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Brasil

STF

Resort liga Toffoli ao entorno do dono do Master e ministro deixa relatoria no STF

por Redação 13 de fevereiro de 2026

O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação de relatório da Polícia Federal (PF) com dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O documento, mantido sob sigilo, menciona o nome do magistrado em mensagens encontradas no aparelho. A saída foi anunciada depois de reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

Antes do encontro, Toffoli confirmou, em nota, ser sócio da empresa Maridt Participações, que vendeu participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Nos registros da Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), apenas os irmãos do ministro — José Eugênio e José Carlos Toffoli — aparecem como executivos da empresa, criada em outubro de 2020 e sediada em Marília (SP). Por ser sociedade anônima de capital fechado, pode haver acionistas que recebem dividendos sem constar como administradores.

Segundo Toffoli, os valores recebidos foram declarados à Receita Federal e ele “nunca recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”. O ministro afirma que apenas recebe dividendos da empresa familiar, sem exercer gestão, o que sustenta ser permitido pela Lei Orgânica da Magistratura (Lomam). Também declarou que só se tornou relator do caso quando a Maridt já não integrava o grupo implicado na investigação.

Até 21 de fevereiro de 2025, a Maridt fazia parte do grupo Tayayá Ribeirão Claro. Em 27 de setembro de 2021, metade das cotas foi vendida ao Fundo Arleen, gerido pela Reag Investimentos e pertencente a Zettel, em operação avaliada em cerca de R$ 6,6 milhões. O fundo tornou-se o principal sócio da Maridt no empreendimento. A participação remanescente foi alienada em 21 de fevereiro de 2025 à empresa PHD Holding. De acordo com a nota do ministro, todas as operações ocorreram a valor de mercado.

Reportagens da Folha de S.Paulo e do Estado de S.Paulo apontam que Zettel está por trás de uma rede de fundos administrados pela Reag, gestora investigada por suspeita de fraudes envolvendo o Master, liquidado pelo Banco Central em novembro, no âmbito da Operação Compliance Zero.

O relatório da PF entregue ao STF menciona telefonemas entre Toffoli e Vorcaro, convite para festa de aniversário do ministro e conversas de Vorcaro com terceiros sobre pagamentos relacionados ao resort da família do magistrado. O documento não pede diretamente o impedimento, mas se fundamenta no artigo 33 da Lomam, que prevê remessa dos autos ao tribunal competente quando houver indício de crime envolvendo magistrado.

Após o envio das informações, foram apresentados pedidos de suspeição contra Toffoli. O ministro negou haver motivo para afastamento e classificou as conclusões do relatório como “ilações”. Fachin encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), que analisava três pedidos de suspeição — um decorrente do relatório da PF e outros dois apresentados pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-SE).

Na noite de quinta-feira, o ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator. A confirmação da participação societária do ministro em negócios que passaram por fundos ligados ao entorno de Vorcaro ampliou a pressão política, com cobranças da oposição por uma CPI no Congresso.

Em nota assinada pelos dez ministros, o STF declarou não ser cabível a arguição de suspeição, reconheceu a “plena validade dos atos praticados” por Toffoli e manifestou “apoio pessoal” ao magistrado. A Presidência acolheu pedido do próprio ministro para redistribuição dos processos. Ao deixar a reunião, Toffoli afirmou que o clima foi “excelente” e que tudo ocorreu de forma unânime.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Novo relator no caso Master: Mendonça terá que decidir futuro do inquérito no STF

por Redação 13 de fevereiro de 2026

A mudança na relatoria do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) inaugura uma nova fase na investigação que envolve o banco de Daniel Vorcaro. Sorteado após a saída de Dias Toffoli, o ministro André Mendonça deverá, nas próximas semanas, analisar o material já produzido e definir os próximos passos do inquérito.

A redistribuição ocorreu depois de reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para apresentar aos ministros o relatório da Polícia Federal (PF) com dados extraídos do celular de Vorcaro. O documento menciona o nome de Toffoli. Ainda assim, os ministros avaliaram que não havia elementos para arguição de suspeição e reconheceram a validade dos atos praticados pelo antigo relator.

Definição do foro

O primeiro movimento de Mendonça será examinar o estágio atual da investigação, que chegou ao Supremo em novembro de 2025. De acordo com fontes ouvidas sob reserva, há um relatório parcial da PF já encaminhado ao tribunal, além de novas frentes de apuração em andamento, incluindo a análise de dados de celulares apreendidos.

Um dos pontos centrais será a definição sobre o foro. Caberá ao novo relator decidir se há elementos que justifiquem a permanência do caso no STF ou se parte — ou a totalidade — das investigações deve ser enviada à primeira instância.

Relatos feitos ao GLOBO indicam que a tendência inicial é manter o processo no Supremo ao menos até que haja maior clareza sobre o alcance das apurações e eventual envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro. A decisão, no entanto, dependerá da análise técnica do material reunido pela PF.

A mudança na relatoria foi formalizada após reunião iniciada por volta das 16h30 e encerrada às 19h, segundo a assessoria do STF, sendo retomada às 20h. Em nota assinada pelos demais dez ministros, a Corte informou que a Presidência adotará as providências processuais necessárias para a extinção da ação e remessa dos autos ao novo relator.

O comunicado também registra que os ministros entenderam não ser o caso de arguição de suspeição diante dos achados que citam Toffoli no relatório da PF e reconheceram “plena validade dos atos praticados”, além de manifestarem “apoio pessoal” ao magistrado.

Após o envio do ofício da PF, foi protocolado pedido de suspeição contra Toffoli. Em resposta, o ministro negou haver motivo para afastamento e reiterou nota divulgada anteriormente. Ele afirmou ter recebido um “pedido de declaração de suspeição” elaborado pela PF para deixá-lo fora da relatoria do caso do Banco Master e classificou o relatório apresentado a Fachin como baseado em “ilações”.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Polícia descarta participação de terceiros em morte de secretário e filho em Itumbiara

por Redação 13 de fevereiro de 2026

A Polícia Civil informou que não há indícios de participação de outras pessoas nas m0rt3s do secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, e do filho mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12. Segundo a corporação, até o momento não foram encontrados elementos que apontem envolvimento de terceiros.

O caso ocorreu na noite de quarta-feira (11), na residência da família. De acordo com as investigações, Thales teria atirado contra os dois filhos e, em seguida, contra si. O filho caçula, de 8 anos, foi socorrido e está em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos. Parentes chegaram ao local após visualizarem uma publicação em tom de despedida feita pelo secretário em uma rede social. A postagem foi apagada pouco depois.

Thales era genro do prefeito Dione Araújo e estava casado há 15 anos com a mãe das crianças, que viajava para São Paulo no momento do crime.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso é tratado como homicídio consumado e homicídio tentado, “seguidos de autoextermínio por parte do autor”. As investigações estão sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios de Itumbiara (GIH).

A corporação destacou que o GIH acompanhou os trabalhos da perícia técnico-científica até a remoção do corpo e segue realizando diligências, colhendo depoimentos e solicitando exames periciais, “preservando o sigilo do inquérito e respeitando a dor dos familiares”.

Luto oficial

A Prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial de três dias a partir de quinta-feira (12). Durante o período, os atendimentos ao público estão suspensos nos órgãos da administração direta e indireta. A rede municipal de ensino encerrou as aulas às 9h30 e prevê retorno na sexta-feira (13).

O governador Ronaldo Caiado e a primeira-dama Gracinha manifestaram consternação diante da tragédia. Em nota, afirmaram que a violência dentro de um lar, especialmente quando crianças são vítimas, atinge toda a sociedade e provoca luto e indignação. O governador informou ainda que suspendeu a agenda para ir a Itumbiara prestar solidariedade à família, em especial ao prefeito Dione Araújo.

O corpo do filho mais velho é velado na residência do prefeito, avô do menino.

Fonte: G1

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Saúde

Laudo do IML aponta deformidade permanente após procedimento estético feito por dentista

por Redação 13 de fevereiro de 2026

Um laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) apontou lesões corporais de natureza gravíssima e deformidade estética permanente na secretária Silvia Maria Cândido, de 63 anos, após procedimentos estéticos realizados pela dentista Fernanda Borges da Silva, em Ribeirão Preto (SP). A clínica onde a profissional atendia está interditada desde setembro do ano passado.

Silvia passou por duas intervenções — lifting facial e cervicoplastia — no dia 11 de setembro. Menos de 24 horas depois, precisou ser submetida a uma cirurgia de emergência, na madrugada do dia 12, devido a um sangramento intenso no pescoço.

Além dela, outras quatro mulheres procuraram a Polícia Civil para denunciar a dentista por complicações graves no pós-cirúrgico de diferentes procedimentos. A EPTV, afiliada da TV Globo, entrou em contato com a defesa de Fernanda, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) informou que o processo que investiga a conduta da profissional tramita em sigilo. Já a presidente do Conselho Regional de Odontologia (CRO), Karina Ferrão, afirmou que nem todos os procedimentos estéticos são permitidos a cirurgiões-dentistas.

Segundo ela, a resolução 198 autoriza e reconhece a harmonização orofacial como especialidade odontológica, permitindo cirurgias como bichectomia, lip lifting e lipo cirúrgica de papada. No entanto, a resolução 230 veda determinados procedimentos, entre eles o lifting facial.

‘Verdadeiro pesadelo’

Silvia ficou sete dias em coma induzido após complicações do chamado protocolo Livcontour, que combina lifting facial e cervicoplastia, intervenções destinadas a rejuvenescer rosto e pescoço e remover excesso de pele e gordura.

Após a cirurgia inicial, ela relatou insatisfação com o resultado, e a dentista sugeriu um “retoque” no pescoço. Segundo a secretária, a profissional descreveu o procedimento como simples e superficial. No mesmo dia, porém, surgiram os primeiros sinais de complicação.

“Ela me disse que seriam só quatro pontinhos, um corte superficial, bem simples. Mas quando saí da clínica e fui até a casa da minha irmã, ela percebeu que eu estava sangrando”, relatou.

Ao procurar novamente a dentista, Silvia afirmou ter sido tranquilizada de que não se tratava de algo grave. Na madrugada seguinte, acordou com sangramento intenso e dificuldade para respirar. Tentou contato diversas vezes com a profissional, mas não obteve resposta.

Ela então procurou um hospital particular, onde exames indicaram a necessidade imediata de cirurgia. Além do coma induzido, permaneceu mais dez dias internada na UTI. À EPTV, afirmou que ouviu dos médicos que o atendimento rápido foi determinante para sua sobrevivência.

“Se demorasse um pouquinho mais para chegar no hospital, não dava tempo de me socorrer, porque na situação que eu cheguei, eles já tiveram dificuldade para me entubar porque já estava bastante inchado o meu pescoço”, disse.

Silvia já conhecia a dentista de atendimentos anteriores menos invasivos, incluindo aplicações de botox.

Clínica interditada

A clínica localizada no Alto da Boa Vista foi interditada administrativamente em 24 de setembro, após inspeção que constatou irregularidades sanitárias. Desde então, o local não tem autorização para funcionamento ou atendimento de pacientes.

De acordo com a Vigilância Sanitária, foram identificadas infrações graves, como funcionamento sem licença sanitária para atividades de estética e para policlínica odontológica, além do descumprimento de normas de controle de infecção.

Na semana passada, quando novos relatos vieram à tona, a advogada Mônica Paula Lino de Andrade, que representa a dentista, afirmou que as pacientes que relataram complicações não foram submetidas a exames clínicos ou periciais que comprovassem as acusações.

Fonte: G1

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Olimpíadas de Inverno

Ucraniano é desclassificado por capacete com homenagem a mortos na guerra e chama decisão do COI de “erro terrível”

por Redação 12 de fevereiro de 2026

O atleta ucraniano de skeleton Vladyslav Heraskevych foi desclassificado das Olimpíadas de Inverno após decidir competir com um capacete estampado com imagens de pessoas mortas na guerra contra a Rússia. Após reunião com o Comitê Olímpico Internacional (COI), ele criticou duramente a decisão e afirmou que a medida foi “um erro terrível”.

Segundo Heraskevych, de 26 anos, o objetivo era homenagear amigos que morreram no conflito. Entre os retratados estavam o patinador artístico Dmytro Sharpar, morto há dois anos, e o biatleta Yevhen Malyshev, que morreu em março de 2022. O atleta afirmou ter comparecido a “muitos funerais” de jovens mortos na guerra.

“Estive em muitos funerais quando estive na Ucrânia e é uma tragédia verdadeiramente terrível que jovens tão novos tenham sido mortos em vão. Graças ao sacrifício deles, podemos estar aqui hoje, e quero homenageá-los e homenagear suas famílias”, declarou.

Antes da desclassificação, membros do COI sugeriram alternativas para que ele se manifestasse após a prova, mas não houve acordo dentro das regras da competição. Para o ucraniano, a decisão estaria alinhada à “propaganda russa” e não teria sido adequada. “Acredito que foi um erro terrível cometido pelo COI”, afirmou.

A presidente do COI, Kirsty Coventry, declarou após a reunião que a entidade não discorda da mensagem do atleta, mas que a manifestação violava a Carta Olímpica. Em resposta, Heraskevych classificou as regras como “discriminatórias”.

“Eu nunca quis um escândalo com o COI, e não fui eu quem o criou. O COI o criou com sua interpretação das regras, que muitos consideram discriminatória. Embora esse escândalo tenha possibilitado falar em voz alta sobre os atletas ucranianos que foram mortos, ao mesmo tempo o próprio fato do escândalo desvia uma enorme quantidade de atenção das competições em si e dos atletas que estão participando delas”, disse.

Entenda o caso

Porta-bandeira da Ucrânia na cerimônia de abertura, Heraskevych utilizou o capacete com as imagens durante um treinamento oficial na segunda-feira (10). Após a proibição, acusou o COI de “traição” nas redes sociais.

“Uma decisão que simplesmente parte meu coração. A sensação é de que o COI está traindo aqueles atletas que fizeram parte do Movimento Olímpico, não permitindo que sejam homenageados na arena esportiva onde nunca mais poderão pisar”, escreveu.

A Ucrânia apresentou recurso contra o veto, defendendo que o atleta pudesse usar o chamado “capacete da memória”. O pedido foi rejeitado sob a justificativa de violação das regras relativas à expressão política previstas na Carta Olímpica.

Na manhã de quinta-feira, antes da prova, Heraskevych afirmou que competiria com o capacete mesmo assim. Após reunião com o COI, foi oficializada a desclassificação por descumprimento das Diretrizes sobre Expressão dos Atletas.

“Fui desclassificado da prova. Certamente não encontramos um ponto em comum nesse assunto. Acredito que eles merecem esse momento. Certamente eu não terei meu momento nestes Jogos Olímpicos, apesar de eu dizer que tive resultados muito bons nos treinos. Eu realmente acredito que poderíamos estar entre os medalhistas hoje e amanhã, mas não poderemos competir”, afirmou.

Fonte: GE

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Assédio

Segunda vítima relata assédio de ministro do STJ, diz que chorava após episódios e temia perder o emprego

por Redação 12 de fevereiro de 2026

A segunda mulher que denunciou o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi por assédio sexual afirmou que os episódios ocorreram de forma periódica enquanto trabalhava como secretária no gabinete do magistrado, em 2023. Buzzi foi afastado provisoriamente por decisão unânime do plenário da Corte e nega as acusações.

Funcionária terceirizada à época, a denunciante relatou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que testemunhas presenciaram momentos em que ela saía chorando do gabinete ou pedia ajuda após as supostas investidas. No depoimento, afirmou que tinha medo de ficar desempregada e que, embora tenha pensado diversas vezes em pedir demissão, precisava do trabalho.

Procurado, o ministro não comentou especificamente esse caso. Após o afastamento, a defesa declarou que ele é inocente e classificou a medida como desnecessária, argumentando inexistir risco concreto à investigação e ressaltando que Buzzi já se encontra afastado para tratamento médico. Segundo os advogados, a decisão cria um “arriscado precedente de afastamento de magistrado antes do crivo do pleno contraditório”.

O ministro é alvo de duas denúncias. O afastamento foi definido em sessão do pleno do STJ descrita por integrantes da Corte como marcada por “clima de funeral e indignação”. Trechos dos depoimentos das vítimas foram lidos pelo ministro Francisco Falcão, membro da comissão de sindicância instaurada na semana passada.

A investigação está em andamento e ainda não há acusação formal. A tipificação da conduta poderá variar, segundo o entendimento dos investigadores e do Ministério Público Federal, de importunação sexual a crimes mais graves, como assédio sexual.

A primeira denúncia partiu de uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, que registrou ocorrência na polícia. O caso teria ocorrido em 9 de janeiro, em Balneário Camboriú (SC), durante férias na casa de praia do magistrado. Segundo o relato, ele teria tentado agarrá-la repetidas vezes enquanto ela tomava banho de mar. A família deixou o local e registrou boletim de ocorrência em São Paulo. No registro policial, foi apontada a possibilidade de importunação sexual.

Já a segunda denúncia, apresentada por ex-assessora à Corregedoria Nacional de Justiça, ainda não teve enquadramento jurídico definido.

Enquanto estiver afastado, Buzzi está impedido de utilizar o gabinete, veículo oficial e demais prerrogativas do cargo, mas continuará recebendo salário de R$ 44 mil.

O ministro também enviou carta aos colegas do STJ. No texto, afirmou estar hospitalizado sob acompanhamento cardíaco e emocional, disse repudiar as acusações e declarou confiar que demonstrará sua inocência nos procedimentos instaurados. Ressaltou sua trajetória pessoal e profissional, casamento de 45 anos e afirmou jamais ter adotado conduta que maculasse a magistratura. Disse ainda que vive momento de dor, angústia e exposição e que confia na apuração técnica e imparcial dos fatos.

Fonte: OGLOBO

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Brasil

Toffoli confirma sociedade em empresa ligada a resort que negociou com cunhado de Vorcaro

por Redação 12 de fevereiro de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli admitiu, em nota, que é sócio da empresa Maridt, que vendeu participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, a um fundo pertencente ao cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo o ministro, os valores recebidos na negociação foram declarados à Receita Federal. Ele afirmou ainda que nunca recebeu qualquer quantia de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.

A Maridt integrou a administração do resort até fevereiro de 2025. Toffoli é relator, no STF, da investigação que apura supostas fraudes na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. A Polícia Federal entregou ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, o material extraído do celular de Vorcaro, no qual há menções ao nome de Toffoli.

Fachin encaminhou o relatório ao próprio Toffoli para que ele avalie a eventual necessidade de se declarar impedido. Na nota divulgada, o ministro não menciona possível suspeição e afirma que somente assumiu a relatoria do caso Master quando a Maridt já não integrava o grupo Tayayá Ribeirão Claro.

Toffoli não informou os valores envolvidos nas negociações, mas declarou que todas as vendas ocorreram dentro de valor de mercado.

No comunicado, o ministro reiterou que integra apenas o quadro societário da empresa, cuja administração é exercida por parentes. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura (artigo 36 da Lei Complementar 35/1979), magistrados podem participar de sociedades empresariais e receber dividendos, sendo vedado apenas o exercício de atos de gestão.

Segundo a assessoria, Toffoli recebeu exclusivamente dividendos, sem desempenhar funções administrativas na empresa, condição permitida pela legislação.

Fonte: OGLOBO

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STF

Toffoli exige envio integral de dados de celulares apreendidos no caso Master ao STF

por Redação 12 de fevereiro de 2026

O ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (12) que a Polícia Federal (PF) encaminhe à Corte os dados completos de todos os celulares apreendidos e periciados no âmbito da investigação.

A decisão foi tomada após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um relatório referente à perícia realizada no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Master.

De acordo com as investigações, o nome de Toffoli aparece em mensagens encontradas no aparelho. O teor das conversas não foi divulgado.

Na determinação, Toffoli ordena que a PF envie, na íntegra, o conteúdo de todos os dispositivos e mídias apreendidos, bem como os laudos periciais, incluindo dados telemáticos, informáticos e telefônicos.

Entre pessoas próximas à apuração, a medida foi interpretada como uma reação firme após o envio do relatório a Fachin, descrita como uma forma de “dobrar a aposta”.

As menções ao ministro encontradas no celular de Vorcaro intensificaram a pressão para que ele se declare impedido de seguir como relator do caso. O relator é o magistrado responsável pela condução do processo no tribunal.

Na quarta-feira (11), Toffoli divulgou nota afirmando ser alvo de “ilações” e sustentou que não cabe à Polícia Federal apresentar pedidos de declaração de suspeição.

Nesta quinta (12), em novo comunicado, o gabinete do ministro esclareceu sua participação societária na empresa Maridt e negou qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro.

Toffoli admitiu integrar o quadro societário da empresa, cuja administração, segundo a nota, é exercida por familiares. O texto ressalta que a condição é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que veda apenas a prática de atos de gestão por magistrados.

Conforme o artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e receber dividendos, sendo proibido apenas de atuar como administrador.

Segundo o gabinete, a Maridt é uma sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial de São Paulo, e administrada pelos irmãos do ministro, José Carlos e José Eugênio Toffoli.

A nota também informa que a empresa integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, até 21 de fevereiro de 2025, quando foi concluída sua saída por meio de duas operações: a venda de cotas ao Fundo Arleen, em 27 de setembro de 2021 — fundo controlado pela Reag, administradora de investimentos ligada ao Master — e a alienação do saldo remanescente à PHB Holding, em 21 de fevereiro de 2025.

De acordo com o gabinete, todas as operações foram declaradas à Receita Federal e ocorreram dentro do valor de mercado, embora os montantes não tenham sido divulgados.

Segundo interlocutores, Toffoli recebeu dividendos da Maridt enquanto a empresa ainda integrava o grupo responsável pelo resort Tayayá.

Fonte: G1

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Canetas Emagrecedoras

Canetas emagrecedoras são vendidas ilegalmente nas redes sociais no Ceará

por Redação 12 de fevereiro de 2026

Com a popularização das canetas emagrecedoras, a venda irregular desses medicamentos tem crescido nas redes sociais, segundo reportagem da TV Verdes Mares. Perfis no Instagram e WhatsApp comercializam o produto em doses fracionadas, com preços que variam de R$ 150 a R$ 1.400.

Desde 2025, as canetas emagrecedoras foram aprovadas pela Anvisa para tratamento de diabetes e obesidade, mas somente com prescrição médica e em estabelecimentos autorizados, como farmácias e clínicas habilitadas. A comercialização irregular representa riscos à saúde, já que não há garantias sobre armazenamento adequado ou integridade do medicamento.

No Ceará, a fiscalização tem intensificado as ações. Ao longo de 2025, cerca de 2 mil canetas foram apreendidas no Aeroporto de Fortaleza. Somente em janeiro de 2026, a Receita Federal confiscou 1.842 ampolas em uma transportadora da cidade. Na terça-feira (10), a Polícia Civil prendeu um homem de 28 anos em Fortaleza com dez canetas emagrecedoras, documentos falsos, 31 cartões de terceiros e maquinetas de cartão. No fim de janeiro, a Polícia Rodoviária Federal também apreendeu produtos contrabandeados do Paraguai.

A Anvisa alertou a população sobre os riscos do uso sem acompanhamento médico, destacando seis casos suspeitos de pancreatite aguda grave envolvendo medicamentos que contenham semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida.

Reportagem identificou ainda perfis de influenciadores digitais vendendo o produto ilegalmente, com frases como: “Se você morrer, pelo menos morre magro. Morre feliz”. Uma nutricionista também oferecia os medicamentos, apesar de não estar autorizada e ter registro cancelado pelo Conselho Regional de Nutrição (CRN-CE).

Especialistas reforçam que apenas o uso acompanhado por médicos e nutricionistas, com produtos adquiridos em estabelecimentos autorizados, garante segurança e evita riscos à saúde, incluindo perda de massa magra e deficiências nutricionais.

Fonte: G1

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Polícia Federal

PF nega porte de armas para Divisão de Elite da Guarda Municipal do Rio

por Redação 12 de fevereiro de 2026

A Polícia Federal negou o pedido da Prefeitura do Rio para que integrantes da Divisão de Elite da Guarda Municipal (Força Municipal) recebam porte de armas. A decisão baseia-se na lei que proíbe a cessão de armamento para profissionais de outras carreiras fora da corporação policial.

O parecer da PF, obtido pelo RJ2, afirma que a criação de uma “força de elite armada” com atuação ostensiva e perfil militarizado “extrapola a função constitucional, invadindo a esfera de atuação das polícias militares e, consequentemente, a competência legislativa da União”. O documento ainda lembra que as guardas municipais têm caráter civil e sua função é a proteção preventiva de bens, serviços, logradouros públicos e instalações municipais.

A lei que criou a Divisão de Elite da GM-Rio prevê a contratação de agentes por tempo determinado de um ano, prorrogável até cinco vezes. Desde setembro de 2025, os 600 guardas da Força Municipal realizam treinamento na academia inaugurada pela prefeitura, com investimentos superiores a R$ 60 milhões.

Mil e quinhentas pistolas já foram entregues em cerimônia na Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal. Em fevereiro, o prefeito Eduardo Paes afirmou que agentes da PM liberados para atuar com a Guarda Municipal terão “missões claras, comandos específicos” no enfrentamento a roubos e furtos.

Fontes informam que a prefeitura solicitou revisão da decisão da PF, mas o pedido foi negado e o caso segue agora para análise em Brasília.

Nota da Prefeitura do Rio:
“Todos os agentes que realizaram o curso de formação para a Divisão de Elite da GM-Rio – Força Municipal, aplicado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), são guardas municipais selecionados em processo interno. A Prefeitura solicitou formalmente à Polícia Federal o porte de arma funcional e ressalta que o processo está em curso, cumprindo todos os trâmites legais. Todos os equipamentos estão comprados e homologados.”

Fonte: G1

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