Governadora diz que situação de rua não justifica falta de atendimento após morte em UPA do DF

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta segunda-feira (22) que o fato de Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos, ser uma pessoa em situação de rua e frequentador da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas não justifica uma eventual falta de atendimento. O homem morreu na unidade no último sábado (20), enquanto estava sentado em uma cadeira de rodas na recepção.

Segundo a governadora, foi determinada uma apuração rigorosa e imediata para esclarecer o caso. Celina destacou que relatos de funcionários indicam que Vilmar costumava permanecer no local, mas reforçou que essa condição não pode servir de justificativa para ausência de assistência médica.

A morte está sendo investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e também por uma auditoria interna conduzida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF).

O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, também se manifestou e afirmou que não será tolerado qualquer indício de omissão ou falta de atendimento a pacientes que procuram a rede pública de saúde.

Em nota, o Iges-DF informou que apura as circunstâncias do óbito e destacou que Vilmar não possuía ficha de atendimento aberta na unidade na data da ocorrência. Segundo o instituto, profissionais da UPA realizaram uma avaliação imediata após serem alertados e constataram a ausência de sinais vitais. Em seguida, a Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionadas para os procedimentos legais.

Imagens obtidas pela imprensa mostram as últimas horas de Vilmar dentro da unidade. Ele chegou à UPA às 21h14 de sexta-feira (19) em uma cadeira de rodas, bebeu água e foi acomodado por um vigilante em um canto da sala de espera.

Cerca de duas horas depois, foi ao banheiro e, segundo as imagens, já não utilizava a pulseira de identificação para atendimento. Durante a madrugada, permaneceu na cadeira de rodas, ingeriu um líquido não identificado e conversou brevemente com um segurança. Por volta das 3h, cobriu-se com um cobertor e permaneceu no local.

Horas depois, já durante a tarde, pacientes perceberam que o homem não apresentava sinais vitais e acionaram a Polícia Militar. O caso é investigado pela 27ª Delegacia de Polícia do Recanto das Emas, que busca esclarecer as circunstâncias da morte.

Fonte: METRÓPOLES

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