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Categoria:

Saúde

Canetas Emagrecedoras

Canetas emagrecedoras falsificadas provocam reações graves e expõem risco crescente à saúde

por Redação 11 de dezembro de 2025

Relatos recentes revelam um cenário alarmante envolvendo a venda e o uso de canetas emagrecedoras clandestinas no Brasil. Pacientes têm apresentado reações severas após aplicações de suposta tirzepatida — substância presente no medicamento Mounjaro — adquiridas fora dos canais oficiais e sem qualquer garantia de procedência. A popularização dos injetáveis para perda de peso, aliada à busca por resultados rápidos e preços mais baixos, tem impulsionado um mercado paralelo que opera sem controle sanitário.

O chef Paulo Marin, de 50 anos, é um dos casos mais marcantes. Após ser atendido por alguém que se apresentava como médico, em um consultório improvisado e sem qualquer exibição de frascos, lotes ou receita, ele recebeu aplicações semanais por R$ 250. As reações foram imediatas: náuseas intensas, tontura, vômito e hematomas. Em uma tentativa anterior, ao usar a chamada “caneta do Paraguai”, acabou hospitalizado após fortes sintomas gastrointestinais.

Especialistas afirmam que os riscos começam muito antes da aplicação. Análises laboratoriais detectaram purezas extremamente baixas — entre 7% e 14% — em produtos vendidos como tirzepatida, quando o medicamento original exige 99%. Foram identificadas substâncias desconhecidas, falta de esterilidade e até presença de sibutramina, proibida para uso injetável. A manipulação regular é permitida no país, mas exige uma série de critérios rígidos, como insumo rastreável, ambiente estéril, produção individualizada e prescrição médica — exigências que o mercado clandestino simplesmente ignora.

O resultado são reações imprevisíveis no organismo: vômitos persistentes, desidratação, febre, manchas pelo corpo, surtos psicóticos, diverticulite, taquicardia e risco de infecção sistêmica. Em casos extremos, pode haver risco de morte. A aposentada Ivete de Freitas, 69 anos, relata que, ao aplicar um frasco supostamente importado da Argentina, seu corpo ficou tomado por placas vermelhas em poucos minutos — sintomas que se repetiram e se agravaram nas aplicações seguintes.

Entre os riscos menos visíveis está o atraso no tratamento adequado. Quem usa produtos falsificados acredita estar sob efeito terapêutico, enquanto diabetes ou obesidade seguem sem controle — aumentando complicações cardiovasculares e metabólicas.

A fabricante do Mounjaro, Eli Lilly, alerta que não autoriza manipulação, revenda a granel ou frascos multidoses. Segundo a empresa, qualquer solução líquida comercializada como tirzepatida fora dos canais oficiais deve ser tratada como falsificação. Análises recentes identificaram desde substâncias desconhecidas até ausência total do princípio ativo.

O avanço desse mercado paralelo preocupa médicos e autoridades sanitárias, que reforçam a importância da prescrição médica, da compra exclusiva em canais regulamentados e da denúncia de irregularidades. Para especialistas, o aumento de casos graves é um alerta de que a busca pelo emagrecimento rápido tem se tornado uma porta de entrada para riscos sérios e muitas vezes irreversíveis.

Fonte: G1

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SaúdeVacina contra a Dengue

Vacina contra a dengue do Butantan começa a ser aplicada em janeiro em profissionais da saúde e adultos de 59 anos

por Redação 9 de dezembro de 2025

O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (9), o início da estratégia de imunização com a nova vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante, primeira dose única do mundo e produzido integralmente no Brasil, começará a ser aplicado a partir de janeiro do próximo ano em grupos prioritários. As doses serão distribuídas exclusivamente pelo SUS, com oferta ampliada a partir de 2026, quando o primeiro lote, com 1,3 milhão de unidades, será disponibilizado.

Segundo o Ministério da Saúde, terão prioridade na vacinação os trabalhadores da Atenção Primária de todo o país e adultos de 50 a 59 anos, com início pelos mais velhos e expansão progressiva para faixas etárias menores. A vacina oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue e será inicialmente destinada aos profissionais que atuam diretamente na rede básica.

O ministro Alexandre Padilha afirmou que a campanha deve começar até o final de janeiro. A estimativa considera a ampliação gradual da produção do Butantan e a entrega de novas remessas ao longo do ano. O planejamento também prevê que, conforme a disponibilidade das doses aumente, a vacinação avance para o público geral.

Um estudo clínico específico para pessoas com mais de 60 anos também será iniciado no início do próximo ano, após autorização da Anvisa. A ampliação da vacinação para esse público dependerá dos resultados da análise.

Desde 2024, o Brasil já oferece outra vacina contra dengue pelo SUS, aplicada em adolescentes de 10 a 14 anos. Mais de 7,4 milhões de doses da vacina japonesa foram aplicadas, e a estratégia continuará vigente, paralelamente ao novo imunizante do Butantan, destinado a pessoas de 15 a 59 anos.

O Ministério da Saúde informou ainda que parte das doses será utilizada para avaliar o impacto da imunização em Botucatu, no interior de São Paulo, onde há predominância do sorotipo DENV-3. Aproximadamente metade da população de 15 a 59 anos deverá receber a vacina. Outros municípios com cenário epidemiológico semelhante também podem ser incluídos.

De acordo com a Anvisa, a vacina do Butantan apresentou 74,7% de eficácia contra dengue sintomática em pessoas entre 12 e 59 anos e 89% de proteção contra casos graves. Mesmo com a redução de 75% nos registros da doença em 2025, o Ministério reforça que ações preventivas seguem essenciais, como eliminar recipientes com água parada, instalar telas de proteção e manter reservatórios limpos.

Fonte: G1

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Saúde

Losartana vicia? Por quanto tempo pode tomar? Genérico mais vendido do Brasil escancara problema de saúde pública

por Redação 5 de dezembro de 2025

A losartana, hoje o genérico mais vendido do país, ultrapassando até analgésicos populares, tornou-se símbolo de um problema crescente na saúde pública brasileira. O medicamento, amplamente utilizado para tratar hipertensão, reflete um cenário marcado por sedentarismo, má alimentação, noites mal dormidas e diagnóstico tardio — fatores que explicam a elevada prevalência da doença no Brasil, onde três em cada dez adultos têm pressão alta.

Especialistas afirmam que o avanço do uso do remédio não decorre apenas do envelhecimento da população. Para o cirurgião cardiovascular Ricardo Katayose, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, a expansão revela falhas nos cuidados primários e na prevenção. O cenário se tornou ainda mais sensível após a nova Diretriz Brasileira de Hipertensão, de 2025, que ampliou o grupo de risco ao classificar 12×8 como pré-hipertensão.

A losartana age bloqueando a ação da angiotensina II, substância que contrai vasos sanguíneos e eleva a pressão. Sua eficácia, baixo custo e distribuição gratuita no SUS impulsionam sua adesão. Mas especialistas reforçam: ela não cura a doença, apenas controla os níveis de pressão — e não “vicia”, podendo ser utilizada por toda a vida com segurança, desde que com orientação médica.

O cardiologista Márcio Sousa, do Instituto Dante Pazzanese, destaca que a losartana é apenas uma das três principais classes usadas no tratamento da hipertensão, ao lado de diuréticos e bloqueadores de canais de cálcio. Embora popular, não é necessariamente a melhor opção para todos os pacientes. Medicamentos mais modernos da mesma classe, como candesartana e omesartana, têm ação prolongada e facilitam a adesão por exigirem apenas uma dose diária.

Apesar da eficácia, a utilização indiscriminada gera riscos. Muitos pacientes começam a tomar o remédio sem diagnóstico adequado, o que pode mascarar problemas como apneia do sono, estenose de artéria renal ou distúrbios hormonais. Especialistas reforçam que tratar a pressão não é tratar a causa, e que o risco cardiovascular precisa ser avaliado de forma ampla, considerando peso, sono, estresse, glicemia e colesterol.

Sobre segurança, os médicos afirmam que o uso contínuo da losartana é seguro quando o medicamento é fabricado por laboratórios confiáveis. Os recalls de 2018, relacionados a lotes contaminados por nitrosaminas, foram resultado de falhas industriais já corrigidas; análises recentes do INCQS apontaram ausência de contaminação em 2025.

Para além do remédio, o combate eficaz à hipertensão depende de medidas sustentáveis, como reduzir o sal, aumentar o consumo de potássio, praticar exercícios, dormir bem, controlar o peso, reduzir álcool e gerenciar o estresse. Segundo os especialistas, a principal ameaça não é o medicamento, mas a ideia de que ele substitui mudanças de estilo de vida e acompanhamento regular.

Fonte: G1

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Canetas Emagrecedoras

Operação da PF expõe rede clandestina de medicamentos para emagrecer ligada a clínicas de luxo, laboratório e ilha na Bahia

por Redação 1 de dezembro de 2025

A reportagem exibida pelo Fantástico neste domingo (30) trouxe novos detalhes sobre uma operação da Polícia Federal que desarticulou um esquema clandestino de fabricação e comercialização de substâncias usadas em canetas emagrecedoras. A investigação revelou a atuação de um laboratório irregular, clínicas instaladas em áreas nobres e até o uso de uma ilha paradisíaca na Bahia como local de treinamentos e articulação comercial.

O principal alvo da operação é o médico baiano Gabriel Almeida, influenciador digital com mais de 750 mil seguidores. Conhecido por conteúdos sobre tratamento da obesidade, ele se apresenta como escritor, palestrante, empresário e formador de médicos — e costuma viajar em jatinho particular para cumprir a agenda.

A substância mais prescrita por Gabriel é a Tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro, indicado para obesidade e diabetes. No Brasil, apenas um laboratório tem autorização da Anvisa para comercializá-la em larga escala, mas farmácias de manipulação podem produzi-la individualmente, desde que sob prescrição específica. Segundo a Polícia Federal, essa regra era descumprida pelos investigados, que manipulavam ampolas em grande volume, sem identificação de pacientes e em ambiente irregular.

Ao todo, 24 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências, clínicas e laboratórios ligados ao médico e a outros profissionais investigados. A PF também realizou buscas na sede do laboratório Unikka Pharma, na Zona Sul de São Paulo, acusado de produzir e distribuir grandes quantidades das substâncias. Segundo as investigações, Gabriel e outros médicos seriam sócios ocultos do empreendimento. Além das ampolas de Tirzepatida, foram apreendidos anabolizantes, implantes hormonais e outros produtos manipulados.

Outro ponto destacado pela investigação é a Ilha de Carapituba, localizada na Baía de Todos os Santos e acessível após 40 minutos de barco desde Salvador. A PF afirma que Gabriel adquiriu a ilha em consórcio com outras pessoas e que o local servia para treinamentos de médicos de todo o país sobre o chamado Protocolo de Emagrecimento. Segundo o delegado Fabrízio Galli, a ilha funcionava como centro de estudos e vitrine para apresentação dos produtos que seriam vendidos a clínicas e laboratórios.

Em nota, o advogado de Gabriel Almeida afirmou que ele não é endocrinologista, mas possui pós-graduações reconhecidas pelo MEC. A defesa negou qualquer participação do médico na produção dos medicamentos, na Unikka Pharma ou como sócio oculto, alegando que Gabriel seria apenas consumidor dos produtos.

A Unikka Pharma também se manifestou, ressaltando que nunca fabricou ou comercializou o chamado “falso Mounjaro” e que atende exclusivamente clínicas e médicos habilitados, sem vendas diretas ao público. A Anvisa informou ter prestado apoio técnico para identificar os produtos apreendidos, mas reforçou que o caso corre sob sigilo judicial e cabe à PF fornecer outras informações.

Fonte: FANTÁSTICO

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Mounjaro

Médico com 750 mil seguidores é alvo da PF por suspeita de fabricar Mounjaro ilegalmente em São Paulo

por Redação 27 de novembro de 2025

O médico Gabriel Almeida, que reúne quase 750 mil seguidores nas redes sociais e atende em uma clínica de alto padrão no Jardim Europa, em São Paulo, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (27). Ele é investigado por supostamente integrar uma quadrilha especializada na produção e venda ilegal do medicamento Mounjaro (Tirzepatida), utilizado para emagrecimento.

Segundo a PF, Almeida seria o principal nome do grupo formado por profissionais da saúde, clínicas e laboratórios que produziam a substância sem autorização, manipulando o princípio ativo do medicamento sem pagamento de patente e em desacordo com normas sanitárias. As investigações indicam que o produto era comercializado nas redes sociais como se fosse regularizado, sem controle de qualidade, esterilidade ou rastreabilidade, o que aumentaria o risco sanitário aos consumidores.

A operação, chamada Slim, cumpre 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. A investigação durou quase um ano e teve início após denúncia da fabricante detentora da patente.

O consultório principal de Almeida, o Núcleo GA, está localizado na Avenida Brasil, área nobre da capital paulista, e possui unidades também em Salvador, Petrolina e Feira de Santana. Além da atuação clínica, o médico é palestrante e autor de livros sobre emagrecimento.

A defesa do médico nega qualquer irregularidade. Em nota, afirma que Almeida é apenas prescritor, não manipula medicamentos e não faz comércio ilegal de substâncias. Os advogados classificam como “tecnicamente impossível” a acusação de que ele fabricaria fármacos e alegam que sua atuação se restringe à medicina clínica e docência.

A defesa sustenta ainda que a investigação não trata de falsificação de medicamentos, mas de uma disputa jurídica sobre patente da Tirzepatida, e que a manipulação da substância é permitida por normas da Anvisa e pela legislação vigente. Os representantes dizem que o médico colabora com a PF e entregou voluntariamente celulares e computadores para perícia.

Fonte: G1

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Saúde

Por que os casos de câncer de tireoide estão aumentando no mundo? Entenda o que diz a ciência

por Redação 21 de novembro de 2025

A glândula tireoide, localizada na base do pescoço, regula funções vitais como batimentos cardíacos, pressão arterial, temperatura corporal e metabolismo. O câncer de tireoide ocorre quando células da glândula passam a se multiplicar de forma descontrolada, podendo invadir tecidos próximos e se espalhar para outras partes do corpo. Embora apresente altas taxas de cura, o avanço consistente da incidência da doença preocupa especialistas.

Nos Estados Unidos, o banco de dados Seer mostra que os diagnósticos mais que triplicaram entre 1980 e 2016. Para mulheres, a taxa passou de 6,15 para 21,28 casos por 100 mil habitantes; para homens, de 2,39 para 7,54. É um dos poucos tipos de câncer cujo crescimento permanece expressivo ao longo das décadas.

Um dos primeiros fatores apontados é a exposição à radiação ionizante na infância. Após o acidente de Chernobyl e entre sobreviventes das bombas atômicas do Japão, aumentos acentuados foram registrados. No entanto, sem desastres nucleares recentes que explicassem o avanço global, a ciência voltou-se para outra hipótese: o aprimoramento dos diagnósticos.

A introdução da ultrassonografia da tireoide nos anos 1980 e da punção aspirativa por agulha fina nos anos 1990 permitiu detectar tumores muito pequenos, que antes passavam despercebidos. Esse diagnóstico excessivo elevou as estatísticas, enquanto a mortalidade permanecia estável. O fenômeno foi ainda mais evidente na Coreia do Sul, onde a incidência disparou após a criação de um programa de rastreamento — e caiu novamente quando o programa foi reduzido.

Mesmo assim, pesquisadores afirmam que essa explicação não abrange todo o cenário. Países de renda média também registraram aumento, e tumores maiores e mais avançados passaram a ser detectados com mais frequência. Estudos nos Estados Unidos identificaram que, embora pequenos carcinomas papilares respondam por grande parte dos diagnósticos, também crescem os casos metastáticos, com um discreto, porém contínuo, aumento da mortalidade anual.

Entre as hipóteses mais estudadas está a obesidade, cuja prevalência tem aumentado desde os anos 1980. Pessoas com IMC mais elevado têm risco até 50% maior de desenvolver câncer de tireoide, além de maior probabilidade de tumores agressivos e maior mortalidade relacionada à doença. As explicações envolvem inflamação crônica, resistência à insulina e alterações no funcionamento hormonal.

Outra linha de investigação analisa substâncias desreguladoras endócrinas presentes em utensílios domésticos, cosméticos e pesticidas — entre elas PFOA e PFOS —, embora as evidências ainda sejam conflitantes. Elementos-traço associados a regiões vulcânicas também são estudados, mas faltam pesquisas epidemiológicas robustas.

A exposição crescente à radiação médica é outro ponto sensível. Com o aumento do uso de tomografias e raios X, inclusive em crianças, estimativas sugerem que milhares de diagnósticos anuais podem estar ligados a esses exames. A glândula jovem é particularmente vulnerável.

Para especialistas, o cenário mais provável é multifatorial, resultado de interações entre ambiente, metabolismo, dieta, hormônios e genética. Embora a maioria dos tumores seja tratável e apresente bom prognóstico, compreender as causas do aumento permanece crucial para ajustar políticas de rastreamento e prevenir intervenções desnecessárias.

Fonte: G1

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Intoxicação por Metanol

Polícia investiga morte de dois homens por suspeita de intoxicação por metanol em bares de Cajamar

por Redação 11 de novembro de 2025

A Polícia Civil investiga a morte de dois homens, de 29 e 38 anos, que passaram mal após consumir bebidas alcoólicas em bares de Cajamar, na Grande São Paulo, no último sábado (8). A suspeita é de que as bebidas tenham sido “batizadas” com metanol, substância altamente tóxica.

Segundo o boletim de ocorrência, as vítimas morreram horas depois, no domingo (9). Elias Francisco Do Nascimento, de 38 anos, foi encontrado pela mãe com sinais de intoxicação em sua residência. Bruno Felipe Campos Alves, de 29 anos, também não resistiu.

Equipes da Polícia Civil, da Vigilância Sanitária e da Secretaria de Segurança Urbana lacraram os bares frequentados pelas vítimas e apreenderam cerca de 55 litros de bebidas destiladas de diversas marcas para perícia. Outros dois homens que consumiram bebidas nos mesmos locais passaram mal; um permanece internado em estado grave no Hospital Albano, em Franco da Rocha, e outro recebeu atendimento no Hospital Municipal de Cajamar.

O caso foi registrado como morte suspeita na delegacia de Cajamar, e exames do Instituto Médico Legal (IML) foram requisitados para determinar a causa exata das mortes. A Prefeitura de Cajamar confirmou as ocorrências e informou que três bares na região do km 43 da Rodovia Anhanguera foram interditados, com amostras enviadas para análise pericial.

O metanol é um álcool industrial altamente perigoso quando ingerido, podendo provocar comprometimento da medula, cérebro e nervo óptico, além de insuficiências pulmonares e renais. Os sintomas incluem dor abdominal, náuseas, vômitos, visão turva, convulsões e sedação.

Este caso faz parte de uma série de intoxicações recentes em São Paulo: até o último boletim do governo estadual, nove pessoas morreram e 47 casos foram confirmados por ingestão de bebidas adulteradas.

A Vigilância Sanitária recomenda que a população evite consumir bebidas de procedência desconhecida e procure atendimento médico imediatamente em caso de suspeita de intoxicação. Serviços de saúde podem ser localizados pelo BuscaSaúde
ou pelo Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP) nos números (11) 5012-5311 ou 0800 771 3733.

Fonte: G1

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Saúde

Estudo no BMJ conclui que paracetamol na gravidez não causa autismo e desmente declarações de Trump

por Redação 10 de novembro de 2025

Um amplo levantamento publicado nesta segunda-feira (10) no periódico científico British Medical Journal (BMJ) concluiu que não há evidências que sustentem uma relação entre o uso de paracetamol na gravidez e o desenvolvimento de transtornos do espectro autista (TEA) em crianças.

A análise, considerada a mais abrangente já feita sobre o tema, reforça o consenso científico e contradiz as recentes afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia declarado existir um vínculo entre o medicamento e o autismo, sem apresentar provas.

“Os dados atualmente disponíveis são insuficientes para confirmar um vínculo entre a exposição ao paracetamol no útero e o autismo, assim como o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) durante a infância”, diz o texto do estudo.

Revisão “guarda-chuva” e metodologia rigorosa

O artigo não traz novas pesquisas, mas compila e revisa estudos anteriores sobre o tema — um tipo de análise conhecido como “revisão guarda-chuva”, que consolida resultados de revisões sistemáticas e meta-análises.

De acordo com os autores, muitos dos trabalhos que sugeriam uma possível ligação entre o uso de paracetamol e o autismo tinham “qualidade baixa ou extremamente baixa”, sem controle adequado de fatores como predisposição genética, condições médicas da mãe ou uso do medicamento para tratar febre e dor — variáveis que podem distorcer os resultados.

A revisão destaca que esses estudos “não fornecem evidências robustas sobre mecanismos de causa e efeito” e, portanto, não sustentam qualquer relação causal entre o medicamento e o TEA.

Repercussão científica

A conclusão foi amplamente elogiada pela comunidade médica. O professor Dimitrios Sassiakos, especialista em obstetrícia da University College London, afirmou que o trabalho é “metodologicamente sólido e confirma o que especialistas vêm afirmando há anos”.

Após as declarações de Trump, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também reiterou que não há comprovação científica de que o paracetamol cause autismo, defendendo seu uso controlado como analgésico seguro durante a gravidez, diferentemente de medicamentos como aspirina e ibuprofeno, que apresentam riscos conhecidos para o feto.

O novo estudo, portanto, reafirma o paracetamol como a principal opção segura para gestantes no tratamento de febre e dor.

Fonte: G1

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Intoxicação por Metanol

Jovem de 25 anos é a 7ª vítima confirmada de intoxicação por metanol em São Paulo

por Redação 23 de outubro de 2025

A sétima morte confirmada por intoxicação por metanol no estado de São Paulo é a de Cleiton da Silva Conrado, de 25 anos, morador de Osasco, na Região Metropolitana.

Ele foi encontrado morto em casa após participar de um churrasco em que outra pessoa também morreu. A companheira dele, Jhenifer Carolina dos Santos Gomes, foi levada desacordada ao hospital e morreu depois — embora a morte dela ainda não conste como caso investigado pelas autoridades.

Horas antes, Cleiton e Jhenifer haviam estado na casa de Daniel, outra vítima da intoxicação, que também passou mal e morreu.

De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), o corpo de Cleiton apresentava 16 decigramas de metanol por litro de sangue e presença de cocaína. O médico do Samu, que atendeu a ocorrência, já havia identificado suspeita de overdose no momento do atendimento, mas sem sinais de violência.

A viúva de Daniel, Josiellen dos Santos de Jesus, relatou que o casal participou do churrasco para que ela conhecesse o marido da prima. Após o encontro, os três permaneceram bebendo e compraram bebidas em uma adega próxima, local que Daniel frequentava com frequência.

“A gente fez um churrasco lá em casa para conhecer o marido da minha prima, que foi o primeiro que faleceu, o Cleiton. Depois, a minha prima também morreu. A minha sorte é que eu não bebo. Senão, estaria ele em um caixão e eu do lado em outro”, disse Josiellen.

Segundo ela, a perícia recolheu todas as garrafas encontradas na residência.

O casal tinha uma filha de quase um ano.

Aumento de casos

Com a nova confirmação, o total de mortes subiu para sete, e o número de casos confirmados passou de 38 para 42. Há 18 casos em investigação, incluindo um óbito em Piracicaba, e 423 suspeitas descartadas.

O metanol é um álcool industrial altamente tóxico, utilizado em solventes e produtos químicos. Quando ingerido, é metabolizado pelo fígado e gera substâncias que causam lesões no cérebro, na medula e nos nervos ópticos, podendo levar à cegueira, coma e morte.

Outra vítima: 50 dias em coma

Em Osasco, o jovem Rafael Anjos Martins, de 28 anos, completou 50 dias em coma após ingerir gin adulterado comprado em uma adega na Zona Sul de São Paulo.
O exame indicou 155 mg/L de metanol — valor considerado crítico. Rafael segue internado em UTI e depende de ventilação mecânica.

A Polícia Civil investiga o caso e apreendeu garrafas abertas e lacradas para perícia.

Orientação à população

O Centro de Vigilância Sanitária de SP recomenda atenção redobrada à procedência das bebidas.
Os sintomas de intoxicação incluem visão turva, dor de cabeça, náusea, vômito, convulsões e desorientação.

Em caso de suspeita, o atendimento médico deve ser imediato.
? Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP): (11) 5012-5311 / 0800 771 3733
? Localize o serviço mais próximo: buscasaude.prefeitura.sp.gov.br

Fonte: G1

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Saúde

Anvisa aprova uso do Mounjaro para tratamento da apneia do sono em adultos com obesidade

por Redação 21 de outubro de 2025

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do Mounjaro para o tratamento da apneia obstrutiva do sono (AOS) em adultos com obesidade. A decisão foi assinada na sexta-feira (17) e publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União.

O medicamento, cujo princípio ativo é a tirzepatida, já era aprovado no país para o tratamento do diabetes tipo 2. Com a nova autorização, ele se torna o primeiro fármaco validado para tratar a apneia do sono no Brasil, segundo a fabricante Eli Lilly.

“A aprovação de Mounjaro para a apneia obstrutiva do sono é um marco transformador para os pacientes, já que se trata de uma condição subdiagnosticada e com opções de tratamento limitadas”, afirmou Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly.

A decisão da Anvisa foi baseada em estudos clínicos que demonstraram a eficácia da tirzepatida na redução dos episódios de interrupção respiratória durante o sono.

Um estudo publicado em 2024 na revista científica New England Journal of Medicine mostrou que o medicamento levou à melhora significativa na qualidade do sono e à redução dos sintomas da apneia, com até 50% dos pacientes deixando de apresentar os sinais da doença.

Atualmente, o tratamento mais comum para a apneia do sono é o CPAP, aparelho que mantém as vias aéreas abertas durante o sono. No entanto, o uso da tirzepatida apresentou resultados que, em alguns casos, dispensaram a necessidade do equipamento.

Além da melhora respiratória, os pacientes tiveram redução no peso corporal e nos fatores de risco cardiovasculares. O efeito colateral mais comum relatado foi desconforto estomacal leve.

O Mounjaro ainda não está disponível no mercado brasileiro devido à alta demanda mundial, mas a expectativa é de que chegue às farmácias até o fim de 2024.

Fonte: G1

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