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Família ligada ao PCC é acusada de cobrar até R$ 100 mil de moradores da Favela do Moinho

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) investiga denúncias de extorsão praticadas por familiares de Leonardo Moja, o “Léo do Moinho”, apontado como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Favela do Moinho, no Centro da capital paulista.

Segundo uma das vítimas, moradores eram obrigados a pagar valores que chegavam a R$ 100 mil para garantir a permanência no programa habitacional de reassentamento. Em um dos áudios entregues ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a denunciante relata que famílias que se recusavam a pagar eram ameaçadas ou expulsas dos imóveis.

A operação do Gaeco, realizada na semana passada, resultou na prisão de dez pessoas suspeitas de envolvimento com o esquema, incluindo Alessandra Moja Cunha, irmã de Léo do Moinho. De acordo com os promotores, ela coordenava a cobrança das propinas e era responsável por organizar manifestações que dificultavam ações policiais na comunidade.

A Favela do Moinho, surgida nos anos 1970 sob o Viaduto Engenheiro Orlando Murgel, chegou a ter cerca de 800 imóveis e atualmente conta com aproximadamente 270 barracos. O MP afirma que a comunidade funcionava como um “quartel-general” da facção, que se aproveitava do processo de reassentamento habitacional para obter lucros ilícitos.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que segue realizando operações contra o tráfico de drogas na região.

Fonte: G1

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