Brasil Jaques Wagner articula saída da liderança do governo após operação da PF Redação22 de junho de 202606 visualizações O senador Jaques Wagner (PT-BA) trabalha nos bastidores para ajustar a narrativa em torno de uma possível saída da liderança do governo Lula no Senado, dias após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal no âmbito do caso Master. De acordo com aliados do parlamentar, a preocupação é evitar que uma eventual saída do cargo seja interpretada como consequência direta da investigação ou como uma espécie de admissão de culpa. Wagner não é réu no inquérito e seus interlocutores defendem que sua situação deve ser analisada sob o princípio da presunção de inocência. Segundo pessoas próximas ao senador, o objetivo é construir um discurso que desvincule a possível mudança no comando da liderança governista do contexto da operação da PF. “Jaques não é apegado ao cargo. O ponto é o gesto. Ninguém pode pré-julgar. Ele tem direito à presunção de inocência”, afirmou um aliado do líder do governo. Na última quinta-feira (18), mesmo dia em que foi alvo da operação policial, Wagner declarou em entrevista à BandNews que não pretendia deixar a liderança e ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não havia feito qualquer pedido para que ele se afastasse da função. Apesar da posição pública do senador, integrantes do Palácio do Planalto avaliam que uma saída voluntária poderia reduzir desgastes políticos e evitar que o caso tenha impacto na estratégia do governo para a campanha de reeleição de Lula. Até o momento, não há anúncio oficial sobre a permanência ou substituição de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado. Fonte: METRÓPOLES