A m0rt3 de uma jovem de 21 anos após um acidente em um parque de diversões em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais, no último sábado (11), reacendeu o debate sobre a segurança em atrações itinerantes. O caso envolve falha estrutural em um brinquedo e já resultou em prisões, mas ainda levanta questionamentos importantes.
Segundo o Corpo de Bombeiros, uma peça do brinquedo conhecido como “minhocão” se desprendeu durante o funcionamento, provocando a queda de ocupantes. A vítima, a cantora gospel Carolina Beatriz, sofreu traumatismo cranioencefálico grave, entrou em parada cardiorrespiratória e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação.
Outras três pessoas da mesma família — irmão, cunhada e prima — tiveram ferimentos leves, foram atendidas em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e já receberam alta. O corpo da jovem foi sepultado no domingo (12), em Itabirito, sob forte comoção de familiares e amigos.
A Polícia Civil prendeu em flagrante dois homens, de 24 e 45 anos, por lesão corporal e homicídio culposo. O mais velho é apontado como proprietário do parque, enquanto o mais jovem operava o brinquedo no momento do acidente. A perícia esteve no local e investiga as circunstâncias da falha.
Apesar da tragédia, a Prefeitura informou que o parque possuía licença para funcionamento, com laudos técnicos e Anotações de Responsabilidade Técnica exigidos. O Corpo de Bombeiros destacou que sua atuação se limita à prevenção contra incêndios e pânico, não abrangendo a análise técnica dos brinquedos.
O Minas Center Park afirmou, em nota, que segue normas de segurança, lamentou o ocorrido e disse estar colaborando com as investigações. O parque encerrou suas atividades na cidade antes do previsto, em respeito à vítima.
O caso deixa em aberto pontos cruciais, como a real condição do equipamento, a manutenção do brinquedo e a efetividade da fiscalização. A tragédia amplia a pressão por maior rigor na operação de parques itinerantes no país.
Fonte: G1