos de autorizações das Subprefeituras? As multas de R$ 17 mil para entidades que não possuem fins lucrativos são um disparate à humanidade e ao bom senso, comprovando que o parlamentar só tem o objetivo de impedir o socorro humanitário a pessoas que ele, como representante do povo, deveria ter se importado em todo o seu mandato”, completaram.

Pai Denisson D’Angiles, fundador do Instituto CEU Estrela Guia, disse estar estarrecido com o projeto de lei.

“Quando alguém com o poder de legislar sobrepõe as suas vontades próprias em vez de coibir a fome, nos preocupa muito. A fome está latente no coração da cidade. Uma pessoa com um pouquinho de discernimento, com um pouquinho de razão, jamais cercearia este bem-estar, cercearia a vida de uma pessoa”.

“Por que, em vez de se coibir ações voluntárias, extremamente amorosas, bondosas, válidas e amparadas pela Constituição, não se propõe ajudar essas instituições cedendo espaço, mecanismos para que elas funcionem?”, questionou. “São distribuídas cerca de 400 a 600 refeições por dia, tudo isso de maneira gratuita”, completou Denisson.

A Ação da Cidadania, uma das maiores ONGs de combate à fome no país, também criticou o projeto: “O político que toma a decisão de restringir o trabalho de organizações sérias e comprometidas em levar comida e solidariedade à população em situação de vulnerabilidade social está seriamente comprometido em extinguir a existência das 10,6 milhões de pessoas que vivem no estado de São Paulo e hoje não conseguem fazer todas as refeições como deveriam”.

“É triste observar que representantes políticos da maior metrópole do país estabeleça, critérios para que a sociedade civil cumpra com um trabalho que deveria ser uma atribuição do poder público, sob consequência de pagamento de multa de até R$ 17 mil, além de tantas outras barreiras burocráticas com o claro objetivo de desencorajar a atuação de organizações não-governamentais e entidades que distribuem refeições diárias para quem não tem o que comer”, destacou a entidade.

Em nota, Rubinho Nunes (União), autor do projeto, afirmou que “o objetivo do projeto é garantir protocolos de segurança alimentar na distribuição, prestigiando a higiene e o acolhimento das pessoas vulneráveis durante a alimentação”. Disse também que “alguns veículos deram uma interpretação errada e desvirtuada sobre o projeto”.

“O projeto também otimiza a assistência, pois evita desperdício e a venda de marmitas para compra de drogas devido à distribuição concentrada, o que prejudica a ajuda a pessoas em regiões mais afastadas da cidade”, completou.

Oposição quer barrar projeto
A vereadora Luna Zarattini (PT) disse ao g1 que irá “buscar meios de este retrocesso não acontecer na nossa cidade”.

“Em vez de o Projeto incentivar as ONGs no combate à fome e à miséria na nossa cidade, estimula multas e penalidades através de muitos requisitos meramente burocráticos. O vereador em questão tem histórico de perseguir aqueles e aquelas que tem se indignado com o crescimento da população em situação de rua, que chega a 52 mil pessoas. É um absurdo que, neste cenário de abandono, a grande preocupação seja com as ONGs e não com a fome”, pontuou a parlamentar.

A covereadora Silvia Ferraro, do mandato coletivo Bancada Feminista do PSOL, disse que pretende obstruir a pauta da Câmara Municipal, caso o projeto siga para segunda votação.

“Este projeto tem o objetivo de impedir a distribuição de alimentos para a população em situação de rua na cidade de São Paulo. Coloca vários obstáculos irreais e várias burocracias para, na prática, acabar com a distribuição de comida para uma população extremamente vulnerável e famélica”.

“O vereador autor do projeto quer matar de fome a população em situação de rua, burocratizando e impedindo na prática, a distribuição de alimentos para uma população extremamente vulnerável!”, completou.

O que diz a Prefeitura de SP
A Prefeitura de São Paulo divulgou a seguinte nota:

“A Prefeitura de São Paulo informa que o Projeto de Lei segue em discussão na Câmara Municipal de São Paulo e será analisado pelo prefeito caso seja aprovado em segunda votação.

Atualmente, não existe obrigação de TPU (Termo de Permissão de Uso) para entrega de alimentação às pessoas em situação de rua.

A gestão municipal mantém dois programas de Segurança Alimentar que entregam refeições para população vulnerável em todas as regiões da cidade.

No Centro, o programa Rede Cozinha Escola fornece, no mínimo, 400 refeições diárias de segunda a sábado por meio de cinco organizações sociais: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/rede_cozinha_escola/index.php?p=351251.

Pelo Programa Rede Cozinha Cidadã são distribuídas 2.400 refeições na região central de segunda a domingo: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/rede_cozinha_cidada/index.php?p=352740″.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
São Paulo

Creche de São Paulo usa tapume de metal para fechar vão de portão por onde menino de 3 anos fugiu

por Redação 1 de julho de 2024

Uma creche municipal da Zona Norte de São Paulo usa um tapume de metal para fechar o vão do portão por onde um menino de 3 anos de idade conseguir fugir na última quarta-feira (26).

Segundo pais de alunos ouvidos nesta segunda-feira (1º) pela TV Globo, a medida já era usada antes da fuga do garoto. Eles contaram que o objetivo seria o de impedir que ladrões entrassem no local nos dias em que a unidade não tem atendimento para as crianças.

O tapume não foi usado, no entanto, para fechar o espaço entre a porta e o chão após a entrada dos alunos na última quarta. E foi por esse vão que o garoto escapou.

Uma câmera de segurança gravou o momento que o menino foge do Centro de Educação Infantil (CEI) Emilia Ferreiro, no Jardim Paulistano (veja vídeo abaixo). Ele ainda aparece nas imagens comemorando a fuga. As cenas viralizaram nas redes sociais neste último final de semana.

Depois disso, o menino caminhou por mais de 1 km até cair num barranco. Ele foi encontrado ferido com arranhões no rosto e no corpo por moradores. Um morador chegou a compartilha uma foto nas redes sociais anunciando que havia encontrado uma criança perdida. Depois o garoto foi devolvido à creche e à família.

A Polícia Civil vai investigar se funcionários de uma creche municipal da Zona Norte de São Paulo falharam por não conseguirem impedir que um menino de 3 anos fugisse do local.

Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou neste domingo (30) que o 74º Distrito Policial (DP), Parada de Taipas, investigará se houve falha da creche na fuga do menino.

A mãe da criança só teria sido avisada pela creche 40 minutos depois do sumiço do filho. A reportagem não conseguiu localizá-la para comentar o assunto.

“Ao constatar que a criança não foi localizada nas dependências da creche, a diretoria avisou os responsáveis. Por meio da câmera de segurança de uma residência vizinha, foi constatada sua saída da escola. O menor foi localizado por populares, depois de cair em um barranco. A criança estava com ferimentos pelo corpo. Foi requisitado exame de delito”, informa outra parte do comunicado da SSP.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
São Paulo

SP substitui emissão do RG pela nova carteira de identidade a partir de hoje

por Redação 1 de julho de 2024

O estado de São Paulo vai substituir a emissão da primeira via de RG pela nova carteira de identidade, a CIN (Carteira de Identidade Nacional), a partir desta segunda-feira (1º). O documento tem o número do CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) como registro geral, único e válido para todo o país.

O serviço é realizado, com agendamento prévio, nos postos do Poupatempo e nas unidades do IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt), órgão vinculado à Polícia Civil. Até 2032, o documento RG dos estados continua válido.

Em todo o Brasil, até o momento, cerca de 8,3 milhões de unidades já foram emitidas. A CIN reduz a possibilidade de fraudes, estabelece dados íntegros para os cadastros do governo e amplia a segurança dos processos de identificação de cidadãos no Brasil. Outro benefício é o uso digital da nova carteira a partir do gov.br.

Nova carteira

Um QR Code permite a validação eletrônica da autenticidade, bem como saber se o documento é verdadeiro e se foi furtado ou extraviado. Ele traz ainda informações do cidadão, impressão digital e a opção pela doação de órgãos.

Essa nova versão serve também como documento de viagem para os países do Mercosul, devido à inclusão de um código de padrão internacional chamado MRZ, o mesmo usado em passaportes.

Agendamento

Para emitir a CIN é necessário o agendamento pelo aplicativo para celulares Poupatempo, pelo portal (www.poupatempo.sp.gov.br), totens de autoatendimento ou ainda pelo WhatsApp, no número (11) 95220-2974. Também haverá opção de agendamento para dependentes, disponível inicialmente no portal, totens do Poupatempo e no app.

Na data agendada, o cidadão deve se dirigir ao local escolhido levando consigo a certidão de nascimento ou de casamento. É possível emitir o documento em qualquer unidade do Poupatempo, da capital e interior, ou em postos da Polícia Civil espalhadas por todo o território paulista, que estarão disponíveis no momento do agendamento.

Requisitos

Para solicitar a CIN no estado de São Paulo será necessário preencher alguns requisitos, como ter uma conta gov.br, estar em situação regular na Receita Federal – onde os dados devem estar idênticos em relação aos da certidão de nascimento/casamento –, além de não ter outra solicitação da CIN em andamento.

Caso seja identificada uma divergência na base de dados da Receita Federal, ou o cidadão ainda não tenha CPF, será ofertado, excepcionalmente, o RG estadual como opção de documento. Em todas as outras situações, será emitida a CIN.

Para menores de 16 anos, o responsável legal deve acompanhá-lo levando um documento de identificação original e cópia.

Documentos exigidos

Para obter a CIN, o usuário deverá apresentar documento com CPF, além da Certidão de Nascimento ou de Casamento (original e cópia simples).

Custo

A primeira via da CIN é gratuita.

Até quando poderei usar o RG?

A carteira de identidade não perdeu a validade e continuará sendo emitida pelo Estado de São Paulo. O RG será válido até 28 de fevereiro de 2032. Nesta fase inicial da emissão da CIN, o RG continua a ser emitido normalmente.

Fonte: r7

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
São Paulo

Câmara de SP aprova em 1ª votação projeto que prevê multa de R$ 17 mil a quem doar comida a moradores de rua; entenda

por Redação 28 de junho de 2024

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, um projeto de lei que prevê multa de R$ 17 mil a quem descumprir determinados requisitos sobre doação de alimentos a pessoas em situação de rua na capital.

A lei estabelece regras tanto para ONGs e entidades quanto para pessoas físicas.

Para doar alimentos, as pessoas físicas deverão:

Limpar toda a área onde será realizada a distribuição dos alimentos e disponibilizar tendas, mesas, cadeiras, talheres, guardanapos e “demais ferramentas necessárias à alimentação segura e digna, responsabilizando-se posteriormente pela adequada limpeza e asseio do local onde se realizou a ação”;
Autorização da Secretaria Municipal de Subprefeituras;
Autorização da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS);
Cadastro de todos os voluntários presentes na ação junto à SMADS.
Além dos requisitos descritos acima, as entidades e ONGs deverão:

Apresentar a razão social da entidade registrada e reconhecida por órgãos competentes do município;
Apresentar documento atualizado com informações sobre o quadro administrativo da entidade, com nomes e cargos dos membros e as devidas comprovações de identidade;
Fazer cadastro das pessoas em situação de vulnerabilidade social com informações atualizadas;
Identificar com crachá da entidade os voluntários do momento da entrega do alimento;
Autenticar em cartório ou incluir atestado de veracidade nas documentações apresentadas pelas ONGs e entidades.
O texto também estabelece que o local em que os alimentos serão preparados deverão passar por vistoria da Vigilância Sanitária.

A Prefeitura de São Paulo informou que, atualmente, não existe obrigação de TPU (Termo de Permissão de Uso) para entrega de alimentação às pessoas em situação de rua. Disse também que o projeto será analisado pelo prefeito, caso seja aprovado em segunda votação.

“A proposta encabeçada pelo vereador Rubinho Nunes [União] novamente mostra um profundo desconhecimento dele em relação à realidade da população vulnerável na cidade. Centenas de entidades fazem o trabalho que a prefeitura deveria fazer, mantendo essas pessoas vivas, alimentadas e protegidas do frio. São grupos de voluntários. Muitas dessas ONGs são formalizadas, mas muitas não são, justamente por se tratar de projetos formados por cidadãos que resolveram fazer o que o Estado falha em fazer”, destacaram Thiago Branco, fundador da ONG Mãos na Massa, e Christian Francis Braga, fundador do Instituto GAS.

“Como ficam ações emergenciais no frio, por exemplo, se precisarmos de autorizações das Subprefeituras? As multas de R$ 17 mil para entidades que não possuem fins lucrativos são um disparate à humanidade e ao bom senso, comprovando que o parlamentar só tem o objetivo de impedir o socorro humanitário a pessoas que ele, como representante do povo, deveria ter se importado em todo o seu mandato”, completaram.

Pai Denisson D’Angiles, fundador do Instituto CEU Estrela Guia, disse estar estarrecido com o projeto de lei.

“Quando alguém com o poder de legislar sobrepõe as suas vontades próprias em vez de coibir a fome, nos preocupa muito. A fome está latente no coração da cidade. Uma pessoa com um pouquinho de discernimento, com um pouquinho de razão, jamais cercearia este bem-estar, cercearia a vida de uma pessoa”.

“Por que, em vez de se coibir ações voluntárias, extremamente amorosas, bondosas, válidas e amparadas pela Constituição, não se propõe ajudar essas instituições cedendo espaço, mecanismos para que elas funcionem?”, questionou. “São distribuídas cerca de 400 a 600 refeições por dia, tudo isso de maneira gratuita”, completou Denisson.

A Ação da Cidadania, uma das maiores ONGs de combate à fome no país, também criticou o projeto: “O político que toma a decisão de restringir o trabalho de organizações sérias e comprometidas em levar comida e solidariedade à população em situação de vulnerabilidade social está seriamente comprometido em extinguir a existência das 10,6 milhões de pessoas que vivem no estado de São Paulo e hoje não conseguem fazer todas as refeições como deveriam”.

“É triste observar que representantes políticos da maior metrópole do país estabeleça, critérios para que a sociedade civil cumpra com um trabalho que deveria ser uma atribuição do poder público, sob consequência de pagamento de multa de até R$ 17 mil, além de tantas outras barreiras burocráticas com o claro objetivo de desencorajar a atuação de organizações não-governamentais e entidades que distribuem refeições diárias para quem não tem o que comer”, destacou a entidade.

Em nota, Rubinho Nunes (União), autor do projeto, afirmou que “o objetivo do projeto é garantir protocolos de segurança alimentar na distribuição, prestigiando a higiene e o acolhimento das pessoas vulneráveis durante a alimentação”. Disse também que “alguns veículos deram uma interpretação errada e desvirtuada sobre o projeto”.

“O projeto também otimiza a assistência, pois evita desperdício e a venda de marmitas para compra de drogas devido à distribuição concentrada, o que prejudica a ajuda a pessoas em regiões mais afastadas da cidade”, completou.

Oposição quer barrar projeto
A vereadora Luna Zarattini (PT) disse ao g1 que irá “buscar meios de este retrocesso não acontecer na nossa cidade”.

“Em vez de o Projeto incentivar as ONGs no combate à fome e à miséria na nossa cidade, estimula multas e penalidades através de muitos requisitos meramente burocráticos. O vereador em questão tem histórico de perseguir aqueles e aquelas que tem se indignado com o crescimento da população em situação de rua, que chega a 52 mil pessoas. É um absurdo que, neste cenário de abandono, a grande preocupação seja com as ONGs e não com a fome”, pontuou a parlamentar.

A covereadora Silvia Ferraro, do mandato coletivo Bancada Feminista do PSOL, disse que pretende obstruir a pauta da Câmara Municipal, caso o projeto siga para segunda votação.

“Este projeto tem o objetivo de impedir a distribuição de alimentos para a população em situação de rua na cidade de São Paulo. Coloca vários obstáculos irreais e várias burocracias para, na prática, acabar com a distribuição de comida para uma população extremamente vulnerável e famélica”.

“O vereador autor do projeto quer matar de fome a população em situação de rua, burocratizando e impedindo na prática, a distribuição de alimentos para uma população extremamente vulnerável!”, completou.

O que diz a Prefeitura de SP
A Prefeitura de São Paulo divulgou a seguinte nota:

“A Prefeitura de São Paulo informa que o Projeto de Lei segue em discussão na Câmara Municipal de São Paulo e será analisado pelo prefeito caso seja aprovado em segunda votação.

Atualmente, não existe obrigação de TPU (Termo de Permissão de Uso) para entrega de alimentação às pessoas em situação de rua.

A gestão municipal mantém dois programas de Segurança Alimentar que entregam refeições para população vulnerável em todas as regiões da cidade.

No Centro, o programa Rede Cozinha Escola fornece, no mínimo, 400 refeições diárias de segunda a sábado por meio de cinco organizações sociais: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/rede_cozinha_escola/index.php?p=351251.

Pelo Programa Rede Cozinha Cidadã são distribuídas 2.400 refeições na região central de segunda a domingo: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/rede_cozinha_cidada/index.php?p=352740″.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
São Paulo

Polícia investiga participação de youtuber americano em operação da PM; SSP diz que prática não é permitida

por Redação 25 de junho de 2024

A Secretaria da Segurança Publica (SSP) investiga a participação de um youtuber americano que filmou ações da Polícia Militar em favelas da Zona Norte de São Paulo.

Ele estava dentro da viatura e documentou toda a operação. Segundo a pasta, tal prática é proibida e não foi autorizada pelo comando da PM.

As imagens foram divulgadas no canal de Gen Kimura, criador de conteúdo digital. No vídeos, ele aparece de colete da PM e narra perseguições feitas pelos agentes dentro de comunidades.

Ele também descreve a forma como os policias atuam nas periferias da cidade:
“Nós não achamos nada suspeito nas casas em que reviramos, mas isso não os parou [os policiais] de revistar as pessoas. Acho que muitas pessoas nos EUA chamariam isso de ‘profiling’ [ficar caçando pessoas com suposto histórico criminal – metodologia apontada por especialistas como racista e discriminatória], mas nesse caso parece um recurso que eles precisam utilizar, especialmente em um ambiente tão imprevisível, não apenas pela segurança deles, mas para achar mais pistas sobre membros do tráfico. Como veremos adiante, eles foram certeiros no ‘profiling’ deles.”

“Esse tempo todo, não sei se vocês estão conseguindo ver, mas eu estou tenso. Espero que esteja conseguindo transmitir o que eu tô sentindo nesse momento” (…) “É muito perigoso, mas é muito lindo [a favela].”

Em uma das conversas, um policial afirma, em inglês, que as mortes de criminosos são comemoradas “com cigarro e bebidas”.

A SSP diz que a frase “não condiz com as práticas adotadas pelas forças de segurança do Estado”.

Em nota, a secretaria afirmou que solicitou esclarecimentos à Polícia Militar logo após ter acesso aos vídeos e que foi instaurada uma “sindicância para apurar todas as circunstâncias e adotar as providências necessárias.”

“As polícias paulistas são instruídas e continuamente capacitadas para agirem dentro da lei. Excessos e desvios não são tolerados e todos os casos são punidos com rigor. Além disso, a dinâmica do vídeo não é permitida de acordo com as regras internas da Corporação.”

O Youtuber conta ainda que acompanhou o trabalho das polícias científica e técnica. E diz ter visto cenas de um crime com vítimas.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
São Paulo

Pedestre espera mais de 4 minutos para semáforo abrir e tem apenas seis segundos para atravessar na Zona Sul de SP

por Redação 25 de junho de 2024

Um estudo feito pelo Instituto Corrida Amiga apontou que o tempo dos semáforos para travessia de pedestres na cidade de São Paulo não é o suficiente.

Na Praça Roberto Gomes Pedrosa, no bairro Morumbi, Zona Sul de SP, o tempo de espera do pedestre para a travessia chega a ser superior a 4 minutos. Na hora que o semáforo abre, os pedestres têm apenas 6 segundos para atravessar.

A reportagem da TV Globo esteve na manhã desta segunda-feira (24) na praça e constatou, às 6h30, que os pedestres esperaram pela travessia por 6 minutos e 45 segundos.

Além disso, foi possível ver que quem passa por ali geralmente fica em uma pequena “ilha” no meio da avenida em um canteiro central.

Em nota, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) disse que o tempo para travessia de pedestres em São Paulo atende aos critérios do manual brasileiro de sinalização de trânsito e que implantou o programa Pedestre Seguro, que ampliou o tempo de travessia na cidade.

Sobre o semáforo no bairro Morumbi, a CET afirmou que está apurando o que ocorreu para o tempo de travessia ser tão curto.

Tempos semafóricos
A pesquisa do instituto analisou os tempos semafóricos em 170 travessias de 21 cidades em seis estados, e constatou que o tempo médio de espera do pedestre é de 2 minutos e 11 segundos e o de travessia é de apenas 7 segundos.

Ainda conforme a pesquisa, em cerca de 50% dos semáforos de pedestres analisados o tempo de espera é maior que 90 segundos.

Silvia Stuchi, gestora ambiental e fundadora do Instituto Corrida Amiga, comenta que o Estatuto do Pedestre garante o direito de tempo suficiente para as travessias e ressalta sobre como ainda falta o sistema de mobilidade urbana das cidades colocar o pedestre como prioridade.

“Inclusive, o Estatuto do Pedestre coloca também o tempo máximo de espera que seria de até 90 segundos, bem diferente do que nossa campanha apontou. Precisa ser uma conscientização coletiva de todas as pessoas e colocando sempre o pedestre como prioritário no sistema de mobilidade urbana condizente com o Código de Trânsito Brasileiro e com a própria política nacional de mobilidade urbana. Pedestres primeiro na cidade”.

O que diz o Estatuto do Pedestre da cidade de SP

O artigo 9º da lei de nº 16.673, de 13 de junho de 2017, diz que “são assegurados ao pedestre, dentre outros, os seguintes direitos”:

VI – existência de faixas de pedestre para travessia segura das vias públicas sinalizadas horizontal e verticalmente conforme as normas do CONTRAN e corretamente iluminadas, conforme norma NBR 5101 ou aquela que venha a substituí-la;

VIII – sinais de trânsito luminosos de tecnologia inteligente, em ótimo estado de conservação e manutenção, dotados de temporizadores numéricos decrescentes, destinados e direcionados aos pedestres com a finalidade de alertá-los sobre o tempo restante de travessia e dispondo de alerta sonoro quando necessário ou recomendável atendendo às normas do CONTRAN, nos locais onde a demanda de pedestre justificar tal equipamento;

IX – garantia de tempo suficiente para travessia segura nas vias com sinal de trânsito, adequado a cada local, horário e ao fluxo e ritmo de mobilidade do público usuário constituído por crianças, escolares, idosos, cadeirantes, portadores de deficiência ou mobilidade reduzida, além de sinalização objetiva e adequada às necessidades do pedestre quando a travessia de via com ilha central necessitar, por motivos técnicos, ser feita em etapas.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
São Paulo

Polícia Civil instaura inquérito para investigar vereador que tentou abrir CPI contra padre Júlio Lancellotti

por Redação 24 de junho de 2024

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o vereador de São Paulo Rubinho Nunes (União Brasil), que apresentou o pedido para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o padre Júlio Lancelotti.

A investigação contra o vereador atende a uma determinação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que acatou um pedido do Instituto Padre Ticão.

Rubinho Nunes protocolou dois pedidos de aberturas de CPIs na Câmara de São Paulo:

Em dezembro de 2023, ele solicitou uma investigação para apurar ONGs que atuam na Cracolândia. O nome do padre Júlio não foi citado no texto, mas o vereador passou a atacar o religioso nas redes sociais.
Em março deste ano, o vereador protocolou outro pedido para investigar abuso e assédio sexual contra pessoas vulneráveis, usuárias de drogas e em situação de rua na capital. A proposta tem como foco principal o padre Júlio, apesar de o nome do pároco não ser mencionado no texto.

Em uma notícia de fato, o Instituto Padre Ticão argumentou que o vereador cometeu abuso de autoridade ao tentar abrir uma CPI “mesmo sem qualquer indício de conduta criminosa por parte do pároco, com única motivação de produzir ganho pessoal de capital político”.

“A CPI, da forma como proposta e em ano eleitoral, é abusiva e merece apuração por parte do Ministério Público e da Polícia Civil”, afirmaram os advogados Marcos Sá, Gilney Mello e André Lozano, que representam o instituto.

A organização afirmou ainda que Rubinho Nunes divulgou fake news contra Júlio Lancelotti e cometeu aporofobia (medo ou rejeição aos pobres).

Na decisão, o promotor Paulo Henrique Castex afirmou que o caso merece ser melhor esclarecido, para apurar se houve conduta com repercussão criminal. Por este móvito, determinou a instauração de um inquérito policial.

Em uma rede social, o vereador Rubinho Nunes afirmou que a representação é “um completo absurdo” e que não há qualquer abuso de autoridade em relação à CPI.

“Vou estudar uma Representação Criminal contra os responsáveis pelo instituto por Denunciação Caluniosa Eleitoral, haja vista que aguardaram a eleição se avizinhar para apresentar a estapafúrdia denúncia”, escreveu.

Histórico
Em dezembro de 2023, o vereador Rubinho Nunes protocolou um pedido de CPI para investigar as ONGs que atuam na Cracolândia, no Centro de São Paulo.

Ao menos 25 vereadores assinaram o requerimento. À época, o vereador começou a fazer ataques contra Júlio Lancelotti, dizendo, inclusive, que o levaria algemado para depor na Câmara.

As publicações do vereador levaram ao menos oito vereadores a anunciar a retirada de apoio para a investigação.

Entre os parlamentares que anunciaram publicamente a desistência estão os vereadores Milton Ferreira (Podemos), João Jorge (PSDB), Beto do Social (PSDB), Dr. Nunes Peixeiro (MDB), Thammy Miranda (PL), Xexéu Trípoli (PSDB), Sidney Cruz (Solidariedade) e Sandra Tadeu (União Brasil).

Apesar disso, membros da base de apoio do prefeito Ricardo Nunes (MDB) na Câmara apresentaram uma proposta de manter a abertura da CPI, excluindo, no entanto, o religioso das investigações.

Diante do impasse entre vereadores favoráveis e contrários à investigação e diante de supostas novas provas apresentadas por Rubinho aos colegas, o acordo entre as lideranças é que o pedido seja apreciado no plenário, em debate público para a sociedade acompanhar.

Já no dia 13 de março deste ano, Rubinho apresentou um novo pedido para investigar abuso e assédio sexual contra pessoas vulneráveis, usuárias de drogas e em situação de rua na capital. Ao todo, 19 vereadores apoiaram a proposta.

O requerimento ainda precisa passar por duas votações no plenário da Câmara e conseguir ao menos 28 votos favoráveis. Além disso, para “furar a fila” de outras propostas de CPI, é preciso haver um acordo entre todos os parlamentares da Casa.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
Segurança

Acusada de participar do sequestro de Marcelinho Carioca é presa em operação contra central de golpes em condomínio de luxo

por Redação 24 de junho de 2024

Uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo prendeu 12 pessoas suspeitas de envolvimento com uma central criada em um condomínio de luxo para aplicar golpes em clientes bancários.

De acordo com o Deic, entre os presos está Eliane Lopes de Amorim, que foi indiciada em 2023 por participar do sequestro do ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca.

Ela teve prisão preventiva decretada pelo crime na época, mas no dia 16 de janeiro deste ano a Justiça atendeu pedido de sua defesa e determinou que ela ficasse em prisão domiciliar (veja mais abaixo).

Ainda conforme o Deic, a ação ocorreu nesta sexta-feira (21) por policiais da 5ª Delegacia Patrimônio (Investigações sobre Roubo a Bancos).

A descoberta da central de golpes surgiu durante investigações sobre um grupo que passou a ocupar um imóvel de luxo no Condomínio Paraíso de Igaratá, cidade do Vale do Paraíba.

Segundo denúncias dos vizinhos, aos menos 10 pessoas chegavam e saiam do imóvel com notebooks, fones de ouvido e outros itens eletrônicos.

Como foram as prisões
Equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) fizeram campana nas imediações e logo desconfiaram que o local servia como uma central de golpes. Quando o portão da casa se abriu, os policiais entraram e abordaram os suspeitos.

Seis deles permaneceram no local e não resistiram à abordagem. Os demais foram para os fundos da residência, pularam o muro e fugiram.

Porém, durante a fuga eles se machucaram, sendo alcançados pelos agentes horas depois. Eliane Lopes de Amorim sofreu fratura em duas costelas.

Os feridos passaram por atendimento médico e, posteriormente, foram encaminhados à delegacia.

Apreensões
Na casa, as equipes encontraram 12 notebooks, 18 celulares, cinco fones de ouvido e três veículos. Durante as pesquisas nos computadores, os investigadores encontraram uma planilha com nomes marcados em vermelho, sendo que apenas um estava verde.

Um dos agentes ligou para a vítima, uma juíza de 76 anos do estado do Rio de Janeiro. A mulher informou que os golpistas transferiram quase R$ 50 mil de sua conta. Um dos suspeitos se passou pelo gerente da idosa e conseguiu os dados para movimentar sua conta.

Ainda nos computadores, a equipe encontrou roteiros de orientação aos executores operacionais para fazer com que as vítimas caíssem no golpe.

Os detidos, sendo seis homens e seis mulheres, foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Igaratá, onde permaneceram presos. O caso foi registrado como furto, associação criminosa, desobediência e apreensão de objetos.

Sequestro de Marcelinho Carioca

Sete réus são acusados de participar do sequestro do ex-jogador Marcelinho Carioca e da amiga dele, Taís Alcântara de Oliveira, em 17 de dezembro de 2023 em Itaquaquecetuba, Grande São Paulo. A Justiça marcou para 2 de agosto deste ano o julgamento deles.

Entre os réus está Eliane Lopes de Amorim, de 30 anos. Ao ser presa em 2023, ela contou à polícia que estava desempregada e tinha se encontrado com o amigo Jones Santos Ferreira horas antes de Marcelinho e Taís serem encontrados.

Na ocasião, o “amigo de longa data”, como ela mesma descreveu, pediu conta bancária “emprestada” para um “negócio” e precisava sacar o dinheiro. Jones teria dito que pagaria a ela. No entanto, ela nega ter recebido valores.

Eliane foi indiciada por associação criminosa, receptação e lavagem de dinheiro. No dia 16 de janeiro deste ano Eliane conseguiu a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, por conta dos dois filhos menores de 12 anos e por não ter ficha criminal.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
São Paulo

Antes de assinar contrato, governo de SP e Motorola farão teste para integrar sistemas de novas câmeras em fardas da PM

por Redação 24 de junho de 2024

O governo de São Paulo inicia nesta semana testes para integrar os sistemas da Polícia Militar com o da Motorola, empresa que venceu o pregão para a compra de 12 mil novas câmeras da corporação.

Essa é uma das etapas anteriores à assinatura do contrato. Somente após a aprovação da equipe técnica do governo, o processo de licitação será finalizado.

O edital lançado pela gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no dia 22 de maio foi alvo de críticas por parte de entidades de segurança pública e direitos humanos, e alvo de uma ação analisada no Supremo Tribunal Federal (STF). (Entenda mais abaixo)

Em 10 de junho, durante o pregão, a Motorola ofereceu o menor preço para fornecer os novos equipamentos e sistema das Câmeras Operacionais Portáteis (COPs):

Valor por equipamento: R$ 360,83
Fornecedor: Motorola
Total mensal: R$ 4.329.960,00
Desde então, o governo fez a análise técnica da empresa, que já começou a produzir uma sessão de testes de simulação com as câmeras e pediu prazo, que foi aceito, até o dia 25 para apresentar os resultados das amostras.

O próximo passo, ainda previsto para junho, é iniciar os testes integrados com o sistema operacional da PM em campo, e verificar como se dará a programação dos acionamentos remotos sistema operacional da Polícia Militar e também os intencionais, com as equipes nas ruas.

Além disso, os testes vão verificar a viabilidade do tráfego de dados entre a central da empresa e o Centro de Operações da Polícia (Copom), por exemplo. Até a assinatura do contrato, a Motorola precisa ter aprovado sua documentação.

A GloboNews apurou que o governo de São Paulo trabalha com a previsão de início das operações com as novas câmeras entre fim de setembro e começo de outubro.

Pedido de mudanças no edital
Segundo o edital, a gravação de vídeos pelo equipamento deverá ser realizada de forma intencional, ou seja, o policial será responsável pela escolha de gravar ou não uma ocorrência.

A captura de imagens também não será mais ininterrupta como ocorre atualmente. E na prática, a mudança pode dificultar investigações de atos de violência policial porque deixará a decisão sobre ligar ou não o equipamento a cargo dos agentes.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine que governo de São Paulo altere o edital sobre a compra de câmeras corporais para a Polícia Militar.

Em parecer enviado ao Supremo nesta terça-feira (4), a PGR avalia que o estado de SP deve ajustar a exigência de tempo de armazenamento das imagens levando em consideração os prazos mínimos estabelecidos em portaria do Ministério da Justiça.

O texto indica prazo mínimo de 90 dias, como regra, e de um ano para gravações intencionais.

Para Gonet, a portaria do Ministério da Justiça não prevê, portanto, a necessidade de que as gravações sejam sempre feitas de forma ininterrupta.

O parecer da PGR responde a recurso da Defensoria Pública de São Paulo, e de outras organizações da sociedade civil ligadas à segurança pública, que acionaram o STF para solicitar revisão do novo edital de contratação de 12 mil câmeras.

Na petição da Defesa Civil, protocolada no dia 27 de maio, os defensores públicos do núcleo especializado de cidadania e direitos humanos reforçaram a preocupação com as mudanças e alertam para o risco de precarização do programa.

Novo sistema de câmeras

Atualmente, há 10.125 câmeras em operação no estado que foram compradas por meio de dois contratos, e as gravações são divididas em duas categorias: de rotina e intencionais. Todas elas serão substituídas pelos novos equipamentos e 2 mil novas serão compradas.

Os vídeos de rotina registram todo o turno do policial e são obtidos sem o acionamento, portanto gravam de forma ininterrupta.

Os PMs não têm autonomia para escolher o que desejam registrar. Tudo é gravado, ao menos em vídeo. O que eles podem fazer é acionar para ativar o som e melhorar a qualidade da imagem.

Já os vídeos intencionais são obtidos pelo acionamento proposital do policial e ficam guardados por um ano. Elas também possuem som ambiente e resolução superior às gravações de rotina.

No novo edital, não há menção às gravações rotineiras, somente às intencionais. O documento também informa que o acionamento para captura de imagens poderá ser feito de forma remota pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) ou pelo próprio policial.

Além disso, os vídeos serão transmitidos ao vivo (live streaming) pela internet para a central da corporação.

Requisitos para participação da licitação não estão claros
Na avaliação das organizações, os requisitos para habilitação técnica das empresas que desejarem participarem da licitação das câmeras corporais, especialmente quando comparado com os editais de 2020 e 2021, não estão claros.

O edital exige que, para participar do certame, as empresas devem comprovar a capacidade de fornecimento de apenas 500 “câmeras de vídeo”, o equivalente a 4% do total de equipamentos a serem contratados.

Entretanto, em 2020, exigiu-se das empresas concorrentes a comprovação de capacidade técnica de fornecimento de, no mínimo, 50% do objeto licitado.

Histórico

A implantação do programa de acoplar câmeras aos uniformes de policiais militares, batizado de “Olho Vivo”, começou em São Paulo em julho de 2020, com 30 aparelhos.

Em fevereiro de 2023, pouco depois de o atual governador Tarcísio de Freitas assumir o cargo, a PM paulista já tinha 10.125 câmeras à disposição.

No início do governo, Tarcísio, que se posicionou contrário às câmeras durante a campanha de 2022, chegou a dizer que estudava ampliar o programa.

O número, porém, permaneceu estagnado pelo menos até junho de 2023, segundo levantamento feito pelo g1.

Em outubro, o governador decidiu tirar R$ 15 milhões da verba destinada ao programa, um corte de cerca de 10% do valor total. Na época, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) alegou queda na arrecadação como justificativa.

Em setembro, uma ação civil pública pediu que a Justiça obrigasse o governo de São Paulo a instalar câmeras corporais nos policiais militares e civis que atuam na Operação Escudo, na Baixada Santista.

A Justiça de São Paulo chegou a atender o pedido da Defensoria Pública do Estado e do Ministério Público (MP-SP), mas a liminar foi suspensa no dia seguinte.

O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro do ano passado. Em março, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, deu prazo de 10 dias para que o estado de São Paulo se manifestasse diante de uma ação da Defensoria Pública, que pede o uso de câmeras corporais nas fardas da Polícia Militar.

O uso do equipamento nos uniformes da PM em SP evitou 104 mortes, segundo levantamento da FGV em dezembro de 2022 e a letalidade dos policiais em serviço foi a menor da história no ano passado, de acordo com um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com a Unicef divulgado em maio de 2023.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
São Paulo

Empresário que disparou contra casal durante briga de trânsito em Boituva é preso

por Redação 19 de junho de 2024

O empresário Adriano Domingues da Costa, procurado por atirar contra carro de casal em Boituva (SP), na Rodovia Castello Branco, na sexta-feira (14), foi preso em Alumínio (SP) no início da tarde desta quarta-feira (19).

Segundo a polícia, Adriano teve o carro interceptado por policiais e acabou detido, pois tinha um mandado de prisão contra ele. Conforme apurado pela TV TEM, Adriano estava a caminho da delegacia de Itapetininga, onde iria se entregar.

Policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (Dig) de Itapetininga foram até Alumínio. O empresário será submetido a exame de corpo de delito e encaminhado para unidade carcerária da região.

SAIBA MAIS SOBRE O CASO

Ele é investigado desde quando usou uma pistola com numeração raspada para atirar contra Gabrielle Gimenez e William Isidoro, durante uma briga de trânsito na Rodovia Castello Branco (SP-280). Além disso, a Delegacia Seccional de Itapetininga informou que Adriano não tem porte nem registro da arma.

No domingo (16), os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de Adriano em Mairiporã (SP), onde apreenderam um cofre, uma tonfa – tipo de arma branca originária das artes marciais de Okinawa, no Japão – e o passaporte do suspeito.

Segundo a polícia, este cofre que foi apreendido na residência de Adriano será aberto na presença dele na delegacia.

Na tarde de segunda-feira (17), o advogado de Adriano havia entregado a pistola calibre.380 usada no ataque à polícia, além de pedir para que a Justiça reconsiderasse o mandado de prisão temporária contra ele. Porém, a Justiça negou o pedido da defesa e o homem era considerado foragido até a manhã desta quarta-feira.

O caso é investigado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio por motivo fútil.

Briga de trânsito
Diversos vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o suspeito, Adriano Domingues da Costa, dá três disparos: um na direção de Gabrielle e dois no pneu do veículo do casal. A briga de trânsito aconteceu na Rodovia Castello Branco, na sexta-feira.

Antes da ameaça e dos tiros, é possível ver o motorista de uma caminhonete modelo Hilux sendo “fechado” por um veículo Tracker na altura do quilômetro 110 da rodovia, por volta das 14h. Os dois veículos encostam.

Em seguida, a passageira do primeiro carro diz para as crianças, que seriam filhas dela e do motorista, ficarem no veículo: “Fica aí, crianças. Não deixa descer as crianças”. O homem e a mulher descem e caminham em direção ao outro veículo.

Armado, o homem pede para a passageira abaixar o vidro do outro carro. Durante o ocorrido, é possível notar que a vítima está ao telefone com a Polícia Militar e é orientada a não abrir a janela do carro.

Como não é atendido, o homem dá um tiro em um dos pneus do veículo e, depois, dispara em direção à passageira. A bala acerta apenas o vidro da frente do carro e ninguém fica ferido. A seguir, o suspeito atira novamente contra o pneu do veículo.

Em outro momento, o suspeito aparece dando coronhadas com a arma na janela da passageira e questionando: “o que você quer, filho da p? Tá feliz, seu filho da p?”. Por fim, ele e a mulher voltam para o veículo.

O casal que teve o carro atingido disse, durante depoimento à Polícia Civil, que não conhecia o suspeito. A informação foi divulgada pela polícia durante uma coletiva de imprensa realizada na tarde de terça-feira (18), em Itapetininga.

William e Gabrielle prestaram depoimento por videoconferência, na noite de segunda-feira (17).

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
Novas Notícias
Notícias Anteriores
Weather Data Source: Guarulhos weather

Sobre Guarulhos

  • Guarulhos é um município da Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil.
  • Clima: tropical de altitude (Cwa)
  • Altitude: 759 m
  • Emancipação: 24 de março de 1880 (143 anos)
  • Fundação: 8 de dezembro de 1560 (462 anos)

Informações

  • Sobre
  • Contato
  • Anuncie Conosoco

Links Úteis

  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Telefones Úteis
  • Delegacia de Defesa da Mulher

Assine nossa Newsletter

* obrigatório
/* real people should not fill this in and expect good things - do not remove this or risk form bot signups */

referral badge

@2023 Voz de Guarulhos

Facebook Twitter Youtube Instagram Linkedin
Usamos cookies em nosso site para oferecer a você a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar tudo”, você concorda com o uso de todos os cookies. No entanto, você pode visitar "Configurações de cookies" para fornecer um consentimento controlado.
Cookie SettingsAccept All
Manage consent

Privacy Overview

This website uses cookies to improve your experience while you navigate through the website. Out of these, the cookies that are categorized as necessary are stored on your browser as they are essential for the working of basic functionalities of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this website. These cookies will be stored in your browser only with your consent. You also have the option to opt-out of these cookies. But opting out of some of these cookies may affect your browsing experience.
Necessary
Sempre ativado
Necessary cookies are absolutely essential for the website to function properly. These cookies ensure basic functionalities and security features of the website, anonymously.
CookieDuraçãoDescrição
cookielawinfo-checkbox-analytics11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics".
cookielawinfo-checkbox-functional11 monthsThe cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional".
cookielawinfo-checkbox-necessary11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary".
cookielawinfo-checkbox-others11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other.
cookielawinfo-checkbox-performance11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance".
viewed_cookie_policy11 monthsThe cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data.
Functional
Functional cookies help to perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collect feedbacks, and other third-party features.
Performance
Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.
Analytics
Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.
Advertisement
Advertisement cookies are used to provide visitors with relevant ads and marketing campaigns. These cookies track visitors across websites and collect information to provide customized ads.
Others
Other uncategorized cookies are those that are being analyzed and have not been classified into a category as yet.
SALVAR E ACEITAR
Voz de Guarulhos
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Pet
  • Política
  • Saúde
  • Segurança
  • Jornal ImpressoHOT
Voz de Guarulhos
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Pet
  • Política
  • Saúde
  • Segurança
  • Jornal ImpressoHOT
@2021 - All Right Reserved. Designed and Developed by PenciDesign
Envie sua Denúncia ou Vídeo!