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São Paulo

São Paulo

Marcha da Maconha vai à Avenida Paulista e diz que proibição da droga é ‘combustível da guerra contra pessoas negras’

por Redação 17 de junho de 2024

Pelo 16º ano consecutivo, a Marcha da Maconha saiu às ruas de São Paulo, neste domingo (16), para pedir a legalização da droga.

Os manifestantes se concentram em frente ao Masp, na Avenida Paulista, e pretendem percorrer a via e depois descer a Rua Augusta.

Diferentemente da maioria dos domingos, a Avenida Paulista não estava aberta para o lazer neste domingo, só para carros.

Com cartazes, plantas, faixas e cigarros, a marcha saiu sob o manifesto “Bolando o futuro sem guerra”.

“Sabemos que a proibição das drogas é o combustível da guerra do Estado contra pessoas negras, pobres e moradoras de quebradas. Guerra que promove violência contra a juventude e opressão contra mulheres e corpos divergentes”, diz o manifesto.

“A grande mentira da proibição é repetida para sustentar a indústria das armas, prisões e chacinas. Uma ideologia racista que transforma a corrupção em rotina, alimentando mercados armados, violentos e lucrativos que crescem dia após dia. Pelo fim da guerra, quebramos correntes e plantamos sementes. Libertar a planta é um grande passo para a nossa liberdade”.

Fonte: G1

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Segurança

Saiba quem é o motorista que atirou em veículo após briga de trânsito no interior de SP

por Redação 17 de junho de 2024

O empresário Adriano Domingues da Costa, motorista procurado pela polícia por ter atirado em outro carro durante uma briga de trânsito na Rodovia Castello Branco, em Boituva (SP), é sócio de uma empresa de locação de equipamentos para eventos, que fica no Jardim Pereira Leite, em São Paulo (SP).

A briga de trânsito aconteceu na sexta-feira (14). Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o suspeito dá três disparos: um na direção da passageira e dois no pneu do veículo (assista abaixo). A Justiça decretou a prisão temporária do motorista, que é considerado foragido.

A empresa da qual Adriano é sócio foi fundada em 2009 e, conforme o registro na Receita Federal, sua principal atividade é a criação e a produção de campanhas de publicidade. No entanto, nas redes sociais, se apresenta como uma empresa de locação de móveis.

De acordo com a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), o capital social da empresa é de R$ 120 mil. Conforme apurado pelo g1, as redes sociais da instituição, assim como os perfis pessoais de Adriano, foram desativados.

Na casa dele, que fica na cidade de Mariporã (SP), os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão no domingo (16). Foram apreendidos um cofre, uma tonfa – tipo de arma branca originária das artes marciais de Okinawa – e o passaporte de Adriano. Ele não foi localizado.

Em nota, a comunicação social da Polícia Civil de Itapetininga disse que a ação dos policiais neste domingo foi pautada na legalidade desde o início e os agentes deram cumprimento a um legítimo mandado judicial de busca e apreensão no endereço domiciliar.

“Tudo como forma de cumprir com sua missão constitucional de apuração de autoria e materialidade delitiva”, completa o texto.

No sábado (15), a Polícia Civil apreendeu o veículo do suspeito em uma pousada em Piraju (SP), que fica a cerca de 215 quilômetros de distância de Boituva, cidade onde a briga foi registrada, na sexta-feira (14).

Segundo a Polícia Civil, o suspeito conseguiu fugir antes da chegada da equipe. A esposa dele ainda estava no local e não foi detida porque não há pedido de prisão expedido no nome dela. Ela será ouvida no decorrer da investigação.

Os investigadores continuam fazendo buscas pelo homem que disparou os tiros. Quem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito pode entrar em contato pelo telefone 181 do Disque Denúncia.

Briga no trânsito

Antes da ameaça e dos tiros, é possível ver o motorista de uma caminhonete modelo Hilux sendo “fechado” por um veículo Tracker na altura do quilômetro 110 da rodovia, por volta das 14h. Os dois veículos encostam.

Em seguida, a passageira do primeiro carro diz para as crianças, que seriam filhas dela e do motorista, ficarem no veículo: “Fica aí, crianças. Não deixa descer as crianças”. O homem e a mulher descem e caminham em direção ao outro veículo.

Armado, o homem pede para a passageira abaixar o vidro do outro carro. Durante o ocorrido, é possível notar que a vítima está ao telefone com a Polícia Militar e é orientada a não abrir a janela do carro.

Como não é atendido, o homem dá um tiro em um dos pneus do veículo e, depois, dispara em direção à passageira. A bala acerta apenas o vidro da frente do carro e ninguém fica ferido. A seguir, o suspeito atira novamente contra o pneu do veículo.

Em outro momento, o suspeito aparece dando coronhadas com a arma na janela da passageira e questionando: “o que você quer, filho da p? Tá feliz, seu filho da p?”. Por fim, ele e a mulher voltam para o veículo.

A vítima chega a questionar se a outra mulher é policial e, quando ela diz que sim, pergunta se o suspeito estaria com a arma dela, mas não recebe resposta. No entanto, não há confirmação oficial sobre a mulher que aparece no vídeo ser policial.

A Polícia Civil registrou um boletim de ocorrência por tentativa de homicídio por motivo fútil.

O que diz o casal
A advogada Nayara Souza informou que o casal Gabrielle Gimenez e William Isodoro seguia para Boituva quando teve o carro atingido na lateral pelo veículo do suspeito. O casal teria tentado contato com o outro veículo para checar os danos da batida, mas ele teria resistido e iniciado uma discussão.

Foram duas paradas, segundo a advogada. Na primeira, ainda no acostamento da rodovia, o homem desceu armado e deu uma coronhada no vidro do passageiro. Na segunda parada, um pouco mais à frente, o motorista desceu novamente com a arma em punho e atirou contra o carro.

Conforme a defesa, foram cinco disparos ao todo, com a intenção de atingir o casal.

A advogada disse que vai tomar as medidas cabíveis nas esferas cível e criminal, e que espera que o atirador seja preso e que a arma utilizada por ele seja apreendida.

O que diz a defesa do motorista

O motorista que estava armado foi identificado como Adriano Domingues da Costa e disse, inicialmente, que o motorista do outro carro atingiu a traseira da caminhonete dele e, durante 40 minutos, teria seguido o veículo, ameaçando a família dele.

O homem relatou, ainda, que estava com a esposa e os filhos no carro e que a família havia ido para o interior para comemorar o aniversário de casamento do casal. O motorista afirmou também que todos estão em choque.

Em um pronunciamento, o advogado de Adriano, Luiz Carlos Tucho de Souza, criticou a ação da polícia durante o cumprimento do mandado neste domingo (16). Ele alega que ainda não teve acesso aos documentos do processo e que seu cliente não está em São Paulo.

“Não havia a menor necessidade de se invadir uma casa desse jeito. Deviam ter tocado a campainha. Haviam pessoas na casa naquele momento, inclusive duas crianças. Arrebentaram o portão, estouraram a porta da frente”, alega.

Imagens de câmeras de segurança registraram a ação da polícia no imóvel. No vídeo, é possível ver que os policiais pulam o muro e vasculham os cômodos da casa. Adriano não foi localizado.

“O que temos até o momento é um porte ilegal e disparo de arma de fogo. A tentativa de homicídio está em uma condição de crime impossível, por conta da blindagem do veículo”, completa o advogado de Adriano.

Luiz Carlos também afirma que Adriano será apresentado na delegacia nos próximos dias.

Fonte: G1

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Segurança

Preso por matar idoso com ‘voadora’ chora e pede desculpas de joelhos em reconstituição do crime

por Redação 14 de junho de 2024

Tiago Gomes de Souza, preso suspeito de matar um idoso de 77 anos com uma ‘voadora’ no peito em Santos, no litoral de São Paulo, se jogou no chão e chorou durante a reconstituição do crime feita pela Polícia Civil. Sob comoção popular, ele se ajoelhou no chão e pediu desculpas.

Cesar Fine Torresi foi atacado após atravessar a Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, de mãos dadas com o neto, de 11 anos. De acordo com boletim de ocorrência, Tiago dirigia um carro e freou bruscamente, momento em que o idoso apoiou as mãos sobre o capô do veículo. O motorista saiu do automóvel e o chutou no peito.

A reconstituição do crime aconteceu na quinta-feira (13). O trabalho contou com a presença de Tiago, Eugênio Malavasi [advogado dele], um promotor do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e autoridades policiais. O filho da vítima, Bruno Cesar Fine Torresi, também participou.

Durante o procedimento, três versões foram reproduzidas: do autor do crime, do neto da vítima e de uma testemunha – um médico que auxiliou nos primeiros socorros de Cesar e viu apenas parte do ocorrido.

Reconstituição
Durante a reconstituição do caso, o suspeito alegou ter sofrido um ‘ataque de fúria’ diante da atitude da vítima em adverti-lo por ter avançado com o carro contra ela e o neto.

Tiago relatou à polícia que não teve a percepção se havia machucado ou não o idoso quando ‘avançou’ com o veículo. Ainda de acordo com o suspeito, a vítima e o neto continuaram a caminhar após a ‘discussão’.

Para Liliane, a reconstituição serviu para ilustrar os fatos e esclarecer incoerências nos depoimentos. No entanto, ela reforçou que o inquérito policial ainda não foi concluído. “Estou aguardando os laudos periciais. Acredito que ainda haverão mais testemunhas, e estou na esperança de haver alguma imagem”, acrescentou ela.

Ataque de raiva
De acordo com a delegada, Tiago disse à polícia sofrer de transtornos psicológicos. O homem alegou também que, embora faça tratamento com medicamentos, sofreu um ‘ataque de fúria’ na data dos fatos.

Segundo a delegada, ainda não foram identificadas imagens que tenham registrado o crime. Além disso, apenas uma testemunha prestou depoimento. Liliane acrescentou, porém, que haviam outras pessoas no local e, por conta disso, ela pediu para que as mesmas compareçam à delegacia para auxiliar na investigação.

“Houve um idoso que até tirou a chave do carro [do Tiago], segundo fontes informais, para ele não fugir na ocasião. Essas pessoas não se solidarizaram em ir à delegacia para prestar depoimento e isso é muito importante para que a gente tenha a busca real dos fatos”, disse Liliane.

Comoção popular
Dezenas de pessoas acompanharam a reconstituição do crime no local e pediram por justiça. Para a delegada, o procedimento foi “bastante tenso” por se tratar de um crime “impactante” e “revoltante”. Apesar disso, ela afirmou que o trabalho foi essencial para o inquérito.

“Fiquei bastante preocupada, mas foi um sucesso. A gente teve a oportunidade de contar com policiais maravilhosos, um perito excelente, e toda equipe de fotografia”, afirmou Liliane.

A delegada ressaltou que, diante dos fatos, a população tende a ser ‘parcial’, apesar disso, reforçou a importância da imparcialidade da corporação no trabalho.

“Foram momentos tensos. A gente se solidariza com as partes, com a família. É muito triste, não tem como dizer que você não fica preocupada o tempo todo com a rigidez física do autor do fato”, finalizou.

Defesa do indiciado

O advogado Eugênio Malavasi, que representa Tiago, afirmou ao g1 que o cliente reproduziu o caso de acordo com o depoimento prestado à autoridade policial na delegacia.

Segundo o advogado, Tiago confessou a agressão e relatou que faz uso de medicamentos prescritos por psiquiatra. Ele disse ainda que a defesa não busca impunidade.

O advogado afirmou, ainda, que entrará com um pedido de prisão domiciliar por causa do problema psiquiátrico de Tiago, que é pai de três crianças.

Fonte: G1

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Política

PSDB oficializa pré-candidatura de Datena à Prefeitura de SP e quer ‘renascimento’ do partido

por Redação 13 de junho de 2024

O Diretório Municipal do PSDB em São Paulo oficializou na manhã desta quinta-feira (13) a pré-candidatura do apresentador José Luiz Datena à prefeitura da capital paulista para o pleito de outubro.

O lançamento ocorreu no Jaraguá Novotel, na região central da cidade, com diversas lideranças que permaneceram nos últimos anos na sigla, depois de derrotas eleitorais tucanas.

Uma das figuras presentes foi o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), que falou sobre a tentativa de reafirmação do partido na capital paulista, cidade que é o berço da legenda, com a candidatura de Datena.

“Nós estamos aqui, hoje, assistindo [a] um ato de renascimento de um partido político que veio para transformar o Brasil”, afirmou Aécio, colocando a pré-candidatura do apresentador como um “embrião” do projeto do PSDB se restabelecer no Brasil.

O município já foi governado por prefeitos tucanos e seus aliados ao menos seis vezes: com Mario Covas – que na época era do PMDB e deixou o partido para fundar o PSDB – José Serra, Gilberto Kassab (vice de Serra que assumiu apoiado por parte dos tucanos), João Doria, Bruno Covas e Ricardo Nunes.

Nunes é do MDB, mas foi alçado à prefeitura depois da morte de Bruno Covas por câncer, em maio de 2021. Ao assumir, o atual prefeito, que tenta a reeleição, manteve boa parte dos tucanos na gestão.

O partido deixou de apoiar a reeleição de Nunes após ter sido escanteado na escolha do vice na chapa. Em reunião fechadas, Nunes e o MDB admitem que o vice será uma indicação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O divórcio entre Nunes e o PSDB levou ao esvaziamento do tucanato na Câmara Municipal de São Paulo. Todos os oito vereadores que compunham a bancada do partido no Legislativo paulista deixaram a sigla na janela eleitoral de abril, desidratando o partido no seu principal reduto.

Em conversa com o g1 em meados de maio, o presidente municipal do PSDB em São Paulo, José Aníbal, admitiu que a entrada de Datena na disputa pela capital paulista tem também o objetivo de fortalecimento do tucanato no maior Colégio Eleitoral do Brasil.

A ideia da sigla é construir com a candidatura do apresentador “uma robusta chapa de candidatos a vereador na cidade até final de julho”, disse Aníbal.

Ainda no lançamento da pré-candidatura de Datena, Aécio Neves falou sobre a importância do cenário político de São Paulo no contexto nacional.

“Muitas vezes nos perguntam ‘por que vocês que não são de São Paulo se importam tanto, acompanham tanto, por que se metem tanto nas questões de São Paulo?’ Eu vou dizer o porquê, Datena. Porque São Paulo não é Las Vegas, onde aquilo que acontece por lá, fica por lá. O que acontece aqui em São Paulo, claro que repercute em São Paulo, mas tem uma importância para o Brasil inteiro”, afirmou o deputado.

Histórico de desistências

O PSDB é o 11° partido a que Datena já se filiou ao longo das últimas décadas. Ele já desistiu de se lançar oficialmente na política quatro vezes e, dentro do PSDB, não se descarta 100% que ele possa desistir novamente.

O apresentador já fez parte de partidos como PT, PP de Paulo Maluf, o antigo DEM e o União Brasil, além de PSC, PDT, MDB e PSB.

Desta vez, o apresentador tem a seu favor a última pesquisa eleitoral que já o coloca com 8% das intenções de voto, segundo o Instituto Datafolha.

O levantamento divulgado em 29 de maio mostra Datena atrás de Guilherme Boulos (PSOL), que tem 24% e está tecnicamente empatado com Ricardo Nunes (MDB), que tem 23%.

Datena aparece empatado com a deputada federal Tabata Amaral (PSB), que também tem 8%, e Pablo Marçal (PRTB), que apareceu com 7% das intenções de voto

Caso decida levar adiante a candidatura à Prefeitura de São Paulo desta vez, Datena tem até o dia 30 de junho para deixar de apresentar o programa “Brasil Urgente”, da Band.

Segundo a Lei Eleitoral, todos os pré-candidatos que apresentem programas de rádio ou televisão ficam proibidos de fazê-lo a partir desta data.

Já em 6 de julho, passam a ser vedadas algumas condutas por parte de agentes públicos, como a realização de nomeações, exonerações e contratações, assim como participar de inauguração de obras públicas.

Fonte: G1

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São Paulo

Morte após peeling de fenol: curso online em que influencer aprendeu a técnica custava R$ 500 e teve mais de mil alunos

por Redação 7 de junho de 2024

A influenciadora Natália Becker, de 29 anos, indiciada por homicídio com dolo eventual após um paciente morrer durante o procedimento conhecido como peeling de fenol, em São Paulo, aprendeu a técnica em um curso online que custava R$ 500, pelo qual passaram mais de mil alunos.

Em depoimento à polícia, Natália afirmou ter feito o curso online da farmacêutica paranaense Daniele Stuart. Chamado de “Aula de peeling de fenol atenuado”, o curso é hospedado na plataforma online Hotmart. Segundo o site, teve mais de mil alunos matriculados. O valor das aulas é de R$ 500. Na clínica que mantinha na Zona Sul de São Paulo, Natália cobrava R$ 4.500 por aplicação e fazia, em média, dois tratamentos do tipo por semana.

No Instagram, Daniele Stuart afirma que utiliza um tipo de fenol chamado de “N.Face” nos procedimentos. Segundo Felipe Ribeiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e coordenador científico da International Peeling Society (Sociedade Internacional de Peeling), o produto não tem comprovação científica. Procurada pela reportagem, a esteticista afirmou que vai “aguardar mais informações sobre o caso” e que no momento “não tem nada a declarar”.

Daniele vende diversos cursos de estética em suas redes sociais, onde tem 17 mil seguidores e dá dicas para profissionais que querem começar na área. Integrantes de conselhos de medicina ouvidos pelo GLOBO afirmam que, pela legislação federal, procedimentos como o peeling de fenol não podem ser ensinados por pessoas que não são formadas em medicina. Existe, no entanto, uma zona cinzenta na regulamentação (leia mais abaixo) sobre quem pode ou não realizar os procedimentos.

Segundo Felipe Ribeiro, a formação para procedimentos do tipo demanda uma longa especialização:

— É necessário cursar os seis anos de medicina e fazer também os três anos de residência. Sou professor de uma disciplina de peelings químicos na Universidade de Mogi das Cruzes e nos dois primeiros anos de residência o aluno só observa a realização do procedimento, para somente no terceiro ano começar a fazer por conta própria — ele explica.

O dermatologista lembra que, para além da estética, o peeling com fenol também é utilizado para tratamento de prevenção em casos de possível câncer de pele.

— É um procedimento médico, que precisa ser ensinado por médicos. Se é realizado com a técnica correta, seguindo todos os padrões, o risco é muito minimizado. Sem a técnica adequada, pode causar parada cardíaca e o desfecho mais dramático é a morte — afirma.

De acordo com Ribeiro, é comum que dermatologistas atendam pacientes após complicações causadas durante apliações de peeling com fenol por profissionais que não são médicos.

— Hoje, quase metade dos meus pacientes vêm de complicações causadas por não médicos. “N.Face” (nome do produto que é utilizado por Daniele nas aulas) é um dos produtos usados por não médicos que não tem nenhuma comprovação científica — diz o dermatologista.

Limbo jurídico
Segundo Luciana Guimarães, advogada especialista em direito médico e da saúde, a legislação atual determina que procedimentos invasivos, como o peeling, devem ser ensinados por dermatologistas habilitados e em ambiente hospitalar.

— Apenas (podem lecionar) os que são membros da Sociedade Brasileira de Dermatologia — ela afirma.

Não é o caso de Daniele Stuart, que é farmacêutica. Em 2022, em uma ação movida pelo Conselho Federal de Medicina, a Justiça Federal anulou uma resolução do Conselho Federal de Farmácia que permitia que farmacêuticos realizassem procedimentos estéticos invasivos.

— É muito comum alguém dizer que pode realizar determinado procedimento porque o conselho da sua profissão permitiu, mas existe uma lei federal, a Lei do Ato Médico, que determina que qualquer procedimento invasivo que ultrapasse a epiderme é de exclusividade do médico — diz Jeancarlo Fernandes Cavalcante, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.

O professor titular da pós-graduação da Faculdade de Direito da USP, Fernando Aith, no entanto, afirma que existe um limbo jurídico sobre quem pode ou não realizar procedimentos como o peeling de fenol.

— No Brasil, os conselhos são autarquias federais e podem se autorregular. Uma resolução do Conselho Federal de Medicina vale tanto quando o de Farmácia e essas brigas acabam indo parar na Justiça. Isso tem acontecido muito no campo da estética. A Lei do Ato Médico não resolveu essa questão (dos procedimentos invasivos) e existe uma guerra entre os conselhos nessa área — afirma Aith.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) defende que procedimentos invasivos como este devem ser feitos por médicos.

Procurado sobre o caso, o Conselho Regional de Farmácia do Paraná não informou se farmacêuticos podem ou não fazer procedimentos estéticos, mas disse que vai instaurar um procedimento administrativo para apurar a conduta de Daniele Stuart. No site do Conselho, ela aparece como farmacêutica esteta “especialista em estética avançada e métodos invasivos”.

Em nota, a plataforma Hotmart, que hospeda o curso, afirma que “o produtor é responsável pelo conteúdo ofertado e que atende às condições exigidas por lei para exercer a profissão. A companhia também oferece um canal de denúncia para que qualquer pessoa aponte eventuais descumprimentos dos Termos ou outras ilegalidades por parte dos produtores de conteúdo. A Hotmart segue à disposição das autoridades para colaborar com informações adicionais no decorrer das investigações do caso”.

O que é o peeling de fenol?
A técnica faz com que o fenol penetre na camada mais superficial da pele (epiderme), causando a necrose daquela “antiga pele” e induz uma reação inflamatória nas camadas mais internas da pele, como a derme. Ele estimula a produção de colágeno e consequentemente “nasce” uma pele mais rejuvenescida.

Quais são os riscos do peeling de fenol?
Apesar de não ser algo recente na indústria da beleza, especialistas da área alertam que o processo não é indicado para todas as pessoas, tem contraindicações e riscos.

— É uma queimadura programada, em que você remove toda a epiderme e uma parte da derme. Os resultados são brilhantes, mas é um procedimento que está em desuso. Ele é muito sofrido, há riscos altos para cicatrizes e manchas, a pessoas permanece de dois a três meses com o rosto vermelho, um mês sem sair de casa e uma semana sem nem abrir os olhos. Então, a despeito dos resultados, praticamente não se faz mais, e a procura é muito baixa — explica o dermatologista Salomão Jr.

Fonte:: OGLOBO

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Segurança

Ação da PM termina com suspeito morto e dois policiais baleados em Paraisópolis, Zona Sul de SP

por Redação 6 de junho de 2024

Uma ação da Polícia Militar em Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo, terminou com a morte de um suspeito e dois policiais baleados na manhã desta quinta-feira (6).

Vídeos enviados à TV Globo mostram viaturas da PM pela Rua Ernest Renan, pessoas correndo e um morador baleado caído no meio da via. “A polícia matou um cara na minha frente e estou muito nervosa”, afirmou uma moradora à reportagem.

De acordo com a PM, uma equipe foi acionada por volta das 10h50 para atender ocorrência em Paraisópolis envolvendo tráfico de drogas, quando durante patrulhamento houve troca de tiros com suspeitos.

Ainda segundo a PM, dois policiais e um suspeito foram baleados durante o tiroteio. Os PMs foram socorridos e levados ao Hospital Albert Einstein. O estado de saúde de ambos é estável, conforme a corporação.

Já o morador baleado ficou caído na rua até ser socorrido por uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo delegado do 89º DP, ele não resistiu aos ferimentos mesmo com o atendimento e morreu.

Fonte: G1

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São Paulo

‘Arregalou o olho, não conseguindo respirar’, diz namorado à polícia sobre como paciente morreu após peeling de fenol em clínica de SP

por Redação 6 de junho de 2024

“Arregalou o olho, não conseguindo respirar”, disse o protético Marcelo Camargo em seu depoimento nesta terça-feira (4) à Polícia Civil sobre como foram os últimos momentos de vida do namorado, o empresário Henrique Chagas, após passar por um peeling de fenol em São Paulo. O paciente pagou R$ 4,5 mil pelo tratamento.

Henrique morreu na segunda-feira (3), cerca de uma hora após fazer o procedimento com Natalia Becker. Ela é dona da clínica da Zona Sul de São Paulo onde o paciente e Marcelo, seu acompanhante, foram. Uma ambulância foi acionada para socorrer o empresário, mas ele não resistiu e faleceu dentro do estabelecimento.

O 27º Distrito Policial (DP), Campo Belo, apura as causas e eventuais responsabilidades pela morte de Henrique. A delegacia aguarda o resultado do laudo pericial para saber qual foi a causa da morte.

O caso, que antes era tratado como morte suspeita, passou a ser investigado como homicídio doloso com dolo eventual (quando se assume o risco de matar). Nesta quarta-feira (5), Natalia foi interrogada na delegacia e acabou indiciada por esse crime. Ela responde em liberdade.

Para a investigação, Marcelo é a principal testemunha do caso. O protético não foi localizado pelo g1 para comentar o assunto. Mas em seu depoimento na delegacia, ele falou o que aconteceu antes, durante e após Henrique passar mal e morrer. A reportagem teve acesso ao que foi dito. Veja a seguir os principais trechos:

” Não foi realizado nenhum exame clínico ou laboratorial como preparação para o ‘peeling de fenol’. Afirma que sequer foi medida a pressão de Henrique na clínica, antes do procedimento. Após Henrique passar mal, foi utilizado um aparelho de pressão de pulso e um oxímetro que não funcionava. Que na clínica não há nenhum tipo de aparelho de monitoramento cardíaco ou qualquer outro para prestar socorro, caso necessário.”
“[Uma funcionária] riscou a face da vítima com um instrumento que parece ter uma lâmina na ponta. Posteriormente, Natalia chegou, momentos antes de aplicar o fenol, riscando a pele de Henrique com o mesmo instrumento, também aplicando mais anestésico tópico. Que Henrique tomou um comprimido.”
“No momento da aplicação de fenol, Natalia pediu para Marcelo sair da sala, pois era muito forte o cheiro. Informa que estava longe da sala onde Henrique estava e sentia o cheiro do fenol, chegando a lhe incomodar. Que Henrique não estava de máscara na aplicação do fenol, apenas Natalia e sua assistente. Questionado sobre os riscos do procedimento, Marcelo afirmou que Henrique em momento algum foi alertado quanto aos possíveis efeitos colaterais ou riscos.”
“Henrique agendou uma consulta, aproximadamente 30 dias antes de realizar o procedimento, em 06/05/24. Afirma que acompanhou Henrique nesta consulta e que Natalia afimrou que era um procedimento superficial, explicando que a substância de fenol mais forte deveria ser realizada em centro cirúrgico, mas que o fenol que utilizava era mais fraco, não era tão concentrado, por isso poderia realizar o procedimento.”
“Relata que Henrique estava conversando, sentado na maca e pediu para Marcelo tirar fotos. Que repentinamente Henrique segurou forte seu braço e arregalou o olho, não conseguindo respirar. Na sequência, Marcelo começou a gritar e chamar ajuda. Informa que a funcionária não sabe dizer o nome adentrou, junto com Natalia. Que Natalia ficou muito nervosa e não sabia o quer fazer, ficando claro seu despreparo.”
“Natalia ligou para o marido Jorge [Macedo da Cunha] que estava próximo ao local dos fatos, relatando o ocorrido e Jorge chegou na sala que estavam, realizando também as manobras de massagem cardíaca e respiração boca a boca [em Henrique]. Informa que antes de Jorge chegar, com orientação do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] pelo telefone, iniciara as manobras de ressuscitação. Relata que após a chegada do Samu, Natalia não mais [foi] encontrada no local.”

“Esclarecimento: Não sou eu a ‘Natalia Becker’ da notícia da clínica de estética. É outra pessoa que tem o mesmo nome e último sobrenome. Nada relacionado.”

Foi com essa declaração acima, publicada em seu Instagram, onde tem mais de 350 mil seguidores, que a médica Natália Loewe Becker, esposa do goleiro Alisson Becker, da Seleção Brasileira de futebol, esclareceu nesta quarta-feira (5) a confusão criada nas redes sociais de que ela também seria dona da clínica de estética de São Paulo indiciada pela Polícia Civil pela morte de um paciente (saiba mais abaixo).

Além do acento no nome, que a homônima dela não tem, Natália Loewe Becker é médica. Segundo o seu registro profissional, ela teve vínculo com o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), que foi cancelado em 2022, quando deixou o Brasil.

A consulta do registro do Cremers é pública. No caso, Natália foi morar com o marido no exterior. Alisson joga atualmente no Liverpool, da Inglaterra. Recentemente, o goleiro foi convocado para a Seleção que disputará a Copa América deste ano.

Já a Natalia Becker da clínica de estética não tem acento no primeiro nome e usa Becker como um sobrenome fantasia. Seu verdadeiro nome é Natalia Fabiana de Freitas Antonio. Ela tem 29 anos e não é médica. Também não é especialista em dermatologia. A polícia investiga se ela chegou a usar algum registro profissional falso ou de outra pessoa para se passar por médica em algum momento.

Natalia se apresenta como esteticista na web, onde se mostra como “premiada especialista” em tratamento contra melasma (manchas na pele). Ela fez um curso online para aplicar o peeling de fenol. Segundo uma das entidades que representam a classe de esteticistas no Brasil, a mulher não é registrada como esteticista na Associação Nacional dos Esteticistas e Cosmetólogos (Anesco).

Natalia diz ainda possuir três clínicas com o nome Studio Natalia Becker: em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Goiânia. Tem mais de 230 mil seguidores no Instagram.

E foi na unidade da Zona Sul da capital paulista que a esteticista Natalia Becker virou notícia. Ela é a principal suspeita pela morte do empresário Henrique Silva Chagas, que passou por um peeling de fenol. O paciente morreu na segunda-feira (3) duas horas após o procedimento, ainda dentro da clínica.

“Estamos diante não apenas de uma morte, nós estamos diante de um crime de homicídio. O fato é que alguém causou a morte de outra pessoa”, disse à TV Globo o delegado Eduardo Luis Ferreira, do 27º DP.

Uma das suspeitas investigadas pela polícia é a de que Henrique possa ter tido algum tipo de reação alérgica ao tratamento e morrido por “choque anafilático” pelo uso de alguma substância química.

Laudo apontará causa da morte

Natalia realizou o tratamento com o fenol, que é um composto orgânico ácido, no rosto de Henrique. A substância química provoca uma reação inflamatória na pele. A inflamação causa descamação da superfície do tecido. O objetivo é reduzir manchas, rugas e cicatrizes, devolvendo a elasticidade da face.

Segundo o companheiro de Henrique, o também empresário Marcelo Camargo disse à polícia, antes do namorado se submeter ao fenol, foi aplicado um anestésico tópico no seu rosto. Depois lhe foi dado comprimido de um remédio contra dor.

Ainda segundo ele, Natalia não pediu exames prévios a Henrique para saber se o paciente era alérgico a algum medicamento.

Ao vê-lo, no entanto, o companheiro percebeu que Henrique tremia e estava nervoso. Logo depois, começou a respirar muito forte pela boca e pediu socorro. Natália e as funcionárias foram socorrê-lo e acionaram uma ambulância, que constatou a morte no local.

A Polícia Técnico-Científica realizou exames necroscópico e toxicológico no corpo do empresário para saber qual foi a causa da morte de Henrique e quais substâncias ele ingeriu. A delegacia que investiga o caso aguarda o resultado dos testes. Policiais apreenderam equipamentos e medicamentos na clínica para passarem por perícia.

Fonte: G1

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Segurança

Tribunal de Contas de SP analisa em caráter emergencial novo edital de câmeras corporais da PM após denúncia pedir suspensão

por Redação 5 de junho de 2024

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo analisa em caráter emergencial o novo edital para a contratação de 12 mil câmeras corporais para a Polícia Militar. A proposta foi lançada pela gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no dia 22 de maio.

Atualmente, são 10.125 câmeras em operação no estado que foram compradas por meio de dois contratos. Todas elas serão substituídas pelos novos equipamentos e 2 mil novas serão compradas.

Segundo o edital, a gravação de vídeos pelo equipamento deverá ser realizada de forma intencional, ou seja, o policial será responsável por gravar ou não uma ocorrência, como mostraram o g1 e a GloboNews. Com isso, entidades ligadas à segurança pública manifestaram preocupação.

Ao g1, o TCE informou que a análise está sendo feita depois que uma representação de autoria da vereadora Elaine Cristina Mineiro (PSOL) foi encaminhada no dia 29 de maio pedindo a suspensão do certame.

A denúncia da vereadora aponta que a escolha da modalidade licitatória, por pregão eletrônico, é equivocada. Além disso, questiona o “orçamento sob sigilo” e afirma que há “iminente violação de direitos humanos e individuais pelo uso do reconhecimento facial”.

No mesmo dia, a presidência do TCE acatou a representação e sorteou um conselheiro relator que analisará os autos com urgência, uma vez que a sessão pública da licitação está prevista para ocorrer no dia 10 de junho.

“A representação, se considerada procedente pelo relator, será avaliada pelo plenário em sede de exame prévio de edital. Caso haja novas representações, serão analisadas em conjunto pelo relator designado”, diz o órgão.

Ainda conforme o Tribunal de Contas, representações opostas contra editais lançados no mercado podem ser feitas por qualquer pessoa, partido político, associação ou sindicato, e apresentadas na forma de denúncias por ilegalidades ou irregularidades cometidas contra a probidade administrativa em órgãos da administração pública.

Após a análise prévia do edital, ele pode ser liberado caso a representação seja considerada improcedente ou suspenso, retificado e paralisado se a representação for analisada como procedente ou parcialmente procedente.

Em nota, o governo de SP afirmou que, assim que for notificado formalmente, prestará os esclarecimentos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Além disso, ressaltou que o edital para a contratação de 12 mil novas câmeras corporais portáteis cumpre rigorosamente a legislação vigente.

“Desenvolvido a partir de consultoria com o Gartner Group, o edital prevê um aumento de 18,5% no número de câmeras corporais, além da modernização dos equipamentos com a inclusão de novas funcionalidades para apoiar o trabalho policial. A modelagem está em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Portaria nº 648/2024 do Ministério da Justiça e Segurança Pública, incluindo o tempo de armazenamento das imagens que permanece em 365 dias”, diz a nota.

Pedido de mudanças no edital

Segundo o edital, a gravação de vídeos pelo equipamento deverá ser realizada de forma intencional, ou seja, o policial será responsável pela escolha de gravar ou não uma ocorrência.

A captura de imagens também não será mais ininterrupta como ocorre atualmente. E na prática, a mudança pode dificultar investigações de atos de violência policial porque deixará a decisão sobre ligar ou não o equipamento a cargo dos agentes.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine que governo de São Paulo altere o edital sobre a compra de câmeras corporais para a Polícia Militar.

Em parecer enviado ao Supremo nesta terça-feira (4), a PGR avalia que o estado de SP deve ajustar a exigência de tempo de armazenamento das imagens levando em consideração os prazos mínimos estabelecidos em portaria do Ministério da Justiça.

O texto indica prazo mínimo de noventa dias, como regra, e de um ano para gravações intencionais.

Para Gonet, a portaria do Ministério da Justiça não prevê, portanto, a necessidade de que as gravações sejam sempre feitas de forma ininterrupta.

O parecer da PGR responde a recurso da Defensoria Pública de São Paulo, e de outras organizações da sociedade civil ligadas à segurança pública, que acionaram o STF para solicitar revisão do novo edital de contratação de 12 mil câmeras.

Na petição da Defesa Civil, protocolada no dia 27 de maio, os defensores públicos do núcleo especializado de cidadania e direitos humanos reforçaram a preocupação com as mudanças e alertam para o risco de precarização do programa.

No documento, a Defensoria cobrou que o edital seja refeito e contenha:
Previsão de que as novas câmeras contratas serão destinadas, preferencialmente, às unidades e batalhões que realizam operações policiais;
Garantia de que o equipamento irá contemplar os dois tipos de gravações (automática e intencional);
Manutenção dos prazos previstos para o armazenamento das imagens, de acordo com os contratos vigentes, de 60 dias para as gravações de rotina e 365 dias para as gravações intencionais;
Requisitos claros para a habilitação técnica das empresas concorrentes.
Novo sistema de câmeras

Atualmente, há 10.125 câmeras em operação no estado que foram compradas por meio de dois contratos, e as gravações são divididas em duas categorias: de rotina e intencionais. Todas elas serão substituídas pelos novos equipamentos e 2 mil novas serão compradas.

Os vídeos de rotina registram todo o turno do policial e são obtidos sem o acionamento, portanto gravam de forma ininterrupta.

Atualmente, os PMs não têm autonomia para escolher o que desejam registrar. Tudo é gravado, ao menos em vídeo. O que eles podem fazer é acionar para ativar o som e melhorar a qualidade da imagem.

Já os vídeos intencionais são obtidos pelo acionamento proposital do policial e ficam guardados por um ano. Elas também possuem som ambiente e resolução superior às gravações de rotina.

No novo edital, não há menção às gravações rotineiras, somente às intencionais. O documento também informa que o acionamento para captura de imagens poderá ser feito de forma remota pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) ou pelo próprio policial.

Além disso, os vídeos serão transmitidos ao vivo (live streaming) pela internet para a central da corporação.

Requisitos para participação da licitação não estão claros
Na avaliação das organizações, os requisitos para habilitação técnica das empresas que desejarem participarem da licitação das câmeras corporais, especialmente quando comparado com os editais de 2020 e 2021, não estão claros.

O edital exige que, para participar do certame, as empresas devem comprovar a capacidade de fornecimento de apenas 500 “câmeras de vídeo”, o equivalente a 4% do total de equipamentos a serem contratados.

Entretanto, em 2020, exigiu-se das empresas concorrentes a comprovação de capacidade técnica de fornecimento de, no mínimo, 50% do objeto licitado.

O que diz o governo de SP
Em nota na época da divulgação do edital, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “o edital para a contratação de 12 mil novas câmeras operacionais portáteis (COPs) foi elaborado com base em rigorosos estudos técnicos.

“É importante reforçar que o acionamento das COPs é obrigatório e deverá ser feito pelo próprio policial ao iniciar uma ocorrência. Caso, por qualquer motivo, este acionamento não ocorra, o agente responsável pelo despacho da ocorrência no Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) acionará a gravação remotamente. Toda ocorrência é comunicada de imediato ao Copom e essa inovação do acionamento à distância não desobriga os policiais a ligarem o equipamento durante as ações, mas oferece uma garantia adicional de que as COPs serão acionadas assim que o policial entrar em ação.”

Ainda de acordo com a pasta, o objetivo é garantir a ampliação das funcionalidades dos dispositivos e a alta qualidade de som e imagem captados.

“As novas câmeras contarão com um sistema de “buffer” capaz de armazenar imagens dos 90 segundos anteriores à ativação. Ou seja, as câmeras permanecem operando continuamente e, ao serem acionadas para armazenar imagens, elas incluirão gravações retroativas, possibilitando o registro completo da ocorrência.”

A Instituição alega que busca “exclusivamente o aperfeiçoamento do programa de câmeras operacionais portáteis e ressalta que os requisitos técnicos estabelecidos no edital permitirão que apenas empresas devidamente capacitadas forneçam os serviços à Corporação”.

Histórico
A implantação do programa de acoplar câmeras aos uniformes de policiais militares, batizado de “Olho Vivo”, começou em São Paulo em julho de 2020, com 30 aparelhos.

Em fevereiro de 2023, pouco depois de o atual governador Tarcísio de Freitas assumir o cargo, a PM paulista já tinha 10.125 câmeras à disposição.

No início do governo, Tarcísio, que se posicionou contrário às câmeras durante a campanha de 2022, chegou a dizer que estudava ampliar o programa.

O número, porém, permaneceu estagnado pelo menos até junho de 2023, segundo levantamento feito pelo g1.

Em outubro, o governador decidiu tirar R$ 15 milhões da verba destinada ao programa, um corte de cerca de 10% do valor total. Na época, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) alegou queda na arrecadação como justificativa.

Em setembro, uma ação civil pública pediu que a Justiça obrigasse o governo de São Paulo a instalar câmeras corporais nos policiais militares e civis que atuam na Operação Escudo, na Baixada Santista.

A Justiça de São Paulo chegou a atender o pedido da Defensoria Pública do Estado e do Ministério Público (MP-SP), mas a liminar foi suspensa no dia seguinte.

O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro do ano passado. Em março, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, deu prazo de 10 dias para que o estado de São Paulo se manifestasse diante de uma ação da Defensoria Pública, que pede o uso de câmeras corporais nas fardas da Polícia Militar.

O uso do equipamento nos uniformes da PM em SP evitou 104 mortes, segundo levantamento da FGV em dezembro de 2022 e a letalidade dos policiais em serviço foi a menor da história no ano passado, de acordo com um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com a Unicef divulgado em maio de 2023.

Fonte: G1

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Transporte

Greve dos motoristas de ônibus em SP: o que se sabe sobre a paralisação

por Redação 4 de junho de 2024

Trabalhadores das empresas de ônibus de São Paulo marcaram para a próxima sexta-feira (7) uma greve que deverá paralisar a atividade de cerca dos 60 mil profissionais do setor, entre motoristas e cobradores.

A interrupção do serviço foi decidida na tarde desta segunda-feira (3), em assembleia realizada pela categoria na frente da Prefeitura da capital, centro de São Paulo.

Entre a reivindicações, a direção do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo pede reajuste de 3,69% pelo IPCA-IBGE, mais 5% de aumento real e reposição das perdas salariais na pandemia na ordem de 2,46%, conforme cálculo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

De acordo com o SindMotoristas, “os patrões acenaram com apenas 2,77% e composição da diferença pelo Salariômetro (índice medido pela Fipe)”, mas a proposta já havia sido rejeitada em assembleia no mês de setembro.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo diz que defende o direito à livre manifestação, mas cobra que a greve seja avisada com 72 horas antes da paralisação e pede pela manutenção de uma frota mínima em horários de pico “para reduzir o impacto junto à população”.

”O Município reforça a necessidade de atendimento aos 7 milhões de passageiros dos ônibus para que não sejam prejudicados e informa que o efetivo da GCM estará de prontidão para eventuais ocorrências”, diz a administração no comunicado.

”Em relação às motivações dos trabalhadores, cabe à Prefeitura apenas acompanhar a negociação entre as partes. A administração municipal espera que os representantes da categoria e dos empresários encontrem um ponto em comum na campanha salarial sem prejuízo aos passageiros”, completou.

Fonte: r7

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São Paulo

TRE-SP abre cadastro para voluntários com conhecimento em Libras atuarem nas eleições

por Redação 3 de junho de 2024

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) iniciou o cadastramento de pessoas voluntárias com conhecimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) que tenham interesse em participar dos trabalhos das eleições 2024.

O prazo para se inscrever vai até 14 de junho.

De acordo com o TRE, os colaboradores vão atuar nos locais de votação, auxiliando eleitores surdos ou com deficiência auditiva.

Para participar, basta acessar o site do TRE-SP e preencher um formulário de inscrição específico para pessoas voluntárias com conhecimento em Libras.

Serão observados os procedimentos de segurança e tratamento dos dados da voluntária ou do voluntário que se cadastrar, conforme prevê a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Ainda conforme o TRE, as pessoas que atuam nas eleições têm direito a dois dias de folga para cada dia de serviço prestado e recebem auxílio-alimentação no valor de R$ 60,00 por turno de votação.

É possível ainda ter preferência no desempate em concursos públicos que tenham essa previsão no edital e utilizar as horas trabalhadas nas eleições como atividade curricular complementar em universidades.

O primeiro turno das eleições 2024 está marcado para 6 de outubro. Eleitores de cidades em que houver segundo turno voltam às urnas em 27 de outubro.

Fonte: G1

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