Tarcísio chama prisão de Bolsonaro de “injustiça” e afirma que seguirá ao lado do ex-presidente

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou neste sábado (22) como “injustiça” a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizada pela Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em manifesto divulgado nas redes sociais, Tarcísio afirmou que Bolsonaro é inocente, criticou a condução do caso e disse que continuará apoiando o ex-presidente.

O governador argumentou que a retirada de Bolsonaro de casa, “desconsiderando seu grave estado de saúde”, seria um ato “irresponsável” e contrário ao “princípio da dignidade humana”. Bolsonaro foi levado por volta das 6h de sábado para a Superintendência da PF em Brasília após a prisão preventiva ser decretada.

Segundo a decisão de Moraes, a medida foi adotada após a Polícia Federal relatar violação da tornozeleira eletrônica e apontar risco de que uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em frente ao condomínio do ex-presidente, pudesse comprometer a efetividade da prisão domiciliar. A PF também apresentou elementos que indicariam risco de fuga.

O ministro destacou ainda que a residência de Bolsonaro fica a cerca de 13 quilômetros da embaixada dos Estados Unidos e relembrou que, durante a investigação que resultou na condenação por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente chegou a planejar uma fuga para a embaixada da Argentina em busca de asilo político.

A prisão preventiva não tem relação direta com a condenação de 27 anos pela tentativa de golpe, cuja execução ainda depende do esgotamento de recursos. A decisão atual decorre exclusivamente do suposto descumprimento das regras da prisão domiciliar e do risco à ordem pública apontado pela PF.

Fonte: G1

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