Laudos toxicológicos indicam ausência de drogas em caso de morte de investigado ligado a Daniel Vorcaro

A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, e apontou que não houve uso de drogas antes do óbito. O resultado foi encaminhado nesta quinta-feira (23) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo apuração, os exames toxicológicos realizados pela PF e pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Minas Gerais deram negativo para substâncias entorpecentes. Também foram analisadas as roupas do investigado, sem identificação de vestígios de drogas.

Mourão e Vorcaro haviam sido presos no dia 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Preso em Belo Horizonte, Mourão foi encaminhado à carceragem da Polícia Federal na capital mineira, com previsão de transferência para unidade prisional, o que não chegou a ocorrer.

Após o episódio, ele recebeu atendimento de agentes da PF e de equipes do Samu, sendo posteriormente levado ao Hospital João XXIII, onde teve a morte cerebral confirmada dois dias depois.

A entrega do relatório ao STF foi feita pessoalmente pelo superintendente da PF em Minas Gerais e pelo delegado responsável pelo inquérito, no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro, que permanece preso em Brasília e negocia acordo de delação premiada.

O inquérito segue sob sigilo judicial.

Fonte: METRÓPOLES

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