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São Paulo

Feminicidio

Julgamento que pode expulsar tenente-coronel acusado de matar esposa entra em fase decisiva em SP

por Redação 11 de maio de 2026

O processo administrativo que pode expulsar da Polícia Militar de São Paulo o tenente-coronel Geraldo Neto, preso acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves, será retomado nesta semana com novos depoimentos de testemunhas.

As audiências do Conselho de Justificação (CJ) da PM estão marcadas para esta segunda-feira (11) e quinta-feira (14). Serão ouvidas três policiais militares amigas da vítima e um oficial que atendeu à ocorrência no dia da morte.

Geraldo Neto responde administrativamente por conduta incompatível com a permanência na corporação e também é acusado de tentar intimidar policiais de menor patente durante o atendimento do caso, ocorrido em 18 de fevereiro.

Segundo a investigação, os agentes registraram o comportamento do oficial por meio de câmeras corporais.

Nesta segunda-feira, devem depor uma soldado e um primeiro-tenente. Já na quinta-feira, serão ouvidas uma subtenente e uma cabo, todas amigas próximas de Gisele Alves.

Relatos já anexados ao processo apontam um histórico de ciúme, controle e comportamento possessivo por parte do tenente-coronel. De acordo com as testemunhas, ele monitorava redes sociais, controlava conversas e até restringia o uso de maquiagem e perfume pela esposa.

As amigas também afirmaram que Gisele planejava se separar após descobrir supostas traições do marido. Todas negaram que a policial apresentasse comportamento suicida.

Um primeiro-tenente ouvido pela Polícia Civil relatou ainda ter estranhado a preservação da cena do crime. Segundo ele, o apartamento estava “mais preservado do que o de costume numa situação dessas”.

Ainda não há data marcada para o interrogatório de Geraldo Neto no Conselho de Justificação. A defesa informou que não irá comentar o processo administrativo neste momento.

O procedimento corre separadamente da ação criminal e pode resultar na expulsão do oficial mesmo sem condenação definitiva na Justiça.

O colegiado responsável pelo julgamento é formado por três coronéis da PM. Caso entendam que Geraldo Neto não reúne condições morais e funcionais para permanecer na corporação, o caso seguirá para o Tribunal de Justiça Militar, que poderá determinar a perda do posto e da patente.

Na esfera criminal, o oficial responde por feminicídio e fraude processual. Ele está preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital paulista.

Segundo o Ministério Público, Gisele Alves, de 32 anos, queria encerrar o relacionamento, mas o marido não aceitava a separação. A acusação sustenta que ele matou a esposa com um tiro na cabeça e tentou forjar um suicídio.

A defesa nega o crime e afirma que a própria policial tirou a própria vida após o oficial pedir o divórcio.

Laudos periciais da Polícia Civil e do Ministério Público, porém, apontam indícios de que o tenente-coronel teria segurado a cabeça da vítima antes do disparo e alterado a cena do crime.

Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior. Caso seja condenado, Geraldo Neto poderá ser obrigado a pagar indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima.

Fonte: G1

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Segurança

Diretora leva tapa no rosto de mãe de aluno após impedir criança de ficar sozinha em Mongaguá

por Redação 11 de maio de 2026

Uma diretora de escola municipal foi agredida com um tapa no rosto pela mãe de um aluno dentro de uma unidade de ensino em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O caso aconteceu na última sexta-feira (8), na Escola Municipal de Educação Fundamental (EMEF) Minol Ivata.

Segundo informações apuradas, a agressão ocorreu após a gestora entrar em contato com a responsável para que ela buscasse o filho na escola. A criança havia retornado à unidade depois que o ônibus escolar constatou que não havia nenhum adulto no ponto de desembarque para recebê-la.

De acordo com a direção, o procedimento seguiu as normas da Secretaria Municipal de Educação, que proíbem a liberação de menores de 12 anos desacompanhados.

A mãe do estudante questionou o retorno do menino à escola e afirmou que ele poderia ter sido deixado sozinho no local de desembarque. Durante a discussão, ela acabou agredindo a diretora fisicamente.

Em nota, professores da unidade repudiaram o episódio e afirmaram que nenhum tipo de violência pode ser tolerado no ambiente escolar.

“A agressão contra nossa diretora não é apenas um ataque a uma profissional dedicada, mas a toda a comunidade escolar”, declarou o corpo docente.

Os educadores também afirmaram que atitudes agressivas e “covardes” não podem se tornar normais dentro das escolas.

A Secretaria Municipal de Educação lamentou o caso e informou que a diretora foi agredida enquanto cumpria seu dever legal de proteção à criança.

“Nenhuma forma de agressão ou intimidação contra servidores públicos e profissionais da educação pode ser naturalizada”, destacou a pasta em nota oficial.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que não localizou registro oficial da ocorrência até a última atualização do caso. A Prefeitura de Mongaguá também foi questionada sobre possíveis medidas adotadas, mas não respondeu.

Fonte: G1

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Feminicidio

Homem é preso após esfaquear companheira dentro de casa na Zona Leste de SP

por Redação 11 de maio de 2026

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) deteve neste sábado (9) Walif Santos da Silva, de 32 anos, acusado de esfaquear a própria companheira na região do Jardim Helena, na Zona Leste de São Paulo. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio.

A vítima, uma mulher de 23 anos, sofreu ferimentos no rosto, no pescoço e em uma das mãos. Ela foi atendida inicialmente na UPA Jardim Helena e permanece internada.

Segundo as autoridades, o crime aconteceu na residência do casal, localizada na Rua Maria de Lourdes, nº 140, na Chácara Três Meninas, área do Jardim Helena.

De acordo com o relato policial, a jovem procurou atendimento médico afirmando inicialmente que havia sofrido uma queda. Durante a avaliação clínica, porém, revelou ao médico que tinha sido atacada pelo companheiro após uma discussão.

A equipe da unidade de saúde acionou a GCM imediatamente. Utilizando o sistema Smart Sampa, os agentes identificaram que o suspeito estava na recepção da própria UPA no momento do atendimento da vítima.

Walif Santos da Silva recebeu voz de prisão ainda dentro da unidade de saúde. Segundo a corporação, ele não reagiu à abordagem.

A GCM informou ainda que o suspeito não possuía antecedentes criminais registrados até o momento. Após a prisão, ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito.

O boletim de ocorrência segue em elaboração no 50º Distrito Policial, no Itaim Paulista. A TV Globo informou que tenta contato com a defesa do acusado.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo confirmou que a Guarda Civil Metropolitana foi acionada por uma enfermeira da UPA Jardim Helena após o atendimento à vítima de esfaqueamento. Segundo a administração municipal, o agressor foi localizado no local e conduzido à delegacia.

Após o atendimento inicial na UPA, a vítima foi transferida para outra unidade hospitalar.

Fonte: G1

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Racismo

Justiça condena hotel de luxo em SP após advogado negro denunciar abordagem racista durante evento

por Redação 11 de maio de 2026

A Justiça de São Paulo condenou o hotel Tivoli Mofarrej, um dos mais luxuosos da capital paulista, a pagar R$ 20 mil por danos morais ao advogado José Luiz de Oliveira Junior, que denunciou ter sido alvo de uma abordagem racista durante um evento jurídico realizado no local.

A decisão foi publicada nesta sexta-feira (8) pela juíza Ana Raquel Victorino de França Soares, do 1º Juizado Especial Cível Central, no Fórum Vergueiro. Cabe recurso.

Segundo o processo, o advogado participou de um evento no hotel, localizado nos Jardins, Zona Oeste de São Paulo, em 20 de setembro de 2024. Já dentro do auditório, ele foi abordado por um segurança sob a alegação de que não estaria utilizando a credencial em local visível.

José Luiz afirmou à Justiça que a abordagem teve caráter discriminatório e provocou constrangimento diante das demais pessoas presentes. A defesa do hotel alegou que o procedimento fazia parte das regras de segurança e controle de acesso do evento.

Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que a situação ultrapassou os limites de uma verificação comum de segurança. Na sentença, a juíza destacou que o hotel não apresentou documentos que comprovassem a existência do protocolo alegado nem demonstrou que outras pessoas sem credencial visível receberam o mesmo tratamento.

“A situação narrada, consistente em ser chamado à atenção publicamente e questionado quanto à legitimidade de sua presença em evento regularmente acessado, revela-se apta a gerar constrangimento e abalo à dignidade”, escreveu a magistrada.

A decisão também ressaltou que o advogado já havia realizado o credenciamento antes da abordagem, o que reforçou, segundo a juíza, a “desnecessidade da intervenção naquele momento e modo”.

O caso ganhou repercussão em 2024 após José Luiz, membro da Associação Nacional da Advocacia Negra, divulgar vídeos do momento da abordagem. Nas imagens, ele questiona o segurança sobre o motivo de ter sido parado em meio a dezenas de participantes.

“Você acha que eu sou o quê?”, questionou o advogado durante a gravação. Em outro vídeo, José afirmou acreditar ter sido alvo de racismo por ser uma das únicas pessoas negras no local e também por usar dreads.

Em entrevista na época, ele relatou que se sentiu tratado como um “penetra”, apesar de ter pago pela participação no evento jurídico, que discutia direitos humanos e inteligência artificial.

O hotel Tivoli Mofarrej afirmou em nota que lamenta o desconforto relatado, mas sustenta que a decisão não reconhece prática racista por parte do empreendimento ou de seus funcionários. Segundo o hotel, a abordagem ocorreu porque o advogado não utilizava a credencial de forma visível, conforme exigência do evento.

A defesa informou ainda que irá recorrer da decisão e reafirmou compromisso com diversidade, respeito e inclusão.

Fonte: G1

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Segurança

Motorista de Porsche é preso após destruir carros estacionados no Tatuapé e admitir consumo de álcool

por Redação 11 de maio de 2026

Um motorista de Porsche foi preso em flagrante na noite deste sábado (9) após provocar um acidente envolvendo quatro veículos estacionados na Rua Itapeti, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o condutor apresentava sinais evidentes de embriaguez no momento da ocorrência.

O acidente aconteceu por volta das 20h51 e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros. Apesar da violência da batida, ninguém ficou ferido.

De acordo com a polícia, o motorista do Porsche Macan azul, ano 2021, foi identificado como Lincoln Augusto Tavares, de 31 anos. Os agentes relataram que ele perdeu o controle da direção e atingiu quatro veículos estacionados na via: um GM/Corsa, um Tiggo7, um Fiat/Pulse e um Jeep Renegade.

Segundo o boletim de ocorrência, o Porsche bateu primeiro no Corsa e depois atingiu frontalmente o Tiggo7. Com a força do impacto, o Tiggo foi lançado contra uma árvore e acabou atingindo o Fiat/Pulse, que também foi arremessado contra o Renegade.

Quando os policiais chegaram ao local, Lincoln já havia sido contido por moradores e por um policial civil que auxiliava na ocorrência.

Ainda segundo a PM, o motorista admitiu ter consumido bebida alcoólica antes do acidente. Ele foi convidado a realizar o teste do bafômetro, mas recusou. Mesmo sem o exame, os policiais afirmaram que o homem apresentava sinais claros de embriaguez, como fala pastosa, forte odor etílico, dificuldade para andar e confusão mental.

Os proprietários dos veículos atingidos também relataram na delegacia que perceberam sinais de embriaguez no condutor.

Lincoln informou durante o interrogatório que estava em processo de compra do Porsche, mas que o veículo ainda não havia sido transferido oficialmente para seu nome. Depois disso, optou por permanecer em silêncio.

A ocorrência foi registrada no 30º Distrito Policial. O delegado responsável determinou a prisão em flagrante por embriaguez ao volante, crime previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro.

A polícia informou ainda que o motorista foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de corpo de delito e toxicológico. Também foi solicitada perícia no local da batida, além da coleta de imagens de câmeras de segurança do Condomínio Helen Altos do Tatuapé, localizado em frente ao ponto do acidente.

A fiança foi estipulada em R$ 6 mil, valor que foi pago. Após isso, o motorista foi liberado.

Fonte: G1

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Segurança

Professor de jiu-jítsu acusado de abusos sexuais desembarca em SP após prisão no Amazonas

por Redação 8 de maio de 2026

O lutador e professor de jiu-jítsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, chegou a São Paulo na noite desta quinta-feira (7), após ser transferido do Amazonas para a capital paulista.

Ele desembarcou em voo comercial da LATAM Airlines Brasil no Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos.

Melqui foi preso no fim de abril após denúncias de abusos sexuais envolvendo ao menos três vítimas, entre elas uma adolescente de 17 anos.

A prisão temporária foi decretada pela Justiça após investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. O treinador havia sido detido em Manaus após autorização judicial para transferência solicitada pela Polícia Civil do Amazonas.

Por também atuar como policial civil, ele permaneceu até esta quinta-feira em cela especial na Delegacia Geral da Polícia Civil amazonense.

As investigações começaram após uma ex-aluna de 17 anos denunciar atos libidinosos sem consentimento durante uma competição esportiva realizada fora do país. Atualmente, a jovem mora nos Estados Unidos e prestou depoimento às autoridades junto aos familiares.

A 8ª Delegacia de Defesa da Mulher reuniu relatos de pelo menos três vítimas. Segundo a polícia, uma gravação entregue pelos denunciantes mostraria o investigado admitindo indiretamente os fatos e tentando evitar que o caso avançasse por meio de promessa de compensação financeira.

Durante as apurações, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados. Uma delas relatou que tinha apenas 12 anos na época dos fatos investigados.

De acordo com a polícia, Melqui havia viajado ao Amazonas menos de 24 horas antes da prisão. Após contato entre as corporações, ele se apresentou espontaneamente às autoridades em Manaus, onde o mandado foi cumprido.

Além da prisão temporária, a polícia executou três mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao investigado em Jundiaí.

A Polícia Civil do Amazonas informou que as investigações seguem em andamento, com coleta de depoimentos presenciais e virtuais para apuração de possíveis novos crimes.

Conhecido no cenário esportivo como faixa-preta e treinador de atletas, Melqui Galvão comandava uma academia na Zona Norte de Manaus e também atuava como instrutor de defesa pessoal da Polícia Civil do Amazonas.

Segundo a corporação, ele é servidor efetivo e estava lotado no setor de capacitação da instituição. Após as denúncias, foi afastado cautelarmente das funções até a conclusão das investigações.

Fonte: G1

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PCC

‘Diabo Loiro’, suspeito de lavar dinheiro do PCC e ligado a plano para matar promotor, volta a ser alvo da polícia

por Redação 8 de maio de 2026

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta sexta-feira (8) a Operação Caronte, que mira um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas ligado ao Primeiro Comando da Capital.

O principal alvo da operação é Eduardo Magrini, conhecido nas redes sociais como “Diabo Loiro”. Ele já havia sido preso em 2025 em investigação do Gaeco de Campinas por suspeita de participação em um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.

Segundo os investigadores, empresas do ramo de transporte e rodeios eram usadas para movimentar recursos financeiros de origem criminosa por meio de sócios considerados “laranjas”. A investigação aponta que Magrini mantinha vínculos diretos com essas empresas e ostentava patrimônio milionário nas redes sociais.

O filho dele, Mateus Magrini, também é alvo das buscas. De acordo com a investigação, ele teria movimentado dinheiro ilícito por meio de uma empresa do setor musical.

Mateus já havia sido citado na Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, mesma investigação que atingiu o cantor MC Ryan SP, apontado como ex-enteado de Eduardo Magrini.

Para o Ministério Público, as relações familiares reforçam a suspeita de que o núcleo familiar atuava de forma estruturada na lavagem de dinheiro do crime organizado.

A Operação Caronte cumpre 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.

A ação é conduzida pelo Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD), da 1ª DIG-DEIC Campinas, em conjunto com o Gaeco.

As investigações indicam que o esquema de lavagem funcionava desde 2016 e ganhou força após análises fiscais, bancárias e dados do COAF apontarem movimentações incompatíveis com as rendas declaradas pelos investigados.

Segundo o Ministério Público, Eduardo Magrini acumula condenações por tráfico de drogas e uso de documentos falsos desde 1998 e seria integrante importante da facção criminosa.

Antes de ser preso, o influenciador exibia nas redes sociais carros de luxo, viagens e participações em rodeios para mais de 100 mil seguidores.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas ligadas aos investigados, além do bloqueio de veículos e outros bens.

O nome da operação faz referência a Caronte, personagem da mitologia grega responsável por transportar almas ao submundo de Hades.

Fonte: G1

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Segurança

Defesa de cabeleireiro esfaqueado por cliente pede investigação por tentativa de homicídio e homofobia

por Redação 8 de maio de 2026

A defesa do cabeleireiro Eduardo Ferrari afirmou que irá acionar o Ministério Público para pedir que a agressão sofrida por ele dentro de um salão em São Paulo seja reclassificada como tentativa de homicídio e homofobia.

O caso aconteceu na terça-feira (5) e foi registrado inicialmente no 91º Distrito Policial como lesão corporal, ameaça e autolesão.

Segundo a advogada Quecia Montino, a cliente Laís Gabriela Barbosa da Cunha atacou o profissional “de forma repentina, desproporcional e violenta pelas costas”, utilizando uma faca de serra após reclamar do resultado de um procedimento capilar.

A defesa sustenta que a própria suspeita declarou aos policiais que teria ido ao local com intenção de “matar esse viado desgraçado”, frase que, segundo a advogada, pode caracterizar motivação homofóbica além da tentativa de homicídio.

Ainda de acordo com Quecia Montino, serão adotadas medidas para responsabilização criminal da cliente também por homofobia, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal que equipara esse tipo de discriminação ao crime de racismo.

A Secretaria da Segurança Pública informou que a delegada responsável encaminhou o caso ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), cabendo agora ao Ministério Público e ao Judiciário analisar eventual reclassificação dos crimes.

Prints entregues à Polícia Civil mostram ameaças feitas por Laís ao cabeleireiro antes da agressão. Nas mensagens, ela chama Eduardo de “viado desgraçado” e afirma que tinha vontade de “ir no salão e colocar fogo”.

Segundo o cabeleireiro, a cliente havia realizado anteriormente um procedimento de mechas e texturização no salão e, inicialmente, saiu satisfeita, registrando fotos e divulgando o resultado nas redes sociais.

Dias depois, porém, passou a reclamar publicamente do serviço, alegando ter sofrido um “corte químico”, situação caracterizada pela quebra intensa dos fios causada por processos químicos.

Na terça-feira, Laís retornou ao salão exigindo reembolso e passou a ameaçar funcionários. Eduardo afirma que o gerente orientou a cliente a procurar a Justiça ou o Procon caso desejasse contestar o procedimento. Após a negativa do estorno, ela teria pegado uma faca e partido para cima dele.

O cabeleireiro sofreu ferimentos superficiais nas costas e passou por exame de corpo de delito.

Segundo depoimentos colhidos pela polícia, mesmo após ser contida, a mulher continuou fazendo ameaças. Testemunhas relataram que ela afirmou que Eduardo “morreria de qualquer jeito” e que poderia mandar terceiros cometerem o crime.

Em vídeos divulgados após o episódio, Laís criticou o corte da franja, afirmando que o cabelo ficou “parecendo o Cebolinha”, personagem da Turma da Mônica. No mesmo vídeo, ela admitiu ter feito ofensas homofóbicas ao profissional.

A suspeita afirmou que ainda está constituindo advogado e que só irá se manifestar oficialmente após contratar defesa.

Fonte: G1

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Feminicidio

Mensagens expõem suposto assédio de tenente-coronel preso por feminicídio contra outra PM em SP

por Redação 8 de maio de 2026

Mensagens de celular revelaram que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto, preso sob acusação de matar a esposa, também policial militar, teria assediado sexualmente uma subordinada durante oito meses em São Paulo.

Os prints de WhatsApp mostram conversas enviadas entre junho de 2025 e março de 2026 à soldado Rariane Generoso. Em uma das mensagens, o oficial pergunta: “Quer namorar comigo?”. Em outra, escreve: “Não vejo a hora de te dar um beijo bem gostoso nessa sua boca deliciosa”.

À época das mensagens, Neto era casado com a soldado Gisele Alves, morta em fevereiro deste ano após ser baleada no apartamento do casal, no Brás, região central da capital paulista.

Segundo a denúncia apresentada à Corregedoria da PM pelo advogado de Rariane, o oficial insistiu em investidas amorosas e utilizava referências religiosas para tentar se aproximar da subordinada. Em mensagens, dizia que conversava com Deus sobre ela em orações e chegou a falar sobre casamento e filhos.

As respostas da soldado, porém, mostram rejeição constante. “Vamos manter o profissionalismo, por favor” e “Eu só peço para que me deixe em paz” estão entre as mensagens enviadas por Rariane.

A policial também relatou constrangimento dentro da corporação após colegas comentarem que ela seria amante do superior hierárquico. Segundo a denúncia, Neto teria usado a posição de comando para pressioná-la, sugerindo transferência para uma função próxima a ele e ameaçando removê-la após recusas.

As acusações incluem assédio sexual e moral, perseguição, ameaça e coação. A Corregedoria da PM analisa administrativamente as conversas e a conduta do oficial.

De acordo com o relato da soldado, as abordagens ultrapassaram o ambiente virtual. O tenente-coronel teria ido até o condomínio onde ela mora levando flores. Imagens de câmeras de segurança registraram a passagem dele pelo local. Em mensagens posteriores, o oficial afirmou ter encontrado o endereço e elogiou a estrutura do condomínio.

Rariane também afirmou que Neto retornou ao prédio usando viatura oficial e fardado durante o expediente, o que contraria normas internas da Polícia Militar sobre uso de veículos da corporação.

As mensagens teriam continuado mesmo após a morte de Gisele Alves. Segundo a denúncia, o tenente-coronel procurou novamente a soldado para afirmar que não havia cometido o crime contra a esposa.

Geraldo Neto está preso acusado de feminicídio e fraude processual. Segundo o Ministério Público, ele matou Gisele porque não aceitava a separação após ela descobrir traições do marido. A investigação aponta ainda que o oficial tentou alterar a cena do crime para simular um suicídio.

A defesa sustenta que Gisele tirou a própria vida e afirma que o oficial é inocente.

Além da ação criminal, Neto responde a procedimentos internos na Polícia Militar e pode perder o cargo. A Corregedoria também apura se ele tentou intimidar policiais militares que atenderam a ocorrência da morte da esposa.

Fonte: G1

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Segurança

Hacker “fantasma” invadia sistemas de governos e vendia dados sigilosos a criminosos

por Redação 8 de maio de 2026

Um hacker apontado como responsável por invadir sistemas de governos estaduais, tribunais e forças policiais foi preso nesta quinta-feira (7), em Minas Gerais, durante operação conjunta da Polícia Civil paulista, da Polícia Civil mineira, da Controladoria Geral do Estado e da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.

Identificado apenas como Leonardo, o suspeito é considerado um “fantasma” pelas autoridades devido ao alto nível técnico utilizado para ocultar rastros digitais durante os ataques cibernéticos.

Segundo as investigações, ele explorava falhas em servidores de tecnologia da informação para acessar sistemas públicos e extrair dados sigilosos, incluindo informações pessoais, funcionais e credenciais de acesso de autoridades e órgãos estaduais.

A polícia afirma que o hacker desenvolvia softwares maliciosos com mecanismos de comando e controle para realizar as invasões. Após obter os dados, ele comercializava o material em fóruns clandestinos da deep web e dark web, abastecendo quadrilhas especializadas em golpes digitais.

As investigações apontam que Leonardo atuava na área de Tecnologia da Informação desde a década de 1990 e possuía experiência profissional em desenvolvimento de sistemas, automação, infraestrutura tecnológica e consultoria para empresas privadas.

O esquema funcionava em diferentes etapas. Primeiro, o hacker identificava vulnerabilidades em servidores públicos. Em seguida, implantava malwares capazes de acessar sistemas internos e extrair informações estratégicas. Depois disso, os dados eram negociados com criminosos interessados em aplicar fraudes e ataques virtuais.

De acordo com o Metrópoles, as autoridades já identificaram o repasse de acessos ligados ao Tribunal de Justiça do Maranhão, Tribunal de Justiça de Goiás, Polícia Militar de Goiás e às polícias civis de Minas Gerais e São Paulo.

A investigação também apura possível ligação entre Leonardo e Francisco Bruno de Sousa Costa, hacker preso anteriormente pela Polícia Federal por explorar vulnerabilidades do sistema do Detran do Distrito Federal. Segundo a polícia, há indícios de compartilhamento de conhecimento técnico criminoso entre os dois.

Leonardo foi localizado em um sítio na região de Juiz de Fora após investigadores identificarem arquivos armazenados em um data center em Belo Horizonte. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes conseguiram bloquear os sistemas utilizados pelo suspeito e apreender equipamentos e informações.

O material passará por perícia para identificar todos os alvos do esquema, possíveis clientes e o valor movimentado com a venda ilegal de dados.

Apesar da prisão, Leonardo responderá ao processo em liberdade mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

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