Mundo Explosão em complexo de gás do Catar deixa 54 feridos e 18 desaparecidos Redação22 de junho de 2026010 visualizações Uma explosão seguida de incêndio atingiu neste domingo (21) o complexo de gás de Barzan, localizado na Cidade Industrial de Ras Laffan, principal polo energético do Catar. Segundo autoridades locais, 54 pessoas ficaram feridas e outras 18 seguem desaparecidas após o incidente. De acordo com a estatal QatarEnergy, a explosão ocorreu durante o início das operações na instalação de distribuição de gás natural da unidade. Equipes de emergência foram mobilizadas imediatamente e conseguiram controlar as chamas. O Ministério do Interior do Catar classificou o episódio como um “acidente técnico” e afirmou que não há riscos à segurança pública. As operações de busca e resgate continuam na tentativa de localizar os desaparecidos. Até o momento, a QatarEnergy não informou se houve danos estruturais na unidade de Barzan, responsável pelo abastecimento de gás natural para o mercado doméstico catariano. Uma testemunha ouvida pela agência Reuters relatou ter escutado uma forte explosão em Doha, capital do país, situada ao sul de Ras Laffan. A instalação de Barzan possui capacidade para processar 1,4 bilhão de pés cúbicos de gás por dia e desempenha papel estratégico no fornecimento de energia e matéria-prima para indústrias locais. Além do gás natural, a unidade produz etano, condensado, gás liquefeito de petróleo (GLP) e enxofre destinados aos mercados interno e externo. O complexo integra Ras Laffan, considerado o principal centro de produção e exportação de gás natural liquefeito (GNL) do Catar. A região abriga 14 unidades de liquefação e possui capacidade anual de produção de 77 milhões de toneladas de GNL. O acidente acontece poucos meses após duas unidades de liquefação de gás natural e uma instalação de conversão de gás em líquidos terem sido danificadas durante o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Os danos reduziram em cerca de 17% a capacidade de exportação de GNL do Catar, e as autoridades estimam que os reparos podem levar anos para serem concluídos. Fonte: G1