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Saúde

Canetas Emagrecedoras

Fim da patente do Ozempic abre mercado, e farmacêutica aposta em comprimido e negociação com o SUS

por Redação 1 de abril de 2026

O fim da patente da semaglutida no Brasil, princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, marca uma virada no mercado farmacêutico e abre espaço para a produção de genéricos. Mesmo diante desse novo cenário, a Novo Nordisk afirma que manterá forte presença no país, com investimentos bilionários e novos produtos em desenvolvimento, incluindo versões em comprimido para tratamento da obesidade.

Em entrevista, o diretor-geral da empresa no Brasil, Allan Finkel, destacou que a perda da patente não altera os planos estratégicos da companhia. A multinacional pretende investir R$ 6 bilhões na fábrica de Montes Claros (MG) e ampliar seu portfólio com novas soluções, como doses mais altas do Wegovy e versões orais do medicamento — já aprovadas nos Estados Unidos e em análise pela Anvisa.

Segundo o executivo, a expectativa é que a dose de 7,2 mg do Wegovy seja liberada ainda em 2026 no Brasil, enquanto a versão em comprimido deve chegar em 2027. A proposta é ampliar o acesso ao tratamento, oferecendo alternativas para diferentes perfis de pacientes, com eficácia semelhante entre as versões injetável e oral.

A empresa também desenvolve novas moléculas para obesidade, como Cagrisema e Amicretina, com o objetivo de aumentar a eficácia, reduzir efeitos colaterais e melhorar a adesão ao tratamento. Finkel reforça que a obesidade deve ser tratada como uma doença crônica e sistêmica, associada a mais de 200 condições, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.

No Brasil, mais de 65% da população apresenta sobrepeso ou obesidade, mas apenas cerca de 1% recebe tratamento medicamentoso — um cenário que, segundo a empresa, revela grande potencial de expansão. A estratégia inclui também parcerias, como a firmada com a Eurofarma, que amplia a distribuição por meio de outras marcas, como Poviztra e Extensior.

Outro ponto central é a tentativa de inclusão dos medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Após uma primeira negativa da Conitec, a empresa prepara uma nova submissão, com foco em públicos específicos e possível revisão de critérios. O custo foi um dos principais entraves na análise anterior, mas a farmacêutica afirma estar aberta a negociações para ampliar o acesso.

Enquanto isso, medidas alternativas vêm sendo adotadas, como programas de desconto e iniciativas para facilitar o início do tratamento. Ainda assim, o acesso segue limitado, especialmente fora da rede privada.

O cenário internacional também influencia o mercado brasileiro. Com a crescente demanda global e o avanço de novas tecnologias, a disputa por espaço no tratamento da obesidade tende a se intensificar, mesmo com o fim da exclusividade da semaglutida.

Fonte: OGLOBO

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Canetas Emagrecedoras

Mounjaro sobe de preço enquanto rivais seguram reajuste e ampliam disputa no mercado

por Redação 1 de abril de 2026

O medicamento Mounjaro (tirzepatida) terá aumento de preço a partir desta quarta-feira (1º), após autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Já os concorrentes Ozempic e Wegovy, à base de semaglutida, terão os valores mantidos por enquanto, enquanto a farmacêutica Novo Nordisk avalia o cenário.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o reajuste define apenas o teto permitido no país, cabendo a fabricantes e farmácias decidirem o preço final ao consumidor dentro desse limite. O novo valor máximo ainda precisa ser formalizado junto à CMED para entrar em vigor oficialmente.

Os três medicamentos estão enquadrados no nível 3 de regulação, destinado a produtos com pouca ou nenhuma concorrência, com reajuste máximo de 1,13% em 2026. No caso do Mounjaro, a fabricante Eli Lilly confirmou que aplicará o aumento integral permitido.

Com isso, o preço de fábrica do Mounjaro passa de uma faixa entre R$ 423,66 e R$ 3.680,86 para valores estimados entre R$ 428,44 e R$ 3.722,45, dependendo da dosagem. Os valores não incluem impostos e podem variar no preço final ao consumidor.

Já Ozempic e Wegovy permanecem sem alteração nos preços de fábrica. Atualmente, o Wegovy varia entre R$ 794,47 e R$ 1.987,84, enquanto o Ozempic custa entre R$ 794,47 e R$ 1.031,78, também conforme a dosagem.

O movimento ocorre em meio à crescente demanda por medicamentos voltados ao controle de diabetes e perda de peso, ampliando a disputa entre farmacêuticas e colocando pressão sobre preços em um mercado ainda com baixa concorrência.

Fonte: VALOR

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Saúde

Campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado em meio à alta de casos respiratórios

por Redação 27 de março de 2026

A campanha nacional de vacinação contra a gripe inicia neste sábado (28), em meio ao aumento de casos de doenças respiratórias no país. Dados preliminares do Ministério da Saúde indicam mais de 14 mil registros de síndrome respiratória aguda grave em 2026, com a influenza entre os principais vírus associados aos quadros mais críticos.

Com mais de 15 milhões de doses distribuídas, a estratégia prioriza grupos vulneráveis, como crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos a partir de 60 anos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde e educação. O objetivo é reduzir casos graves, internações e mortes relacionadas à gripe.

A influenza é causada pelos vírus da família Orthomyxoviridae, principalmente tipos A e B. Diferente do resfriado comum, a gripe provoca febre alta, dores no corpo, cansaço intenso e queda acentuada do estado geral. Segundo especialistas, sinais de alerta incluem falta de ar, febre persistente ou muito alta e piora progressiva do quadro respiratório, podendo evoluir para pneumonia.

A vacinação precisa ser repetida anualmente devido à mutação constante do vírus e à duração limitada da proteção, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas. Embora a vacina não cause gripe, ela protege contra formas graves da doença, mesmo que a infecção ainda possa ocorrer.

A vacinação é oferecida pelo SUS aos grupos prioritários, mas pessoas fora desses públicos podem receber a dose na rede privada ou, eventualmente, quando houver remanescentes ao final da campanha.

Segundo especialistas, vacinar-se antes do pico da circulação do vírus é fundamental para garantir proteção no momento de maior risco e evitar complicações graves.

Fonte: G1

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Saúde

Cientistas descobrem molécula que pode “matar de fome” células cancerígenas

por Redação 24 de março de 2026

Uma nova estratégia no combate ao câncer vem chamando a atenção da comunidade científica. Pesquisadores das universidades de Genebra e Marburg identificaram o potencial da D-cisteína — uma versão “espelhada” rara do aminoácido cisteína — para desacelerar o crescimento de células tumorais sem afetar significativamente tecidos saudáveis. O estudo foi publicado na revista Nature Metabolism.

A descoberta se baseia em um conceito conhecido da biologia molecular: algumas moléculas possuem versões praticamente idênticas, como imagens no espelho, mas que se encaixam de forma diferente nos processos celulares. No organismo humano, os aminoácidos aparecem majoritariamente na forma “L”, reconhecida e utilizada pelas células. Já a forma “D” costuma ter pouca participação nas funções biológicas.

Nos experimentos, os cientistas observaram que certas células cancerígenas possuem um transportador específico em sua superfície capaz de captar a D-cisteína com mais facilidade do que células saudáveis. Uma vez dentro da célula tumoral, a molécula interfere diretamente na produção de energia ao bloquear a enzima NFS1, localizada na mitocôndria.

Sem essa enzima, a célula passa a produzir menos energia, acumula falhas no material genético e perde a capacidade de se dividir. O resultado é um estado descrito como “fome metabólica”, no qual o tumor não necessariamente é destruído de imediato, mas tem seu crescimento desacelerado.

O principal diferencial da estratégia é o efeito seletivo. Como a entrada da D-cisteína depende de um transportador presente em maior quantidade em determinadas células tumorais, o impacto tende a se concentrar nas áreas afetadas pela doença. Em testes com camundongos com tumores mamários agressivos, os pesquisadores observaram redução relevante no crescimento tumoral, sem sinais importantes de toxicidade.

Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que o avanço até a prática clínica pode ser longo. O oncologista Stephen Stefani, do Grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, afirmou que o estudo apresenta um racional biológico consistente, mas ainda inicial. Segundo ele, muitos conceitos bem fundamentados não se traduzem necessariamente em benefícios concretos para pacientes.

A estratégia também não parece atuar de forma citotóxica direta, ou seja, não destrói imediatamente as células tumorais, mas dificulta sua multiplicação. Isso abre possibilidade de uso futuro como terapia adjuvante, combinada a tratamentos já existentes, para conter a progressão da doença ou reduzir o risco de metástases.

Até o momento, os resultados estão restritos a estudos laboratoriais e testes em animais. Para que a D-cisteína possa se tornar uma opção terapêutica, será necessário avançar para ensaios clínicos em humanos, começando por estudos de fase 1 para avaliar segurança e dosagem, seguidos por fases que investigam eficácia e comparação com tratamentos atuais.

Fonte: G1

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SUS

Hospital do RS é condenado por cobrar ilegalmente pacientes do SUS desde 2015 e terá de devolver valores em dobro

por Redação 20 de março de 2026

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) determinou que o Hospital São João, em Arvorezinha, cesse imediatamente a cobrança de qualquer valor de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão reconheceu que a instituição vinha exigindo pagamentos por procedimentos que deveriam ser totalmente gratuitos, prática considerada ilegal.

A sentença, proferida na quarta-feira (18), também obriga o hospital a devolver em dobro os valores pagos pelos usuários desde 2015. Além disso, foi reconhecido o direito à indenização por danos morais, a ser calculada individualmente conforme o estado de saúde do paciente e o impacto da cobrança no momento do atendimento.

De acordo com a Defensoria Pública, as cobranças envolviam consultas, exames, internações e outros serviços custeados pelo SUS. A Justiça determinou ainda que o hospital afixe, em local visível, aviso informando que o atendimento pelo sistema público é universal e gratuito, além de divulgar diariamente o número de leitos disponíveis.

O hospital poderá ser multado em R$ 1 mil por cada nova cobrança irregular e em R$ 500 por dia caso descumpra a obrigação de informar a disponibilidade de vagas. A instituição alegou no processo que havia limite de atendimentos destinados ao SUS e que, após ultrapassado esse número, estaria autorizada a cobrar de forma particular.

A juíza Paula Cardoso Esteves rejeitou a justificativa, destacando que a limitação de vagas não permite cobrança em situações de urgência e emergência. Segundo a magistrada, sendo o único hospital da cidade, a prática submeteu moradores a pressões financeiras em momentos de fragilidade.

Fonte: G1

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Canetas Emagrecedoras

“Bafo de Ozempic” levanta alerta sobre efeitos das canetas emagrecedoras na saúde bucal

por Redação 20 de março de 2026

O uso de canetas emagrecedoras no Brasil cresceu 88% em 2025, segundo o Conselho Federal de Farmácia (CFF), e passou a acender novos alertas entre especialistas. Entre os possíveis efeitos colaterais está o impacto na saúde bucal, com relatos do chamado “bafo de Ozempic”, termo popularizado nas redes sociais para descrever episódios de mau hálito associados a esses medicamentos.

Indicadas originalmente para o tratamento do diabetes tipo 2, substâncias como semaglutida e tirzepatida vêm sendo amplamente utilizadas para perda de peso. Além de efeitos já conhecidos, como náuseas, vômitos e refluxo, profissionais de saúde observam queixas relacionadas a alterações no hálito, tema que já motivou orientações do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

De acordo com o dentista Leonardo Acioli, CEO da rede SorriaMed, a demanda por esclarecimentos tem aumentado nos consultórios. Especialistas explicam que o mau hálito não é considerado um efeito colateral direto clássico, mas pode ocorrer como consequência indireta das mudanças provocadas pelos medicamentos no organismo.

Entre os mecanismos apontados está o retardo do esvaziamento gástrico, efeito esperado dessas substâncias, que prolonga a permanência do alimento no estômago e favorece a fermentação, com produção de gases e compostos voláteis percebidos no hálito. Outro fator relevante é a xerostomia, caracterizada pela redução da produção de saliva, o que pode aumentar o acúmulo de biofilme bacteriano e contribuir para o odor.

Especialistas também destacam que a estase gástrica, o refluxo e a cetose — comum em dietas restritivas ou perda de peso rápida — podem contribuir para o quadro. Apesar dos relatos, a frequência do sintoma ainda não é bem estabelecida em estudos clínicos, já que a halitose não costuma ser um desfecho avaliado nas pesquisas com esses medicamentos.

Para reduzir os riscos, profissionais recomendam medidas como manter boa hidratação, evitar longos períodos de jejum e reforçar a higiene bucal, com escovação adequada, uso de fio dental e limpeza da língua. O acompanhamento médico também é indicado para avaliar sintomas gastrointestinais e orientar possíveis ajustes no tratamento.

Fonte: OGLOBO

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Canetas Emagrecedoras

Patente cai, mas semaglutida nacional ainda demora e preço segue alto no Brasil

por Redação 20 de março de 2026

A patente da semaglutida, substância presente em medicamentos como o Ozempic, expira nesta sexta-feira (20), abrindo caminho para versões mais baratas no mercado brasileiro. Apesar da expectativa de chegada imediata de alternativas nacionais, nenhum produto foi aprovado até o momento. A previsão é que ao menos uma nova caneta seja liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até junho.

A exclusividade da substância era da farmacêutica Novo Nordisk há duas décadas. A empresa tentou estender o prazo por mais 12 anos na Justiça, mas não obteve sucesso, o que incentivou concorrentes a investir no desenvolvimento de versões próprias. Hoje, há 15 pedidos em análise no país.

Especialistas explicam que o processo regulatório é mais rigoroso devido à complexidade da semaglutida, um peptídeo considerado uma molécula na fronteira entre medicamentos sintéticos e biológicos. Essa característica exige avaliações técnicas detalhadas sobre segurança, eficácia e qualidade.

Entre os pedidos mais avançados estão os das farmacêuticas EMS e Ávita Care. A Anvisa solicitou esclarecimentos no início de março, e as empresas têm até 120 dias para responder. Se os dados forem considerados suficientes, a aprovação poderá ocorrer ainda no primeiro semestre.

O gerente-geral de medicamentos da agência, Raphael Sanches, destaca que a análise cuidadosa é necessária para evitar riscos à população. Entre os pontos avaliados estão estudos de imunogenicidade, controle de impurezas e métodos de análise capazes de identificar variações na molécula.

A EMS afirma ter investido R$ 1,2 bilhão na produção nacional da substância, com a ampliação de uma planta em Hortolândia (SP), que poderá fabricar até 20 milhões de canetas por ano.

Mesmo com o fim da patente, a queda de preços não deve ser imediata. Atualmente, cada caneta custa em média R$ 1 mil, e a redução depende da entrada efetiva de concorrentes no mercado. Como se trata de um medicamento biológico, não haverá versões genéricas, mas sim biossimilares, que podem custar cerca de 20% menos.

A discussão sobre a oferta do tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também ganha força com a possível chegada de versões nacionais. Hoje, o uso dessas canetas na rede pública é restrito a protocolos específicos. A incorporação foi rejeitada no ano passado devido ao alto custo estimado, que poderia gerar gasto anual de cerca de R$ 8 bilhões. Ainda não há definição sobre inclusão futura.

Fonte: G1

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Saúde

Mulher morre e mais de 100 pessoas são hospitalizadas após comer pizza na Paraíba

por Redação 18 de março de 2026

Uma mulher de 44 anos morreu e outras 117 pessoas foram atendidas em hospitais de Pombal, no Sertão da Paraíba, após consumir pizza em uma pizzaria local. A vítima, identificada como Rayssa Maritein Bezerra e Silva, deu entrada no Hospital Regional de Pombal na segunda-feira (16) com sintomas como diarreia, vômitos e dor abdominal, evoluindo para estado grave até o óbito confirmado na manhã desta terça-feira (17).

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os pacientes apresentaram náuseas, vômitos, dores abdominais e mal-estar geral. O atendimento ocorreu tanto na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) quanto no Hospital Regional, totalizando 114 atendimentos relacionados ao caso até a segunda-feira, com mais quatro pessoas posteriormente registradas na UPA, elevando para 118 o total de atendidos. Apenas uma criança de oito anos permanece internada.

A pizzaria La Favoritta, local de consumo da pizza, foi interditada pela Vigilância Sanitária de Pombal. Equipes técnicas recolheram materiais e insumos para análise laboratorial. Em nota, a defesa do estabelecimento informou que acompanhou a inspeção e que o proprietário acionou a Vigilância Sanitária, estando à disposição para colaborar com as investigações.

Um familiar relatou que a mulher e seu namorado consumiram a pizza na noite de domingo (15), passando mal ainda em casa, sendo inicialmente atendidos e liberados. Na manhã de segunda, Rayssa retornou em estado grave, evoluindo para morte no dia seguinte.

As autoridades de saúde seguem monitorando o caso e orientam que qualquer pessoa que apresente sintomas como vômitos, náuseas ou dores abdominais procure atendimento médico imediatamente.

Fonte: G1

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Canetas Emagrecedoras

‘Ozempic brasileiro’ deve demorar a chegar e queda de patente não deve reduzir preço rapidamente

por Redação 10 de março de 2026

A patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, cai no Brasil em 20 de março de 2026. Mesmo assim, especialistas afirmam que o esperado “Ozempic brasileiro” — versões produzidas por laboratórios nacionais — não deve chegar imediatamente às farmácias nem provocar uma grande queda de preços no curto prazo.

O principal motivo é que a produção do medicamento depende de aprovações regulatórias, investimentos industriais elevados e de um nível ainda limitado de concorrência no início. Enquanto isso, a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, criadora do Ozempic, prepara estratégias para manter sua força no mercado brasileiro, considerado o oitavo mais importante para a empresa no mundo.

Entre os planos da companhia está a produção das canetas no Brasil. A empresa já investe na ampliação de uma fábrica em Montes Claros (MG), com aporte de R$ 6,4 bilhões, para produzir medicamentos dessa classe no país.

Aprovação da Anvisa pode atrasar lançamento

O primeiro obstáculo para o chamado “Ozempic brasileiro” é a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Atualmente, 14 pedidos de produção de semaglutida estão em análise.

A agência pretende liberar no máximo três registros por semestre, o que pode prolongar o processo até 2028.

Laboratórios como a EMS, maior farmacêutica do país, afirmam que suas canetas só devem chegar ao mercado cerca de três meses após a aprovação regulatória. A previsão mais otimista aponta para vendas apenas no segundo semestre de 2026, com estimativas de lançamento em agosto.

Desconto inicial pode ser pequeno

Mesmo quando as versões nacionais chegarem ao mercado, a redução de preço pode ser limitada.

Isso ocorre porque a maioria dos medicamentos solicitados à Anvisa não será classificada como genérico, mas como similar. A diferença é que os genéricos precisam ser ao menos 35% mais baratos que o medicamento original, enquanto os similares exigem desconto mínimo de cerca de 20%.

Hoje, o Ozempic tem preço de tabela de cerca de R$ 1.299,70. Com essa regra, versões similares poderiam chegar ao mercado por aproximadamente R$ 1.039.

Analistas do Itaú BBA estimam que, inicialmente, os preços podem cair menos de 30%. Uma redução mais significativa, próxima de 50%, só deve ocorrer ao longo dos próximos cinco anos, conforme a concorrência aumente.

Produção exige investimento bilionário

Outro fator que dificulta a queda rápida dos preços é o alto custo de produção das canetas injetáveis.

Diferentemente de comprimidos ou cápsulas, esses medicamentos exigem fábricas altamente especializadas, com rigorosos controles ambientais, microbiológicos e de esterilidade. Além disso, o transporte precisa ser feito sob refrigeração.

A EMS, por exemplo, investiu cerca de R$ 1,2 bilhão em sua planta industrial em Hortolândia (SP). Poucos laboratórios brasileiros possuem estrutura adequada para fabricar esse tipo de medicamento.

Concorrência limitada no início

Embora várias farmacêuticas brasileiras tenham demonstrado interesse no mercado da semaglutida, poucas têm capacidade para produzir o medicamento de forma independente.

Empresas como Aché, Hypera e Cimed avaliam parcerias com fabricantes estrangeiros, principalmente da Ásia, para importar o produto ou terceirizar a produção.

Essas estratégias, no entanto, envolvem custos adicionais e impostos de importação, o que também pode reduzir a competitividade dos preços.

Novos remédios já pressionam o mercado

Antes mesmo da queda da patente do Ozempic, o mercado já enfrenta forte concorrência de novos medicamentos.

O principal deles é o Mounjaro, da farmacêutica americana Eli Lilly, cujo princípio ativo é a tirzepatida. Apenas em janeiro, o medicamento gerou cerca de R$ 850 milhões em vendas no Brasil — quase o dobro do faturamento combinado dos produtos à base de semaglutida da Novo Nordisk.

Novos tratamentos ainda mais potentes estão em desenvolvimento. Um deles é a retatrutida, também da Eli Lilly, que pode reduzir até 25% do peso corporal e tem lançamento previsto para o Brasil em 2027.

Além disso, comprimidos como o Rybelsus — versão oral da semaglutida — já oferecem alternativa mais barata, custando cerca de R$ 565.

Mercado cresce rapidamente no Brasil

Apesar dos desafios, o mercado de medicamentos para perda de peso continua em forte expansão.

Segundo dados da consultoria Close-Up, as vendas dessas canetas dobraram no Brasil no último ano e movimentaram cerca de R$ 12 bilhões. A previsão do Itaú BBA é que o setor alcance faturamento de R$ 24,6 bilhões em 2026 e ultrapasse R$ 50 bilhões até 2030.

Esse crescimento é impulsionado tanto pelo aumento da obesidade quanto pela demanda estética e pelo potencial de uso dos medicamentos no tratamento de outras doenças, como problemas cardiovasculares.

Fonte: G1

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SUS

Médico é condenado a 6 anos por cobrar para antecipar cirurgias do SUS no Paraná

por Redação 3 de março de 2026

O médico ortopedista Adilson Cleto Bier, de Toledo, no oeste do Paraná, foi condenado a seis anos de reclusão por corrupção passiva após cobrar valores de pacientes para antecipar cirurgias ortopédicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de 27 dias-multa — equivalentes a 27 salários mínimos da época dos fatos, com correção — e a perda da função pública vinculada às demandas do SUS. O médico pode recorrer em liberdade.

A defesa, representada pelo advogado Sérgio Canan, afirmou que considera a sentença injusta e que irá recorrer.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o crime ocorreu sete vezes entre 2014 e 2015. As cobranças eram feitas no consultório particular do médico, onde ele prometia antecipar cirurgias de pacientes que aguardavam na fila do SUS.

Em 2015, Bier foi preso em flagrante após receber R$ 4,6 mil de uma paciente. Segundo o MP, a vítima foi orientada a entregar o valor em um envelope no consultório, ação que foi monitorada. O dinheiro foi apreendido no local, e objetos também foram recolhidos para investigação. Ele foi solto no decorrer do processo e respondeu às acusações em liberdade.

Em agosto de 2025, o médico já havia sido condenado por improbidade administrativa na esfera cível. A decisão determinou a devolução de R$ 53.786,82 cobrados indevidamente, além do pagamento de multa civil de R$ 107.573,64, totalizando mais de R$ 160 mil.

Na esfera cível, Bier também foi afastado da função pública, teve o credenciamento no SUS cancelado, os direitos políticos suspensos por oito anos e ficou proibido de contratar com o poder público por seis anos.

Em outro processo anterior, ele também foi condenado por corrupção passiva.

Fonte: G1

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