Ibovespa dispara mais de 3% e dólar cai a R$ 5,23 após Trump falar em acordo com Irã

O Ibovespa registrou forte alta nesta segunda-feira, impulsionado pelo alívio global na aversão ao risco após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis conversas para encerrar o conflito com o Irã. Ao mesmo tempo, o dólar recuou frente ao real e os contratos futuros de petróleo despencaram no mercado internacional.

Em entrevista à Fox Business, Trump afirmou que os EUA estão mantendo “conversas” com o Irã e que um acordo poderia ser fechado em até cinco dias. Apesar disso, autoridades iranianas negaram a existência de negociações. Ainda assim, o anúncio teve impacto imediato nos mercados.

Por volta das 11h56, o Ibovespa subia 3,65%, alcançando 182.644 pontos. Entre as maiores altas estavam as ações da Desktop, que avançavam mais de 20% após a divulgação de um acordo de compra pela Claro. Já entre as quedas, destacavam-se os papéis da Prio, com recuo de 2,74%.

O dólar também operava em queda. Às 10h54, a moeda americana recuava 0,89%, negociada a R$ 5,26. O índice DXY, que mede o desempenho global do dólar, caía 0,40%, aos 99,24 pontos. Ao longo do dia, a cotação chegou à faixa de R$ 5,23, refletindo a melhora no apetite por risco.

No mercado de energia, os preços do petróleo registraram forte recuo. Por volta das 12h37, o barril do Brent, referência mundial, caía 12,02%, cotado a US$ 98,76. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, recuava 11,4%, a US$ 87,04. Em outro momento do pregão, o Brent chegou a cair 10,3%, a US$ 100,6, enquanto o WTI recuava 9,7%, a US$ 88,6.

Os juros futuros também apresentaram movimentos relevantes ao longo da sessão. Em determinado momento do dia, as taxas recuavam em toda a curva, refletindo o alívio global. Por volta das 11h49, o DI para janeiro de 2027 caía a 14,215%, enquanto os contratos para 2028, 2029, 2030 e 2031 recuavam para 13,87%, 13,79%, 13,83% e 13,84%, respectivamente.

Mais cedo, o Boletim Focus revisou as projeções de inflação e juros. A expectativa para o IPCA de 2026 subiu de 4,10% para 4,17%, enquanto a projeção para 2028 passou de 3,50% para 3,52%. Já a Selic estimada para 2026 avançou de 12,25% para 12,50%, pressionada pelas tensões no Oriente Médio e pelo receio com a inflação global.

Ao fechamento, porém, os juros futuros voltaram a subir em parte da curva, refletindo a persistente cautela dos investidores. O DI para janeiro de 2027 encerrou em 14,415%, enquanto os contratos para 2028, 2029, 2030 e 2031 terminaram em 14,17%, 14,12%, 14,14% e 14,135%, respectivamente.

Fonte: OGLOBO

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